{"id":4048,"date":"2015-04-06T22:00:00","date_gmt":"2015-04-06T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-fiscalistas-lisboa-reforma-irs","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-fiscalistas-lisboa-reforma-irs\/","title":{"rendered":"Reforma do IRS"},"content":{"rendered":"<p><em class=\"fa fa-file-pdf-o\"><\/em>&nbsp;<em class=\"fa fa-download\"><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 12pt;\"><strong>Reforma do IRS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei n.&ordm; 82-E\/2014 publicada em 31 de dezembro, procedeu a uma reforma da tributa&ccedil;&atilde;o das pessoas singulares, orientada para a fam&iacute;lia, para a simplifica&ccedil;&atilde;o e para a mobilidade social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Identificamos as principais altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pela Reforma do IRS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Incid&ecirc;ncia Pessoal<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tributa&ccedil;&atilde;o separada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando exista agregado familiar, o imposto &eacute; apurado individualmente em rela&ccedil;&atilde;o a cada c&ocirc;njuge ou unido de facto, sem preju&iacute;zo do disposto relativamente aos dependentes, a n&atilde;o ser que seja exercida a op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O legislador consagra assim, a regra da tributa&ccedil;&atilde;o separada por oposi&ccedil;&atilde;o ao regime anterior segundo o qual as pessoas casadas n&atilde;o separadas de facto eram obrigadas a entregar a declara&ccedil;&atilde;o anual de IRS em conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tributa&ccedil;&atilde;o separada cada um dos c&ocirc;njuges ou dos unidos de facto, caso n&atilde;o esteja de tal dispensado, apresenta uma declara&ccedil;&atilde;o da qual constam os rendimentos de que &eacute; titular e 50% dos rendimentos dos dependentes que integram o agregado, ou seja, os dependentes podem ser inclu&iacute;dos em mais do que uma declara&ccedil;&atilde;o anual de IRS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tributa&ccedil;&atilde;o conjunta os c&ocirc;njuges ou os unidos de facto apresentam uma declara&ccedil;&atilde;o da qual consta a totalidade dos rendimentos obtidos por todos os membros que integram o agregado familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quociente familiar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos em que haja op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta, as taxas do IRS aplicam-se ao rendimento colet&aacute;vel dividido pela soma de 2 com o produto de 0,3 pelo n&uacute;mero de dependentes que integram o agregado familiar e de ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos de apresenta&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o em separado, as taxas do IRS aplicam-se ao rendimento colet&aacute;vel dividido pela soma de 1 com o produto de 0,15 pelo n&uacute;mero de dependentes que integram o agregado familiar e de ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os sujeitos passivos individuais, as taxas gerais aplic&aacute;veis s&atilde;o as correspondentes ao rendimento colet&aacute;vel dividido pela soma de 1 com o produto de 0,3 por cada dependente que integre o agregado familiar e ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da aplica&ccedil;&atilde;o da parcela do divisor correspondente ao dependente ou ascendente, n&atilde;o pode resultar uma redu&ccedil;&atilde;o da coleta superior a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando haja tributa&ccedil;&atilde;o separada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">I. &euro;300 nos agregados com um dependente ou ascendente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">II. &euro;625 nos agregados com dois dependentes ou ascendentes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">III. &euro;1.000 nos agregados com tr&ecirc;s ou mais dependentes ou ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando haja op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">I. &euro;600 nos agregados com um dependente ou ascendente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">II. &euro;1.250 nos agregados com dois dependentes ou ascendentes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">III. &euro;2.000 nos agregados com tr&ecirc;s ou mais dependentes ou ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas fam&iacute;lias monoparentais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">I. &euro;350 nos agregados com um dependente ou ascendente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">II. &euro;750 nos agregados com dois dependentes ou ascendentes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">III. &euro;1.200 nos agregados com tr&ecirc;s ou mais dependentes ou ascendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est&aacute; previsto o aumento do quociente do dependente e ascendente, nos anos de 2016 e 2017, para:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; 