{"id":4409,"date":"2020-09-16T22:00:00","date_gmt":"2020-09-16T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"credito-fiscal-extraordinario-por-investimento-ii-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/credito-fiscal-extraordinario-por-investimento-ii-portugal\/","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito Fiscal Extraordin\u00e1rio por Investimento (II)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portugal aprova um Cr&eacute;dito Fiscal Extraodin&aacute;rio ao Investimento (II)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Or&ccedil;amento do Estado Suplementar para 2020 introduziu um benef&iacute;cio fiscal tempor&aacute;rio &ndash; o Cr&eacute;dito Fiscal Extraordin&aacute;rio ao Investimento II (CFEI II), consistente numa dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta do IRC, no montante de 20% das despesas de investimento em ativos afetos &agrave; explora&ccedil;&atilde;o, que sejam realizadas entre 1 de julho de 2020 e 30 de junho de 2021, com um limite m&aacute;ximo eleg&iacute;vel de despesas de 5 milh&otilde;es de euros, por sujeito passivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O incentivo fiscal cobre despesa de investimento em ativos fixos tang&iacute;veis e ativos biol&oacute;gicos que n&atilde;o sejam consum&iacute;veis, adquiridos como novos, mas tamb&eacute;m despesas em projetos de desenvolvimento e em elementos de propriedade industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vantagem deste benef&iacute;cio consiste no facto de n&atilde;o ser limitado a determinadas actividades e n&atilde;o obrigar &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho, como outros benef&iacute;cios j&aacute; existentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem beneficiar do CFEI II os sujeitos passivos de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC) que exer&ccedil;am, a t&iacute;tulo principal, uma atividade de natureza comercial, industrial ou agr&iacute;cola e preencham, cumulativamente, as seguintes condi&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">1. Disponham de contabilidade organizada, de acordo com a normaliza&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica e outras disposi&ccedil;&otilde;es legais em vigor para o respetivo sector de atividade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">2. O seu lucro tribut&aacute;vel n&atilde;o seja determinado por m&eacute;todos indiretos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">3. Tenham a situa&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria regularizada;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">4. N&atilde;o cessem contratos de trabalho durante tr&ecirc;s anos, contados a partir da data de produ&ccedil;&atilde;o de efeitos do presente benef&iacute;cio, ao abrigo das modalidades de despedimento coletivo ou despedimento por extin&ccedil;&atilde;o do posto de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dedu&ccedil;&atilde;o &eacute; efetuada na liquida&ccedil;&atilde;o de IRC respeitante ao per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o que se inicie em 2020 ou 2021, at&eacute; &agrave; concorr&ecirc;ncia de 70 % da coleta deste imposto, em fun&ccedil;&atilde;o das datas relevantes dos investimentos eleg&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aplicando-se o regime especial de tributa&ccedil;&atilde;o de grupos de sociedades, a dedu&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">a. Efetua-se ao montante apurado nos termos do C&oacute;digo do IRC, com base na mat&eacute;ria colet&aacute;vel do grupo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">b. &Eacute; feita at&eacute; 70 % do montante mencionado na al&iacute;nea anterior e n&atilde;o pode ultrapassar, em rela&ccedil;&atilde;o a cada sociedade e por cada per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o, o limite de 70 % da coleta que seria apurada pela sociedade que realizou as despesas eleg&iacute;veis, caso n&atilde;o se aplicasse o regime especial de tributa&ccedil;&atilde;o de grupos de sociedades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Despesas de investimento eleg&iacute;veis<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o eleg&iacute;veis as seguintes despesas de investimento:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">a. Despesas de investimento em ativos afetos &agrave; explora&ccedil;&atilde;o as relativas a ativos fixos tang&iacute;veis e ativos biol&oacute;gicos que n&atilde;o sejam consum&iacute;veis, adquiridos em estado de novo e que entrem em funcionamento ou utiliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao final do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o que se inicie em ou ap&oacute;s 1 de janeiro de 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">b. S&atilde;o ainda eleg&iacute;veis as despesas de investimento em ativos intang&iacute;veis sujeitos a deperecimento, designadamente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\">i. As despesas com projetos de desenvolvimento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\">ii. As despesas com elementos da propriedade industrial, tais como patentes, marcas, alvar&aacute;s, processos de produ&ccedil;&atilde;o, modelos ou outros direitos assimilados, adquiridos a t&iacute;tulo oneroso e cuja utiliza&ccedil;&atilde;o exclusiva seja reconhecida por um per&iacute;odo limitado de tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consideram-se despesas de investimento eleg&iacute;veis as correspondentes &agrave;s adi&ccedil;&otilde;es de ativos verificadas nos per&iacute;odos referidos e as que, n&atilde;o dizendo respeito a adiantamentos, se traduzam em adi&ccedil;&otilde;es aos investimentos em curso iniciados naqueles per&iacute;odos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se consideram as adi&ccedil;&otilde;es de ativos que resultem de transfer&ecirc;ncias de investimentos em curso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o exclu&iacute;das as despesas de investimento em ativos suscet&iacute;veis de utiliza&ccedil;&atilde;o na esfera pessoal, tais como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">i. Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, barcos de recreio e aeronaves de turismo, que n&atilde;o seja afetos &agrave; explora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o p&uacute;blico de transporte ou n&atilde;o se destinem ao aluguer ou &agrave; ced&ecirc;ncia do respetivo uso ou frui&ccedil;&atilde;o no exerc&iacute;cio da atividade normal do sujeito passivo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">ii. O mobili&aacute;rio e artigos de conforto ou decora&ccedil;&atilde;o, excepto se afetos &agrave; atividade produtiva ou administrativa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">iii. As incorridas com a constru&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o, repara&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o de quaisquer edif&iacute;cios, excepto quando afetos a atividades produtivas ou administrativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ativos subjacentes &agrave;s despesas eleg&iacute;veis devem ser detidos e contabilizados de acordo com as regras que determinaram a sua elegibilidade por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de cinco anos ou, quando inferior, durante o respetivo per&iacute;odo m&iacute;nimo de vida &uacute;til, determinado nos termos da legisla&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CFEI II n&atilde;o &eacute; cumul&aacute;vel, relativamente &agrave;s mesmas despesas de investimento eleg&iacute;veis, com quaisquer outros benef&iacute;cios fiscais da mesma natureza previstos noutros diplomas legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As empresas que utilizem este cr&eacute;dito fiscal sem cumprir os requisitos ter&atilde;o de devolver o benef&iacute;cio, acrescido de juros compensat&oacute;rios majorados em 15 pontos percentuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4409","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4409"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4409"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4409"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4409"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}