{"id":4108,"date":"2016-04-14T22:00:00","date_gmt":"2016-04-14T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-fiscal-lisboa-noticias-abril-2016","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-fiscal-lisboa-noticias-abril-2016\/","title":{"rendered":"Alertas e Noticias fiscais &#8211; Abril 2016"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<em class=\"fa fa-file-pdf-o\"><\/em>&nbsp;<br \/>\n\t<em class=\"fa fa-download\"><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>OR&Ccedil;AMENTO DO ESTADO PARA 2016 &#8211; PRINCIPAIS ALTERA&Ccedil;&Otilde;ES FISCAIS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A Lei n.&ordm; 7-A\/2016 de 30 de mar&ccedil;o que aprovou o Or&ccedil;amento do Estado para 2016 (OE 2016) introduziu diversas altera&ccedil;&otilde;es fiscais. Identificamos infra as mais relevantes altera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Taxas gerais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os limites de rendimento colet&aacute;vel dos primeiros escal&otilde;es da tabela das taxas gerais do IRS s&atilde;o atualizadas em 0,5%, nos termos seguintes. As taxas gerais aplic&aacute;veis permanecem sem altera&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p>&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/publicaciones\/portugal\/2016\/abril.jpg\" alt=\"Taxas gerais \" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" title=\"Taxas gerais \" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Quociente familiar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; eliminado o quociente familiar introduzido pela Reforma do IRS de 2014, sendo reposto o quociente conjugal que vigorou at&eacute; 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">De acordo com o quociente conjugal, no caso de contribuintes casados e n&atilde;o separados judicialmente de pessoas e bens, e bem assim, no caso de unidos de facto que optem pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta, o rendimento colet&aacute;vel &eacute;<br \/>\n\tdividido por dois para efeitos de aplica&ccedil;&atilde;o da taxa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Rendimentos de Categoria B &#8211; Liquida&ccedil;&atilde;o oficiosa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com algumas exce&ccedil;&otilde;es devidamente identificadas na lei, quando n&atilde;o seja entregue a declara&ccedil;&atilde;o de IRS pelos titulares de rendimentos empresariais e profissionais (Categoria B), a determina&ccedil;&atilde;o dos rendimentos<br \/>\n\tl&iacute;quidos da categoria, &eacute; efetuada em conformidade com as regras do regime simplificado de tributa&ccedil;&atilde;o, com aplica&ccedil;&atilde;o do coeficiente de 0,75.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Fundamenta&ccedil;&atilde;o da liquida&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar prevista na lei a obriga&ccedil;&atilde;o de fundamenta&ccedil;&atilde;o da liquida&ccedil;&atilde;o por parte da Autoridade Tribut&aacute;ria e Aduaneira (AT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Por outro lado, a AT dever&aacute; disponibilizar a informa&ccedil;&atilde;o relevante da liquida&ccedil;&atilde;o, no Portal das Finan&ccedil;as ou nos servi&ccedil;os de finan&ccedil;as, a qual dever&aacute; estar acess&iacute;vel aos contribuintes<br \/>\n\tsem qualquer encargo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Dedu&ccedil;&otilde;es relativas a dependentes e ascendentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As dedu&ccedil;&otilde;es &agrave; coleta relativas a dependentes e ascendentes s&atilde;o aumentadas para &euro;600 (antes &euro;325) do caso de dependentes e para &euro;525 (de antes &euro;300) no caso de ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Dedu&ccedil;&otilde;es relativas a despesas de sa&uacute;de, forma&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os contribuintes passam a poder inserir no Portal das Finan&ccedil;as as despesas de sa&uacute;de e despesas de forma&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o realizadas em qualquer pa&iacute;s. At&eacute; agora tal possibilidade existia apenas no caso<br \/>\n\tde Estados Membros da Uni&atilde;o Europeia (UE) e do Espa&ccedil;o Econ&oacute;mico Europeu (EEE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Dedu&ccedil;&otilde;es por exig&ecirc;ncia de fatura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">No &acirc;mbito das dedu&ccedil;&otilde;es &agrave; coleta por exig&ecirc;ncia de fatura (15% do IVA suportado at&eacute; ao limite de 250 &euro;), os contribuintes passam a poder deduzir o IVA de faturas de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os<br \/>\n\tem atividades de veterin&aacute;ria, a par de outras atividades, nomeadamente manuten&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos autom&oacute;veis, alojamento, restaura&ccedil;&atilde;o e sal&otilde;es de cabeleireiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Dedu&ccedil;&otilde;es relativa a pessoas com defici&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A dedu&ccedil;&atilde;o relativa a dependentes e ascendentes com defici&ecirc;ncia que vivam efetivamente em comunh&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o com o contribuinte e que n&atilde;o aufiram rendimentos superiores &agrave; pens&atilde;o m&iacute;nima<br \/>\n\tdo regime geral, aumenta de um montante correspondente a 1,5 para 2,5 vezes o valor do IAS (Indexante dos Apoios Sociais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>T&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Relativamente &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias e de reporte inicialmente prevista apenas para os vales de refei&ccedil;&atilde;o, &eacute; introduzido o conceito de &ldquo;t&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial&rdquo;,<br \/>\n\to qual abrange &ldquo;<em>todos os t&iacute;tulos, independentemente do seu formato, designadamente em papel, em cart&atilde;o eletr&oacute;nico ou integralmente desmaterializados, que permitam aos seus detentores efetuar pagamentos, sempre que &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o corresponda um desagravamento fiscal<\/em>.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Neste sentido, procede-se ao alargamento das obriga&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias e de reporte por parte das entidades emitentes e utilizadoras dos &ldquo;t&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial&rdquo; que passar&atilde;o a ser<br \/>\n\taplic&aacute;veis, n&atilde;o apenas aos vales de refei&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m, entre outros, aos vales sociais (vales inf&acirc;ncia e vales educa&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As entidades emitentes dos &ldquo;t&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial&rdquo; passam a ter que cumprir as seguintes obriga&ccedil;&otilde;es declarativas e acess&oacute;rias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Emitir fatura, ou fatura-recibo, nos termos do C&oacute;digo do IVA, de todas as import&acirc;ncias recebidas das entidades adquirentes no &acirc;mbito da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, ou pelo valor facial dos t&iacute;tulos emitidos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Possuir registo atualizado da identifica&ccedil;&atilde;o das entidades adquirentes, bem como dos respetivos documentos de aliena&ccedil;&atilde;o e do correspondente valor facial;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Enviar &agrave; AT, at&eacute; ao final do m&ecirc;s de maio de cada ano, a identifica&ccedil;&atilde;o fiscal das entidades adquirentes de t&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial, bem como o respetivo montante discriminado por<br \/>\n\ttipo de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial, em declara&ccedil;&atilde;o de modelo oficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Por outro lado, as entidades utilizadoras de t&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial dever&atilde;o possuir registo atualizado, do qual conste, pelo menos, a identifica&ccedil;&atilde;o das entidades emitentes, bem como dos respetivos<br \/>\n\tdocumentos de aquisi&ccedil;&atilde;o, ou comprovativos do pr&eacute;-carregamento ou cr&eacute;dito disponibilizado, mencionando os respetivos formatos, montantes atribu&iacute;dos e tipos de &ldquo;t&iacute;tulo de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A eventual diferen&ccedil;a entre os montantes dos &ldquo;t&iacute;tulos de compensa&ccedil;&atilde;o extrassalarial&rdquo; adquiridos ou pr&eacute;-carregados e dos atribu&iacute;dos ou disponibilizados, deduzida do valor correspondente aos vales que<br \/>\n\tse mantenham na posse da entidade adquirente, fique sujeita ao regime das despesas n&atilde;o documentadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; conferida uma autoriza&ccedil;&atilde;o ao Governo para legislar sobre diversas normas visando na sua maioria corre&ccedil;&otilde;es de remiss&otilde;es e conceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Salienta-se ainda nesta sede a autoriza&ccedil;&atilde;o para alterar a forma de inscri&ccedil;&atilde;o dos contribuintes como residente n&atilde;o habitual, visando implementar um procedimento eletr&oacute;nico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Ag&ecirc;ncia da Tesouraria e da D&iacute;vida P&uacute;blica &#8211; isen&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os rendimentos de capitais decorrentes de opera&ccedil;&otilde;es de reporte de valores mobili&aacute;rios auferidos pelo Estado, atuando atrav&eacute;s da Ag&ecirc;ncia de Gest&atilde;o da Tesouraria e da D&iacute;vida P&uacute;blica, passam a estar<br \/>\n\tisentos de IRC. At&eacute; 2015, a isen&ccedil;&atilde;o era aplic&aacute;vel apenas os rendimentos de capitais resultantes de opera&ccedil;&otilde;es de swap e opera&ccedil;&otilde;es cambiais a prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Regime de participation exemption<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Requisitos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">S&atilde;o alterados os requisitos para aplica&ccedil;&atilde;o deste regime nos seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Participa&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima exigida &eacute; aumentada para 10% (atualmente 5%);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Per&iacute;odo de deten&ccedil;&atilde;o m&iacute;nimo &eacute; diminu&iacute;do para 1 ano (atualmente 24 meses).