{"id":4267,"date":"2018-09-17T22:00:00","date_gmt":"2018-09-17T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"propriedade-horizontal-defeitos-e-vicios-de-construcao","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/propriedade-horizontal-defeitos-e-vicios-de-construcao\/","title":{"rendered":"Propriedade Horizontal \u2013 Defeitos e V\u00edcios de Constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\n\tDe entre as quest&otilde;es frequentemente colocadas em assembleias de condom&iacute;nio t&ecirc;m assumido particular relev&acirc;ncia as<br \/>\n\tque se relacionam com defeitos e v&iacute;cios de constru&ccedil;&atilde;o, quer nas partes comuns, quer nas fra&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas, essencialmente quanto a tr&ecirc;s pontos distintos, nem sempre com solu&ccedil;&atilde;o na letra da<br \/>\n\tlei: garantia de constru&ccedil;&atilde;o e in&iacute;cio da contagem do respetivo prazo, den&uacute;ncia dos defeitos e instaura&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o judicial e procedimentos a tomar contra o construtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que toca &agrave; garantia de constru&ccedil;&atilde;o, de acordo com o regime jur&iacute;dico da empreitada, vertido no C&oacute;digo Civil, o empreiteiro &eacute; respons&aacute;vel pelo preju&iacute;zo causado se a obra de constru&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde im&oacute;vel apresentar defeito, no decurso do prazo de cinco anos a contar da entrega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, no &acirc;mbito dos pr&eacute;dios constitu&iacute;dos em regime de propriedade horizontal h&aacute; que distinguir duas situa&ccedil;&otilde;es distintas: por um lado, defeitos nas fra&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas e, por outro, defeitos<br \/>\n\tnas partes comuns do edif&iacute;cio. Isto porque para efeitos de den&uacute;ncia e de in&iacute;cio da contagem do prazo de garantia os regimes divergem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de defici&ecirc;ncias que atingem as partes comuns do edif&iacute;cio, vem entendendo a jurisprud&ecirc;ncia maiorit&aacute;ria (e n&atilde;o un&acirc;nime) que a sua entrega significa colocar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o materialmente a<br \/>\n\tconstru&ccedil;&atilde;o, o que se verifica quando o construtor transmite formalmente para a Assembleia de Cond&oacute;minos a administra&ccedil;&atilde;o dessas partes comuns ou, n&atilde;o se realizando este ato formal, quando os cond&oacute;minos<br \/>\n\telegem uma primeira administra&ccedil;&atilde;o para este efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta hip&oacute;tese o ato de den&uacute;ncia ao construtor ter&aacute; de ser assumido pela administra&ccedil;&atilde;o do condom&iacute;nio, atrav&eacute;s dos respetivos administradores, atuando nessa mesma qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; no caso das fra&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas a sua entrega verifica-se, via de regra, no ato da escritura p&uacute;blica de compra e venda, balizada pela data de emiss&atilde;o da licen&ccedil;a de utiliza&ccedil;&atilde;o (s&oacute; aplic&aacute;vel<br \/>\n\taos pr&eacute;dios constru&iacute;dos h&aacute; alguns anos, uma vez que atualmente tal documento &eacute; de apresenta&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria na escritura).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reclama&ccedil;&atilde;o de defeitos nas fra&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas a sua den&uacute;ncia deve ser assegurada pelos respetivos propriet&aacute;rios, porquanto n&atilde;o disp&otilde;e a administra&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdo condom&iacute;nio de poderes para tal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda dentro desta tem&aacute;tica cabe alertar para o facto de a den&uacute;ncia dos defeitos, em qualquer uma das situa&ccedil;&otilde;es focadas no ponto anterior, ter de ser feita no prazo de 1 ano a contar da data da descoberta do defeito, sob pena<br \/>\n\tde caducarem os direitos conferidos legalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de denunciados os v&iacute;cios, a administra&ccedil;&atilde;o ou o propriet&aacute;rio da fra&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma disp&otilde;em de um ano para intentar a a&ccedil;&atilde;o judicial reclamando a sua elimina&ccedil;&atilde;o, sob<br \/>\n\tpena de caducidade da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Igualmente relevante nesta mat&eacute;ria s&atilde;o os procedimentos a adotar contra o construtor, existindo apenas duas alternativas &#8211; a via extrajudicial e o recurso aos Tribunais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em qualquer dos casos, o procedimento inicial ser&aacute; sempre a den&uacute;ncia dos defeitos mediante carta registada com aviso de rece&ccedil;&atilde;o e dentro do prazo de um ano ap&oacute;s o conhecimento, requerendo-se ainda nesse ato a elimina&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdos mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pretendendo o construtor discutir o assunto e\/ou negociar uma solu&ccedil;&atilde;o alternativa, cremos ser de todo conveniente esgotar esta alternativa, tendo sempre presente os prazos de caducidade supra mencionados para que se n&atilde;o perca a possibilidade<br \/>\n\tde exigir os direitos do Condom&iacute;nio em Tribunal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, para fazer valer com &ecirc;xito uma pretens&atilde;o para repara&ccedil;&atilde;o de defeitos detetados numa obra de longa dura&ccedil;&atilde;o, h&aacute; que (i) denunciar os defeitos no prazo de garantia da obra, ou seja 5 anos ap&oacute;s<br \/>\n\ta entrega da mesma; (ii) propor a a&ccedil;&atilde;o, caso os defeitos n&atilde;o sejam reparados, no prazo de 1 ano a partir do momento em que a den&uacute;ncia foi efetuada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o sendo poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar &ecirc;xito pela via consensual, ter-se-&aacute; de avan&ccedil;ar com a a&ccedil;&atilde;o judicial reclamando do construtor a elimina&ccedil;&atilde;o dos defeitos e subsidiariamente uma indemniza&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tpara esse efeito. Como na a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; necess&aacute;rio identificar de forma completa e justificada os defeitos que o edif&iacute;cio apresenta &#8211; partes comuns &#8211; ser&aacute; de todo conveniente que seja solicitado um relat&oacute;rio<br \/>\n\tt&eacute;cnico a pessoa\/empresa id&oacute;nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alertamos, no entanto, para o facto de o Condom&iacute;nio ter de respeitar a hierarquia\/ordem estabelecida legalmente para se ressarcir do preju&iacute;zo, ou seja, ter&aacute; antes de mais de exigir a sua elimina&ccedil;&atilde;o, caso tal n&atilde;o<br \/>\n\tseja poss&iacute;vel, exigir nova obra, seguidamente a redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o ou a resolu&ccedil;&atilde;o do contrato, e por &uacute;ltimo, pedir uma indemniza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto significa que o Condom&iacute;nio n&atilde;o poder&aacute; realizar as obras necess&aacute;rias &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o dos defeitos e depois vir exigir o seu pagamento ao construtor. Se o fizer perder&aacute; os seus direitos por violada<br \/>\n\ta ordem sequencial exigida na lei (o construtor tem sempre e em primeira linha o direito de eliminar o defeito, pelo que tal faculdade lhe tem de ser concedida).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong><\/strong> da Belzuz Abogados, SLP &ndash;<br \/>\n\tSucursal em Portugal conta com uma vasta experi&ecirc;ncia na gest&atilde;o de reclama&ccedil;&otilde;es e acompanhamento de a&ccedil;&otilde;es judiciais referentes &agrave;s empreitadas e uma equipa com profissionais habilitados a assessorar os intervenientes,<br \/>\n\tquer na via consensual, quer junto de inst&acirc;ncias judiciais ou arbitrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aguardemos para verificar da sua efic&aacute;cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify; margin-top: -90px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-4267","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4267"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4267"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4267"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}