0,4 e 0,5, respetivamente, no caso de entrega conjunta da declara&ccedil;&atilde;o anual de IRS;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; 0,2 e 0,25, respetivamente, no caso de entrega separada da declara&ccedil;&atilde;o anual de IRS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De igual forma, &eacute; previsto o aumento dos limites m&aacute;ximos do benef&iacute;cio decorrente da introdu&ccedil;&atilde;o do quociente do dependente ou ascendente em 12,5%, em cada um dos referidos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Dedu&ccedil;&otilde;es &agrave; coleta<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passa a ser dedut&iacute;vel um valor fixo por dependente e ascendente que viva em comunh&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o aufira rendimento superior &agrave; pens&atilde;o m&iacute;nima do regime geral de, respetivamente, &euro;325 e &euro;300, os quais s&atilde;o elevados em &euro;125 e &euro;110, respetivamente, para dependentes com menos de 3 anos a 31 de dezembro do ano e no caso de apenas existir um ascendente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente aos dependentes que constem em mais do que uma declara&ccedil;&atilde;o anual de IRS, o montante da dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta corresponder&aacute; a 50% daquele valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Despesas gerais familiares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em substitui&ccedil;&atilde;o das dedu&ccedil;&otilde;es pessoais dos sujeitos passivos, passa a existir uma dedu&ccedil;&atilde;o de 35% do valor que conste das faturas de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e aquisi&ccedil;&atilde;o de bens, conforme comunicados &agrave; Autoridade Tribut&aacute;ria, com exce&ccedil;&atilde;o das que configurem uma dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta espec&iacute;fica, com o limite de &euro;250 por sujeito passivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de fam&iacute;lias monoparentais, a percentagem corresponde a 45% e o limite a &euro;335.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perde o direito a esta dedu&ccedil;&atilde;o o sujeito passivo que entregue a declara&ccedil;&atilde;o de IRS fora do prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Despesas de sa&uacute;de<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o dedut&iacute;veis 15% das despesas de sa&uacute;de isentas de IVA ou tributadas &agrave; taxa reduzida, com o limite global de &euro;1.000 por agregado familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os encargos com seguros de sa&uacute;de passam a ser dedut&iacute;veis enquanto despesa de sa&uacute;de, deixando de configurar uma dedu&ccedil;&atilde;o separada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Despesas de educa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o dedut&iacute;veis 30% das despesas de educa&ccedil;&atilde;o, com o limite global de &euro;800 por agregado familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Encargos com im&oacute;veis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dedu&ccedil;&atilde;o de 15% do valor suportado com encargos com im&oacute;veis, comunicadas &agrave; AT, nomeadamente, juros de empr&eacute;stimos contra&iacute;dos at&eacute; 31 de dezembro de 2011 e rendas, referentes a contratos de arrendamento de pr&eacute;dios urbanos e fra&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas para habita&ccedil;&atilde;o permanente, respetivamente com os limites de &euro;296 e &euro;502.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes limites podem ser majorados em fun&ccedil;&atilde;o do escal&atilde;o de rendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dedu&ccedil;&atilde;o de 15% do IVA suportado por qualquer membro do agregado familiar, com o limite global de &euro; 250, que conste de faturas que titulem presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os dos seguintes setores de atividade:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; manuten&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos autom&oacute;veis, motociclos e suas pe&ccedil;as e acess&oacute;rios;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; alojamento, restaura&ccedil;&atilde;o e similares;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; atividades de sal&otilde;es de cabeleireiro e institutos de beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Responsabilidade pelo pagamento<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo exercida a op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta, a responsabilidade dos sujeitos passivos pelo pagamento do imposto &eacute; solid&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tributa&ccedil;&atilde;o separada, a responsabilidade dos c&ocirc;njuges pelo pagamento do imposto &eacute; a que decorre da lei civil, presumindo-se o proveito comum do casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada dependente &eacute; subsidiariamente respons&aacute;vel, relativamente