{"id":3942,"date":"2013-04-02T22:00:00","date_gmt":"2013-04-02T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"as-prestacoes-acessorias-as-prestacoes-suplementares-e-os-suprimentos","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/as-prestacoes-acessorias-as-prestacoes-suplementares-e-os-suprimentos\/","title":{"rendered":"As presta\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, as presta\u00e7\u00f5es suplementares e os suprimentos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A obriga&ccedil;&atilde;o de presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias s&oacute; existe se os s&oacute;cios o estipularem, no contrato de sociedade, nos termos do art. 209.&ordm;, n.&ordm; 1 do C&oacute;digo das Sociedades Comerciais (&ldquo;CSC&rdquo;): &ldquo;O contrato de sociedade pode impor a todos ou a alguns s&oacute;cios a obriga&ccedil;&atilde;o de efectuarem presta&ccedil;&otilde;es al&eacute;m das entradas (&hellip;)&rdquo;. Estas obriga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m um car&aacute;cter acess&oacute;rio relativamente &agrave;s entradas dos s&oacute;cios para o capital social, sendo estas a principal obriga&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As obriga&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias podem ser efectuadas onerosa ou gratuitamente e s&atilde;o contabilizadas como passivo, se forem onerosas ou restitu&iacute;veis. O incumprimento da obriga&ccedil;&atilde;o de presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias n&atilde;o afecta a situa&ccedil;&atilde;o do s&oacute;cio, salvo se no contrato de sociedade constar disposi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quest&atilde;o que tem suscitado algumas d&uacute;vidas &eacute; a distin&ccedil;&atilde;o entre as presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias e as presta&ccedil;&otilde;es suplementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os s&oacute;cios s&oacute; podem deliberar que lhes sejam exigidas presta&ccedil;&otilde;es suplementares, se o contrato de sociedade o permitir, devendo este fixar: (i) o montante global das presta&ccedil;&otilde;es suplementares; (ii) os s&oacute;cios que ficam obrigados a efectuar essas presta&ccedil;&otilde;es; (iii) o crit&eacute;rio de reparti&ccedil;&atilde;o das presta&ccedil;&otilde;es suplementares entre os s&oacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As presta&ccedil;&otilde;es suplementares t&ecirc;m sempre dinheiro por objecto e n&atilde;o vencem juros e constituem capital pr&oacute;prio das sociedades, pelo que est&atilde;o vinculadas &agrave; protec&ccedil;&atilde;o do capital social, determinando o art. 213.&ordm;, n.&ordm; 1 do CSC que as presta&ccedil;&otilde;es suplementares n&atilde;o podem ser restitu&iacute;das se o patrim&oacute;nio l&iacute;quido da sociedade se tornar inferior &agrave; soma do capital social e da reserva legal, o que tamb&eacute;m consubstancia uma garantia para os credores. No caso das presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias j&aacute; n&atilde;o se verifica esta limita&ccedil;&atilde;o para a sua restitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CSC fixou as presta&ccedil;&otilde;es suplementares apenas para as sociedades por quotas &ndash; contrariamente &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias previstas expressamente para as sociedades por quotas e an&oacute;nimas -, o que tem levado a doutrina a dividir-se quanto &agrave; admissibilidade de se efectuarem presta&ccedil;&otilde;es suplementares nas sociedades an&oacute;nimas. Como argumento a favor, destacamos o facto de o CSC, apesar de n&atilde;o prever o recurso &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es suplementares nas sociedades an&oacute;nimas, tamb&eacute;m n&atilde;o o pro&iacute;be. No entanto, para alguns autores, o CSC quis expressamente limitar a aplica&ccedil;&atilde;o das presta&ccedil;&otilde;es suplementares; caso contr&aacute;rio, teria previsto, tal como fez com as presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra situa&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; surgir &eacute; a necessidade de financiamento por parte das sociedades resultando no recurso ao contrato de suprimento. Nos termos do CSC, considera-se contrato de suprimento o contrato &ldquo;pelo qual o s&oacute;cio empresta &agrave; sociedade dinheiro ou outra coisa fung&iacute;vel, ficando aquela obrigada a restituir outro tanto do mesmo g&eacute;nero e qualidade (&hellip;)&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os suprimentos s&atilde;o, assim, empr&eacute;stimos dos s&oacute;cios &agrave; sociedade e fazem parte do passivo, ficando a sociedade obrigada a restitu&iacute;-los. A celebra&ccedil;&atilde;o de contratos de suprimento n&atilde;o depende de pr&eacute;via delibera&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;cios, salvo se o contrato de sociedade dispor em contr&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta figura do contrato de suprimento est&aacute; apenas prevista para as sociedades por quotas mas, alguns autores defendem a aplica&ccedil;&atilde;o dos suprimentos &agrave;s sociedades an&oacute;nimas, desde que conste dos estatutos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CSC distingue os suprimentos de um simples cr&eacute;dito, de acordo com o crit&eacute;rio do car&aacute;cter de perman&ecirc;ncia, ou seja, nos termos do CSC, constitu&iacute; &ldquo;&iacute;ndice do car&aacute;cter de perman&ecirc;ncia a estipula&ccedil;&atilde;o de um prazo de reembolso superior a um ano, quer tal estipula&ccedil;&atilde;o seja contempor&acirc;nea da constitui&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito quer seja posterior a esta&rdquo;. &Eacute; tamb&eacute;m &iacute;ndice do car&aacute;cter de perman&ecirc;ncia a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da faculdade de exigir o reembolso devido pela sociedade durante um ano contado da constitui&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito, quer n&atilde;o tenha sido estipulado prazo, quer tenha sido convencionado prazo inferior.<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-3942","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/3942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3942"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=3942"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=3942"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=3942"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=3942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}