{"id":4502,"date":"2021-11-24T23:00:00","date_gmt":"2021-11-24T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"partilha-adicional-em-caso-de-bens-nao-incluidos-na-partilha-original-divorcio-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/partilha-adicional-em-caso-de-bens-nao-incluidos-na-partilha-original-divorcio-portugal\/","title":{"rendered":"A possibilidade de partilha adicional em caso de bens n\u00e3o inclu\u00eddos na partilha original"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O <strong><\/strong> de Belzuz Abogados, S.L. &#8211; Sucursal em Portugal debru&ccedil;a-se sobre a quest&atilde;o da admissibilidade da partilha adicional de bens por via judicial quando a omiss&atilde;o se deu n&atilde;o em processo de invent&aacute;rio judicial, mas em partilha feita extrajudicialmente mediante acordo de ambas as partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest&atilde;o que se coloca &eacute; de saber se, uma vez realizada a partilha de bens subsequente ao div&oacute;rcio de forma amistosa, ou seja, quer por via do processo simplificado (div&oacute;rcio com partilha) realizado na Conservat&oacute;ria do Registo Civil, quer por via da outorga de uma escritura p&uacute;blica de partilha junto de um qualquer Not&aacute;rio, pode, ainda assim, qualquer das partes recorrer ao Tribunal para fazer a partilha adicional de bens que, por lapso, desconhecimento ou omiss&atilde;o, n&atilde;o foram inclu&iacute;dos na partilha original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, pode a ex-c&ocirc;njuge mulher que j&aacute; realizou a partilha subsequente ao div&oacute;rcio em processo simplificado junto da Conservat&oacute;ria do Registo Civil, ap&oacute;s tomar conhecimento que o ex-c&ocirc;njuge marido omitiu da rela&ccedil;&atilde;o de bens e da partilha determinados bens, recorrer ao tribunal e ao processo de invent&aacute;rio judicial para fazer a partilha adicional desses bens?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fundo, trata-se de saber se quanto aos bens que n&atilde;o foram partilhados em invent&aacute;rio, mas em partilha amig&aacute;vel (escritura p&uacute;blica ou acordo de partilha junto da Conservat&oacute;ria do Registo Civil), h&aacute; lugar &agrave; partilha adicional de bens por via judicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de mais, h&aacute; que salientar que o regime jur&iacute;dico do processo de invent&aacute;rio sofreu v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es legislativas, a &uacute;ltima das quais consubstanciada na Lei 117\/2019, de 13 de setembro e que entrou em vigor a 01\/01\/2020, alterando o anterior regime jur&iacute;dico do invent&aacute;rio e do C&oacute;digo de Processo Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m h&aacute; que considerar que, sobre esta tem&aacute;tica, disp&otilde;e o Art.&ordm; 1129&ordm;, n.&ordm;1, do C&oacute;digo de Processo Civil que &ldquo;Quando se reconhe&ccedil;a depois de feita a partilha, que houve omiss&atilde;o de alguns bens, procede-se &agrave; partilha adicional no mesmo processo.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partilha adicional destina-se, assim, a efetivar a partilha de bens cujo conhecimento aconte&ccedil;a ap&oacute;s o tr&acirc;nsito em julgado da partilha, realizando-se no mesmo processo, embora constitua uma nova partilha, uma nova causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por via da supra citada disposi&ccedil;&atilde;o legal, a partilha dos bens omitidos, e s&oacute; destes, tem lugar no respetivo invent&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, optando as partes por uma partilha amig&aacute;vel dos bens n&atilde;o existe qualquer processo pr&eacute;vio, pelo que, naturalmente que se tem de afastar a regra constante do citado artigo 1129&ordm; referente &agrave; tramita&ccedil;&atilde;o da partilha adicional no mesmo processo, j&aacute; que este preceito ter&aacute; sempre como pressuposto a exist&ecirc;ncia de uma partilha anterior realizada no &acirc;mbito de um processo judicial ou notarial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, no caso em que que tenha havido uma partilha extrajudicial podem as partes requerer a partilha de outros bens que n&atilde;o os anteriormente partilhados nos termos gerais em que pode ser instaurado o processo de invent&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, a partilha extrajudicial n&atilde;o tem, necessariamente, de abarcar todos os bens a partilhar, sendo leg&iacute;timo &agrave;s partes efetuar nova partilha de outros bens, entretanto descobertos ou expressamente deixados de fora da partilha anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste caso, e na aus&ecirc;ncia de acordo para a concretiza&ccedil;&atilde;o de partilha extrajudicial, n&atilde;o pode ser negada a qualquer um dos interessados a hip&oacute;tese de instaurar processo judicial com vista &agrave; partilha de tais bens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este entendimento encontra-se alicer&ccedil;ado em v&aacute;ria jurisprud&ecirc;ncia recente e sobretudo no direito de acesso aos tribunais, em cujo &acirc;mbito normativo se inclui o direito de a&ccedil;&atilde;o, consagrado constitucionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, uma vez realizada a partilha de bens subsequente ao div&oacute;rcio de forma amistosa, ou seja, quer por via do processo simplificado (div&oacute;rcio com partilha) realizado na Conservat&oacute;ria do Registo Civil, quer por via da outorga de uma escritura p&uacute;blica de partilha junto de um qualquer Not&aacute;rio, pode, ainda assim, qualquer um dos interessados recorrer ao Tribunal e ao processo de invent&aacute;rio judicial para fazer a partilha adicional de bens que, por lapso, desconhecimento ou omiss&atilde;o, n&atilde;o foram inclu&iacute;dos na partilha original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dada a complexidade dos v&aacute;rios procedimentos a executar e a diversidade de documentos necess&aacute;rios obter, &eacute; essencial contar com uma <strong>assessoria jur&iacute;dica experiente em Direito Sucess&oacute;rio<\/strong>, como a Belzuz Abogados S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal, para assegurar um servi&ccedil;o eficiente, o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel e com os menores custos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify; margin-top: -90px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4502","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4502","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4502"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4502"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4502"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4502"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}