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os novos requisitos aplicam-se &agrave;s participa&ccedil;&otilde;es detidas &agrave; data de entrada em vigor do OE 2016, contando-se o novo prazo de deten&ccedil;&atilde;o desde a data de aquisi&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o de 10%<br \/>\n\tdo capital social ou dos direitos de voto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Rendimentos de participa&ccedil;&otilde;es sociais afetas a provis&otilde;es t&eacute;cnicas das sociedades de seguros e m&uacute;tuas de seguros<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O C&oacute;digo do IRC passa a prever, sendo atribu&iacute;do car&aacute;cter interpretativo &agrave; altera&ccedil;&atilde;o introduzida, que os rendimentos associados a participa&ccedil;&otilde;es sociais que se encontrem afetas &agrave;s provis&otilde;es<br \/>\n\tt&eacute;cnicas das sociedades de seguros e das m&uacute;tuas de seguros beneficiam do regime de participation exemption, apenas na medida em que n&atilde;o sejam direta ou indiretamente imput&aacute;veis aos tomadores de seguros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Partes sociais de sociedades cujo ativo seja constitu&iacute;do em mais de 50% por im&oacute;veis<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A inaplicabilidade do regime de participation exemption &agrave;s transmiss&otilde;es onerosas de partes sociais, quando o valor dos bens im&oacute;veis represente, direta ou indiretamente, mais de 50% do ativo, &eacute; alargada &agrave; transmiss&atilde;o<br \/>\n\tde outros instrumentos de capital pr&oacute;prio associados &agrave;s partes sociais, designadamente &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es suplementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Dedu&ccedil;&atilde;o de Preju&iacute;zos fiscais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com exce&ccedil;&atilde;o dos sujeitos passivos que sejam PME (Pequenas, M&eacute;dias e Micro Empresas), relativamente aos quais, o per&iacute;odo de reporte se mant&eacute;m em 12 anos, &eacute; diminu&iacute;do o per&iacute;odo de reporte de 12 para<br \/>\n\t5 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A redu&ccedil;&atilde;o do prazo de reporte aplica-se tamb&eacute;m ao per&iacute;odo de reporte de preju&iacute;zos fiscais e menos-valias fiscais pessoas coletivas e outras entidades residentes que n&atilde;o exer&ccedil;am, a t&iacute;tulo principal,<br \/>\n\tuma atividade de natureza comercial, industrial ou agr&iacute;cola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Em conformidade, o regime opcional de n&atilde;o tributa&ccedil;&atilde;o dos rendimentos imput&aacute;veis a um estabelecimento est&aacute;vel situado fora do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s &eacute; tamb&eacute;m ajustado ao novo per&iacute;odo de<br \/>\n\treporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O novo prazo de reporte aplica-se aos preju&iacute;zos fiscais apurados em per&iacute;odos de tributa&ccedil;&atilde;o iniciados em ou ap&oacute;s 1 de Janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Transfer&ecirc;ncia de resid&ecirc;ncia de uma sociedade portuguesa para outro Estado membro da UE ou do EEE e cessa&ccedil;&atilde;o de atividade de estabelecimento est&aacute;vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar expressamente prevista, com natureza interpretativa, a aplica&ccedil;&atilde;o do regime de exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o (participation exemption), &agrave;s mais ou menos-valias relativas a partes sociais, em resultado da<br \/>\n\ttransfer&ecirc;ncia de resid&ecirc;ncia de uma sociedade portuguesa para outro Estado membro da UE ou do EEE com acordo de coopera&ccedil;&atilde;o administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O mesmo regime aplica-se quando um estabelecimento est&aacute;vel de entidade n&atilde;o residente situado em Portugal cesse a sua atividade ou transfira os elementos patrimoniais para fora de Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Regime Especial de Tributa&ccedil;&atilde;o dos Grupos de Sociedades (RETGS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Nas situa&ccedil;&otilde;es em que as sociedades estejam sujeitas a uma taxa de IRC inferior &agrave; taxa normal mais elevada e renunciem &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o desta taxa, com vista &agrave; sua inclus&atilde;o no RETGS, a lei passa a prever<br \/>\n\tque esta op&ccedil;&atilde;o seja mantida pelo per&iacute;odo m&iacute;nimo de tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Taxa de IRC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A taxa geral de IRC &eacute; mantida em 21%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Relativamente &agrave;s entidades que n&atilde;o exer&ccedil;am, a t&iacute;tulo principal, atividade comercial industrial ou agr&iacute;cola, a taxa &eacute; reduzida para 21% (anteriormente 21,5%)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Tributa&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Caso n&atilde;o sejam cumpridas as condi&ccedil;&otilde;es que afastam a sujei&ccedil;&atilde;o a tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma dos b&oacute;nus e outras remunera&ccedil;&otilde;es vari&aacute;veis pagas a gestores, administradores ou gerentes<br \/>\n\t(diferimento de uma parte n&atilde;o inferior a 50% por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de tr&ecirc;s anos e condicionado ao desempenho positivo da sociedade ao longo desse per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o) a tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma<br \/>\n\tque deveria ter sido liquidada dever&aacute; ser adicionada ao IRC liquidado no ano do incumprimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar previsto (com natureza interpretativa), que quando for aplic&aacute;vel o RETGS, o agravamento da taxa de tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de 10%, &eacute; aplic&aacute;vel quando o grupo apure preju&iacute;zo fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com natureza interpretativa, passa tamb&eacute;m a prever-se uma remiss&atilde;o para a norma quanto &agrave; compet&ecirc;ncia para a liquida&ccedil;&atilde;o do IRC, prevendo-se ainda que as tributa&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas t&ecirc;m por base<br \/>\n\tos valores e as taxas que resultem do disposto no artigo pr&oacute;prio artigo sobre tributa&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas, n&atilde;o sendo efetuadas quaisquer dedu&ccedil;&otilde;es ao montante global apurado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Cr&eacute;dito por dupla tributa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica internacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As dedu&ccedil;&otilde;es relativas a cr&eacute;dito de imposto por dupla tributa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica internacional, relativamente a lucros e reservas distribu&iacute;dos por entidades n&atilde;o residentes e que tenham sido inclu&iacute;dos<br \/>\n\tna mat&eacute;ria colet&aacute;vel, passam a estar condicionadas a uma participa&ccedil;&atilde;o de pelo menos 10% (anteriormente 5%) e a um per&iacute;odo m&iacute;nimo de deten&ccedil;&atilde;o de um ano (possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdeste &uacute;ltimo requisito &agrave; posteriori).