{"id":4501,"date":"2021-11-09T23:00:00","date_gmt":"2021-11-09T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"acoes-responsabilidade-medica-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/acoes-responsabilidade-medica-portugal\/","title":{"rendered":"A presun\u00e7\u00e3o de culpa nas a\u00e7\u00f5es de responsabilidade m\u00e9dica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente assistimos a uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o das pessoas em geral para as quest&otilde;es da neglig&ecirc;ncia m&eacute;dica e uma atua&ccedil;&atilde;o mais efetiva da entidade reguladora da sa&uacute;de que vem j&aacute; constatando praticas negligentes nas unidades hospitalares de Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o intuito de melhor esclarecer aqueles que se deparam, ou que possam vir a deparar-se, com situa&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica negligente, praticada em cl&iacute;nicas ou em hospitais privados, a Belzuz Abogados, SLP &ndash; Sucursal em Portugal esclarece neste artigo, o que exige a lei que seja invocado e provado em Tribunal para que possam ver reconhecido o seu direito indemnizat&oacute;rio e a relev&acirc;ncia da presun&ccedil;&atilde;o de culpa neste tipo de casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pessoa que foi v&iacute;tima de neglig&ecirc;ncia m&eacute;dica est&aacute;, em regra, obrigada a fazer prova da falta de dilig&ecirc;ncia do m&eacute;dico, o mesmo &eacute; dizer que ter&aacute; de alegar e provar que o m&eacute;dico n&atilde;o cumpriu com a legis artis, e tamb&eacute;m que existe nexo de causalidade entre o ato negligente e a les&atilde;o sofrida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; a v&iacute;tima de erro m&eacute;dico que tem de provar o erro de diagn&oacute;stico, o erro de prognose, o erro de prescri&ccedil;&atilde;o e\/ou o erro de execu&ccedil;&atilde;o de terap&ecirc;utica m&eacute;dica atendendo aos padr&otilde;es da ci&ecirc;ncia vigentes &agrave; data da pr&aacute;tica daquele ato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revelando-se, por isso, essencial, que numa primeira fase, a an&aacute;lise e valora&ccedil;&atilde;o do ato m&eacute;dico realizado por um par, com conhecimentos espec&iacute;ficos na mat&eacute;ria em discuss&atilde;o, que identifique o procedimento de atua&ccedil;&atilde;o reconhecido na comunidade cient&iacute;fica para aquela situa&ccedil;&atilde;o em concreto e valide a desconformidade da atua&ccedil;&atilde;o ocorrida, a qual ser&aacute;, num segundo momento, e j&aacute; no &acirc;mbito judicial, sujeita aos escrut&iacute;nio dos peritos, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de uma per&iacute;cia, em regra, executada pela Conselho M&eacute;dico Legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a verdade &eacute; que feita esta prova, a lei faz presumir que o m&eacute;dico atuou incorretamente, transferindo, deste modo, para o pr&oacute;prio m&eacute;dico a prova de que (i) atuou com a per&iacute;cia, a prud&ecirc;ncia e a dilig&ecirc;ncia que estava ao seu alcance ou (ii) que do exerc&iacute;cio da sua praxis m&eacute;dica n&atilde;o resulta qualquer efeito indesej&aacute;vel para a v&iacute;tima, para se eximir de qualquer responsabilidade. Isto &eacute;, &ldquo;que agiu corretamente, maxime provando que a desconformidade n&atilde;o se deveu a culpa sua por ter utilizado as t&eacute;cnicas e regras de arte adequadas&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mais valia que o regime da responsabilidade contratual, aplicado como regra na pr&aacute;tica de atos m&eacute;dicos em cl&iacute;nicas privadas, traz &agrave; v&iacute;tima &eacute; precisamente a de desoner&aacute;-la da prova de que naquelas circunst&acirc;ncias, o m&eacute;dico podia e devia ter agido de maneira diferente, o mesmo &eacute; dizer que lhe era exig&iacute;vel que tivesse praticado um determinado ato m&eacute;dico ou um ato m&eacute;dico diferente daquele que praticou perante os dados da v&iacute;tima de que dispunha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, h&aacute; que ter em considera&ccedil;&atilde;o que estando a atua&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico ligada &agrave; viola&ccedil;&atilde;o da artis legis, por ato ou omiss&atilde;o, a diferen&ccedil;a entre a ilicitude, que cabe &agrave; vitima provar, e a culpa que se presume, n&atilde;o &eacute; a mais das vezes linear, revelando a primeira a natureza objetiva do incumprimento e a segurada a sua natureza subjetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esta discuss&atilde;o n&atilde;o &eacute;, nem pode ser, alheia a carateriza&ccedil;&atilde;o do tipo de obriga&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica em causa, se uma obriga&ccedil;&atilde;o de meios, se uma obriga&ccedil;&atilde;o de resultado ou se uma obriga&ccedil;&atilde;o de quase resultado, como j&aacute; defendido na jurisprud&ecirc;ncia dos nossos Tribunais, o que &eacute; determinado casuisticamente em fun&ccedil;&atilde;o do &ldquo;fim do acto m&eacute;dico, do conte&uacute;do do acto m&eacute;dico, da probabilidade de o fim pretendido pelas partes ser, ou n&atilde;o ser, realizado e da vontade das partes&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; que da configura&ccedil;&atilde;o do tipo de obriga&ccedil;&atilde;o depende tamb&eacute;m o que a v&iacute;tima tem de provar, sendo uma obriga&ccedil;&atilde;o de meios compete-lhe demonstrar que o m&eacute;dico n&atilde;o alcan&ccedil;ou o resultado pretendido por causa da omiss&atilde;o da dilig&ecirc;ncia exig&iacute;vel; e sendo uma obriga&ccedil;&atilde;o de resultado a v&iacute;tima apenas tem de evidenciar que o resultado pretendido n&atilde;o foi alcan&ccedil;ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong><\/strong> de Belzuz Abogados SLP &ndash; Sucursal em Portugal ciente das dificuldades e contornos desta tem&aacute;tica conta com uma equipa experiente na an&aacute;lise dos casos da vida real e com parcerias dotadas de conhecimentos t&eacute;cnicos espec&iacute;ficos que desmistificam as particularidades associadas &agrave; neglig&ecirc;ncia m&eacute;dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-4501","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4501"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4501"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4501"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}