{"id":3930,"date":"2013-01-07T23:00:00","date_gmt":"2013-01-07T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"o-caos-acao-executiva","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/o-caos-acao-executiva\/","title":{"rendered":"O \u201cCaos\u201d \/ A\u00e7\u00e3o executiva"},"content":{"rendered":"<p>A recupera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos por via do recurso &agrave; via executiva deixou de poder ser analisada exclusivamente por via do fator &ldquo;incumprimento&rdquo;- as novas regras impostas aos Bancos &#8211; principais agentes deste tipo de procedimentos &ndash; obrigam a an&aacute;lises pr&eacute;vias em que muitos casos traduzir-se-&atilde;o no &ldquo;arrastar&rdquo; de procedimentos administrativos internos que apenas beneficiar&atilde;o os devedores prevaricadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; vem sendo habitual que in&iacute;cio de novo ano seja sin&oacute;nimo de profundas altera&ccedil;&otilde;es legislativas e para n&atilde;o fugir &agrave; regra tamb&eacute;m este ano profundas altera&ccedil;&otilde;es foram introduzidas que inferem substancialmente nos procedimentos executivos a instaurar e nos j&aacute; pendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se pretende com o presente artigo de opini&atilde;o comentar as altera&ccedil;&otilde;es j&aacute; efetivadas e as que ainda estar&atilde;o por efetivar, dessas realidades daremos conta em futuros artigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pretende-se sim, questionar e refletir sobre o estado das A&ccedil;&otilde;es Executivas pendentes nos Tribunais Portugueses e questionar quem legisla se o caminho ser&aacute; necessariamente este.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O direito processual n&atilde;o pode estar em constante muta&ccedil;&atilde;o &#8211; as regras n&atilde;o podem ser constantemente alteradas sob pena de o descr&eacute;dito que as Institui&ccedil;&otilde;es e as pessoas em geral j&aacute; t\u0119m na Justi&ccedil;a se tornar numa realidade irrevers&iacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ano, conforme j&aacute; referido temos substanciais inova&ccedil;&otilde;es &ndash; Os &ldquo;Grandes credores&rdquo; passaram a estar sujeitos a um conjunto de procedimentos que na pr&aacute;tica mais n&atilde;o visam que obstaculizar o recurso destes &agrave; via executiva para o ressarcimento dos seus cr&eacute;ditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais n&atilde;o se trata que de uma tentativa de solucionar o crescimento exponencial do recurso &agrave; via executiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reconhecendo ser uma situa&ccedil;&atilde;o complexa e de dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o tanto mais em face da grave crise econ&oacute;mica porque atravessa o Pa&iacute;s, n&atilde;o me parece que a situa&ccedil;&atilde;o se resolva com constantes altera&ccedil;&otilde;es legislativas como as que temos vindo a assistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; n&atilde;o bastando o &ldquo;espirito&rdquo; tipicamente Portugu\u0119s de legislar por Legislar sem o devido estudo pr&eacute;vio e a devida aferi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do impacto de tais medidas temos tamb&eacute;m a &ldquo;Troika&rdquo; e o seu famos&iacute;ssimo memorando a dizer-nos o que fazer como se se tratassem de &ldquo;experts&rdquo; da realidade Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; n&atilde;o bastando o espirito demasiadamente voluntarioso do legislador Portugu\u0119s estando seguramente ainda por nascer o Ministro da Justi&ccedil;a que tomando posse n&atilde;o entenda que o seu sucessor seguiu por caminhos errados e que n&atilde;o se apresse em alterar o que ainda por n&atilde;o ter sido sujeito &agrave; matura&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria permita aferir da sua efetiva efic&aacute;cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O memorando da Troika opina no sentido de apensa&ccedil;&atilde;o de execu&ccedil;&otilde;es, medidas mais gravosas contra os executados que n&atilde;o cooperem, maior incid\u0119ncia de processos de arbitragem, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o pretendendo por em causa tais medidas a quest&atilde;o a colocar &eacute; a do resultado efetivo que se pretende atingir com as mesmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram feitos estudos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi aferido do real e efetivo impacto que tais medidas ter&atilde;o nas a&ccedil;&otilde;es executivas pendentes e nas futuras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o conhe&ccedil;o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que sei &eacute; que desde o ano de 1990 at&eacute; ao ano de 2010 pass&aacute;mos de uma realidade de cerca de cento e quarenta mil execu&ccedil;&otilde;es pendentes nos Tribunais Portugueses para uma realidade de cerca de dois milh&otilde;es de execu&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; seguramente uma situa&ccedil;&atilde;o ca&oacute;tica que n&atilde;o se resolve com constantes altera&ccedil;&otilde;es legislativas de acordo com o pensamento de quem nos governa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que imp&otilde;e a Advogados e Magistrados uma s&eacute;ria reflex&atilde;o e ao Legislador uma s&eacute;ria pondera&ccedil;&atilde;o no caminho que tem vindo a seguir &ndash; legislar por legislar apenas na l&oacute;gica de modificar n&atilde;o pode e n&atilde;o deve ser o caminho a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, este ano, l&aacute; teremos mais do mesmo &ndash; esperemos para ver &ndash; pode ser desta que o legislador acerte!<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-3930","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/3930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3930"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=3930"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=3930"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=3930"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=3930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}