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Declara&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de rendimentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; clarificado, com car&aacute;cter interpretativo, que a n&atilde;o obriga&ccedil;&atilde;o de entrega da declara&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de rendimentos &eacute; aplic&aacute;vel a entidades n&atilde;o residentes sem estabelecimento est&aacute;vel<br \/>\n\tem territ&oacute;rio portugu&ecirc;s e que neste territ&oacute;rio apenas aufiram rendimentos isentos ou sujeitos a reten&ccedil;&atilde;o na fonte a t&iacute;tulo definitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Prazo de conserva&ccedil;&atilde;o dos livros, registos contabil&iacute;sticos e documentos de suporte e processo de documenta&ccedil;&atilde;o fiscal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; reduzido o prazo de conserva&ccedil;&atilde;o destes documentos de 12 anos para 10 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Esta altera&ccedil;&atilde;o aplica-se a per&iacute;odos de tributa&ccedil;&atilde;o iniciados a 1 de Janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Informa&ccedil;&atilde;o financeira e fiscal de grupos multinacionais &ldquo;Country by Country report &#8211; CBCR&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Em linha com o Relat&oacute;rio da OCDE sobre BEPS (Base Erosion and Profit Shifting), e com vista a aumentar a transpar&ecirc;ncia na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relevante para combater a eros&atilde;o das bases tribut&aacute;rias,<br \/>\n\t&eacute; introduzida uma nova obriga&ccedil;&atilde;o declarativa que inclui o reporte de forma agregada por cada pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o fiscal de resid&ecirc;ncia das entidades que integrem um grupo multinacional, de diversos elementos<br \/>\n\tde natureza financeira e fiscal, a saber:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Rendimentos brutos, distinguindo entre os obtidos nas opera&ccedil;&otilde;es realizadas com entidades relacionadas e com entidades independentes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Resultados antes do IRC e de impostos sobre os lucros, de natureza id&ecirc;ntica ou an&aacute;loga ao IRC;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Montante devido em IRC ou impostos sobre os lucros de natureza id&ecirc;ntica, incluindo as reten&ccedil;&otilde;es na fonte;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Capital social e outras rubricas do capital pr&oacute;prio, &agrave; data do final do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Resultados transitados;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; N&uacute;mero de trabalhadores a tempo inteiro, ou equivalente, no final do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Valor l&iacute;quido dos ativos tang&iacute;veis, exceto valores de caixa ou seus equivalentes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Lista de entidades residentes em cada pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o fiscal, incluindo os estabelecimentos est&aacute;veis, e indica&ccedil;&atilde;o das atividades principais realizadas por cada uma delas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Outros elementos considerados relevantes e, se for o caso, uma explica&ccedil;&atilde;o dos dados inclu&iacute;dos nas informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Est&atilde;o obrigadas a apresentar uma declara&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o financeira e fiscal por pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o fiscal, relativamente a cada per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o, as entidades residentes<br \/>\n\tque verifiquem cumulativamente as seguintes condi&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Estarem abrangidas pela obriga&ccedil;&atilde;o legal de apresenta&ccedil;&atilde;o de demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras consolidadas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Deterem ou controlarem, direta ou indiretamente, uma ou mais entidades cuja resid&ecirc;ncia fiscal ou estabelecimento est&aacute;vel esteja localizada em pa&iacute;ses ou jurisdi&ccedil;&otilde;es distintos, ou nestes possu&iacute;rem um ou mais<br \/>\n\testabelecimentos est&aacute;veis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; O montante dos rendimentos apresentados nas demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras consolidadas relativas ao &uacute;ltimo per&iacute;odo de contabil&iacute;stico de base anual anterior ao per&iacute;odo de reporte seja igual ou superior a &euro;<br \/>\n\t750.000.000;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; N&atilde;o serem detidas por uma ou mais entidades residentes obrigadas &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o desta declara&ccedil;&atilde;o ou por uma ou mais entidades n&atilde;o residentes que apresentem id&ecirc;ntica declara&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tnum pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o fiscal com o qual esteja em vigor um acordo de troca autom&aacute;tica de informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">Est&atilde;o ainda obrigadas a apresentar a mesma declara&ccedil;&atilde;o, as entidades residentes em Portugal que cumulativamente verifiquem as seguintes condi&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Sejam detidas ou controladas diretamente por entidades n&atilde;o residentes que n&atilde;o sejam obrigadas a cumprir com id&ecirc;ntica obriga&ccedil;&atilde;o ou em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quais n&atilde;o haja acordo de troca de informa&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tem vigor,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; As entidades n&atilde;o residentes que as det&ecirc;m ou controlam estivessem sujeitas a id&ecirc;ntica obriga&ccedil;&atilde;o caso residissem em Portugal; e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; N&atilde;o demonstrem que outra entidade do grupo, residente em Portugal ou em pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o em que vigore acordo de troca de informa&ccedil;&otilde;es, foi designada para apresentar tal declara&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Esta nova obriga&ccedil;&atilde;o declarativa dever&aacute; ser cumprida, at&eacute; ao final do d&eacute;cimo segundo m&ecirc;s posterior ao termo do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o a que se reporta, segundo um modelo aprovado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As entidades residentes ou com estabelecimento est&aacute;vel em Portugal, que integre um grupo no qual alguma das entidades esteja sujeita ao cumprimento desta obriga&ccedil;&atilde;o, deve comunicar eletronicamente, at&eacute; ao final do per&iacute;odo<br \/>\n\tde tributa&ccedil;&atilde;o a que respeitem os dados a reportar, a identifica&ccedil;&atilde;o e o pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o fiscal da entidade do Grupo obrigada a reportar a informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Tributa&ccedil;&atilde;o dos resultados internos gerados durante a aplica&ccedil;&atilde;o do regime de tributa&ccedil;&atilde;o pelo lucro consolidado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; eliminado o regime transit&oacute;rio introduzido pela Lei n.&ordm; 30-G\/2000, de 29 de Dezembro, para os grupos econ&oacute;micos que tenham sido tributados ao abrigo do anterior regime de tributa&ccedil;&atilde;o pelo lucro consolidado (em<br \/>\n\tvigor at&eacute; ao ano de 2000) e que tenham, &agrave; data, transitado para o atual RETGS, n&atilde;o tendo cessado a aplica&ccedil;&atilde;o deste regime desde 2001 at&eacute; 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O OE 2016 prev&ecirc; uma norma transit&oacute;ria nos termos da qual &frac14; dos resultados internos gerados durante a aplica&ccedil;&atilde;o do regime de tributa&ccedil;&atilde;o pelo lucro consolidado, cuja tributa&ccedil;&atilde;o se encontre ainda<br \/>\n\tpendente no &uacute;ltimo dia do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o de 2015, devem ser inclu&iacute;dos no lucro tribut&aacute;vel, apurado ao abrigo do RETGS, no per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o que se inicie em ou ap&oacute;s 1 de<br \/>\n\tjaneiro de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Neste sentido, dever&aacute; ser efetuado um pagamento por conta aut&oacute;nomo no m&ecirc;s de julho de 2016 (ou no 7.&ordm; m&ecirc;s do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o de 2016, em caso de per&iacute;odos de tributa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o<br \/>\n\tcoincidentes com o ano civil), correspondente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da taxa de IRC sobre o montante dos resultados internos referidos. Este valor ser&aacute; dedut&iacute;vel ao imposto a pagar na liquida&ccedil;&atilde;o de IRC de 2016. Em<br \/>\n\tcaso de cessa&ccedil;&atilde;o ou ren&uacute;ncia ao RETGS, durante o per&iacute;odo previsto para a tributa&ccedil;&atilde;o dos resultados internos, o valor pendente de tributa&ccedil;&atilde;o deve ser inclu&iacute;do no &uacute;ltimo per&iacute;odo<br \/>\n\tde tributa&ccedil;&atilde;o em que seja aplic&aacute;vel o RETGS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A informa&ccedil;&atilde;o relativa aos resultados internos pendentes de tributa&ccedil;&atilde;o no &uacute;ltimo dia do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o de 2015, deve ser incluida no processo de documenta&ccedil;&atilde;o fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa no &acirc;mbito do regime relativo a rendimentos de patentes e outros direitos de propriedade intelectual (&ldquo;Patent box&rdquo;)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; concedida ao Governo autoriza&ccedil;&atilde;o para alterar o regime de isen&ccedil;&atilde;o parcial para os rendimentos de patentes e outros direitos de propriedade intelectual, de modo a garantir que os benef&iacute;cios fiscais atribu&iacute;dos<br \/>\n\tapenas abranjam rendimentos relativos a atividades de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do pr&oacute;prio sujeito passivo benefici&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O governo fica assim autorizado a abolir o regime referido para patentes e desenhos ou modelos industriais registados a partir de 30 de junho de 