{"id":21790,"date":"2026-08-31T09:18:45","date_gmt":"2026-08-31T08:18:45","guid":{"rendered":"https:\/\/belzuz.com\/?post_type=publicacion&#038;p=21790"},"modified":"2026-08-31T09:18:45","modified_gmt":"2026-08-31T08:18:45","slug":"irs-jovem-contagem-para-o-beneficio","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/irs-jovem-contagem-para-o-beneficio\/","title":{"rendered":"IRS Jovem: Autoridade Tribut\u00e1ria esclarece a contagem dos anos relevantes para o benef\u00edcio"},"content":{"rendered":"<p>A Autoridade Tribut\u00e1ria e Aduaneira (\u201cAT\u201d), atrav\u00e9s da <strong>Informa\u00e7\u00e3o Vinculativa relativa ao Processo n.\u00ba 29668<\/strong>, esclareceu <strong>a contagem dos anos relevantes para efeitos do IRS Jovem, previsto no artigo 12.\u00ba-B do C\u00f3digo do IRS, quando a op\u00e7\u00e3o pelo regime \u00e9 exercida ap\u00f3s o in\u00edcio da obten\u00e7\u00e3o de rendimentos de trabalho.<\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o assume relevo quando existam <strong>anos sem rendimentos das categorias A ou B<\/strong>, per\u00edodos de depend\u00eancia ou declara\u00e7\u00f5es conjuntas com o c\u00f4njuge.<\/p>\n<h2>O que est\u00e1 em causa?<\/h2>\n<p>O IRS Jovem prev\u00ea uma isen\u00e7\u00e3o parcial sobre rendimentos das categorias A e B, at\u00e9 <strong>10 anos de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos<\/strong>, desde que cumpridos os requisitos legais, incluindo idade e condi\u00e7\u00e3o de sujeito passivo n\u00e3o dependente.<\/p>\n<p>Atualmente, a isen\u00e7\u00e3o corresponde a <strong>100%<\/strong> no primeiro ano de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos; <strong>75%<\/strong> do segundo ao quarto ano; <strong>50%<\/strong> do quinto ao s\u00e9timo ano; <strong>25%<\/strong> do oitavo ao d\u00e9cimo ano.<\/p>\n<p>Como o regime depende da <strong>op\u00e7\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o de IRS<\/strong>, importa identificar o primeiro ano relevante para apurar a percentagem de isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O caso analisado pela AT<\/h2>\n<p>No caso analisado, o contribuinte foi dependente em 2020 e 2021; apresentou declara\u00e7\u00f5es conjuntas entre 2022 e 2024, sem rendimentos pr\u00f3prios das categorias A ou B; auferiu rendimentos da Categoria A pela primeira vez em 2025, como sujeito passivo aut\u00f3nomo; e pretendia optar pelo IRS Jovem apenas em 2026.<\/p>\n<p>A d\u00favida era saber se 2026 poderia ser considerado o primeiro ano do benef\u00edcio, com isen\u00e7\u00e3o de 100%, apesar da inexist\u00eancia anterior de rendimentos relevantes e da condi\u00e7\u00e3o de dependente nos primeiros anos.<\/p>\n<h2>A resposta da Autoridade Tribut\u00e1ria<\/h2>\n<p>A AT concluiu que <strong>2026 \u00e9 o segundo ano relevante para efeitos do IRS Jovem<\/strong>, e n\u00e3o o primeiro.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o resulta do artigo 12.\u00ba-B do C\u00f3digo do IRS e do regime transit\u00f3rio do artigo 116.\u00ba da Lei n.\u00ba 45-A\/2024, de 31 de dezembro.<\/p>\n<p>O artigo 12.\u00ba-B prev\u00ea que a isen\u00e7\u00e3o se aplica, por op\u00e7\u00e3o, nos 10 primeiros anos de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos, determinando que:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se aplica nos anos em que n\u00e3o sejam auferidos rendimentos das categorias A e B, retomando a sua aplica\u00e7\u00e3o pelo n\u00famero de anos de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos remanescente\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, para efeitos da aplica\u00e7\u00e3o do regime, o artigo 116.\u00ba da Lei n.\u00ba 45-A\/2024 determina que os sujeitos passivos s\u00e3o enquadrados na percentagem correspondente ao ano subsequente ao n\u00famero de anos de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos das categorias A ou B j\u00e1 decorridos, n\u00e3o sendo considerados, para este efeito, os anos em que tenham sido considerados dependentes.<\/p>\n<p>No caso analisado:<\/p>\n<p><strong>2020 e 2021 \u2013<\/strong> dependente \u2192 <strong>n\u00e3o contam<\/strong>;<\/p>\n<p><strong>2022 a 2024 \u2013<\/strong> sem rendimentos das categorias A ou B \u2192 <strong>n\u00e3o iniciam a isen\u00e7\u00e3o<\/strong>;<\/p>\n<p><strong>2025 \u2013<\/strong> primeiro ano com rendimentos da Categoria A como sujeito passivo aut\u00f3nomo \u2192 <strong>1.\u00ba ano relevante<\/strong>;<\/p>\n<p><strong>2026 \u2013<\/strong> segundo ano de rendimentos \u2192 <strong>2.\u00ba ano relevante<\/strong>.<\/p>\n<p>Assim, se optar pelo regime em 2026, o contribuinte beneficia da isen\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel ao <strong>segundo ano<\/strong> \u2014 <strong>75%<\/strong> \u2014 e n\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o de 100%.<\/p>\n<h2>A op\u00e7\u00e3o pelo regime n\u00e3o reinicia a contagem<\/h2>\n<p>A Informa\u00e7\u00e3o Vinculativa confirma que optar pelo IRS Jovem num ano posterior n\u00e3o transforma esse ano no primeiro ano do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Assim, um contribuinte que tenha come\u00e7ado a trabalhar em 2025 e apenas exer\u00e7a a op\u00e7\u00e3o pelo IRS Jovem em 2026 n\u00e3o poder\u00e1, por esse motivo, tratar 2026 como o seu \u201cprimeiro ano\u201d para efeitos da aplica\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o de 100%.<\/p>\n<h2>E os anos em que n\u00e3o existiram rendimentos?