aos sujeitos passivos, pelo pagamento do imposto em falta, at&eacute; &agrave; fra&ccedil;&atilde;o do imposto correspondente aos seus rendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A responsabilidade do outro c&ocirc;njuge e a responsabilidade subsidi&aacute;ria efetivam-se por revers&atilde;o do processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Resid&ecirc;ncia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Residentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o residentes em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s as pessoas que, no ano a que respeitam os rendimentos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">a. Hajam nele permanecido mais de 183 dias, seguidos ou interpolados, em qualquer per&iacute;odo de 12 meses com in&iacute;cio ou fim no ano em causa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">b. Tendo permanecido por menos tempo, a&iacute; disponham, num qualquer dia do per&iacute;odo referido na al&iacute;nea anterior, de habita&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es que fa&ccedil;am supor inten&ccedil;&atilde;o atual de a manter e ocupar como resid&ecirc;ncia habitual;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera-se como dia de presen&ccedil;a em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s qualquer dia, completo ou parcial, que inclua dormida no mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas que preencham as condi&ccedil;&otilde;es previstas nas al&iacute;neas a) ou b) tornam-se residentes desde o primeiro dia do per&iacute;odo de perman&ecirc;ncia em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, salvo quando tenham a&iacute; sido residentes em qualquer dia do ano anterior, caso em que se consideram residentes neste territ&oacute;rio desde o primeiro dia do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A perda da qualidade de residente ocorre a partir do &uacute;ltimo dia de perman&ecirc;ncia em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resid&ecirc;ncia fiscal &eacute; aferida em rela&ccedil;&atilde;o a cada sujeito passivo do agregado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o ainda havidos como residentes em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s as pessoas de nacionalidade portuguesa que deslocalizem a sua resid&ecirc;ncia fiscal para pa&iacute;s, territ&oacute;rio ou regi&atilde;o, sujeito a um regime fiscal claramente mais favor&aacute;vel, no ano em que se verifique aquela mudan&ccedil;a e nos quatro anos subsequentes, salvo se o interessado provar que a mudan&ccedil;a se deve a raz&otilde;es atend&iacute;veis, designadamente exerc&iacute;cio naquele territ&oacute;rio de atividade tempor&aacute;ria por conta de entidade patronal domiciliada em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Residentes N&atilde;o Habituais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consideram-se residentes n&atilde;o habituais em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s os sujeitos passivos que, tornando-se fiscalmente residentes nos termos das al&iacute;nea a) e b), n&atilde;o tenham sido residentes em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s em qualquer dos cinco anos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sujeito passivo que seja considerado residente n&atilde;o habitual adquire o direito a ser tributado como tal pelo per&iacute;odo de 10 anos consecutivos a partir do ano, inclusive, da sua inscri&ccedil;&atilde;o como residente em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sujeito passivo deve solicitar a inscri&ccedil;&atilde;o como residente n&atilde;o habitual no ato da inscri&ccedil;&atilde;o como residente em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s ou, posteriormente, at&eacute; 31 de mar&ccedil;o, inclusive, do ano seguinte &agrave;quele em que se torne residente nesse territ&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sujeito passivo que n&atilde;o tenha gozado do direito referido no n&uacute;mero anterior em um ou mais anos do per&iacute;odo de 10 anos pode retomar o gozo do mesmo em qualquer dos anos remanescentes daquele per&iacute;odo, a partir do ano, inclusive, em que volte a ser considerado residente em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os contribuintes passam a estar obrigados a comunicar &agrave; AT a altera&ccedil;&atilde;o do seu estatuto de resid&ecirc;ncia fiscal em Portugal, no prazo de 60 dias (anteriormente n&atilde;o estava previsto qualquer prazo espec&iacute;fico para o efeito).