{"id":4645,"date":"2024-01-16T23:00:00","date_gmt":"2024-01-16T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"posso-financiar-a-minha-sociedade-atraves-de-prestacoes-suplementares","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/posso-financiar-a-minha-sociedade-atraves-de-prestacoes-suplementares\/","title":{"rendered":"Posso financiar a minha sociedade atrav\u00e9s de presta\u00e7\u00f5es suplementares?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No acompanhamento prestado aos nossos Clientes quanto ao financiamento das suas sociedades, verificamos claramente uma prefer&ecirc;ncia pelo financiamento societ&aacute;rio atrav&eacute;s de presta&ccedil;&otilde;es suplementares. Tal facto deve-se ao regime legal pr&oacute;prio deste instrumento de capitaliza&ccedil;&atilde;o apresentar duas grandes vantagens: os custos inferiores relativamente a um aumento de capital social e a maior facilidade na sua restitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As presta&ccedil;&otilde;es suplementares de capital podem definir-se como <em>&#8220;presta&ccedil;&otilde;es em dinheiro sem juros que a sociedade exigir&aacute; aos s&oacute;cios quando, havendo permiss&atilde;o do estatuto, delibera&ccedil;&atilde;o social o determine&#8221;<\/em>. As presta&ccedil;&otilde;es suplementares (ou, no caso das sociedades an&oacute;nimas, as presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias com a natureza de suplementares) s&atilde;o sempre realizadas em dinheiro. A inje&ccedil;&atilde;o de capital assim feita refor&ccedil;a o capital pr&oacute;prio da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, as presta&ccedil;&otilde;es suplementares t&ecirc;m de estar contratualmente previstas para que possam ser exigidas aos s&oacute;cios e t&ecirc;m obrigatoriamente de ser gratuitas (nunca poder&atilde;o ser remuneradas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute;, pois, no contrato de sociedade, que se estabelecem os elementos essenciais desta obriga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente, o montante m&aacute;ximo das presta&ccedil;&otilde;es suplementares exigidas aos s&oacute;cios e o crit&eacute;rio de aferi&ccedil;&atilde;o do montante da presta&ccedil;&atilde;o suplementar que cada s&oacute;cio est&aacute; obrigado a realizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tema muito relevante quando falamos de inje&ccedil;&otilde;es de capital pelos s&oacute;cios &eacute; o das regras aplic&aacute;veis para reaver esse capital, em particular, as regras relativas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do capital social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De facto, o princ&iacute;pio da intangibilidade do capital social constitui um elemento essencial do direito societ&aacute;rio portugu&ecirc;s e &eacute; um contraponto direto do direito (abstrato) dos s&oacute;cios a quinhoar nos lucros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre que falamos em distribui&ccedil;&atilde;o de bens sociais (exceto em caso de liquida&ccedil;&atilde;o\/extin&ccedil;&atilde;o da sociedade), falamos do equil&iacute;brio entre estas duas for&ccedil;as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora as presta&ccedil;&otilde;es suplementares s&oacute; possam ser restitu&iacute;das se a situa&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida da sociedade n&atilde;o se tornar inferior &agrave; soma do capital e reserva legal, a recupera&ccedil;&atilde;o do investimento afigura-se mais f&aacute;cil do que num cen&aacute;rio de aumento de capital, podendo ainda estruturar-se a opera&ccedil;&atilde;o para maior otimiza&ccedil;&atilde;o fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O  da  encontra-se &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o para prestar quaisquer esclarecimentos ou assessor&aacute;-lo sobre a melhor forma de financiar a sua sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4645","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4645"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4645"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4645"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4645"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}