{"id":4649,"date":"2024-01-18T23:00:00","date_gmt":"2024-01-18T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"o-divorcio-e-os-efeitos-patrimoniais-entre-os-conjuges","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/en\/publicacion\/o-divorcio-e-os-efeitos-patrimoniais-entre-os-conjuges\/","title":{"rendered":"O Div\u00f3rcio e os Efeitos Patrimoniais entre os C\u00f4njuges"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O  da , debru&ccedil;a-se neste artigo sobre a import&acirc;ncia de fixar, seja por acordo ou pela via judicial, a data de cessa&ccedil;&atilde;o dos efeitos patrimoniais entre os c&ocirc;njuges e a sua repercuss&atilde;o na partilha subsequente ao div&oacute;rcio e na presta&ccedil;&atilde;o de contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest&atilde;o que se coloca &eacute; de saber se, num cen&aacute;rio de div&oacute;rcio em que existe j&aacute; separa&ccedil;&atilde;o de facto, &eacute; ou n&atilde;o relevante fixar uma data para a cessa&ccedil;&atilde;o dos efeitos patrimoniais entre os c&ocirc;njuges.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, nos processos de div&oacute;rcio, a par do tema dos filhos, as partes tendem a dar relev&acirc;ncia &agrave; partilha do patrim&oacute;nio conjugal sendo, por isso, essencial determinar a data concreta a partir da qual o div&oacute;rcio faz cessar os efeitos patrimoniais entre os c&ocirc;njuges.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente a esta tem&aacute;tica, prescreve a lei que os efeitos do div&oacute;rcio se produzem a partir do tr&acirc;nsito em julgado da respetiva senten&ccedil;a, mas retrotraem-se &agrave; data da proposi&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es patrimoniais entre os c&ocirc;njuges pelo que, para efeitos patrimoniais, a data decisiva &eacute; a da entrada da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, se a separa&ccedil;&atilde;o de facto entre os c&ocirc;njuges estiver provada no processo, qualquer deles pode requerer que os efeitos do div&oacute;rcio retroajam &agrave; data, que a senten&ccedil;a fixar&aacute;, em que a separa&ccedil;&atilde;o tenha come&ccedil;ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entende-se que h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o de facto quando n&atilde;o existe comunh&atilde;o de vida entre os c&ocirc;njuges e h&aacute; da parte de ambos, ou de um deles, o prop&oacute;sito de n&atilde;o a restabelecer e esta quest&atilde;o releva para efeito de presta&ccedil;&atilde;o de contas entre o casal e para definir tamb&eacute;m o patrim&oacute;nio conjugal que ir&aacute; ser objeto de partilha e eventual processo de invent&aacute;rio judicial, na falta de acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto porque, caso n&atilde;o seja fixada uma data para a separa&ccedil;&atilde;o de facto e requerida a cessa&ccedil;&atilde;o dos efeitos patrimoniais entre os c&ocirc;njuges com refer&ecirc;ncia a essa data, o c&ocirc;njuge que se sentir lesado com a administra&ccedil;&atilde;o levada a cabo pelo outro c&ocirc;njuge, n&atilde;o pode recorrer ao mecanismo da presta&ccedil;&atilde;o de contas referente a esse per&iacute;odo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestes casos em que n&atilde;o &eacute; fixada uma data de separa&ccedil;&atilde;o de facto pr&eacute;via &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio, sem preju&iacute;zo da responsabilidade pelos atos dolosos praticados em preju&iacute;zo do casal ou do outro c&ocirc;njuge, o c&ocirc;njuge que administra bens comuns n&atilde;o &eacute; obrigado a prestar contas dessa administra&ccedil;&atilde;o. O mesmo &eacute; dizer que a presta&ccedil;&atilde;o de contas referente &agrave; administra&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio conjugal que seja requerida pelo c&ocirc;njuge que n&atilde;o administre os respetivos bens apenas dever&aacute; incluir o per&iacute;odo subsequente &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acresce que, caso n&atilde;o seja fixada uma data para a separa&ccedil;&atilde;o de facto e requerida a cessa&ccedil;&atilde;o dos efeitos patrimoniais entre os c&ocirc;njuges com refer&ecirc;ncia a essa data, o patrim&oacute;nio que vai integrar a comunh&atilde;o do dissolvido casal, &eacute; composto por todos os bens existentes &agrave; data da propositura da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio, o que implica que todos os rendimentos obtidos, investimentos feitos e aquisi&ccedil;&otilde;es realizadas at&eacute; &agrave; data da propositura da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio ser&atilde;o considerados comuns, ainda que o casal tenha anos antes optado inclusive por fazer vidas separadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem preju&iacute;zo do acima exposto, os efeitos patrimoniais do div&oacute;rcio s&oacute; podem ser opostos a terceiros a partir da data do registo da senten&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta norma visa tutelar, por um lado, cada um dos c&ocirc;njuges contra os abusos ou delapida&ccedil;&otilde;es patrimoniais realizadas pelo outro c&ocirc;njuge, na pend&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio sobre o patrim&oacute;nio comum e, por outro lado, os interesses patrimoniais de terceiros sobre o patrim&oacute;nio comum do casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dada a relev&acirc;ncia do tema e as implica&ccedil;&otilde;es patrimoniais, financeiras e at&eacute; fiscais que pode assumir na esfera dos c&ocirc;njuges, &eacute; essencial contar com uma assessoria jur&iacute;dica experiente nesta &aacute;rea, para assegurar uma tramita&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e eficiente, dispondo a  de ampla experi&ecirc;ncia no tema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\"><\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-top: -90px;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4649","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4649"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4649"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4649"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4649"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}