{"id":4070,"date":"2015-08-06T22:00:00","date_gmt":"2015-08-06T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-assessores-sancoes-cnsf","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-assessores-sancoes-cnsf\/","title":{"rendered":"Enquanto as san\u00e7\u00f5es n\u00e3o endurecem, endurece-se o modo de as poder aplicar \u2013 Um resumo de uma S\u00edntese do CNSF"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<strong>O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) divulgou na segunda metade de Julho 2015 um documento intitulado &ldquo;S&iacute;ntese das principais conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es do Grupo de Trabalho sobre prepara&ccedil;&atilde;o de processos sancionat&oacute;rios&rdquo;.&nbsp;<\/strong><strong>Como o documento &eacute; extenso, teremos de dividir a sua an&aacute;lise em duas newsletters e termos de ser breves nos coment&aacute;rios, mas a mat&eacute;ria &eacute; do maior interesse para todos os advogados especializados em Banc&aacute;rio e em Seguros e merece a melhor aten&ccedil;&atilde;o das entidades supervisionadas, sejam empresas de seguros ou mediadores.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come&ccedil;a a &ldquo;S&iacute;ntese&rdquo; do CNSF por referir que o grupo de trabalho cujas recomenda&ccedil;&otilde;es ali s&atilde;o partilhadas foi criado no seu seio em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucede que tendo percorrido as v&aacute;rias &ldquo;actas&rdquo; ou s&uacute;mulas de todas as reuni&otilde;es do CNSF de 2014, o <strong><\/strong>\tn&atilde;o viu uma refer&ecirc;ncia sequer a este grupo de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por&eacute;m, analisado o Relat&oacute;rio de Atividades 2014 do CNSF (divulgado j&aacute; em 2015, como tem de ser) encontramos finalmente a tal refer&ecirc;ncia a este grupo, cuja constitui&ccedil;&atilde;o &eacute; assim apresentada: &ldquo;<em>Tendo em aten&ccedil;&atilde;o o objetivo de minimizar o risco de prescri&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es sancionat&oacute;rias no seguimento da impugna&ccedil;&atilde;o judicial das mesmas, o CNSF criou um grupo de trabalho composto por representantes das tr&ecirc;s autoridades para analisar as principais quest&otilde;es suscet&iacute;veis de afetar negativamente a tramita&ccedil;&atilde;o dos processos de contraordena&ccedil;&atilde;o, quer na fase administrativa, quer na fase judicial, das tr&ecirc;s autoridades de supervis&atilde;o; bem como apresentar recomenda&ccedil;&otilde;es no sentido de resolver as dificuldades atualmente existentes<\/em>.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O facto de este grupo ter sido criado em 2014 para t&atilde;o preciso objetivo, o de mitigar o risco de prescri&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute; pois fruto do acaso: basta inserir em qualquer motor de busca da Internet as express&otilde;es &ldquo;2014&rdquo;+&rdquo;Banco<br \/>\n\tde Portugal&rdquo;+&rdquo;prescri&ccedil;&atilde;o&rdquo; para sermos bombardeados com uma quantidade enorme de resultados e assim se perceber que esse foi um ano que n&atilde;o correu particularmente bem ao mercado, e a esse supervisor financeiro em<br \/>\n\tparticular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um lado, sendo o CNSF presidido pelo Governador do Banco de Portugal, &eacute; natural que as preocupa&ccedil;&otilde;es mais prementes deste supervisor transpirem para os demais, e por outro lado estes tamb&eacute;m s&atilde;o &ldquo;partes interessadas&rdquo;<br \/>\n\tno tema, atenta a estrutura acionista do tecido financeiro portugu&ecirc;s (os grupos mais importantes est&atilde;o presentes no mercado bolsista, no mercado banc&aacute;rio e no mercado segurador: e se os setores econ&oacute;micos est&atilde;o ligados,<br \/>\n\ttamb&eacute;m o est&atilde;o os seus supervisores; de resto a express&atilde;o &ldquo;risco sist&eacute;mico&rdquo; tamb&eacute;m &eacute; invocada neste pensamento).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas entremos no &ldquo;<em>S&iacute;ntese das principais conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es do Grupo de Trabalho sobre prepara&ccedil;&atilde;o de processos sancionat&oacute;rios<\/em>&rdquo; para melhor percebermos como pretende o CNSF melhorar<br \/>\n\tos resultados das a&ccedil;&otilde;es sancionat&oacute;rias dos seus tr&ecirc;s membros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o oito as &ldquo;Recomenda&ccedil;&otilde;es cuja implementa&ccedil;&atilde;o depende essencialmente dos &oacute;rg&atilde;os de decis&atilde;o das ESF e\/ou do CNSF&rdquo; feitas pelo grupo de trabalho do CNSF para o efeito, que passamos a elencar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 1: Organiza&ccedil;&atilde;o interna dos poderes de supervis&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o, instru&ccedil;&atilde;o e sancionamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os poderes de supervis&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o, instru&ccedil;&atilde;o e sancionamento das entidades de supervis&atilde;o financeira devem ter por base uma cultura e organiza&ccedil;&atilde;o institucional baseada em tr&ecirc;s pilares:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">1) R&aacute;pida comunica&ccedil;&atilde;o dos ind&iacute;cios de infra&ccedil;&atilde;o pelo departamento de supervis&atilde;o ao departamento instrutor de processos de contraordena&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">2) Partilha c&eacute;lere e integral, entre as unidades org&acirc;nicas envolvidas, da informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; instru&ccedil;&atilde;o dos processos de contraordena&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">3) Interioriza&ccedil;&atilde;o pelas equipas de supervis&atilde;o da necessidade de estabelecer procedimentos e rotinas formais de atua&ccedil;&atilde;o, que em caso de suspeita de ind&iacute;cios de um facto il&iacute;cito permitam, sem qualquer dificuldade<br \/>\n\tadicional, balizar no tempo os trabalhos de supervis&atilde;o efetuados e, subsequentemente, aproveitar a informa&ccedil;&atilde;o obtida como elemento de prova juridicamente v&aacute;lida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: Esta recomenda&ccedil;&atilde;o parece um &ldquo;recado para dentro&rdquo; pois a mat&eacute;ria de organiza&ccedil;&atilde;o interna, de cria&ccedil;&atilde;o de vazos comunicantes<br \/>\n\te de coordena&ccedil;&atilde;o e planifica&ccedil;&atilde;o de trabalhos diz respeito &agrave; pol&iacute;tica interna das pr&oacute;prias autoridades de supervis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 2: Trabalho interdisciplinar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve continuar a ser promovido, sempre que necess&aacute;rio e poss&iacute;vel, o trabalho interdisciplinar, atrav&eacute;s de equipas com val&ecirc;ncias nas &aacute;reas jur&iacute;dica, econ&oacute;mica, inform&aacute;tica, ou outras que se revelem<br \/>\n\tnecess&aacute;rias e que reflitam uma boa combina&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia, de conhecimentos t&eacute;cnicos e de capacidade de julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment&aacute;rio: Traz pouco de novo e vista isoladamente custa a perceber poruqe seria necess&aacute;rio constituir um grupo de trabalho para l&aacute; chegar. Percebe-se melhor se for lida em conjunto com a &ldquo;Recomenda&ccedil;&atilde;o 9:<br \/>\n\tCapital humano das entidades de supervis&atilde;o financeira&rdquo;, do cap&iacute;tulo seguinte da S&iacute;ntese, j&aacute; dedicado &agrave;s &rdquo;Recomenda&ccedil;&otilde;es cuja implementa&ccedil;&atilde;o depende da interven&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdo poder legislativo e\/ou executivo&rdquo;, onde ali se recomenda que sejam &ldquo;continuadamente garantidas as condi&ccedil;&otilde;es que permitam o recrutamento, a forma&ccedil;&atilde;o e a estabiliza&ccedil;&atilde;o do capital humano necess&aacute;rio<br \/>\n\t&agrave; qualidade do desempenho que se espera, tamb&eacute;m em mat&eacute;ria de a&ccedil;&atilde;o sancionat&oacute;ria, das entidades de supervis&atilde;o financeira.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo menos quanto ao recrutamento, nos &uacute;ltimos anos tanto o BdP, como a CMVM, como o ex-ISP e agora ASF v&ecirc;m abrindo repetidamente concursos de admiss&atilde;o de pessoal e recrutando por essa via v&aacute;rios t&eacute;cnicos superiores para<br \/>\n\tas suas fileiras. Parece assim que t&ecirc;m de ser contratados mais, e que algo deve ser feito para os manter em fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suspeitamos que seja dif&iacute;cil quer segurar os quadros de topo quer manter os quadros de base, os quais podem ser tentados a perseguir carreiras no setor privado: os primeiros qui&ccedil;&aacute; por motivos remunerat&oacute;rios por haver poucos<br \/>\n\tlugares de chefia dispon&iacute;veis e a idade de reforma ir avan&ccedil;ando, e os segundos porque muitos encaram a sua passagem por um &oacute;rg&atilde;o de supervis&atilde;o como mera antec&acirc;mara para o emprego que desejam ter no futuro, usando<br \/>\n\tessa experi&ecirc;ncia e os contatos ali feitos como &ldquo;cart&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; para esse salto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manter estes quadros vai seguramente implicar gastar mais. Aplicar mais e maiores coimas pode assim ajudar a compor o or&ccedil;amento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 3: Op&ccedil;&otilde;es de estrat&eacute;gia processual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As op&ccedil;&otilde;es de