{"id":3884,"date":"2012-01-30T23:00:00","date_gmt":"2012-01-30T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"o-processo-especial-de-revitalizacao-do-codigo-da-insolvencia-e-da-recuperacao-de-empresas","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/o-processo-especial-de-revitalizacao-do-codigo-da-insolvencia-e-da-recuperacao-de-empresas\/","title":{"rendered":"O processo especial de revitaliza\u00e7ao do C\u00f3digo da Insolvencia e da Recupera\u00e7ao de empresas"},"content":{"rendered":"<p>Em 20 de Janeiro a Assembleia da Rep&uacute;blica aprovou na generalidade a Proposta de Lei n.&ordm; 39\/XII do Governo que visa proceder &agrave; sexta altera&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo da Insol\u0119ncia e da Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das altera&ccedil;&otilde;es ser&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um novo processo especial de revitaliza&ccedil;&atilde;o, que pretende de forma c&eacute;lere promover e recuperar o devedor, deixando em segundo plano a liquida&ccedil;&atilde;o do seu patrim&oacute;nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poder&atilde;o recorrer a este mecanismo os devedores que estejam em situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica dif&iacute;cil, ou em situa&ccedil;&atilde;o de insolv\u0119ncia meramente iminente mas ainda n&atilde;o tenham entrado numa situa&ccedil;&atilde;o de insolv\u0119ncia actual. Considera-se situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica dif&iacute;cil quando o devedor enfrenta uma dificuldade s&eacute;ria para cumprir pontualmente as suas obriga&ccedil;&otilde;es, designadamente por falta de liquidez ou por n&atilde;o conseguir obter cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav&eacute;s deste processo especial estabelecer-se-&atilde;o negocia&ccedil;&otilde;es com os credores de modo a celebrar um cordo que permita revitalizar a economia do devedor. O devedor manifestar&aacute; vontade de iniciar o processo, acompanhado de pelo menos um dos seus credores. Este processo permitir&aacute; a r&aacute;pida homologa&ccedil;&atilde;o de acordos que vinculam o devedor e os credores, uma vez que o per&iacute;odo de negocia&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o pode exceder tr\u0119s meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s a manifesta&ccedil;&atilde;o de vontade de dar in&iacute;cio &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es, o tribunal nomear&aacute; um administrador judicial provis&oacute;rio que orientar&aacute; e fiscalizar&aacute; as negocia&ccedil;&otilde;es levadas a cabo entre devedor e credores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o per&iacute;odo de negocia&ccedil;&otilde;es suspender-se-&atilde;o as ac&ccedil;&otilde;es em curso para cobran&ccedil;a de cr&eacute;ditos ao devedor, bem como o eventual processo de insolv\u0119ncia. O devedor fica, ainda, impedido de praticar actos de relevo, sem obter pr&eacute;via aprova&ccedil;&atilde;o do administrador judicial provis&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passar&aacute; a ser o devedor respons&aacute;vel pela comunica&ccedil;&atilde;o aos credores da exist\u0119ncia do processo e estes dispor&atilde;o de um per&iacute;odo de 20 dias para apresentar ao administrador provis&oacute;rio as respectivas reclama&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;ditos. O administrador judicial num prazo de cinco dias apresentar&aacute; a lista provis&oacute;ria dos cr&eacute;ditos reconhecidos. Podem ser apresentadas impugna&ccedil;&otilde;es aos cr&eacute;ditos reconhecidos, num prazo de 5 dias, sendo que o Tribunal ter&aacute; um prazo id\u0119ntico para decidir as reclama&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o sendo impugnada a lista provis&oacute;ria de cr&eacute;ditos esta converte-se imediatamente em definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finda esta fase das reclama&ccedil;&otilde;es, as negocia&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o estar conclu&iacute;das num prazo m&aacute;ximo de dois meses. Caso seja poss&iacute;vel poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar um plano de recupera&ccedil;&atilde;o este ser&aacute; homologado ou recusado pelo Tribunal. O acordo homologado vincular&aacute; todos os credores, ainda que n&atilde;o tenham participado nas negocia&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n&atilde;o for poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar um acordo, ou se for ultrapassado o prazo de tr\u0119s meses, o processo &eacute; encerrado e extinguir-se-&atilde;o todos os seus efeitos, caso o devedor ainda n&atilde;o esteja em situa&ccedil;&atilde;o de insolv\u0119ncia. Se pelo contr&aacute;rio, o devedor j&aacute; estiver numa situa&ccedil;&atilde;o de insolv\u0119ncia esta ser&aacute; decretada pelo tribunal, num prazo de tr\u0119s dias &uacute;teis. Compete ao administrador judicial provis&oacute;rio, ap&oacute;s ouvir os credores e o devedor, emitir parecer sobre se o devedor se encontra em situa&ccedil;&atilde;o de insolv\u0119ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As garantias convencionadas entre o devedor e os credores durante o processo especial de revitaliza&ccedil;&atilde;o, com a finalidade de proporcionar os meios necess&aacute;rios ao desenvolvimento da sua actividade mant\u0119m-se, mesmo que venha a ser decretada a insolv\u0119ncia num per&iacute;odo de dois anos. Neste caso, os credores gozar&atilde;o de privil&eacute;gio credit&oacute;rio mobili&aacute;rio geral, sendo o seu cr&eacute;dito graduados antes dos trabalhadores do insolvente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O devedor pode p&ocirc;r um termo &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es a todo o tempo, contudo n&atilde;o poder&aacute; recorrer ao processo de revitaliza&ccedil;&atilde;o no prazo de dois anos.<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-3884","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/3884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3884"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=3884"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=3884"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=3884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}