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Rendimentos do trabalho dependente &ndash;Categoria A<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Indemniza&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As indemniza&ccedil;&otilde;es pagas a t&iacute;tulo de cessa&ccedil;&atilde;o de contratos a gestores p&uacute;blicos, administradores, gerentes de pessoas coletivas ou representantes de estabelecimento est&aacute;vel de entidades n&atilde;o residentes, ficam sujeitas a tributa&ccedil;&atilde;o apenas na parte que corresponda ao exerc&iacute;cio dessas fun&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clarifica-se assim que, a parte eventualmente paga respeitante ao exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es enquanto trabalhador por conta de outrem continua a poder beneficiar da exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prev&ecirc;-se ainda a exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o das indemniza&ccedil;&otilde;es pagas no ano da desloca&ccedil;&atilde;o, em dinheiro ou em esp&eacute;cie, atribu&iacute;das pela mudan&ccedil;a do local de trabalho, quando este passe a situar-se a uma dist&acirc;ncia superior a 100 km do anterior local de trabalho, na parte que n&atilde;o exceda 10% da remunera&ccedil;&atilde;o anual, com o limite de &euro;4.200. Esta exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o s&oacute; pode ser aproveitada uma vez em cada per&iacute;odo de 3 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rendimentos em esp&eacute;cie<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Empr&eacute;stimos sem juros ou a taxa de juro reduzida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando concedidos pela entidade patronal, com exce&ccedil;&atilde;o daqueles que se destinem &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente de valor n&atilde;o superior a &euro;180.426,40, na falta de publica&ccedil;&atilde;o da Portaria que define a taxa de juro de refer&ecirc;ncia, o rendimento do trabalho dependente corresponde &agrave; diferen&ccedil;a entre a taxa de juro que eventualmente seja suportada pelo benefici&aacute;rio e 70% da taxa m&iacute;nima aplic&aacute;vel &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es principais de refinanciamento do Banco Central Europeu, ou de outra taxa legalmente fixada como equivalente, do primeiro dia &uacute;til do ano a que respeitam os rendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viatura autom&oacute;vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O apuramento do rendimento decorrente da atribui&ccedil;&atilde;o, pela entidade patronal, do uso pessoal de viatura autom&oacute;vel passa a ter como valor de refer&ecirc;ncia o de mercado da viatura a 1 de Janeiro do ano respetivo, ao inv&eacute;s do seu custo de aquisi&ccedil;&atilde;o ou produ&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O valor de mercado ser&aacute; apurado por aplica&ccedil;&atilde;o do coeficiente de desvaloriza&ccedil;&atilde;o utilizado no apuramento do rendimento decorrente da aquisi&ccedil;&atilde;o de viatura de empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vales educa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; criado o regime de vales educa&ccedil;&atilde;o para dependentes com idade compreendida entre 7 e 25 anos que estejam a cargo dos sujeitos passivos para o pagamento de escolas, estabelecimentos de ensino, outros servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o, bem como manuais e livros escolares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime fiscal &eacute; similar ao aplic&aacute;vel aos &ldquo;tickets-inf&acirc;ncia&rdquo; (agora designados &ldquo;vales inf&acirc;ncia&rdquo;, para dependentes com idade inferior a 7 anos de idade), aplicando-se, contudo, um limite anual de &euro;1.100 por cada dependente no caso dos vales educa&ccedil;&atilde;o (o qual ser&aacute; considerado em apenas 50% por cada sujeito passivo caso o dependente conste como tal em duas declara&ccedil;&otilde;es de IRS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os vales dever&atilde;o passar a conter a men&ccedil;&atilde;o expressa de &ldquo;vale educa&ccedil;&atilde;o&rdquo; ou &ldquo;vale inf&acirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Rendimentos empresariais e profissionais &ndash; Categoria B<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dedu&ccedil;&atilde;o das contribui&ccedil;&otilde;es obrigat&oacute;rias para regimes de prote&ccedil;&atilde;o social<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao rendimento l&iacute;quido da categoria B, resultante da imputa&ccedil;&atilde;o de lucros de sociedades sujeitas ao regime de transpar&ecirc;ncia fiscal, ser&atilde;o dedut&iacute;veis as contribui&ccedil;&otilde;es obrigat&oacute;rias para regimes de prote&ccedil;&atilde;o social, desde que o contribuinte exer&ccedil;a atividade profissional atrav&eacute;s dessa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A op&ccedil;&atilde;o pelo regime de determina&ccedil;&atilde;o dos rendimentos da categoria B passa a ser anual (at&eacute; ao final do m&ecirc;s de Mar&ccedil;o do pr&oacute;prio ano), com a consequente revoga&ccedil;&atilde;o da norma que prev&ecirc; a obrigatoriedade de perman&ecirc;ncia por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de tr&ecirc;s anos em qualquer dos regimes, simplificado ou de contabilidade organizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute;, igualmente, eliminada a obrigatoriedade de perman&ecirc;ncia por um per&iacute;odo de tr&ecirc;s anos no que respeita &agrave; op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o de acordo com as regras da categoria A, quando os rendimentos auferidos resultarem de servi&ccedil;os prestados a uma &uacute;nica entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regime simplificado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; introduzido um novo coeficiente de 0,35 aplic&aacute;vel &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os n&atilde;o expressamente previstas na tabela a que se refere o art.