{"id":3997,"date":"2014-05-27T22:00:00","date_gmt":"2014-05-27T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-processual-arbitragem-lisboa-porto-sustacao-integral-extincao-execucao","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-processual-arbitragem-lisboa-porto-sustacao-integral-extincao-execucao\/","title":{"rendered":"Susta\u00e7\u00e3o integral \/ extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com a reforma do C&oacute;digo de Processo Civil, operada pela Lei 41\/2013, de 26 de Junho, foram introduzidas normas que determinam a extin&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o, de entre outras, a que decorre da susta&ccedil;&atilde;o integral &ndash; artigo 794&ordm; &ndash; remetendo o exequente para a reclama&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos no processo da penhora registada anteriormente, sem preju&iacute;zo do regresso de melhor fortuna, a execu&ccedil;&atilde;o poder ser renovada &ndash; n.&ordm; 5 do artigo 850&ordm;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A susta&ccedil;&atilde;o integral ocorre sempre que, relativamente aos bens indicados para penhora e ap&oacute;s constata&ccedil;&atilde;o no registo, haver inscri&ccedil;&atilde;o anterior de penhora desses mesmos bens e serem desconhecidos (ou inexistirem) bens que em alternativa possam ser indicados &agrave; penhora e, desse modo, a execu&ccedil;&atilde;o possa prosseguir quanto a estes &ndash; al. e), do n.&ordm; 1 do artigo 849&ordm; &ndash; facto que deixa o exequente na situa&ccedil;&atilde;o decorrente do disposto no n.&ordm; 1 do artigo 281&ordm;, o qual, conjugado com o disposto na al. c) do artigo 277&ordm;, determina a deser&ccedil;&atilde;o da inst&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verificados os pressupostos antes referidos, nos termos do n.&ordm; 3 do artigo 849&ordm;, est&aacute; o Agente de Execu&ccedil;&atilde;o obrigado a comunicar a extin&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o ao Tribunal, por via eletr&oacute;nica, assegurando o sistema inform&aacute;tico o arquivo eletr&oacute;nico do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, para que o Agente de Execu&ccedil;&atilde;o assim possa proceder tem de estar, previamente, pago das despesas e honor&aacute;rios decorrentes do processo por parte do exequente, podendo\/devendo o exequente incluir, desde logo, na reclama&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos, os custos suportados com as referidas despesas e honor&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Definida que esteja a quest&atilde;o formal do processo que leve &agrave; susta&ccedil;&atilde;o integral do procedimento executivo, nasce uma nova quest&atilde;o que se nos afigura n&atilde;o estar regulada por norma expressa e se traduz na determina&ccedil;&atilde;o da base tribut&aacute;vel dos honor&aacute;rios do Agente de Execu&ccedil;&atilde;o que procedeu &agrave; susta&ccedil;&atilde;o integral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe-se que os honor&aacute;rios dos Agentes de Execu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o determinados com base no valor obtido no pr&oacute;prio processo executivo ou no valor por este assegurado, considerando-se ser aquele que &eacute; inscrito com o registo da penhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, num processo executivo, sobretudo hipotec&aacute;rio, quando &eacute; sustado com fundamento em registo anterior de penhora, a execu&ccedil;&atilde;o sustada nada obteve como valor cobrado, apenas assegurou o valor da penhora registada com base na qual se pode reclamar cr&eacute;ditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E &eacute; consabido que, por via da reclama&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos, o credor sempre ir&aacute; obter o pagamento do seu cr&eacute;dito ou, pelo menos, de parte deste, limitado ao valor da penhora ou o da venda do bem hipotecado se este for inferior &agrave;quele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas s&atilde;o as situa&ccedil;&otilde;es em que o valor obtido na venda desses bens n&atilde;o &eacute; suficiente para ressarcir, no todo, o credor hipotec&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendemos, por isso, que, operada a susta&ccedil;&atilde;o integral do processo executivo, seria muito mais c&eacute;lere, eficaz e processualmente econ&oacute;mico que o Agente de Execu&ccedil;&atilde;o que procede &agrave; susta&ccedil;&atilde;o integral, deveria remeter eletr&oacute;nica e diretamente ao colega que promove a execu&ccedil;&atilde;o com registo penhora mais antigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ajustado em detalhe o procedimento antes dito, tal constituiria um ato muito mais expedito de substitui&ccedil;&atilde;o da reclama&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos, passando a execu&ccedil;&atilde;o sustada a tramitar por apenso &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da penhora com registo mais antigo, poupando todos os agentes judiciais a tratamentos processuais dispendiosos e adiantamento de custos processuais in&uacute;teis que t&ecirc;m de ser adiantados por parte do credor reclamante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veremos se a nossa opini&atilde;o colhe junto do legislador &hellip;<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-3997","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/3997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3997"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=3997"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=3997"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=3997"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=3997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}