<\/h2>\n<p>A Informa\u00e7\u00e3o Vinculativa tamb\u00e9m permite clarificar uma quest\u00e3o pr\u00e1tica importante. Os anos em que n\u00e3o sejam auferidos rendimentos das categorias A ou B <strong>n\u00e3o consomem um ano de gozo da isen\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Nesses anos, a isen\u00e7\u00e3o simplesmente n\u00e3o \u00e9 aplicada, retomando posteriormente a sua aplica\u00e7\u00e3o relativamente aos anos de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos remanescentes, at\u00e9 perfazer os 10 anos de gozo do benef\u00edcio, sem ultrapassar o limite de idade previsto na lei.<\/p>\n<p>Esta distin\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente importante, uma vez que uma coisa \u00e9 o ano de obten\u00e7\u00e3o de rendimentos relevante para a posi\u00e7\u00e3o do contribuinte na sequ\u00eancia do IRS Jovem; outra \u00e9 o ano em que efetivamente existe gozo da isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>E se a declara\u00e7\u00e3o for apresentada conjuntamente com o c\u00f4njuge?<\/h2>\n<p>A circunst\u00e2ncia de o contribuinte apresentar uma declara\u00e7\u00e3o conjunta com o c\u00f4njuge n\u00e3o determina, por si s\u00f3, que se considere esse ano como relevante para a contagem<\/p>\n<p>O que releva para efeitos do artigo 12.\u00ba-B \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de sujeito passivo e, no caso concreto, a exist\u00eancia ou n\u00e3o de rendimentos das categorias A ou B relevantes para a contagem.<\/p>\n<p>Assim, a apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00f5es conjuntas nos anos de 2022 a 2024, sem rendimentos pr\u00f3prios das categorias A ou B, n\u00e3o altera a conclus\u00e3o da AT.<\/p>\n<p><strong>Da nossa experi\u00eancia na assessoria fiscal que prestamos em processos de IRS Jovem, esta \u00e9 uma das quest\u00f5es que mais frequentemente suscita d\u00favidas na aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do regime.<\/strong><\/p>\n<p>A determina\u00e7\u00e3o do \u201cprimeiro ano\u201d n\u00e3o deve ser feita apenas com base no ano em que o contribuinte decide exercer a op\u00e7\u00e3o pelo benef\u00edcio.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio analisar o <strong>hist\u00f3rico fiscal do contribuinte<\/strong>, identificando, entre outros aspetos, os anos em que foi considerado dependente; os primeiros anos em que auferiu rendimentos das categorias A e\/ou B; eventuais anos sem rendimentos de trabalho; a idade do contribuinte em cada ano; os anos em que efetivamente foi exercida a op\u00e7\u00e3o pelo IRS Jovem; e eventuais regimes fiscais incompat\u00edveis com a aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Esta an\u00e1lise \u00e9 especialmente importante porque um erro na determina\u00e7\u00e3o do ano relevante pode ter impacto direto na percentagem de isen\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel e, consequentemente, no imposto devido.<\/p>\n<p>A AT conclui que:<\/p>\n<ul>\n<li>Os anos em que o contribuinte foi considerado dependente n\u00e3o s\u00e3o contabilizados para efeitos do IRS Jovem.<\/li>\n<li>Os anos em que n\u00e3o foram auferidos rendimentos das categorias A ou B n\u00e3o d\u00e3o lugar \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Contudo, o primeiro ano em que o contribuinte aufere rendimentos de Categoria A ou B enquanto sujeito passivo aut\u00f3nomo determina o in\u00edcio da contagem dos anos relevantes.<\/li>\n<li>A op\u00e7\u00e3o pelo IRS Jovem pode ser exercida posteriormente, mas n\u00e3o permite reiniciar a contagem nem beneficiar da percentagem de isen\u00e7\u00e3o correspondente ao primeiro ano.<\/li>\n<li>No caso analisado, embora o contribuinte apenas pretendesse beneficiar do regime em 2026, o facto de ter obtido rendimentos de Categoria A pela primeira vez em 2025 determina que 2026 seja considerado o segundo ano relevante, correspondendo-lhe uma isen\u00e7\u00e3o de 75%, e n\u00e3o de 100%.<\/li>\n<li>A apresenta\u00e7\u00e3o de uma declara\u00e7\u00e3o conjunta com o c\u00f4njuge, sem rendimentos pr\u00f3prios de Categoria A ou B, n\u00e3o altera esta conclus\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A <a href=\"https:\/\/belzuz.com\/pt\/\">Belzuz Advogados, S.L.P.<\/a> presta assessoria fiscal na an\u00e1lise da elegibilidade e aplica\u00e7\u00e3o do regime do IRS Jovem, incluindo a determina\u00e7\u00e3o dos anos relevantes, a percentagem de isen\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel e o acompanhamento de situa\u00e7\u00f5es em que a aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio suscite d\u00favidas perante a Autoridade Tribut\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":12437,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[250],"publicaciones":[119],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[561],"class_list":["post-21790","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","area-de-practica-fiscal-e-tributario","publicaciones-marta-fernandes-teias","idioma-publicacion-portugues","areas-practica-publicacciones-fiscal-e-tributario"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/21790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21790"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=21790"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=21790"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=21790"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=21790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}