&ordm; 151.&ordm; do C&oacute;digo do IRS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coeficiente de 0,75 &eacute; apenas aplic&aacute;vel &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os constantes da tabela a que se refere o art.&ordm; 151.&ordm; do C&oacute;digo do IRS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Rendimentos prediais &ndash; Categoria F<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prev&ecirc;-se ainda a op&ccedil;&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o dos rendimentos prediais como rendimentos da categoria B, sendo esta op&ccedil;&atilde;o exercida na declara&ccedil;&atilde;o de in&iacute;cio de atividade ou em declara&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es. No apuramento do rendimento predial tribut&aacute;vel, somente s&atilde;o dedut&iacute;veis as despesas previstas no apuramento do rendimento da categoria F (rendimentos prediais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos rendimentos brutos deduzem-se, relativamente a cada pr&eacute;dio ou parte de pr&eacute;dio, todos os gastos efetivamente suportados e pagos pelo sujeito passivo para obter ou garantir tais rendimentos, com exce&ccedil;&atilde;o dos gastos de natureza financeira, dos relativos a deprecia&ccedil;&otilde;es e dos relativos a mobili&aacute;rio, eletrodom&eacute;sticos e artigos de conforto ou decora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ainda ser deduzidos os gastos suportados nos 24 meses anteriores ao in&iacute;cio do arrendamento, relativos a obras de conserva&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;dio, desde que entretanto o im&oacute;vel n&atilde;o tenha sido utilizado para outro fim que n&atilde;o o arrendamento e desde que documentalmente comprovados. Contudo, apenas s&atilde;o considerados os gastos realizados a partir de 1 de janeiro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Rendimentos de capitais e mais-valias &ndash; (Categoria E e G)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Harmoniza-se a tributa&ccedil;&atilde;o de todos os rendimentos de capitais e das mais-valias auferidas quer por residentes, quer por n&atilde;o residentes fiscais em Portugal, &agrave; taxa liberat&oacute;ria ou especial de 28%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procede-se ainda a uma reestrutura&ccedil;&atilde;o das normas de incid&ecirc;ncia dos rendimentos da categoria E (rendimentos de capitais) e da categoria G (mais-valias), por forma a corrigir desajustamentos entre a natureza do rendimento e a norma de incid&ecirc;ncia aplic&aacute;vel, nomeadamente, por conduzir apenas &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o dos ganhos e por n&atilde;o considerar as perdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Rendimentos de capitais &ndash; Categoria E<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A norma referente aos lucros distribu&iacute;dos &eacute; alterada identificando-se agora com a terminologia utilizada em sede de IRC, passando a referir-se a lucros e reservas colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, incluindo adiantamentos por conta de lucros, quer sejam distribu&iacute;dos por entidades sujeitas a IRC ou por sociedades n&atilde;o residentes em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o ainda tipificados como rendimentos de capitais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; juros e outras formas de remunera&ccedil;&atilde;o das contas de t&iacute;tulo com garantia de pre&ccedil;o ou de opera&ccedil;&otilde;es similares ou afins;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; rendimentos distribu&iacute;dos das unidades de participa&ccedil;&atilde;o em fundos de investimento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; indemniza&ccedil;&otilde;es que visem compensar perdas de rendimentos desta categoria;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; montantes pagos por estruturas fiduci&aacute;rias que n&atilde;o estejam associados &agrave; liquida&ccedil;&atilde;o, revoga&ccedil;&atilde;o ou extin&ccedil;&atilde;o dessas estruturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prev&ecirc;-se que os juros de dep&oacute;sitos, de quaisquer aplica&ccedil;&otilde;es em institui&ccedil;&otilde;es financeiras ou de t&iacute;tulos de d&iacute;vida p&uacute;blica, beneficiem da exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o em 1\/5 e 3\/5 do seu valor, se o capital ficar imobilizado por um per&iacute;odo superior a cinco e oito anos, respetivamente, e o