2016, salvaguardando contudo a manuten&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o daquele regime at&eacute;<br \/>\n\t30 de junho de 2021 para os direitos registados at&eacute; &agrave;quela data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Ao abrigo desta autoriza&ccedil;&atilde;o, dever&aacute; ainda ser consagrado um novo regime sujeitando os benef&iacute;cios a um limite m&aacute;ximo proporcional &agrave;s despesas qualific&aacute;veis incorridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa no &acirc;mbito do RETGS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Relativamente ao Pagamento especial por conta (PEC) devido por sociedades sujeitas ao REGTS &eacute; concedida ao Governo autoriza&ccedil;&atilde;o para alterar, com natureza interpretativa, as regras relativas ao c&aacute;lculo do PEC, devendo ser calculado<br \/>\n\tum PEC para cada uma das sociedades do grupo, deduzindo o montante dos pagamentos por conta que seriam devidos de acordo com os dados resultantes da declara&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica individual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Tamb&eacute;m com natureza interpretativa, o Governo poder&aacute; legislar no sentido de determinar que, quando alguma das sociedades do grupo apresente uma declara&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de rendimentos de substitui&ccedil;&atilde;o, a sociedade<br \/>\n\tdominante deve proceder &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o do Grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa relativa &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o de regime facultativo de reavalia&ccedil;&atilde;o do ativo fixo tang&iacute;vel e das propriedades de investimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; concedida ao Governo autoriza&ccedil;&atilde;o para estabelecer um regime facultativo de reavalia&ccedil;&atilde;o do ativo fixo tang&iacute;vel e propriedades de investimento que permita que em 2016 os sujeitos passivos de IRC ou de IRS, com<br \/>\n\tcontabilidade organizada, reavaliem o seu ativo fixo tang&iacute;vel afeto ao exerc&iacute;cio de uma atividade comercial, industrial ou agr&iacute;cola, bem como as propriedades de investimento, cuja vida &uacute;til remanescente seja igual ou superior<br \/>\n\ta 5 anos. Nos termos da autoriza&ccedil;&atilde;o, a reserva de reavalia&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ficar sujeita a uma tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma especial de 14%, a pagar em partes iguais nos anos 2016, 2017 e 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Isen&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel &agrave;s entidades de gest&atilde;o coletiva de direitos de autor e direitos conexos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a consagrar-se expressamente a isen&ccedil;&atilde;o de IVA da consigna&ccedil;&atilde;o ou afeta&ccedil;&atilde;o, imposta por lei, dos montantes recebidos pelas respetivas entidades de gest&atilde;o coletiva, a fins sociais, culturais e de investiga&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\te divulga&ccedil;&atilde;o dos direitos de autor e direitos conexos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Ren&uacute;ncia &agrave; isen&ccedil;&atilde;o do IVA nos servi&ccedil;os m&eacute;dicos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; reformulada a norma relativa &agrave; ren&uacute;ncia &agrave; isen&ccedil;&atilde;o nas presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os m&eacute;dicos e sanit&aacute;rios, prevendo-se expressamente que as institui&ccedil;&otilde;es privadas podem<br \/>\n\trenunciar &agrave; isen&ccedil;&atilde;o de IVA nas presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, bem como nas opera&ccedil;&otilde;es estritamente conexas com as mesmas, quando n&atilde;o decorram de acordos com o Estado, no &acirc;mbito<br \/>\n\tdo sistema de sa&uacute;de.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Altera&ccedil;&atilde;o das taxas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Entre outras altera&ccedil;&otilde;es na Lista I (taxa reduzida) salientamos a reformula&ccedil;&atilde;o da verba 1.1.5 da Lista I, que passa a prever a sujei&ccedil;&atilde;o a taxa reduzida apenas para o &ldquo;p&atilde;o&rdquo;, sendo exclu&iacute;dos<br \/>\n\toutros produtos de id&ecirc;ntica natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Quanto a Lista II (taxa interm&eacute;dia), passa a ser aplicada a taxa interm&eacute;dia &agrave; partir de dia 1 de julho de 2016, &agrave;s seguintes opera&ccedil;&otilde;es, (atualmente tributadas &agrave; taxa normal):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Refei&ccedil;&otilde;es prontas a consumir, nos regimes de pronto a comer e levar ou com entrega ao domic&iacute;lio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os de alimenta&ccedil;&atilde;o e bebidas, com exclus&atilde;o das bebidas alco&oacute;licas, refrigerantes, sumos, n&eacute;ctares e &aacute;guas gaseificadas ou adicionadas de g&aacute;s carb&oacute;nico<br \/>\n\tou outras subst&acirc;ncias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Quando o servi&ccedil;o incorpore elementos sujeitos a taxas distintas para o qual &eacute; fixado pre&ccedil;o &uacute;nico, o valor tribut&aacute;vel deve ser repartido pelas v&aacute;rias taxas, tendo por base a rela&ccedil;&atilde;o proporcional entre<br \/>\n\to pre&ccedil;o de cada elemento da opera&ccedil;&atilde;o e o pre&ccedil;o total que seria aplicado de acordo com a tabela de pre&ccedil;os ou proporcionalmente ao valor normal dos servi&ccedil;os que comp&otilde;em a opera&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o<br \/>\n\tsendo efetuada aquela reparti&ccedil;&atilde;o, &eacute; aplic&aacute;vel a taxa mais elevada &agrave; totalidade do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&otilde;es legislativas em sede de IVA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Destacam-se as seguintes autoriza&ccedil;&otilde;es legislativas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Autoriza&ccedil;&atilde;o para alterar os elementos das faturas emitidas por sujeitos passivos abrangidos pelo regime dos pequenos retalhistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Autoriza&ccedil;&atilde;o para alterar o modo de pagamento do IVA nas aquisi&ccedil;&otilde;es intracomunit&aacute;rias de meios de transporte novos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Autoriza&ccedil;&atilde;o para alterar os procedimentos a adotar quanto &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o das isen&ccedil;&otilde;es na transmiss&atilde;o de bens a certas organiza&ccedil;&otilde;es internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto do Selo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Opera&ccedil;&otilde;es de reporte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar expressamente previsto, com caracter interpretativo, que o sujeito passivo, &eacute; o primeiro adquirente, salvo se este n&atilde;o for domiciliado em territ&oacute;rio nacional. Nesse caso, ser&atilde;o sujeitos passivos do imposto as<br \/>\n\tcontrapartes centrais, institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito, sociedades financeiras ou outras entidades legalmente equiparadas e quaisquer outras institui&ccedil;&otilde;es financeiras domiciliadas em territ&oacute;rio nacional que tenham intermediado<br \/>\n\tas opera&ccedil;&otilde;es, exceto se as opera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tiverem sido intermediadas por aquelas entidades, caso em que o sujeito passivo ser&aacute; o primeiro alienante domiciliado em territ&oacute;rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Tamb&eacute;m com car&aacute;cter interpretativo, a lei passa a prever que o imposto &eacute; devido quando o primeiro adquirente ou o primeiro alienante sejam domiciliados em territ&oacute;rio nacional, considerando-se domic&iacute;lio a sede, a filial,<br \/>\n\ta sucursal ou o estabelecimento est&aacute;vel que intervenha na realiza&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Arrendamento e subarrendamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Em caso de pluralidade de locadores ou de sublocadores, estabelece-se que o sujeito passivo &eacute; aquele que proceder &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o de in&iacute;cio do contrato de arrendamento<br \/>\n\tou o primeiro locador ou sublocador identificado na referida declara&ccedil;&atilde;o, quando apresentada por terceiro autorizado. No entanto, em caso de incumprimento da obriga&ccedil;&atilde;o declarativa a responsabilidade quanto ao imposto devido,<br \/>\n\t&eacute; solid&aacute;ria nos termos gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">No arrendamento e subarrendamento de pr&eacute;dio pertencente a heran&ccedil;a indivisa ou de parte comum de pr&eacute;dio constitu&iacute;do em propriedade horizontal, passa a estar previsto, com caracter interpretativo, que o sujeito passivo &eacute;<br \/>\n\ta heran&ccedil;a indivisa representada pelo cabe&ccedil;a de casal e o condom&iacute;nio representado pelo administrador, respetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Suprimentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A isen&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel a empr&eacute;stimos com caracter&iacute;sticas de suprimentos, incluindo os respetivos juros, passa a ser apenas aplic&aacute;vel no caso de (i) o s&oacute;cio deter diretamente uma participa&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tno capital n&atilde;o inferior a 10% e (ii) de esta ter permanecido na sua titularidade durante um ano consecutivo ou desde a constitui&ccedil;&atilde;o da entidade participada, desde que, neste caso, a participa&ccedil;&atilde;o seja mantida durante<br \/>\n\taquele per&iacute;odo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Garantias a favor do Estado ou das institui&ccedil;&otilde;es de Seguran&ccedil;a Social<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A isen&ccedil;&atilde;o de imposto na constitui&ccedil;&atilde;o de garantias a favor destas entidades, no &acirc;mbito do artigo 196.