{"id":3944,"date":"2013-03-31T22:00:00","date_gmt":"2013-03-31T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"penhora-no-ambito-do-processo-tributario","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/penhora-no-ambito-do-processo-tributario\/","title":{"rendered":"Penhora no \u00e2mbito do processo tribut\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Ac&ccedil;&atilde;o Executiva visa assegurar ao credor a satisfa&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o que o devedor n&atilde;o cumpriu voluntariamente. O presente artigo visa esclarecer os meios de rea&ccedil;&atilde;o, bem como os limites &agrave; penhora no &acirc;mbito do processo tribut&aacute;rio, que ainda que devidamente regulada, continua a verificar-se de forma abusiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A penhora &eacute; o ato executivo por excel&ecirc;ncia e tem por objetivo a obten&ccedil;&atilde;o de determinada quantia pecuni&aacute;ria (diretamente ou atrav&eacute;s de venda executiva) junto do executado de forma a garantir ao exequente o pagamento de uma d&iacute;vida, ou seja, visa obter para o credor (neste caso a Administra&ccedil;&atilde;o Tribut&aacute;ria) o mesmo benef&iacute;cio que lhe traria o cumprimento volunt&aacute;rio da obriga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cumprida por parte do devedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No &acirc;mbito do processo tribut&aacute;rio a penhora encontra-se prevista e regulada nos art. 215&ordm; e segs. do CPPT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O art. 217&ordm; do CPPT estabelece claramente um limite &agrave; extens&atilde;o da penhora determinando que esta &ldquo;&eacute; feita nos bens previsivelmente suficientes para o pagamento da d&iacute;vida exequenda e do acrescido, mas, quando o produto dos bens penhorados for insuficiente para pagamento da execu&ccedil;&atilde;o, esta prossegue em outros bens&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resulta de forma clara a necessidade de respeitar o princ&iacute;pio da proporcionalidade constitucionalmente consagrado, de forma a n&atilde;o permitir que os interesses dos contribuintes sejam excessivamente sacrificados face ao interesse p&uacute;blico, mas apenas na medida do necess&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; certo que a penhora limita o direito de propriedade e at&eacute; de frui&ccedil;&atilde;o dos bens, no entanto, penhorar mais bens (o que frequentemente sucede) do que os necess&aacute;rios &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito e demais acr&eacute;scimos resultaria num castigo desmesurado para o patrim&oacute;nio do devedor- &eacute; o que claramente decorre das disposi&ccedil;&otilde;es conjugadas dos art&ordm;s 217&ordm; do CPPT e do art&ordm; 821&ordm; do C&oacute;digo de Processo Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que fazer quando se torna indiscut&iacute;vel a legalidade da d&iacute;vida exequenda mas resulta dos atos da penhora uma les&atilde;o de direito ou do interesse leg&iacute;timo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe ao executado reagir contra os atos de penhora, conforme o no art. 97&ordm;\/1 n) e 279&ordm;\/1 b) in fine do CPPT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contra o que o art. 166&ordm; do CPPT parece indicar existem mais incidentes processuais do que os previstos neste artigo. Nomeadamente a Reclama&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O efeito que se pretende obter com a reclama&ccedil;&atilde;o &eacute; a nulidade dos atos praticados pelo &oacute;rg&atilde;o de execu&ccedil;&atilde;o fiscal ou outras autoridades da administra&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria no &acirc;mbito do processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reclama&ccedil;&atilde;o deve ser apresentada no &oacute;rg&atilde;o de execu&ccedil;&atilde;o fiscal para que este a envie depois ao tribunal tribut&aacute;rio competente (a quem ali&aacute;s a reclama&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida), ou seja o da &aacute;rea do domic&iacute;lio ou sede do devedor (art. 151&ordm; e 277&ordm;\/2 do CPPT). Os requisitos encontram-se previstos no art. 277&ordm; do CPPT, ou seja, a reclama&ccedil;&atilde;o ser&aacute; apresentada no prazo de 10 dias ap&oacute;s a notifica&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o e indicar&aacute; expressamente os fundamentos e conclus&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reclama&ccedil;&atilde;o esta que importa salientar, n&atilde;o suspende o processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal. Com efeito,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos termos do disposto no art. 52.&ordm; da Lei Geral Tribut&aacute;ria (LGT), a suspens&atilde;o do processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal apenas ocorre mediante a conjuga&ccedil;&atilde;o de dois pressupostos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">1 &#8211; Apresenta&ccedil;&atilde;o de um dos meios de rea&ccedil;&atilde;o contra a ilegalidade ou inexigibilidade da divida exequenda;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">2 &#8211; A constitui&ccedil;&atilde;o ou presta&ccedil;&atilde;o de garantia id&oacute;nea (artigos 195&ordm; e 199&ordm; do CPPT) ou a dispensa da mesma, quando reunidos os pressupostos legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contribuinte importa registar, por um lado, que independentemente da sua situa&ccedil;&atilde;o de devedor &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o Fiscal esta, no ato de penhora deve sempre obedecer ao principio da proporcionalidade e quando tal n&atilde;o sucede, a Lei do Processo Tribut&aacute;rio prev&ecirc; e estatui mecanismos de rea&ccedil;&atilde;o contra tais arb&iacute;trios da Autoridade Tribut&aacute;ria<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-3944","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/3944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3944"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=3944"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=3944"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=3944"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=3944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}