vencimento da remunera&ccedil;&atilde;o ocorrer no final do per&iacute;odo contratualizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Mais-Valias &ndash; Categoria G<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns rendimentos anteriormente enquadrados como rendimentos de capitais passam a ser tipificados como mais-valias, a saber:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; O valor resultante da liquida&ccedil;&atilde;o, revoga&ccedil;&atilde;o ou extin&ccedil;&atilde;o de estruturas fiduci&aacute;rias quando seja atribu&iacute;do aos sujeitos passivos que constitu&iacute;ram essas estruturas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; O reembolso de obriga&ccedil;&otilde;es e outros t&iacute;tulos de d&iacute;vida;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; O resgate de unidades de participa&ccedil;&atilde;o em fundos de investimento, bem como a liquida&ccedil;&atilde;o dos mesmos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; O ganho decorrente da cess&atilde;o onerosa de cr&eacute;ditos, bem como os ganhos provenientes da cess&atilde;o onerosa de presta&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias e de presta&ccedil;&otilde;es suplementares;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a ser aceites os encargos com a aquisi&ccedil;&atilde;o de partes sociais no apuramento das respetivas mais-valias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de permuta de partes sociais, fus&otilde;es e cis&otilde;es, passam a aplicar-se as regras de tributa&ccedil;&atilde;o e de exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;cios das sociedades fundidas ou cindidas, de acordo com o disposto no CIRC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reinvestimento em casos de transmiss&atilde;o onerosa de im&oacute;veis destinados &agrave; habita&ccedil;&atilde;o permanente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O legislador uniformizou a possibilidade de beneficiar do regime do reinvestimento em caso de:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">(i) aquisi&ccedil;&atilde;o da propriedade de outro im&oacute;vel;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">(ii) aquisi&ccedil;&atilde;o de terreno para constru&ccedil;&atilde;o de im&oacute;vel-, e\/ou<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">(iii) constru&ccedil;&atilde;o, amplia&ccedil;&atilde;o ou melhoramento de outro im&oacute;vel exclusivamente com o mesmo destino, quando o reinvestimento for concretizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores &agrave; data da aliena&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O prazo concedido aos sujeitos passivos para afeta&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel &agrave; habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente passa de 6 para 12 meses contados ap&oacute;s a concretiza&ccedil;&atilde;o do reinvestimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o reinvestimento se traduza na constru&ccedil;&atilde;o, amplia&ccedil;&atilde;o ou melhoramento de outro im&oacute;vel o prazo para inscrever o im&oacute;vel na matriz passa de 24 para 48 meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Transitoriamente, prev&ecirc;-se a exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o na propor&ccedil;&atilde;o do valor de realiza&ccedil;&atilde;o aplicado na amortiza&ccedil;&atilde;o do empr&eacute;stimo contra&iacute;do para aquisi&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel alienado, salvo se na data da aliena&ccedil;&atilde;o o sujeito passivo era propriet&aacute;rio de outro im&oacute;vel para fins habitacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta medida aplica-se no per&iacute;odo compreendido entre 2015 e 2020, para contratos de empr&eacute;stimo celebrados at&eacute; 31 de Dezembro de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Valor de realiza&ccedil;&atilde;o inferior ao VPT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Possibilidade de ilidir a presun&ccedil;&atilde;o de que o valor de venda dos bens im&oacute;veis, para efeitos de apuramento da mais-valia e menos-valia corresponde ao valor a considerar para efeitos de liquida&ccedil;&atilde;o de IMT, sempre que este seja superior ao valor declarado, i.e., nos casos em que o pre&ccedil;o de venda de escritura do im&oacute;vel seja inferior ao valor patrimonial tribut&aacute;rio (VPT) do referido im&oacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser&aacute; assim poss&iacute;vel, atrav&eacute;s de prova, considerar o valor de venda constante da escritura, para efeitos do c&aacute;lculo da mais-valia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tributa&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;cios de sociedades fundidas ou cindidas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As regras para apuramento da mais-valia quando um s&oacute;cio (que beneficie do regime de neutralidade fiscal na permuta de partes sociais, nas fus&otilde;es e nas cis&otilde;es) perde a qualidade de residente