{"id":4133,"date":"2016-09-29T22:00:00","date_gmt":"2016-09-29T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-fiscal-lisboa-noticias-outubro-2016","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-fiscal-lisboa-noticias-outubro-2016\/","title":{"rendered":"Alertas e Noticias fiscais &#8211; Outubro 2016"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<em class=\"fa fa-file-pdf-o\"><\/em>&nbsp;<br \/>\n\t<em class=\"fa fa-download\"><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste per&iacute;odo salientamos a cria&ccedil;&atilde;o do regime do reagrupamento de a&ccedil;&otilde;es para as sociedades emitentes de a&ccedil;&otilde;es admitidas &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em mercado regulamentado ou em sistema de negocia&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tmultilateral.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salienta-se ainda a entrada em vigor em 10 de Agosto do Acordo entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e os Estados Unidos da Am&eacute;rica para Refor&ccedil;ar o Cumprimento Fiscal e Implementar o FACTA, assinado em Lisboa em 6 de agosto de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>NOVIDADES LEGISLATIVAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Decreto-Lei n.&ordm; 63-A\/2016, de 23 de setembro &ndash; Cria o regime do reagrupamento de a&ccedil;&otilde;es para as sociedades emitentes de a&ccedil;&otilde;es admitidas &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em mercado regulamentado ou em sistema de negocia&ccedil;&atilde;o multilateral, procedendo &agrave; vig&eacute;sima oitava altera&ccedil;&atilde;o ao C&oacute;digo dos Valores Mobili&aacute;rios, aprovado pelo Decreto-Lei n.&ordm; 486\/99, de 13 de novembro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O Programa do XXI Governo Constitucional estabelece, como objetivo, a expans&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es de financiamento das empresas atrav&eacute;s, nomeadamente, do refor&ccedil;o do papel do mercado de capitais<br \/>\n\tno financiamento das pequenas e m&eacute;dias empresas, em especial, atrav&eacute;s de instrumentos de capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O reagrupamento de a&ccedil;&otilde;es sem redu&ccedil;&atilde;o do capital social n&atilde;o encontra um regime jur&iacute;dico espec&iacute;fico na legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa, o que pode suscitar d&uacute;vidas e retra&ccedil;&atilde;o no uso<br \/>\n\tdesta figura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Tratando-se de uma opera&ccedil;&atilde;o que pode revestir utilidade, sobretudo, para as sociedades com a&ccedil;&otilde;es admitidas &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o em mercado regulamentado ou em sistema de negocia&ccedil;&atilde;o multilateral, importa<br \/>\n\tcriar um regime que permita a sua utiliza&ccedil;&atilde;o sem constrangimentos decorrentes de incertezas jur&iacute;dicas, assegurando o equil&iacute;brio dos interesses dos v&aacute;rios intervenientes e, em particular, a prote&ccedil;&atilde;o dos<br \/>\n\tacionistas que, em resultado do reagrupamento, fiquem titulares de a&ccedil;&otilde;es sobrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">A seguran&ccedil;a jur&iacute;dica das sociedades, dos seus acionistas e do mercado de capitais justifica, pois, a consagra&ccedil;&atilde;o legal do reagrupamento de a&ccedil;&otilde;es fora do &acirc;mbito de uma redu&ccedil;&atilde;o do capital social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O estabelecimento do presente regime permite &agrave;s sociedades ajustar o pre&ccedil;o das a&ccedil;&otilde;es representativas do seu capital social, contribuindo para melhorar a respetiva capacidade de atra&ccedil;&atilde;o de investidores, realizar<br \/>\n\taumentos de capital de forma mais eficiente e prevenir a varia&ccedil;&atilde;o brusca e anormal da cota&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es, com os benef&iacute;cios que da&iacute; decorrem para o regular funcionamento dos mercados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 196\/2016, de 22 de setembro &ndash; Aprova a Conven&ccedil;&atilde;o entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e o Reino do Bar&eacute;m para Evitar a Dupla Tributa&ccedil;&atilde;o e Prevenir a Evas&atilde;o Fiscal em Mat&eacute;ria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Manama, em 26 de maio de 2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Atrav&eacute;s da Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 196\/2016, de 22 de setembro a Assembleia da Rep&uacute;blica resolve, nos termos da al&iacute;nea i) do artigo 161.&ordm; e do n.&ordm; 5 do artigo 166.&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n\taprovar a Conven&ccedil;&atilde;o entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e o Reino do Bar&eacute;m para Evitar a Dupla Tributa&ccedil;&atilde;o e Prevenir a Evas&atilde;o Fiscal em Mat&eacute;ria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Manama em 26<br \/>\n\tde maio de 2015, cujo texto &eacute; publicado nas vers&otilde;es autenticadas nas l&iacute;nguas portuguesa, &aacute;rabe e inglesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Aviso n.&ordm; 11562\/2016, de 22 de setembro &ndash; Coeficiente de atualiza&ccedil;&atilde;o dos diversos tipos de arrendamento urbano e rural para vigorar no ano civil de 2017<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O artigo 24.&ordm; da Lei n.&ordm; 6\/2006, de 27 de fevereiro, que aprova o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), bem como o n.