{"id":4123,"date":"2016-06-28T22:00:00","date_gmt":"2016-06-28T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-regime-transparencia-e-prospetos","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-regime-transparencia-e-prospetos\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es Legislativas ao Regime da Transpar\u00eancia e dos Prospetos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEste m&ecirc;s, o <strong><\/strong>\tda Belzuz Abogados, S.L.P. &#8211; Sucursal em Portugal informa sobre a transposi&ccedil;&atilde;o parcial para o ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s, atrav&eacute;s do Decreto-Lei n.&ordm; 22\/2016 de 3 de junho, da Diretiva 2013\/50\/UE, do Parlamento<br \/>\n\tEuropeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2013, que altera, designadamente, a Diretiva da Transpar&ecirc;ncia (Diretiva n.&ordm; 2004\/109\/CE) relativa &agrave; harmoniza&ccedil;&atilde;o dos requisitos de transpar&ecirc;ncia no que se refere &agrave;s<br \/>\n\tinforma&ccedil;&otilde;es respeitantes aos emitentes cujos valores mobili&aacute;rios est&atilde;o admitidos &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o num mercado regulamentado e a Diretiva dos Prospetos (Diretiva n.&ordm; 2003\/71\/CE) relativa ao prospeto a<br \/>\n\tpublicar em caso de oferta p&uacute;blica de valores mobili&aacute;rios ou da sua admiss&atilde;o &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Diretiva n.&ordm; 2013\/50\/UE introduziu um conjunto de altera&ccedil;&otilde;es &agrave; Diretiva da Transpar&ecirc;ncia, na sequ&ecirc;ncia do relat&oacute;rio apresentado pela Comiss&atilde;o Europeia, em 27 de maio de 2010 sobre a aplica&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdesta diretiva, que identificou diversos dom&iacute;nios em que a mesma deveria ser melhorada, bem como da Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia, de 13 de abril de 2011 (&laquo;<em>Ato para o Mercado &Uacute;nico &#8211; Doze alavancas para estimular o crescimento e refor&ccedil;ar a confian&ccedil;a m&uacute;tua &#8211; Juntos para um novo crescimento<\/em>&raquo;),<br \/>\n\tque assinalou a necessidade de rever a Diretiva da Transpar&ecirc;ncia de modo a tornar mais proporcionais as obriga&ccedil;&otilde;es impostas &agrave;s pequenas e m&eacute;dias empresas emitentes de valores mobili&aacute;rios admitidos &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tem mercado regulamentado, sem reduzir o n&iacute;vel de prote&ccedil;&atilde;o dos investidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, a Diretiva n.&ordm; 2013\/50\/UE eliminou o dever de elabora&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es intercalares de gest&atilde;o, considerando que tal dever pode constituir um encargo significativo para<br \/>\n\tmuitos emitentes de pequena e m&eacute;dia dimens&atilde;o cujos valores mobili&aacute;rios estejam admitidos &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em mercado regulamentado, al&eacute;m de poder incentivar um desempenho a curto prazo da administra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma a evitar que o dever de elabora&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o trimestral constitua um encargo financeiro significativo para os emitentes de pequena e m&eacute;dia dimens&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es admitidas &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tem mercado regulamentado em Portugal, o Decreto-Lei n.&ordm; 22\/2016 de 3 de junho elimina o dever de divulga&ccedil;&atilde;o dessa informa&ccedil;&atilde;o, com exce&ccedil;&atilde;o dos emitentes que sejam institui&ccedil;&otilde;es financeiras, atendendo<br \/>\n\t&agrave; sua natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, assegurou-se a possibilidade de os emitentes, querendo, poderem continuar a divulgar informa&ccedil;&atilde;o financeira trimestral, desde que tal seja efetuado de acordo com regras comuns, que assegurem a comparabilidade da informa&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdivulgada, a estabelecer em regulamento da Comiss&atilde;o do Mercado de Valores Mobili&aacute;rios (CMVM) e que a decis&atilde;o de proceder &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o financeira com periodicidade trimestral seja mantida<br \/>\n\tde forma est&aacute;vel durante, pelo menos, dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At&eacute; &agrave; ado&ccedil;&atilde;o da referida regulamenta&ccedil;&atilde;o, os emitentes que optem ou que continuem obrigados a divulgar informa&ccedil;&atilde;o trimestral, dever&atilde;o faz&ecirc;-lo de acordo com as regras previstas no artigo<br \/>\n\t246.