em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, integram-se no C&oacute;digo do IRS, &agrave; semelhan&ccedil;a do regime consagrado em sede de IRC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o s&oacute;cio deslocalize a resid&ecirc;ncia para um outro Estado membro da Uni&atilde;o Europeia ou Espa&ccedil;o Econ&oacute;mico Europeu (caso exista obriga&ccedil;&atilde;o de coopera&ccedil;&atilde;o administrativa no dom&iacute;nio do interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es), estabelece-se a possibilidade de pagamento do imposto devido de acordo com tr&ecirc;s modalidades (imediatamente pela totalidade do imposto, no ano seguinte ou em fra&ccedil;&otilde;es anuais de igual montante correspondentes a um quinto do montante do imposto apurado no ano em que ocorre a transfer&ecirc;ncia da resid&ecirc;ncia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alargamento do leque das despesas eleg&iacute;veis para o apuramento das mais e menos-valias imobili&aacute;rias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o dedut&iacute;veis as indemniza&ccedil;&otilde;es comprovadamente pagas pela ren&uacute;ncia onerosa a posi&ccedil;&otilde;es contratuais ou outros direitos relativos a bens im&oacute;veis, e o alargamento, de cinco para 12 anos, do prazo de elegibilidade dos encargos com a valoriza&ccedil;&atilde;o dos bens, comprovadamente realizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ajustamentos ao valor de realiza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prev&ecirc;-se um prazo especial &#8211; at&eacute; o m&ecirc;s de Janeiro do ano seguinte &#8211; para a entrega de uma declara&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o, para que o contribuinte declare o valor definitivo de realiza&ccedil;&atilde;o, quando se verifiquem ajustamentos positivos ou negativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Rendimentos de pens&otilde;es &ndash; Categoria H<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pens&otilde;es de alimentos passam a ser tributadas &agrave; taxa especial de 20% em vez das atuais taxas progressivas, como forma de neutralizar o efeito da dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta do IRS de 20% do valor das pens&otilde;es de alimentos relativas aos filhos a cargo de um dos pais, cuja dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta deixa de estar limitada ao Indexante dos Apoios Sociais mensal por benefici&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Regras do Englobamento de Rendimentos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A op&ccedil;&atilde;o pelo englobamento de rendimentos sujeitos a tributa&ccedil;&atilde;o a taxas liberat&oacute;rias ou aut&oacute;nomas determina apenas a obriga&ccedil;&atilde;o de englobamento relativamente &agrave; totalidade dos rendimentos dessa categoria (anteriormente a obriga&ccedil;&atilde;o de englobamento abrangia a totalidade dos rendimentos sujeitos a tributa&ccedil;&atilde;o &agrave;s taxas liberat&oacute;rias e aut&oacute;nomas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contribuinte que queira optar pelo englobamento de rendimentos de capitais tributados a taxas liberat&oacute;rias, deve solicitar &agrave; entidade pagadora dos rendimentos, a emiss&atilde;o de documento comprovativo do rendimento auferido e das reten&ccedil;&otilde;es pagas, n&atilde;o sendo estabelecido qualquer prazo para o efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Dedu&ccedil;&atilde;o de perdas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prev&ecirc;-se que, o resultado l&iacute;quido negativo apurado nas diferentes categorias de rendimento apenas pode ser dedut&iacute;vel aos resultados l&iacute;quidos positivos da mesma categoria para cada titular de rendimentos, nos seguintes prazos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; As perdas referentes a rendimentos prediais apenas s&atilde;o consideradas se os pr&eacute;dios onde foram incorridas as despesas gerarem rendimento em 36 meses, seguidos ou interpolados, durante os 5 anos subsequentes a incorrerem nas despesas, sendo o prazo de reporte alargado de 5 para 6 anos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; O resultado l&iacute;quido negativo apurado na categoria B s&oacute; pode ser reportado tendo por base as regras de dedu&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos ficais previstas no C&oacute;digo do IRC, nos 12 anos seguintes (anteriormente com especificidades em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de rendimento\/atividade);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; O saldo negativo resultante de opera&ccedil;&otilde;es com instrumentos financeiros (previstos nas al&iacute;neas b),c), e), f), g) e h) do n&uacute;mero 1 do Artigo 10.