&ordm; 5 do artigo 11.&ordm; do Decreto-Lei n.&ordm; 294\/2009, de 13 de outubro, que aprova o Novo Regime de Arrendamento<br \/>\n\tRural (NRAR), atribui ao Instituto Nacional de Estat&iacute;stica o apuramento do coeficiente de atualiza&ccedil;&atilde;o anual de renda dos diversos tipos de arrendamento, o qual deve constar de aviso a ser publicado no Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica<br \/>\n\tat&eacute; 30 de outubro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Nestes termos, o presente aviso torna p&uacute;blico, em cumprimento do disposto no n.&ordm; 2 do artigo 24.&ordm; da Lei n.&ordm; 6\/2006, de 27 de fevereiro e n.&ordm; 5 do artigo 11.&ordm; do Decreto-Lei n.&ordm; 294\/2009, de 13 de outubro, que o coeficiente<br \/>\n\tde atualiza&ccedil;&atilde;o dos diversos tipos de arrendamento urbano e rural, para vigorar no ano civil de 2017 &eacute; de 1,0054.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Aviso n.&ordm; 101\/2016, de 12 de setembro &ndash; Entrada em vigor do Acordo entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e os Estados Unidos da Am&eacute;rica para Refor&ccedil;ar o Cumprimento Fiscal e Implementar o FACTA, assinado em Lisboa em 6 de agosto de 2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Em 10 de agosto de 2016, foi emitida a Nota, pelo Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros Portugu&ecirc;s &agrave; Embaixada dos Estados Unidos da Am&eacute;rica em Lisboa, em que se comunica terem sido cumpridas as respetivas formalidades<br \/>\n\tconstitucionais internas de aprova&ccedil;&atilde;o do Acordo entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e os Estados Unidos da Am&eacute;rica para Refor&ccedil;ar o Cumprimento Fiscal e Implementar o Foreign Account Tax Compliance Act (FACTA), assinado em<br \/>\n\tLisboa em 6 de agosto de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Nos termos do artigo 10.&ordm; do referido Acordo, este entrou em vigor em 10 de agosto de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>Ac&oacute;rd&atilde;o n.&ordm; 430\/2016, de 30 de setembro do Tribunal Constitucional &ndash; Derrama estadual &ndash; Regime Especial de Tributa&ccedil;&atilde;o dos Grupos de Sociedades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Neste recurso foi requerida a fiscaliza&ccedil;&atilde;o da constitucionalidade da norma do artigo 87.&ordm;-A, ent&atilde;o n.&ordm; 2 (atual, n.&ordm; 3) do C&oacute;digo do IRC que dispunha que, quando seja aplic&aacute;vel o regime especial de tributa&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdos grupos de sociedades, para o efeito do apuramento da derrama estadual &#8211; uma taxa adicional de 2,5 % (atualmente de 3 %, 5 % ou 7 %) que recai sobre a parte do lucro tribut&aacute;vel superior a euro 2 000 000 (atualmente euro 1 500 000) sujeito e<br \/>\n\tn&atilde;o isento de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas apurado por sujeitos passivos residentes em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s que exer&ccedil;am, a t&iacute;tulo principal, uma atividade de natureza comercial, industrial ou agr&iacute;cola<br \/>\n\te por n&atilde;o residentes com estabelecimento est&aacute;vel em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s &#8211; as taxas aplic&aacute;veis incidem sobre o lucro tribut&aacute;vel apurado na declara&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica individual de cada uma das sociedades<br \/>\n\tdo grupo, incluindo a da sociedade dominante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Segundo a recorrente, a solu&ccedil;&atilde;o normativa em causa constitui um desvio (que considera &laquo;arbitr&aacute;rio&raquo;) &agrave; forma de apuramento do lucro tribut&aacute;vel dos grupos de sociedades, pois a norma, para efeitos de aplica&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tda taxa adicional ao IRC (derrama estadual), &laquo;imp&otilde;e a desconsidera&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos fiscais ocorridos no pr&oacute;prio exerc&iacute;cio de tributa&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito da unidade fiscal que &eacute; o grupo<br \/>\n\tde sociedades sujeito ao Regime Especial de Tributa&ccedil;&atilde;o dos Grupos de Sociedades (REGTS)&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Isto, j&aacute; que &laquo;as sociedades integradas em grupos societ&aacute;rios que tenham optado pelo REGTS [&#8230;] veem desconsiderada a unidade econ&oacute;mica que &eacute; a empresa plurissociet&aacute;ria em que se integram&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">O Tribunal Constitucional decidiu n&atilde;o julgar inconstitucional a norma do artigo 87.&ordm;-A, n.&ordm; 2, do C&oacute;digo do Imposto sobre as Pessoas Coletivas, na reda&ccedil;&atilde;o introduzida pela Lei n.&ordm; 12-A\/2010, de 30 de junho, &laquo;que<br \/>\n\tpara efeitos de aplica&ccedil;&atilde;o da taxa adicional de IRC conhecida como &#8216;derrama estadual&#8217;, imp&otilde;e a desconsidera&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos fiscais ocorridos no pr&oacute;prio exerc&iacute;cio, no &acirc;mbito da unidade fiscal<br \/>\n\tque &eacute; o grupo de sociedades sujeito ao RETGS (Regime Especial de Tributa&ccedil;&atilde;o dos Grupos de Sociedade)&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4133","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4133"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4133"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4133"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4133"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}