&ordm;-A do C&oacute;digo dos Valores Mobili&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m com o objetivo de proporcionar maior flexibilidade aos emitentes e contribuir para uma maior visibilidade dos emitentes de pequena e m&eacute;dia dimens&atilde;o junto dos investidores, analistas e participantes no mercado, o prazo para<br \/>\n\tpublica&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o semestral &eacute; alargado para tr&ecirc;s meses ap&oacute;s o termo do primeiro semestre do exerc&iacute;cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o prazo durante o qual as informa&ccedil;&otilde;es financeiras peri&oacute;dicas anuais e semestrais devem ser mantidas &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos investidores &eacute; alargado para 10 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; ainda eliminado o dever de divulga&ccedil;&atilde;o de novas emiss&otilde;es de obriga&ccedil;&otilde;es e respetivas garantias, previsto na al&iacute;nea d) do n.&ordm; 2 do artigo 249.&ordm; do C&oacute;digo dos Valores Mobili&aacute;rios,<br \/>\n\tsem preju&iacute;zo dos deveres de divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o privilegiada e de elabora&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de prospeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo a melhorar o acesso dos investidores &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es relativas aos emitentes e promover ativamente a integra&ccedil;&atilde;o dos mercados europeus de capitais, a Diretiva n.&ordm; 2013\/50\/UE prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n\tpela Autoridade Europeia dos Valores Mobili&aacute;rios e dos Mercados (ESMA), at&eacute; 1 de janeiro de 2018, de um s&iacute;tio na Internet destinado a servir de ponto de acesso eletr&oacute;nico europeu &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es divulgadas<br \/>\n\tao abrigo da Diretiva da Transpar&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Estados membros dever&atilde;o assegurar o acesso aos seus mecanismos de armazenamento central atrav&eacute;s desse ponto de acesso eletr&oacute;nico europeu, o que no caso portugu&ecirc;s abranger&aacute; o Sistema de Divulga&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tda CMVM, previsto no artigo 367.&ordm; do C&oacute;digo dos Valores Mobili&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pela Diretiva n.&ordm; 2013\/50\/UE &eacute; a extens&atilde;o dos deveres de comunica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da deten&ccedil;&atilde;o de instrumentos financeiros. Estes passam<br \/>\n\ta abranger os instrumentos financeiros com efeito econ&oacute;mico similar &agrave; deten&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es, a fim de assegurar que os emitentes e os investidores t&ecirc;m pleno conhecimento da estrutura de propriedade da sociedade<br \/>\n\te de outros interesses econ&oacute;micos na mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, o regime previsto na diretiva acompanha as diversas solu&ccedil;&otilde;es anteriormente adotadas em v&aacute;rios Estados membros nesta mat&eacute;ria, designadamente, em Portugal, no Reino Unido, na Alemanha e em Fran&ccedil;a, que introduziram<br \/>\n\tdeveres equivalentes de transpar&ecirc;ncia relativamente &agrave;s chamadas &laquo;posi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas longas&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o ainda introduzidas altera&ccedil;&otilde;es ao C&oacute;digo dos Valores Mobili&aacute;rios que visam clarificar aspetos espec&iacute;ficos, nomeadamente, a defini&ccedil;&atilde;o de emitente (relevante para imputa&ccedil;&atilde;o de deveres<br \/>\n\tde comunica&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&otilde;es qualificadas) no caso de valores mobili&aacute;rios n&atilde;o admitidos &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em mercado, mas representados por certificados de dep&oacute;sito que sejam admitidos<br \/>\n\t&agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em mercado regulamentado na Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por &uacute;ltimo, a Diretiva n.&ordm; 2013\/50\/UE introduziu regras de harmoniza&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima em mat&eacute;ria sancionat&oacute;ria e de poderes das autoridades competentes, visando uma maior harmoniza&ccedil;&atilde;o das regras nacionais<br \/>\n\tnesta &aacute;rea. Pese embora, em geral, o ordenamento nacional d&ecirc; j&aacute; cumprimento aos requisitos introduzidos por aquela Diretiva em mat&eacute;ria sancionat&oacute;ria, a transposi&ccedil;&atilde;o de requisitos espec&iacute;ficos que<br \/>\n\tcare&ccedil;am de altera&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel interno dever&aacute; ser efetuada de forma articulada e transversal com a transposi&ccedil;&atilde;o de regras da mesma natureza previstas noutros instrumentos da legisla&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o<br \/>\n\tEuropeia relativa aos mercados financeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4123","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4123"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4123"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4123"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4123"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}