&ordm; do C&oacute;digo de Procedimento e Processo Tribut&aacute;rio (CPPT) e do decreto-lei n.&ordm; 42\/2001 de 9 de<br \/>\n\tfevereiro, passa a estar inclu&iacute;da no C&oacute;digo do Imposto do Selo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Garantias e opera&ccedil;&otilde;es financeiras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com car&aacute;ter interpretativo, a lei prev&ecirc; que a isen&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel aos juros e comiss&otilde;es cobradas, &agrave;s garantias prestadas e, bem assim, &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito concedido entre institui&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tde cr&eacute;dito, sociedades financeiras, sociedades de capital de risco e institui&ccedil;&otilde;es financeiras (n&atilde;o domiciliadas em offshore), aplica-se apenas &agrave;s garantias e opera&ccedil;&otilde;es financeiras diretamente destinadas<br \/>\n\t&agrave; concess&atilde;o de cr&eacute;dito, no &acirc;mbito da atividade exercida pelas institui&ccedil;&otilde;es e entidades referidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Taxas relativas a opera&ccedil;&otilde;es de pagamento baseadas em cart&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com car&aacute;ter interpretativo, as taxas relativas a opera&ccedil;&otilde;es de pagamento baseadas em cart&otilde;es passam a estar sujeitas a imposto do selo, &agrave; taxa de 4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Desincentivo ao cr&eacute;dito ao consumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Relativamente aos factos tribut&aacute;rios ocorridos at&eacute; 31 de dezembro de 2018, as taxas de imposto do selo aplic&aacute;veis &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito ao consumo s&atilde;o agravadas em 50%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; concedida autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa ao Governo para introduzir altera&ccedil;&otilde;es &agrave;s regras do C&oacute;digo do IS. Salientamos as seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Estabelecer crit&eacute;rios para a defini&ccedil;&atilde;o do valor tribut&aacute;vel dos im&oacute;veis adquiridos por usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Estabelecer para efeitos do c&aacute;lculo do valor tribut&aacute;vel de a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o cotadas, um spread de 4% no c&aacute;lculo do fator de capitaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Tornar aplic&aacute;vel o disposto no C&oacute;digo do IMI em mat&eacute;ria de liquida&ccedil;&atilde;o, revis&atilde;o oficiosa da liquida&ccedil;&atilde;o, prazos de reclama&ccedil;&atilde;o e impugna&ccedil;&atilde;o, &agrave;s liquida&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tde imposto do selo aplic&aacute;vel a pr&eacute;dios urbanos cujo valor patrimonial tribut&aacute;rio seja igual ou superior a &euro; 1.000.000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Estabelecer que o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o anual discriminativa do imposto do selo seja efetuada por via eletr&oacute;nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Impostos Especiais sobre o Consumo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Imposto sobre o &aacute;lcool e bebidas alco&oacute;licas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">S&atilde;o aumentadas em cerca de 3%, as taxas aplic&aacute;veis a cervejas, produtos interm&eacute;dios e bebidas espirituosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Imposto sobre os Produtos Petrol&iacute;feros e Energ&eacute;ticos (ISP)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A Portaria n.&ordm; 24-A\/2016, de 11 de fevereiro, atualizou, o valor das taxas unit&aacute;rias do ISP aplic&aacute;veis no Continente &agrave; gasolina, ao gas&oacute;leo rodovi&aacute;rio e ao gas&oacute;leo colorido e marcado, (efeitos a 12 fevereiro<br \/>\n\tde 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O valor das taxas foi atualizado nos termos seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; &euro; 0,06\/litro para a gasolina e para o gas&oacute;leo rodovi&aacute;rio, o que, considerando o efeito do IVA sobre o ISP, representa um aumento de aproximadamente &euro; 0,07\/litro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; &euro; 0,03\/litro, para o gas&oacute;leo colorido e marcado, o que, considerando o efeito do IVA sobre o ISP, representa um aumento de aproximadamente &euro; 0,04\/litro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">J&aacute; relativamente ao fuel&oacute;leo, o limite m&aacute;ximo do ISP regista um aumento de cerca de 30%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Quanto &agrave;s Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas da Madeira e dos A&ccedil;ores, procede-se &agrave; altera&ccedil;&atilde;o dos limites m&iacute;nimos e m&aacute;ximos aplic&aacute;veis aos fuel&oacute;leos assim se procedendo a uma uniformiza&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tcom os limites aplic&aacute;veis no Continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A aplica&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o de ISP, aos produtos com o c&oacute;digo de nomenclatura combinada 2711 (g&aacute;s de petr&oacute;leo e outros hidrocarbonetos gasosos) deixa de ser aplic&aacute;vel a qualquer tipo de transportes p&uacute;blicos,<br \/>\n\tpassando a ser limitada aos transportes p&uacute;blicos de passageiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Imposto sobre o tabaco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A taxa do elemento espec&iacute;fico relativo aos cigarros aumenta de &euro; 88,20\/milheiro para &euro; 90,85\/milheiro, significando um aumento na taxa de cerca de 3% e no pre&ccedil;o de um ma&ccedil;o de cigarros de cerca de &euro; 0,07.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">No caso dos tabacos de fumar, rap&eacute;, tabaco de mascar e tabaco aquecido, a taxa do elemento espec&iacute;fico aumenta em cerca de 4%, passando o seu valor de &euro; 0,075\/g para &euro; 0,078\/g.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O montante m&iacute;nimo de imposto sobre o tabaco de corte fino passa de &euro; 0,135\/g para &euro; 0,169\/g, (aumento de cerca de 25%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto Sobre Ve&iacute;culos (ISV)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com o intuito de desagravar a tributa&ccedil;&atilde;o dos ve&iacute;culos menos poluentes (at&eacute; 99 g\/Km de CO2, no caso de ve&iacute;culos a gasolina e at&eacute; 79 g\/Km CO2, no caso de ve&iacute;culos a gas&oacute;leo) e com menor cilindrada<br \/>\n\t(at&eacute; 1.000 cm3) e agravar a tributa&ccedil;&atilde;o dos restantes ve&iacute;culos, introduz-se um escal&atilde;o inferior para a componente cilindrada, aplic&aacute;vel aos autom&oacute;veis at&eacute; 1.000 cm3. Relativamente &agrave; componente<br \/>\n\tambiental, s&atilde;o introduzidos escal&otilde;es inferiores para os ve&iacute;culos a gasolina (at&eacute; 99 g\/Km) e a gas&oacute;leo (at&eacute; 79 g\/Km).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Em termos gerais, as taxas de ISV relativas &agrave; componente de cilindrada e &agrave; componente ambiental aumentam 3% e 20%, respetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Lei da Fiscalidade Verde<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O regime de incentivo ao abate de ve&iacute;culos em fim de vida para aquisi&ccedil;&atilde;o de novas viaturas el&eacute;tricas, h&iacute;bridas plug in e quadriciclos pesados el&eacute;tricos &eacute; alargado at&eacute; 31 de dezembro de 2017, embora<br \/>\n\tcom uma redu&ccedil;&atilde;o de 50% em 2017, quanto aos valores do incentivo fixados na lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto Municipal sobre Im&oacute;veis<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Atividade silv&iacute;cola<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A lei passa a prever, com natureza interpretativa, que s&atilde;o qualificados como pr&eacute;dios r&uacute;sticos os terreno afetos a atividades silv&iacute;colas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Determina&ccedil;&atilde;o do Valor Patrimonial Tribut&aacute;rio (VPT)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os pr&eacute;dios comerciais, industriais ou para servi&ccedil;os nos quais a f&oacute;rmula geral para a determina&ccedil;&atilde;o do VPT se revele desadequada, passam a ver avaliados de acordo com as regras definidas para os pr&eacute;dios da esp&eacute;cie<br \/>\n\t&ldquo;Outros&rdquo;, de acordo com o m&eacute;todo do custo adicionado do valor do terreno. A tipologia dos pr&eacute;dios abrangidos por esta norma &eacute; estabelecida por portaria do Governo, sob proposta da Comiss&atilde;o Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde Pr&eacute;dios Urbanos (CNAPU).