&ordm; do C&oacute;digo do IRS) podem ser reportadas nos cinco anos seguintes (em 2014, o prazo de reporte estava limitado a 2 anos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo regime ser&aacute; aplic&aacute;vel a perdas verificadas a partir de 1 Janeiro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Elimina&ccedil;&atilde;o de dupla tributa&ccedil;&atilde;o internacional<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; criado o mecanismo de cr&eacute;dito de imposto para eliminar a dupla tributa&ccedil;&atilde;o internacional para os rendimentos sujeitos a taxas especiais, dedut&iacute;vel at&eacute; ao limite das taxas aplic&aacute;veis e, nos casos de englobamento, at&eacute; &agrave; concorr&ecirc;ncia da parte da coleta proporcional a esses rendimentos l&iacute;quidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando n&atilde;o seja poss&iacute;vel deduzir a totalidade do cr&eacute;dito de imposto para elimina&ccedil;&atilde;o da dupla tributa&ccedil;&atilde;o internacional, por insufici&ecirc;ncia de coleta no per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o em causa, o valor remanescente pode ser deduzido nos cinco anos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos rendimentos obtidos no estrangeiro que, por for&ccedil;a de conven&ccedil;&atilde;o para eliminar a dupla tributa&ccedil;&atilde;o celebrada por Portugal, beneficiem do m&eacute;todo da isen&ccedil;&atilde;o com progressividade, s&atilde;o obrigatoriamente englobados para efeitos de determina&ccedil;&atilde;o da taxa aplic&aacute;vel aos restantes rendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Representa&ccedil;&atilde;o fiscal<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estabelece-se a possibilidade de ren&uacute;ncia &agrave; representa&ccedil;&atilde;o por parte do representante fiscal, atrav&eacute;s de comunica&ccedil;&atilde;o escrita enviada para a &uacute;ltima morada conhecida do representado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ren&uacute;ncia produz efeitos quanto &agrave; Autoridade Tribut&aacute;ria, quando lhe for comunicada, devendo esta, no prazo de 90 dias a contar dessa comunica&ccedil;&atilde;o, proceder &agrave;s necess&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es registrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; eliminada a presun&ccedil;&atilde;o de que o representante fiscal &eacute; gestor de neg&oacute;cios do representado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline; font-size: 10pt;\"><strong>Declara&ccedil;&atilde;o Modelo 3 de IRS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Prazos de entrega<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram uniformizados os prazos para a entrega das declara&ccedil;&otilde;es de rendimentos, consoante sejam submetidas em suporte papel ou por transmiss&atilde;o eletr&oacute;nica de dados:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; De 15 de Mar&ccedil;o a 15 de Abril, quando forem reportados apenas rendimentos das categorias A e H;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; De 16 de Abril a 16 de Maio, nos restantes casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes prazos aplicam-se somente ao ano de 2016, aquando da entrega das declara&ccedil;&otilde;es anuais referentes aos rendimentos de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre que o sujeito passivo aufira rendimentos de fonte estrangeira relativamente aos quais tenha direito a cr&eacute;dito de imposto por dupla tributa&ccedil;&atilde;o internacional, cujo montante n&atilde;o esteja determinado no Estado da fonte at&eacute; ao termo do prazo geral para entrega das declara&ccedil;&otilde;es de IRS, &eacute; prorrogado o prazo para 31 de Dezembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dever&aacute; comunicar &agrave; Autoridade Tribut&aacute;ria a verifica&ccedil;&atilde;o dos requisitos que permitem o adiamento do prazo, devendo esta comunica&ccedil;&atilde;o incluir a natureza dos rendimentos e o Estado da fonte e ser efetuada no decurso do per&iacute;odo respetivo de entrega da declara&ccedil;&atilde;o de rendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dispensa de entrega<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est&atilde;o dispensados de entregar a declara&ccedil;&atilde;o de rendimentos, os sujeitos passivos que tenham auferido:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; Rendimentos do trabalho dependente ou pens&otilde;es cujo montante total seja igual ou inferior a &euro;8.500 (em 2014, a dispensa era limitada a rendimentos que n&atilde;o excedessem &euro;4.104) que n&atilde;o tenham sido sujeitos a reten&ccedil;&atilde;o na fonte;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; Rendimentos de atos isolados que n&atilde;o excedam &euro;1.676;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 60px;\">&#8211; Rendimentos tributados &agrave;s taxas liberat&oacute;rias que n&atilde;o tenham optado pelo englobamento.<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4048","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4048"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4048"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4048"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4048"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}