{"id":4091,"date":"2016-01-31T23:00:00","date_gmt":"2016-01-31T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"execucao-contra-entidade-patronal-executado-por-violacao-do-dever-comunicacao","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/execucao-contra-entidade-patronal-executado-por-violacao-do-dever-comunicacao\/","title":{"rendered":"Execu\u00e7\u00e3o contra a entidade patronal do executado por viola\u00e7\u00e3o do dever de comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V&aacute;rias s&atilde;o as situa&ccedil;&otilde;es em que o Agente de Execu&ccedil;&atilde;o procede &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o da entidade patronal do executado para que efectue os descontos no vencimento deste, e aquela, n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o procede aos respectivos descontos, como, em muitos casos, nem sequer d&aacute; resposta &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o que lhe foi remetida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta hip&oacute;tese, o exequente poder&aacute; demandar directamente a entidade patronal para liquida&ccedil;&atilde;o do seu cr&eacute;dito n&atilde;o satisfeito, verificando-se, assim, uma substitui&ccedil;&atilde;o da pessoa do executado por iniciativa do exequente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, de acordo com o n&ordm; 1 do artigo 773&ordm; do CPC, a penhora de vencimento consiste na notifica&ccedil;&atilde;o &agrave; entidade patronal, aqui devedora, feita com as formalidades da cita&ccedil;&atilde;o pessoal, de que o cr&eacute;dito fica &agrave; ordem do Agente de Execu&ccedil;&atilde;o. A notifica&ccedil;&atilde;o segue formalidades referidas, de modo a garantir a sua boa recep&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m para que o empregador tenha um conhecimento efectivo dos factos pelos quais est&aacute; a ser demandado e dos meios de defesa de que disp&otilde;e. S&oacute; deste modo se salvaguarda a posi&ccedil;&atilde;o da entidade patronal que &eacute; aqui terceira relativamente &agrave; execu&ccedil;&atilde;o que est&aacute; a ser movida contra o seu trabalhador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez efectuada esta notifica&ccedil;&atilde;o, decorre desde logo a obriga&ccedil;&atilde;o para entidade patronal de prestar esclarecimentos quanto &agrave; exist&ecirc;ncia, aos &oacute;nus que incidam sobre o cr&eacute;dito indicado e quaisquer outras circunst&acirc;ncias que possam interessar &agrave; execu&ccedil;&atilde;o, devendo-o fazer por comunica&ccedil;&atilde;o escrita dirigida ao Agente de Execu&ccedil;&atilde;o no prazo de 10 dias. Caso a entidade patronal reconhe&ccedil;a o cr&eacute;dito, esta fica obrigada a proceder ao seu dep&oacute;sito, nos termos dos artigos 777&ordm; e 779 n&ordm;s 1 e 2 do CPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por&eacute;m, conforme j&aacute; referido, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que a entidade patronal n&atilde;o presta qualquer esclarecimento ao Agente de Execu&ccedil;&atilde;o, remetendo-se ao sil&ecirc;ncio. Neste caso, estabelece o n&ordm; 4 do art. 773&ordm; do CPC que este sil&ecirc;ncio &eacute; entendido como um reconhecimento t&aacute;cito da exist&ecirc;ncia do cr&eacute;dito. Todavia, apesar desta consequ&ecirc;ncia legal, este artigo comporta apenas uma presun&ccedil;&atilde;o de exist&ecirc;ncia do cr&eacute;dito, podendo a entidade patronal ilidir esta presun&ccedil;&atilde;o, oferecendo provas, em sede de embargos de executado, de que o cr&eacute;dito afinal n&atilde;o existe, que difere do montante indicado ou at&eacute; que o executado j&aacute; n&atilde;o &eacute; sequer seu funcion&aacute;rio. Assim, sendo julgados procedentes os embargos apresentados pela entidade patronal, esta responder&aacute;, no entanto, pelos danos causados, liquidando-se a sua responsabilidade na pr&oacute;pria oposi&ccedil;&atilde;o, quando o exequente fa&ccedil;a valer na contesta&ccedil;&atilde;o o direito &agrave; indemniza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existindo um reconhecimento (seja ele expresso ou t&aacute;cito) por parte da entidade patronal do cr&eacute;dito indicado, o exequente adquire assim a faculdade de accionar judicialmente aquela na eventualidade da mesma incumprir a obriga&ccedil;&atilde;o de dep&oacute;sito que decorre dos artigos 777&ordm; e 779&ordm; n&ordm; 2 do CPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, o exequente pode exigir do empregador a presta&ccedil;&atilde;o, nos pr&oacute;prios autos da execu&ccedil;&atilde;o, servindo de t&iacute;tulo executivo a declara&ccedil;&atilde;o de reconhecimento do devedor, a notifica&ccedil;&atilde;o efectuada e a falta de declara&ccedil;&atilde;o ou o t&iacute;tulo de aquisi&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, a instaura&ccedil;&atilde;o de uma ac&ccedil;&atilde;o executiva contra uma entidade patronal n&atilde;o cooperante, &eacute; um faculdade &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do exequente, devendo este sempre ajuizar, em face do caso concreto, se ser&aacute; ou n&atilde;o uma mais-valia accionar judicialmente este terceiro devedor, com todas as vantagens e consequ&ecirc;ncias que esta acarreta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4091","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4091"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4091"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4091"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4091"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}