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Taxa m&aacute;xima aplic&aacute;vel a pr&eacute;dios urbanos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A taxa m&aacute;xima aplic&aacute;vel a pr&eacute;dios urbanos &eacute; reduzida de 0,50% para 0,45%, passando assim a taxa de IMI a variar entre 0,30% e 0,45%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os munic&iacute;pios abrangidos por programa de apoio &agrave; economia local ou programa de ajustamento municipal podem determinar que a taxa m&aacute;xima seja de 0,50% com fundamento na sua indispensabilidade para cumprir os objetivos definidos nos<br \/>\n\trespetivos planos ou programas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Reclama&ccedil;&atilde;o das matrizes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As C&acirc;maras Municipais e juntas de freguesia, passam tamb&eacute;m a poder reclamar de incorre&ccedil;&otilde;es nas matrizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Atualiza&ccedil;&atilde;o dos VPT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os VPT dos pr&eacute;dios urbanos comerciais, industriais ou para servi&ccedil;os passam a ser atualizados trienalmente (at&eacute; 2015 a atualiza&ccedil;&atilde;o era anual).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Pr&eacute;dios de reduzido valor patrimonial de sujeitos passivos de baixos rendimentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar previsto no C&oacute;digo do IMI (at&eacute; agora previsto no Estatuto dos Benef&iacute;cios Fiscais &#8211; EBF), a isen&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel aos pr&eacute;dios r&uacute;sticos e pr&eacute;dios ou parte de pr&eacute;dios urbanos<br \/>\n\tdestinados a habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente dos sujeitos passivos de baixos rendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Para efeitos da atribui&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o, &eacute; considerado pr&eacute;dio ou parte de pr&eacute;dio urbano afeto &agrave; habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar aquele<br \/>\n\tno qual esteja fixado o respetivo domic&iacute;lio fiscal. O Sujeito passivo que se encontre em lar de terceira idade, poder&aacute; beneficiar da isen&ccedil;&atilde;o, fazendo prova de que o pr&eacute;dio antes constitu&iacute;a o seu domic&iacute;lio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Redu&ccedil;&atilde;o de taxa aplic&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de dependentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Relativamente aos im&oacute;veis destinados a habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente do propriet&aacute;rio, os munic&iacute;pios passam a poder estabelecer uma dedu&ccedil;&atilde;o fixa ao valor do IMI, em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero<br \/>\n\tde dependentes (anteriormente estava prevista uma redu&ccedil;&atilde;o percentual da taxa, em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de dependentes):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; &euro; 20 no caso de um dependente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; &euro; 40 no caso de dois dependentes; ou<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; &euro; 70 no caso de tr&ecirc;s ou mais dependentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Novo regime de salvaguarda de pr&eacute;dios urbanos destinados &agrave; habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Relativamente aos pr&eacute;dios urbanos destinados a habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente do sujeito passivo, a coleta do IMI em cada ano n&atilde;o pode exceder o valor da coleta do ano imediatamente anterior adicionada, em cada um desses<br \/>\n\tanos, do maior dos seguintes montantes: (i) 75 euros ou (ii) um ter&ccedil;o da diferen&ccedil;a entre o IMI resultante do VPT constante da avalia&ccedil;&atilde;o atual e o IMI que resultaria da avalia&ccedil;&atilde;o anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O regime n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel aos pr&eacute;dios em que se verifique uma altera&ccedil;&atilde;o do sujeito passivo (exceto nas transmiss&otilde;es gratuitas de que sejam benefici&aacute;rios o c&ocirc;njuge, descendentes e ascendentes).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Corre&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria do VPT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com refer&ecirc;ncia a 2016, os VPT dos pr&eacute;dios urbanos comerciais, industriais ou para servi&ccedil;os, que tenham sido atualizados entre 2012 a 2015, ser&atilde;o atualizados extraordinariamente em 2,25%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Envio aos munic&iacute;pios de lista atualizada de aus&ecirc;ncia de contratos de fornecimento ou de consumos baixos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, g&aacute;s, eletricidade e &aacute;gua passam a enviar, lista anualmente atualizada da aus&ecirc;ncia de contratos de fornecimento ou de consumos baixos, por cada pr&eacute;dio urbano ou fra&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\taut&oacute;noma, at&eacute; ao dia 1 de outubro de cada ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; concedida autoriza&ccedil;&atilde;o ao Governo para introduzir altera&ccedil;&otilde;es ao C&oacute;digo do IMI, salientando-se, entre outras, a equipara&ccedil;&atilde;o dos coeficientes de qualidade e conforto referentes &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\te operacionalidade relativas, aplic&aacute;veis aos pr&eacute;dios destinados &agrave; habita&ccedil;&atilde;o e aos pr&eacute;dios destinados a com&eacute;rcio, ind&uacute;stria e servi&ccedil;os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto Municipal sobre as Transmiss&otilde;es Onerosas de Im&oacute;veis (IMT)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Aquisi&ccedil;&atilde;o de partes sociais ou de quotas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Nas situa&ccedil;&otilde;es em que &eacute; devido IMT na aquisi&ccedil;&atilde;o de partes sociais ou de quotas, por s&oacute;cios casados, deixa de ser relevante o correspondente regime de bens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Por outro lado, alarga-se este tipo de incid&ecirc;ncia &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de uni&atilde;o de facto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Fundos de Investimento Imobili&aacute;rio (FII) fechados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar sujeita a IMT, a aquisi&ccedil;&atilde;o de unidades de participa&ccedil;&atilde;o em FII fechados de subscri&ccedil;&atilde;o particular, bem como opera&ccedil;&otilde;es de resgate, aumento ou redu&ccedil;&atilde;o do capital ou outras,<br \/>\n\tdas quais resulte que um dos titulares ou dois titulares casados ou unidos de facto fiquem a dispor de, pelo menos, 75% das unidades de participa&ccedil;&atilde;o representativas do patrim&oacute;nio do fundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passam tamb&eacute;m a estar sujeitas a imposto, as entregas de bens im&oacute;veis pelos participantes no ato de subscri&ccedil;&atilde;o de unidades de participa&ccedil;&atilde;o de FII fechados de subscri&ccedil;&atilde;o particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Ficam isentos de IMT os FII cujas unidades de participa&ccedil;&atilde;o sejam integralmente detidas pelo Estado, as Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas, as autarquias locais e associa&ccedil;&otilde;es e federa&ccedil;&otilde;es de munic&iacute;pios de direito<br \/>\n\tp&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto &Uacute;nico de Circula&ccedil;&atilde;o (IUC)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Taxas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As taxas de IUC registam um aumento de cerca de 1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&otilde;es Legislativas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">De entre as autoriza&ccedil;&otilde;es legislativas concedidas ao Governo, destaca-se a defini&ccedil;&atilde;o, com car&aacute;cter interpretativo, que s&atilde;o sujeitos passivos de imposto, as pessoas singulares ou coletivas de direito p&uacute;blico<br \/>\n\tou privado em nome das quais se encontra registada a propriedade dos ve&iacute;culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Estatuto dos Benef&iacute;cios Fiscais (EBF)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Rendimentos pagos por Organismos de Investimento Coletivo (OIC) aos seus participantes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar expressamente previsto que a reten&ccedil;&atilde;o na fonte definitiva sobre os rendimentos, &eacute; efetuada &agrave; taxa de 35% caso os titulares sejam residentes em pa&iacute;s, territ&oacute;rio ou regi&atilde;o sujeito a um regime<br \/>\n\tfiscal claramente mais favor&aacute;vel constante de lista aprovada por portaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A mesma taxa aplica-se, igualmente, aos rendimentos pagos ou colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o em contas abertas em nome de um ou mais titulares mas por conta de terceiros n&atilde;o identificados, exceto quando seja identificado o benefici&aacute;rio<br \/>\n\tefetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Por