{"id":3968,"date":"2013-10-07T22:00:00","date_gmt":"2013-10-07T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-contencioso-e-arbitragem-lisboa-o-novo-codigo-da-estrada","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-contencioso-e-arbitragem-lisboa-o-novo-codigo-da-estrada\/","title":{"rendered":"O Novo C\u00f3digo da Estrada"},"content":{"rendered":"<p>\n\tFoi publicada no dia 3 de Setembro de 2013, em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, a Lei 72\/213 que introduz diversas altera&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tao C&oacute;digo da Estrada. Esta lei, que entra em vigor no pr&oacute;ximo dia 1 de Janeiro de 2014, vem impor aos cidad&atilde;os e condutores um conjunto de novas exig&ecirc;ncias num esfor&ccedil;o de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tde mobilidade que importa reter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde logo cumpre real&ccedil;ar a equipara&ccedil;&atilde;o dos veloc&iacute;pedes aos restantes ve&iacute;culos a motor, fazendo com que a regra de ced&ecirc;ncia de passagem (perda de prioridade) deixe de lhes ser aplic&aacute;vel. Tamb&eacute;m o<br \/>\n\tfim da obrigatoriedade de circular o mais &agrave; direita poss&iacute;vel e na ciclovia, quando esta exista, bem como a proibi&ccedil;&atilde;o de circular a par s&atilde;o novas regras contempladas no novo C&oacute;digo no que respeita a estes ve&iacute;culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aten&ccedil;&atilde;o porque n&atilde;o existe qualquer regra que d&ecirc; prioridade a eventuais &ldquo;vias principais&rdquo; pelo que, a menos que haja algum sinal a indicar em sentido contr&aacute;rio, a lei d&aacute; prioridade a quem surja da<br \/>\n\tdireita, venha ou n&atilde;o de uma via secund&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disciplina ainda a nova lei a circula&ccedil;&atilde;o nas rotundas, esclarecendo, no artigo 14&ordm; A, que o condutor apenas deve ocupar a via da direita se pretende sair da rotunda na primeira via de sa&iacute;da; nos demais casos, ou seja se o condutor<br \/>\n\tpretender sair por qualquer uma das outras vias, s&oacute; deve ocupar a via de tr&acirc;nsito mais &agrave; direita ap&oacute;s &ldquo;passar a via de sa&iacute;da imediatamente anterior &agrave;quela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente<br \/>\n\tdesta e mudando de via depois de tomadas as devidas precau&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Igualmente de salientar &eacute; a diminui&ccedil;&atilde;o de 0,5 g\/l para 0,2g\/l do limite de &aacute;lcool a partir do qual se considera que os condutores em regime probat&oacute;rio, de ve&iacute;culos de socorro ou de servi&ccedil;o urgente, de transporte<br \/>\n\tcolectivo de crian&ccedil;as e jovens at&eacute; aos 16 anos, de t&aacute;xi, de autom&oacute;vel pesado de passageiros ou de mercadorias ou de transporte de mercadorias perigosas, circulam sob a influ&ecirc;ncia do &aacute;lcool.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; quanto &agrave;s normas definidoras da responsabilidade pelas infrac&ccedil;&otilde;es, e preenchendo um vazio legal em nada consent&acirc;neo com a realidade econ&oacute;mica actual, prev&ecirc;-se agora, no artigo 153&ordm;, n&ordm; 3, c),<br \/>\n\ta responsabilidade do locat&aacute;rio, em caso de loca&ccedil;&atilde;o financeira, aluguer operacional ou aluguer de longa dura&ccedil;&atilde;o, pelas infrac&ccedil;&otilde;es cometidas no exerc&iacute;cio da condu&ccedil;&atilde;o quando n&atilde;o<br \/>\n\tfor poss&iacute;vel identificar o condutor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve, contudo, o locat&aacute;rio, nos termos do artigo 171&ordm;, n&ordm; 7, ser notificado pela autoridade administrativa para identificar o condutor respons&aacute;vel pela infrac&ccedil;&atilde;o, apenas sendo responsabilizado se nada fizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que respeita ao processo contra-ordenacional, mant&eacute;m-se a compet&ecirc;ncia da ANSR, havendo a real&ccedil;ar que, contrariamente ao que ocorria, o pagamento volunt&aacute;rio da coima deixa de implicar o arquivamento do processo, segundo o<br \/>\n\testabelecido no artigo 172&ordm;, n&ordm; 4, desde que o arguido decida apresentar defesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m o artigo 173&ordm; foi alterado, passando a prever a possibilidade de ser prestado dep&oacute;sito quando o arguido &eacute; notificado da pr&aacute;tica da contra-ordena&ccedil;&atilde;o por via postal e n&atilde;o pretenda pagar voluntariamente<br \/>\n\ta coima. O dep&oacute;sito deve ser efectuado no prazo de 48 horas ap&oacute;s a notifica&ccedil;&atilde;o e ser de valor igual ao m&iacute;nimo da coima prevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De igual forma alterado foi o artigo 175&ordm; que regulamenta a comunica&ccedil;&atilde;o da infrac&ccedil;&atilde;o ao arguido e o seu direito de audi&ccedil;&atilde;o e defesa. Assim, e no prazo de 15 dias &uacute;teis a contar da notifica&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n\to arguido disp&otilde;e das seguintes possibilidades: proceder ao pagamento volunt&aacute;rio da coima, apresentar defesa e indicar testemunhas, at&eacute; ao limite de tr&ecirc;s, ou outros meios de prova, requerer atenua&ccedil;&atilde;o ou suspens&atilde;o<br \/>\n\tda san&ccedil;&atilde;o acess&oacute;ria, indicando de igual modo meios de prova ou requerer o pagamento da coima em presta&ccedil;&otilde;es, desde que o valor m&iacute;nimo da coima aplic&aacute;vel seja igual ou superior a 200 euros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adverte ainda a mesma disposi&ccedil;&atilde;o que o arguido deve indicar expressamente os factos sobre os quais incide a prova, sob pena de indeferimento das provas apresentadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De notar igualmente que, no que respeita ao prazo prescricional do procedimento contra-ordenacional, previsto no artigo 188&ordm;, mant&eacute;m-se os dois anos sobre a pr&aacute;tica da infrac&ccedil;&atilde;o, prevendo-se agora expressamente a aplica&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdo regime de suspens&atilde;o e interrup&ccedil;&atilde;o previsto no Regime Geral das Contra-Ordena&ccedil;&otilde;es, aditando-se uma nova causa de interrup&ccedil;&atilde;o: a notifica&ccedil;&atilde;o ao arguido da decis&atilde;o condenat&oacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; as coimas e as san&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias prescrevem no prazo de dois anos contados a partir do car&aacute;cter definitivo ou do tr&acirc;nsito em julgado da decis&atilde;o condenat&oacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conclus&atilde;o, as normas inovat&oacute;rias agora introduzidas no C&oacute;digo da Estrada visam essencialmente a equipara&ccedil;&atilde;o dos veloc&iacute;pedes aos ve&iacute;culos motorizados, por forma a incentivar a utiliza&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdeste meio de transporte, reconduzindo-se as demais altera&ccedil;&otilde;es &agrave; clarifica&ccedil;&atilde;o do sentido de normas j&aacute; existentes ou a adapta&ccedil;&atilde;o do procedimento contra-ordenacional inerente &agrave; infrac&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdas normas estradais com vista a contornar o elevado n&uacute;mero de prescri&ccedil;&otilde;es que se t&ecirc;m verificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify; margin-top: -90px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-3968","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/3968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3968"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=3968"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=3968"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=3968"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=3968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}