{"id":4131,"date":"2016-09-06T22:00:00","date_gmt":"2016-09-06T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-sentencas-arbitrais-estrangeiras-angola","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-sentencas-arbitrais-estrangeiras-angola\/","title":{"rendered":"O processo de Ades\u00e3o da Rep\u00fablica de Angola \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o sobre o Reconhecimento e Execu\u00e7\u00e3o de Senten\u00e7as Arbitrais Estrangeiras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tTal como j&aacute; foi anunciado, a Belzuz Abogados estabeleceu uma colabora&ccedil;&atilde;o com advogados angolanos especialistas em prestar<br \/>\n\t<strong>assessoria jur&iacute;dica internacional<\/strong>, a par com os advogados da Belzuz Abogados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No presente m&ecirc;s o <strong><\/strong>\tda Belzuz Abogados ir&aacute;, no que respeita aos temas de direito de Angola &#8211; atendendo &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o que estabeleceu com advogados angolanos especialistas em prestar assessoria jur&iacute;dica internacional, a par com os advogados<br \/>\n\tda Belzuz Abogados &ndash; referir-se ao processo de Ades&atilde;o da Rep&uacute;blica de Angola &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Reconhecimento e Execu&ccedil;&atilde;o de Senten&ccedil;as Arbitrais Estrangeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa, em primeiro lugar, salientar que a Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Reconhecimento e Execu&ccedil;&atilde;o de Senten&ccedil;as Arbitrais Estrangeiras foi celebrada em Nova Iorque, em 10 de Junho de 1958, sendo conhecida, abreviadamente, por Conven&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde Nova Iorque. E, nos termos da referida Conven&ccedil;&atilde;o, entende-se por senten&ccedil;as arbitrais &ldquo;<em>n&atilde;o apenas as senten&ccedil;as proferidas por &aacute;rbitros nomeados para determinados casos, mas tamb&eacute;m as que forem proferidas por &oacute;rg&atilde;os de arbitragem permanentes aos quais as Partes se submeteram<\/em>.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isto, a Conven&ccedil;&atilde;o de Nova Iorque aplica-se ao &ldquo;<em>reconhecimento e &agrave; execu&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as arbitrais proferidas no territ&oacute;rio de um Estado que n&atilde;o aquele em que s&atilde;o pedidos o reconhecimento e a execu&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as resultantes de lit&iacute;gios entre pessoas singulares ou colectivas. Aplica-se, tamb&eacute;m, &agrave;s senten&ccedil;as arbitrais que n&atilde;o forem consideradas senten&ccedil;as nacionais no Estado em que s&atilde;o pedidos o seu reconhecimento e execu&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;<br \/>\n\t&ndash; como se retira do n&uacute;mero 1 do Artigo I da referida Conven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Rep&uacute;blica Portuguesa aprovou, por instrumento de ratifica&ccedil;&atilde;o, em 1994, a dita Conven&ccedil;&atilde;o de Nova Iorque e a Rep&uacute;blica de Angola encontra-se, agora, volvidos mais de 20 anos sobre a ratifica&ccedil;&atilde;o de<br \/>\n\tPortugal e quase 60 anos ap&oacute;s a celebra&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o, em processo de Ades&atilde;o &agrave; mesma Conven&ccedil;&atilde;o, de acordo com a Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 38\/16 de 12 de Agosto, publicada na I&ordf;<br \/>\n\tS&eacute;rie do Di&aacute;rio de Rep&uacute;blica de Angola, com o n.&ordm; 137. N&atilde;o obstante todo o tempo decorrido, este processo de ades&atilde;o &eacute; visto com muito bons olhos pelos actores econ&oacute;micos internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo presente que a Conven&ccedil;&atilde;o de Nova Iorque &eacute; reconhecida e aplicada em mais de 150 pa&iacute;ses, a ades&atilde;o da Rep&uacute;blica de Angola ir&aacute; &ndash; a par do que ocorreu com os demais pa&iacute;ses que &agrave; mesma<br \/>\n\taderiram &ndash; simplificar bastante o procedimento de reconhecimento e execu&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as arbitrais estrangeiras nos pa&iacute;ses signat&aacute;rios da Conven&ccedil;&atilde;o. Com esta ades&atilde;o, cada Estado, como dita<br \/>\n\to Artigo III da referida Conven&ccedil;&atilde;o, &ldquo;<em>reconhecer&aacute; a autoridade de uma senten&ccedil;a arbitral e conceder&aacute; a execu&ccedil;&atilde;o da mesma nos termos das regras de processo adoptadas no territ&oacute;rio em que a senten&ccedil;a for invocada (&hellip;)<\/em>&rdquo;<br \/>\n\tn&atilde;o sendo &ldquo;<em>aplicadas quaisquer condi&ccedil;&otilde;es sensivelmente mais elevadas do que aquelas que s&atilde;o aplicadas para o reconhecimento ou a execu&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as arbitrais nacionais<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de um passo muito importante no desenvolvimento legislativo, denotando um vis&atilde;o virada para o exterior, com o claro intuito de fomentar o investimento naquele Pa&iacute;s, mormente o investimento externo. Num mundo cada vez mais globalizado,<br \/>\n\tnomeadamente em termos de investimento, e focado nos pa&iacute;ses com potencial de crescimento econ&oacute;mico-financeiro, como &eacute; a realidade da Rep&uacute;blica de Angola, esta decis&atilde;o de ades&atilde;o &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde Nova Iorque ir&aacute;, certamente, contribuir para um incremento na aposta de investimento externo naquele Pa&iacute;s, atendendo ao recurso, cada vez mais marcado &agrave; Arbitragem, fechado que seja este processo de ades&atilde;o (o que apenas<br \/>\n\tocorrer&aacute; com a ratifica&ccedil;&atilde;o pelo Presidente da Rep&uacute;blica e o posterior dep&oacute;sito de tal instrumento junto do Secret&aacute;rio Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &ndash; tudo conforme se prev&ecirc; na Resolu&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tn.&ordm; 38\/16 de 12 de Agosto e na Lei Fundamental da Rep&uacute;blica de Angola).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4131","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4131"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4131"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4131"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4131"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}