outro lado, o regime especial de tributa&ccedil;&atilde;o dos participantes n&atilde;o residentes passa a ser aplic&aacute;vel &agrave;s entidades n&atilde;o residentes detidas, direta ou indiretamente, em mais de 25% por entidades ou pessoas singulares<br \/>\n\tresidentes em territ&oacute;rio nacional, caso tais entidades participantes sejam residentes noutro Estado membro da UE, num Estado membro do EEE vinculado a coopera&ccedil;&atilde;o administrativa no dom&iacute;nio da fiscalidade, ou num Estado com<br \/>\n\to qual tenha sido celebrada Conven&ccedil;&atilde;o para evitar a dupla tributa&ccedil;&atilde;o (CDT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>FII em recursos florestais e em reabilita&ccedil;&atilde;o urbana<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Deixando de verificar-se as condi&ccedil;&otilde;es para aplica&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o de IRC, aplic&aacute;vel a estes FII, estes passam a estar sujeitos ao enquadramento fiscal aplic&aacute;vel aos OIC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Os rendimentos de unidades de participa&ccedil;&atilde;o pagos a partir da data de cessa&ccedil;&atilde;o desse regime que sejam colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos seus participantes, bem como as mais-valias realizadas ap&oacute;s essa data<br \/>\n\tque resultem da transmiss&atilde;o onerosa, resgate ou liquida&ccedil;&atilde;o das mesmas, s&atilde;o sujeitos a tributa&ccedil;&atilde;o nos termos aplic&aacute;veis aos rendimentos pagos pelos OIC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Mais-valias realizadas por n&atilde;o residentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A isen&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel no caso de mais-valias realizadas mediante a transmiss&atilde;o onerosa de partes sociais e outros valores mobili&aacute;rios por n&atilde;o residentes sem estabelecimento est&aacute;vel em Portugal, que sejam<br \/>\n\tdetidas direta ou indiretamente, em mais de 25%, por entidades residentes, n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel, exceto se a entidade n&atilde;o residente, verificar cumulativamente os seguintes requisitos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Seja residente noutro Estado membro da EU ou do EEE que esteja vinculado a coopera&ccedil;&atilde;o administrativa no dom&iacute;nio da fiscalidade, ou num Estado com o qual tenha sido celebrada e se encontre em vigor um Acordo de Dupla Tributa&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tque preveja a troca de informa&ccedil;&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Esteja sujeita e n&atilde;o isenta de um imposto referido no artigo 2.&ordm; da Diretiva 2011\/96\/EU, ou de imposto de natureza id&ecirc;ntica ou similar ao IRC desde que a taxa aplic&aacute;vel a essa entidade n&atilde;o seja inferior a 60% da<br \/>\n\ttaxa normal de IRC;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Detenha uma participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o inferior a 10% no capital social ou dos direitos de voto da entidade objeto de aliena&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Detenha a referida participa&ccedil;&atilde;o de modo ininterrupto, durante o ano anterior &agrave; aliena&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; N&atilde;o seja parte de uma constru&ccedil;&atilde;o, ou s&eacute;rie de constru&ccedil;&otilde;es, artificial ou artificiais, com o principal objetivo, ou com um dos principais objetivos, de obten&ccedil;&atilde;o de uma vantagem fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Isen&ccedil;&atilde;o de IMI e IMT para FII abertos, fundos de pens&otilde;es e fundos de poupan&ccedil;a-reforma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; revogada a redu&ccedil;&atilde;o de 50% nas taxas de IMI e de IMT aplic&aacute;vel a pr&eacute;dios integrados naqueles fundos. Mant&eacute;m-se contudo, noutra norma, a isen&ccedil;&atilde;o de IMT aplic&aacute;vel a Fundos de Pens&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Benef&iacute;cios &agrave;s Cooperativas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">No &acirc;mbito do regime de benef&iacute;cios fiscais &agrave;s cooperativas, estabelece-se que as cooperativas de habita&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o est&atilde;o isentas de Imposto do Selo previsto na verba 28.1 da Tabela Geral do Imposto<br \/>\n\tdo Selo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Pr&eacute;dios situados em &Aacute;reas de Localiza&ccedil;&atilde;o Empresarial (ALE)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; prorrogada a isen&ccedil;&atilde;o de IMT e IMI estabelecida para os pr&eacute;dios situados em ALE, para os im&oacute;veis adquiridos ou conclu&iacute;dos at&eacute; 31 de Dezembro de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Empr&eacute;stimos &ldquo;SCHULDSCHEINDARLEHEN&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Mant&eacute;m-se em 2016, sendo por&eacute;m inclu&iacute;da no EBF, a isen&ccedil;&atilde;o de IRS ou de IRC de que beneficiam os juros de capitais provenientes do estrangeiro representativos de contratos de empr&eacute;stimo Schuldscheindarlehen celebrados<br \/>\n\tpelo IGCP, E.P.E., em nome e em representa&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa, desde que o credor seja um n&atilde;o residente sem estabelecimento est&aacute;vel em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s ao qual o empr&eacute;stimo seja imputado.<br \/>\n\tOs requisitos devem ser verificados pelo IGCP, E.P.E.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Opera&ccedil;&otilde;es de reporte com institui&ccedil;&otilde;es financeiras n&atilde;o residentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Mant&eacute;m-se, passando a estar prevista no EBF, a isen&ccedil;&atilde;o de IRC sobre os ganhos obtidos por institui&ccedil;&otilde;es financeiras n&atilde;o residentes na realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es de reporte de valores mobili&aacute;rios<br \/>\n\tefetuadas com institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito residentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Opera&ccedil;&otilde;es de reporte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Mant&eacute;m-se, passando tamb&eacute;m a estar prevista no EBF, a isen&ccedil;&atilde;o de imposto do selo aplic&aacute;vel a opera&ccedil;&otilde;es de reporte de valores mobili&aacute;rios ou direitos equiparados realizadas em bolsa de valores, bem<br \/>\n\tcomo o reporte e a aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria em garantia realizados pelas institui&ccedil;&otilde;es financeiras, designadamente por institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito e sociedades financeiras, com interposi&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde contrapartes centrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Regime especial de tributa&ccedil;&atilde;o de valores mobili&aacute;rios representativos de d&iacute;vida emitida por entidades n&atilde;o residentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Mant&eacute;m-se, em 2016, passando igualmente a estar inclu&iacute;da no EBF a isen&ccedil;&atilde;o de IRS e de IRC, aplic&aacute;vel em determinadas condi&ccedil;&otilde;es, quanto aos rendimentos dos valores mobili&aacute;rios representativos de d&iacute;vida<br \/>\n\tp&uacute;blica e n&atilde;o p&uacute;blica emitida por entidades n&atilde;o residentes, quando venham a ser pagos pelo Estado Portugu&ecirc;s enquanto garante de obriga&ccedil;&otilde;es assumidas por sociedades das quais &eacute; acionista em conjunto<br \/>\n\tcom outros Estados membros da UE. A isen&ccedil;&atilde;o &eacute; apenas aplic&aacute;vel aos benefici&aacute;rios efetivos que cumpram os requisitos previstos no regime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Concede-se autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa para alterar o artigo 70.&ordm; do EBF (&ldquo;Medidas de Apoio ao Transporte rodovi&aacute;rio de passageiros e de mercadorias&rdquo;), no sentido, nomeadamente de, definir que os gastos suportados com<br \/>\n\ta aquisi&ccedil;&atilde;o, em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, de combust&iacute;veis para abastecimento de ve&iacute;culos de transporte de mercadorias, transporte p&uacute;blico de passageiros e de t&aacute;xi, sejam majorados at&eacute; 120%, no<br \/>\n\tapuramento do lucro tribut&aacute;vel de IRC, ou IRS de sujeitos passivos com contabilidade organizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Lei Geral Tribut&aacute;ria (LGT)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Suspens&atilde;o do prazo de prescri&ccedil;&atilde;o legal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Determina-se que o prazo legal de prescri&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas tribut&aacute;rias fique suspenso nas seguintes situa&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Em virtude de pagamento de presta&ccedil;&otilde;es legalmente autorizados;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Enquanto n&atilde;o houver decis&atilde;o definitiva ou transitada em julgado, que ponha termo ao processo, nos casos de reclama&ccedil;&atilde;o, impugna&ccedil;&atilde;o, recurso ou oposi&ccedil;&atilde;o, quando determinem a suspens&atilde;o<br \/>\n\tda cobran&ccedil;a da d&iacute;vida;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px; padding-left: 