{"id":4063,"date":"2015-06-23T22:00:00","date_gmt":"2015-06-23T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-direito-bancario-lisboa-porto-portugal-garantias-defesa","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-direito-bancario-lisboa-porto-portugal-garantias-defesa\/","title":{"rendered":"Prote\u00e7\u00e3o das Garantias de Defesa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a target=\"_self\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/volver.png\" alt=\"Volver\" width=\"50\" height=\"50\" style=\"float: right; margin-left: 10px;\" \/><\/a>Este m&ecirc;s o  &#8211; Sucursal em Portugal analisa o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Constitucional n.&ordm; 264\/2015 de 8 de Junho de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Constitucional n.&ordm; 264\/2015 decide, com for&ccedil;a obrigat&oacute;ria geral, pela declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade da norma constante do artigo 857.&ordm;, n.&ordm;1 do C&oacute;digo Processo Civil, quando interpretada &ldquo;no sentido de limitar os fundamentos de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; execu&ccedil;&atilde;o baseada em requerimento de injun&ccedil;&atilde;o &agrave; qual foi aposta f&oacute;rmula execut&oacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ac&oacute;rd&atilde;o teve por base os Ac&oacute;rd&atilde;os n.&ordm; 714\/2014 e 828\/2014, assim como as Decis&otilde;es Sum&aacute;rias n.&ordm; 804\/2014 e 59\/2015, os quais consideraram estar a ser violado o princ&iacute;pio da proibi&ccedil;&atilde;o da indefesa, consagrado no artigo 20.&ordm;, n.&ordm;1 da Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestas decis&otilde;es entendeu-se que a equipara&ccedil;&atilde;o entre uma senten&ccedil;a judicial e um requerimento de injun&ccedil;&atilde;o, ao qual foi aposta f&oacute;rmula executiva, restringe desproporcionalmente o direito de defesa do devedor, principalmente no que diz respeito aos fundamentos para dedu&ccedil;&atilde;o de defesa em sede de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; execu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, estipula o artigo 857.&ordm;, n.&ordm; 1 que a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; execu&ccedil;&atilde;o apenas pode ter como fundamentos os plasmados no artigo 729.&ordm;, remetendo para a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; execu&ccedil;&atilde;o cujo t&iacute;tulo executivo &eacute; uma senten&ccedil;a judicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modo como &eacute; dado a conhecer ao devedor a exist&ecirc;ncia destas a&ccedil;&otilde;es tem grande impacto na prote&ccedil;&atilde;o das garantias de defesa e perce&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do por parte daquele. Sen&atilde;o vejamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em caso de senten&ccedil;a, o devedor &eacute; chamado por via de cita&ccedil;&atilde;o &agrave; a&ccedil;&atilde;o, enquanto que em requerimento de injun&ccedil;&atilde;o existe somente uma notifica&ccedil;&atilde;o remetida pelo Balc&atilde;o Nacional de Injun&ccedil;&otilde;es. Notifica&ccedil;&atilde;o esta que n&atilde;o cont&eacute;m qualquer men&ccedil;&atilde;o ou advert&ecirc;ncia para as consequ&ecirc;ncias caso aquele entenda n&atilde;o deduzir oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; injun&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o sendo apresentada oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; injun&ccedil;&atilde;o, o Requerido n&atilde;o ter&aacute; a perce&ccedil;&atilde;o de que j&aacute; n&atilde;o poder&aacute; apresentar a sua defesa na injun&ccedil;&atilde;o. A &uacute;nica indica&ccedil;&atilde;o presente &eacute; de que &ldquo;na falta de pagamento ou de oposi&ccedil;&atilde;o dentro do prazo legal, ser&aacute; aposta f&oacute;rmula execut&oacute;ria ao requerimento, facultando-se ao requerente a possibilidade de intentar a&ccedil;&atilde;o executiva&rdquo;, sem constar qualquer refer&ecirc;ncia &agrave; limita&ccedil;&atilde;o dos meios de defesa opon&iacute;veis ao credor no caso de tal possibilidade ser efetivada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A notifica&ccedil;&atilde;o do requerimento de injun&ccedil;&atilde;o n&atilde;o assegurar&aacute; o exerc&iacute;cio do contradit&oacute;rio, ao contr&aacute;rio do que acontece com a a&ccedil;&atilde;o que pode resultar em senten&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ac&oacute;rd&atilde;o em an&aacute;lise, veio dar um sentido mais amplo ao &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o do artigo 857.&ordm;, n.&ordm;1 do C&oacute;digo Processo Civil ao frisar que n&atilde;o s&oacute; se aplica aos procedimentos de injun&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m por finalidade conferir for&ccedil;a executiva a requerimento destinado a exigir o cumprimento de obriga&ccedil;&otilde;es pecuni&aacute;rias emergentes de contrato n&atilde;o superior a &euro; 15.000,00, mas tamb&eacute;m n&atilde;o poder&aacute; deixar de atingir o requerimento destinado a exigir o cumprimento de obriga&ccedil;&otilde;es emergentes de transa&ccedil;&otilde;es comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tribunal Constitucional entende ainda que quanto mais elevado for o valor da obriga&ccedil;&atilde;o a cobrar maior &eacute; a necessidade de garantir que a celeridade do procedimento n&atilde;o comprometa o princ&iacute;pio do contradit&oacute;rio e as garantias de defesa, sob pena de se assistir a uma viola&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; tutela jurisdicional efetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, declara este ac&oacute;rd&atilde;o a exist&ecirc;ncia de uma desconformidade constitucional quanto &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do artigo 857.&ordm;, n.&ordm;1, nos termos supra expostos, em rela&ccedil;&atilde;o a ambos os procedimentos de injun&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o fazendo qualquer distin&ccedil;&atilde;o quanto ao valor da divida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify; margin-top: -65px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4063","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4063"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4063"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4063"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4063"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}