{"id":4242,"date":"2018-04-03T22:00:00","date_gmt":"2018-04-03T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-creditos-incobraveis-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/advogados-creditos-incobraveis-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Cr\u00e9ditos incobr\u00e1veis \u2013 novo tratamento em IVA e IRC"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tAtualmente, a cobran&ccedil;a dos cr&eacute;ditos resultantes das vendas de bens e presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os que realizam<br \/>\n\t&eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o constante para empresas e outros agentes econ&oacute;micos. Com efeito, nos &uacute;ltimos anos tem-se assistido a uma dilata&ccedil;&atilde;o significativa dos prazos de pagamento, o que afeta de forma grave as<br \/>\n\tdisponibilidades das empresas e a sua gest&atilde;o de tesouraria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este facto, aliado &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das possibilidades de recorrer ao cr&eacute;dito banc&aacute;rio (que, em momentos anteriores, permitiu suportar situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis a este n&iacute;vel), tem levado a que muitas<br \/>\n\tempresas acabem por ser declaradas insolventes, o que implica que os seus credores deixem de receber os valores que lhes s&atilde;o devidos. Da mesma forma, os credores que instaurem a&ccedil;&otilde;es executivas para cobran&ccedil;a de d&iacute;vidas<br \/>\n\tverificam que os processos judiciais s&atilde;o longos e podem passar v&aacute;rios anos at&eacute; que consigam receber os valores que lhes s&atilde;o devidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas situa&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m um impacto fiscal muito significativo. Desde logo, porque as empresas t&ecirc;m de entregar ao Estado, mensal ou trimestralmente, o IVA liquidado, sendo frequente que, no momento do pagamento, ainda n&atilde;o tenham<br \/>\n\trecebido os valores faturados (incluindo o IVA) &ndash; o que, al&eacute;m do mais, leva &agrave; instaura&ccedil;&atilde;o de processos de contraordena&ccedil;&atilde;o que podem culminar com a aplica&ccedil;&atilde;o de uma coima de valor elevado.<br \/>\n\tDepois, porque as empresas s&atilde;o tributadas em IRC pelo lucro tribut&aacute;vel do exerc&iacute;cio (em tra&ccedil;os gerais, pela diferen&ccedil;a positiva entre os rendimentos e os gastos), o que implica que ir&atilde;o pagar imposto pelos montantes<br \/>\n\tfaturados, ainda que n&atilde;o recebidos &ndash; situa&ccedil;&atilde;o que causa grandes transtornos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As normas fiscais cont&ecirc;m v&aacute;rias disposi&ccedil;&otilde;es que permitem atenuar os efeitos dos cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis em sede destes dois impostos. Estas normas t&ecirc;m vindo a ser frequentemente ajustadas, sendo que a Lei do<br \/>\n\tOr&ccedil;amento do Estado para 2018 (Lei n.&ordm; 114\/2017, de 29 de Dezembro) introduziu novas altera&ccedil;&otilde;es que importa analisar. Mais recentemente, tamb&eacute;m a Lei n.&ordm; 8\/2018, de 2 de Mar&ccedil;o (que cria o Regime Extrajudicial<br \/>\n\tde Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas) veio alterar as regras respeitantes ao impacto fiscal dos cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>IVA<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artigo 78.&ordm;-A do C&oacute;digo do IVA, respeitante &agrave; regulariza&ccedil;&atilde;o a favor do sujeito passivo do IVA relativo a cr&eacute;ditos de cobran&ccedil;a duvidosa ou incobr&aacute;veis vencidos a partir de 1 de Janeiro de 2015, sofreu<br \/>\n\taltera&ccedil;&otilde;es no n.&ordm; 4, al&iacute;neas b) e c), tendo ainda sido aditada a al&iacute;nea g).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, passou a ser poss&iacute;vel &agrave;s empresas regularizar a seu favor o IVA de cr&eacute;ditos considerados incobr&aacute;veis:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Em processo de insolv&ecirc;ncia quando seja determinado o encerramento do mesmo por insufici&ecirc;ncia de bens ou ap&oacute;s o rateio final do qual resulte o n&atilde;o pagamento definitivo do cr&eacute;dito;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Quando for celebrado e depositado na Conservat&oacute;ria do Registo Comercial acordo sujeito ao Regime Extrajudicial de Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas (RERE) que cumpra com o disposto no n.&ordm; 3 do artigo 27.&ordm; do RERE e do qual<br \/>\n\tresulte o n&atilde;o pagamento definitivo do cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestes casos, mant&eacute;m-se a obriga&ccedil;&atilde;o de cumprir os formalismos previstos nos artigos 78.&ordm;-B e seguintes do C&oacute;digo do IVA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>IRC<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m o artigo 41.&ordm; do C&oacute;digo do IRC foi alterado, prevendo-se que os cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis podem ser diretamente considerados gastos ou perdas do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o, ainda que o respetivo reconhecimento<br \/>\n\tcontabil&iacute;stico j&aacute; tenha ocorrido em per&iacute;odos de tributa&ccedil;&atilde;o anteriores, e desde que n&atilde;o tenha sido admitida perda por imparidade ou esta se mostre insuficiente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Quando se verifique o encerramento do processo de insolv&ecirc;ncia por insufici&ecirc;ncia de bens, ou, ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do rateio final, do qual resulte o n&atilde;o pagamento do cr&eacute;dito;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Quando, na senten&ccedil;a de homologa&ccedil;&atilde;o do processo de insolv&ecirc;ncia, seja previsto o n&atilde;o pagamento definitivo do cr&eacute;dito;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Quando for celebrado e depositado na Conservat&oacute;ria do Registo Comercial acordo sujeito ao Regime Extrajudicial de Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas (RERE) que cumpra com o disposto no n.&ordm; 3 do artigo 27.&ordm; do RERE e do qual<br \/>\n\tresulte o n&atilde;o pagamento definitivo do cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas quest&otilde;es, que podem afetar de forma positiva a gest&atilde;o de tesouraria das empresas, devem ser acompanhadas por advogados com experi&ecirc;ncia em fiscalidade, que poder&atilde;o dar apoio quer quanto ao enquadramento fiscal a conferir<br \/>\n\taos cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis, quer quando &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o dos elementos necess&aacute;rios para a regulariza&ccedil;&atilde;o do IVA a favor da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso precise de algum esclarecimento sobre esta mat&eacute;ria, o <strong><\/strong>\tda Belzuz Abogados, S.L.P. &#8211; Sucursal em Portugal est&aacute; dispon&iacute;vel para o apoiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4242","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4242"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4242"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4242"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4242"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}