estrat&eacute;gia processual devem, na medida em que n&atilde;o afetem a consist&ecirc;ncia do processo, contribuir para diminuir a sua complexidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: Creio que tanto quem acusa como quem defende n&atilde;o apreciar&aacute; processo particularmente complexos. Por&eacute;m essa complexidade vem a mais das vezes das pr&oacute;prias<br \/>\n\tmat&eacute;rias envolvidas na acusa&ccedil;&atilde;o, pelo que n&atilde;o se advinha f&aacute;cil satisfazer esta &ndash; algo vaga &#8211; recomenda&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 4: Redu&ccedil;&atilde;o do prazo de dete&ccedil;&atilde;o de condutas il&iacute;citas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devem continuar a ser refor&ccedil;ados os procedimentos, regras e meios eficazes e eficientes de reduzir o prazo de dete&ccedil;&atilde;o de condutas il&iacute;citas (&hellip;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: Esta recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante extensa quando lida na sua totalidade e tem uma descri&ccedil;&atilde;o dos modos de combina&ccedil;&atilde;o ponderada de elementos<br \/>\n\te condutas que podem ajudar os supervisores financeiros a aperceberem-se de que algo errado se est&aacute; a passar, pelo que remetemos o detalhe para a sua leitura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer consulta num motor de busca da Internet levar&aacute; facilmente centenas de textos, reportagens e v&iacute;deos (por exemplo em comiss&otilde;es parlamentares) onde se apontam v&aacute;rias e profundas cr&iacute;ticas a falhas de supervis&atilde;o,<br \/>\n\tque s&oacute; vieram a detetar riscos e ilicitudes num momento demasiado tardio para conseguir minimizar as graves consequ&ecirc;ncias que dali advieram. Esta foi talvez a maior heran&ccedil;a da recente crise financeira, que p&ocirc;s a nu a fragilidade<br \/>\n\tdos modelos de supervis&atilde;o e que tantas &ndash; e por vezes t&atilde;o injustas &#8211; cr&iacute;ticas trouxe &agrave;s respetivas autoridades reguladoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se nos parece seguro que algo mais poderia ter sido feito, tamb&eacute;m temos de reconhecer que quando algu&eacute;m quer mesmo esconder algo e est&aacute; disposto a gastar bastante nesse empreendimento, e usa para tal v&aacute;rios expedientes, modelos<br \/>\n\tcontratuais, estruturas e jurisdi&ccedil;&otilde;es, o que assim se esconde, ser&aacute; sempre dif&iacute;cil de detetar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento e detalhe desta recomenda&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tamb&eacute;m de louvar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 5: Redu&ccedil;&atilde;o do prazo entre as datas do conhecimento dos factos e da comunica&ccedil;&atilde;o ao departamento instrutor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devem continuar a ser refor&ccedil;ados procedimentos, regras e meios eficazes e eficientes de redu&ccedil;&atilde;o do prazo entre a data do conhecimento dos factos (ou da sua cessa&ccedil;&atilde;o) e a data da comunica&ccedil;&atilde;o ao departamento<br \/>\n\tinstrutor (&hellip;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: Mais uma recomenda&ccedil;&atilde;o virada &ldquo;para dentro&rdquo;, visando uma melhor &ldquo;arruma&ccedil;&atilde;o da casa&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 6: Minimiza&ccedil;&atilde;o do tempo despendido na fase administrativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve continuar a procurar-se uma redu&ccedil;&atilde;o do tempo despendido na fase administrativa dos processos de contraordena&ccedil;&atilde;o, nomeadamente atrav&eacute;s:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">1) Da utiliza&ccedil;&atilde;o do processo sumar&iacute;ssimo, sempre que poss&iacute;vel, e da amplia&ccedil;&atilde;o legal do seu &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o, o que j&aacute; foi consagrado na nova reda&ccedil;&atilde;o do RGICSF;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">2) De sistemas de controlo interno que permitam uma gest&atilde;o dos processos que se traduza na minimiza&ccedil;&atilde;o do tempo despendido na fase administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: D&aacute;-se aqui uma no cravo e outra na ferradura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um lado, reduzem-se as armas de defesa dos supervisionados, submetendo-os a uma forma processual que oferece menores garantias, tempo e meios de defesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, pede-se aos agentes de supervis&atilde;o encarregues da parte administrativa que n&atilde;o &ldquo;roubem&rdquo; demasiado tempo aos agentes de supervis&atilde;o encarregues da parte de a&ccedil;&atilde;o sancionat&oacute;ria. &Eacute;<br \/>\n\tnormal que quem acusa queira