60px;\">&bull; Desde a instaura&ccedil;&atilde;o e at&eacute; ao tr&acirc;nsito em julgado das a&ccedil;&otilde;es de impugna&ccedil;&atilde;o pauliana intentadas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Esta altera&ccedil;&atilde;o produz efeitos imediatos em todos os processos de execu&ccedil;&atilde;o fiscal pendentes &agrave; data da entrada em vigor da Lei do Or&ccedil;amento do Estado, mas nesses casos, a suspens&atilde;o do prazo de prescri&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tapenas se inicie nessa data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Informa&ccedil;&otilde;es relativas a opera&ccedil;&otilde;es financeiras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passam a estar obrigadas a comunicar &agrave; AT, as entidades que prestem servi&ccedil;os de pagamento at&eacute; ao final do m&ecirc;s de julho de cada ano, ou a fornecer a qualquer momento, mediante pedido das entidades competentes, as informa&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\trelativas ao valor dos fluxos de pagamentos com cart&otilde;es de cr&eacute;dito e de d&eacute;bito ou por outros meios de pagamento eletr&oacute;nico, efetuados por seu interm&eacute;dio, a sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B de<br \/>\n\tIRS e de IRC, sem por qualquer forma identificar os mandantes das ordens de pagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Revis&atilde;o dos atos tribut&aacute;rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; revogada a disposi&ccedil;&atilde;o que equipara os erros na autoliquida&ccedil;&atilde;o dos tributos a erros imput&aacute;veis aos servi&ccedil;os, pelo que corre&ccedil;&otilde;es a favor do contribuinte de impostos autoliquidados apenas poder&atilde;o<br \/>\n\tser efetuadas por refer&ecirc;ncia aos dois anos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Contribuintes de elevada relev&acirc;ncia econ&oacute;mica e fiscal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As pessoas singulares, com rendimentos ou detentoras de patrim&oacute;nio superiores, nos termos a definir, passam a poder ser consideradas contribuintes de elevada relev&acirc;ncia econ&oacute;mica e fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>C&oacute;digo de Procedimento e Processo Tribut&aacute;rio (CPPT)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Situa&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria regularizada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a considerar-se que o contribuinte tem a situa&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria regularizada quando tenha pendente meio de contencioso adequado &agrave; discuss&atilde;o da exigibilidade da d&iacute;vida exequenda e o processo de execu&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tfiscal tenha garantia constitu&iacute;da.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Formalidades das cita&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Estando em causa v&aacute;rias d&iacute;vidas cobradas no mesmo processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal, a cita&ccedil;&atilde;o poder&aacute; referir-se &agrave; globalidade das d&iacute;vidas fiscais, indicando a sua natureza, o ano ou per&iacute;odo<br \/>\n\ta que se reportam e o seu montante global, considerando-se, neste caso, os executados citados no quinto dia posterior &agrave; cita&ccedil;&atilde;o. As cita&ccedil;&otilde;es assim efetuadas devem conter a refer&ecirc;ncia de que os elementos relativos<br \/>\n\ta cada uma das d&iacute;vidas podem ser consultados no Portal das Finan&ccedil;as ou, junto do &oacute;rg&atilde;o de execu&ccedil;&atilde;o fiscal, consoante os casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A lei vem ainda estabelecer que as cita&ccedil;&otilde;es efetuadas por transmiss&atilde;o eletr&oacute;nica de dados valem, em qualquer caso, como cita&ccedil;&atilde;o pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Formalidades da penhora de quaisquer abonos, sal&aacute;rios ou vencimentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">S&atilde;o simplificadas as formalidades relativas &agrave; penhora de abonos, sal&aacute;rios ou vencimentos, sendo apenas notificada a entidade que os deva pagar, para que fa&ccedil;a, nas quantias devidas, o desconto correspondente ao cr&eacute;dito<br \/>\n\tpenhorado e proceda ao seu dep&oacute;sito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o da garantia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">S&atilde;o introduzidos crit&eacute;rios para avaliar as garantias prestadas, com exce&ccedil;&atilde;o de garantias banc&aacute;rias, cau&ccedil;&otilde;es e seguros-cau&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">As novas regras t&ecirc;m aplica&ccedil;&atilde;o imediata &agrave;s garantias que tenham sido aceites at&eacute; &agrave; data da entrada em vigor da Lei do Or&ccedil;amento do Estado, mas apenas determina o refor&ccedil;o ou a substitui&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdessas garantias quando o valor apurado seja inferior a 80% do valor indicado para efeitos de garantia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Dispensa de presta&ccedil;&atilde;o de garantia em pagamentos at&eacute; 12 presta&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">&Eacute; introduzido um regime de dispensa de presta&ccedil;&atilde;o de garantia relativamente a d&iacute;vidas exig&iacute;veis em execu&ccedil;&atilde;o fiscal, que n&atilde;o se encontrem suspensas, em que o respetivo requerimento seja acompanhado<br \/>\n\tpor um pedido de pagamento at&eacute; 12 presta&ccedil;&otilde;es e apresentado at&eacute; 31 de dezembro de 2016, mediante o cumprimento de condi&ccedil;&otilde;es cumulativas. Nestas situa&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o devidos juros de mora correspondentes<br \/>\n\tao dobro da taxa definida para os juros de mora aplic&aacute;veis &agrave;s d&iacute;vidas tribut&aacute;rias. O incumprimento de qualquer uma das condi&ccedil;&otilde;es implica a revoga&ccedil;&atilde;o da dispensa de presta&ccedil;&atilde;o da garantia,<br \/>\n\tdevendo o executado prestar garantia no prazo de 15 dias a contar do facto determinante da revoga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O Governo fica autorizado a alterar o CPPT nomeadamente no sentido de clarificar que, para efeitos da legitimidade dos executados no processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal, s&atilde;o considerados sucessores dos devedores origin&aacute;rios as sociedades<br \/>\n\tbenefici&aacute;rias de opera&ccedil;&otilde;es de fus&atilde;o ou cis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Regime Geral das Infra&ccedil;&otilde;es Tribut&aacute;rias (RGIT)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Falta ou atraso na apresenta&ccedil;&atilde;o ou exibi&ccedil;&atilde;o de documentos ou declara&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passa a estar prevista uma coima vari&aacute;vel entre &euro; 500 e &euro; 10.000 aplic&aacute;vel &agrave; falta de apresenta&ccedil;&atilde;o, da nova declara&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o financeira e fiscal por pa&iacute;s ou jurisdi&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\trelativa &agrave;s entidades de um grupo multinacional (obriga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m introduzida com o Or&ccedil;amento do Estado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Outros aspetos de car&aacute;cter fiscal<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Contribui&ccedil;&atilde;o sobre o setor banc&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Passam a estar abrangidas pela contribui&ccedil;&atilde;o sobre o setor banc&aacute;rio as sucursais em Portugal de institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito com sede principal e efetiva fora de Portugal (at&eacute; agora, apenas estavam sujeitas as<br \/>\n\tsucursais de institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito, com sede principal e efetiva em territ&oacute;rio da EU).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi, tamb&eacute;m, aumentada a taxa m&aacute;xima aplic&aacute;vel de 0,085% para 0,110%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Autoriza&ccedil;&atilde;o legislativa para acesso e troca de informa&ccedil;&otilde;es financeiras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Concede-se autoriza&ccedil;&atilde;o ao Governo para proceder &agrave; transposi&ccedil;&atilde;o para a ordem jur&iacute;dica nacional da Diretiva 2014\/107\/UE, do Conselho, de 9 de dezembro de 2014, relativa a mat&eacute;ria de troca autom&aacute;tica<br \/>\n\tde informa&ccedil;&otilde;es obrigat&oacute;ria no dom&iacute;nio da fiscalidade e a estabelecer o regime para a troca de informa&ccedil;&otilde;es de contas financeiras ao abrigo de conven&ccedil;&otilde;es internacionais, bem como a prever que as regras<br \/>\n\tde comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; AT e de dilig&ecirc;ncia devida sejam aplicadas pelas institui&ccedil;&otilde;es financeiras relativamente a contas financeiras qualific&aacute;veis como sujeitas a comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4108","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4108"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4108"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4108"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4108"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}