faz&ecirc;-lo aproveitando um trabalho feito por quem melhor domina as mat&eacute;rias em causa: querer sol na eira e chuva no nabal gera mais tens&otilde;es que resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 7: Mecanismos existentes relacionados com o princ&iacute;pio da oportunidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As entidades de supervis&atilde;o financeira devem potenciar a utiliza&ccedil;&atilde;o dos mecanismos j&aacute; existentes relacionados com o princ&iacute;pio de oportunidade (a &#8220;Admoesta&ccedil;&atilde;o&#8221;, a &#8220;Advert&ecirc;ncia&#8221;, a &#8220;Suspens&atilde;o<br \/>\n\tdo processo&#8221;, a &#8220;Suspens&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o da san&ccedil;&atilde;o&#8221;, o &#8220;Processo sumar&iacute;ssimo&#8221;, e a &#8220;Dispensa da publica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&atilde;o&#8221;, sempre que se revelem adequados e oportunos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: A &ldquo;Oeste&rdquo; nada de novo pois recomendam-se aqui determinados mecanismos legais&hellip;que j&aacute; est&atilde;o previstos na lei e j&aacute; s&atilde;o aplicados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; vimos praticamente todos estes mecanismos serem aplicados na pr&aacute;tica pelo que a recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; mais uma chamada de aten&ccedil;&atilde;o do que uma conclus&atilde;o ou recomenda&ccedil;&atilde;o. Ter&aacute; por isso<br \/>\n\tpouco impacto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recomenda&ccedil;&atilde;o 8: Avalia&ccedil;&atilde;o ex-post das equipas de supervis&atilde;o, de instru&ccedil;&atilde;o e de contencioso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devem continuar a ser promovidas as avalia&ccedil;&otilde;es ex-post do desempenho das equipas de supervis&atilde;o, de instru&ccedil;&atilde;o e de contencioso, envolvidas em processos de contraordena&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Breve coment&aacute;rio<\/span>: Falamos aqui numa avalia&ccedil;&atilde;o posterior do trabalho das v&aacute;rias equipas de t&eacute;cnicos das entidades de supervis&atilde;o, o que pode ter dois objetivos: por<br \/>\n\tum lado, fazer com que esses profissionais passem a agir com consci&ecirc;ncia de que a suas a&ccedil;&otilde;es e\/ou omiss&otilde;es ser&atilde;o verificadas e avaliadas, ou seja, escrutinadas (com o que ficaram porventura mais atentos e ser&atilde;o,<br \/>\n\tqui&ccedil;&aacute;, mais diligentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro, procurar-se-&aacute; numa vis&atilde;o &ldquo;macro&rdquo; refinar o modus operandi das entidades de supervis&atilde;o com base nas li&ccedil;&otilde;es aprendidas em cada caso. Far-se-&aacute; aqui o que nos parece normal e salutar em qualquer<br \/>\n\tinstitui&ccedil;&atilde;o: corrigir o que correu menos bem, e potenciar, para repetir, aquilo que foi bem feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em conclus&atilde;o<\/strong>, os objetivos assignados ao grupo de trabalho em causa foram, cremos, realisticamente atingidos sem grandes &ldquo;revela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, tendo analisado as principais quest&otilde;es suscet&iacute;veis de<br \/>\n\tafetar negativamente a tramita&ccedil;&atilde;o dos processos de contraordena&ccedil;&atilde;o, boa parte delas relacionados com aspetos internos do funcionamento e (co)opera&ccedil;&atilde;o das entidades de supervis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As recomenda&ccedil;&otilde;es foram assim as poss&iacute;veis pois n&atilde;o se lhes pode pedir que fa&ccedil;am milagres e que um grupo de trabalho tudo solucione com um simples relat&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo dir&aacute; se e em que medida estas recomenda&ccedil;&otilde;es se materializar&atilde;o em passos concretos e, mais importante, se vir&atilde;o no sentido de ajudar a resolver as dificuldades atualmente existentes, as quais n&atilde;o s&atilde;o<br \/>\n\tali&aacute;s um exclusivo das autoridades de supervis&atilde;o com a&ccedil;&atilde;o sancionat&oacute;rias pois com elas tamb&eacute;m sofrem &ndash; e muito- quer as entidades supervisionadas, quer os consumidores, clientes destas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixamos propositadamente para outra Newsletter a an&aacute;lise e coment&aacute;rio do Departamento de Direito Comercial e Societ&aacute;rio da Belzuz Abogados, S.L.P. &#8211; Sucursal em Portugal ao segundo cap&iacute;tulo da S&iacute;ntese com as &rdquo;Recomenda&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tcuja implementa&ccedil;&atilde;o depende da interven&ccedil;&atilde;o do poder legislativo e\/ou executivo&rdquo;, pois o que a&iacute; &eacute; avan&ccedil;ado merece um tratamento aut&oacute;nomo, como se ver&aacute;.<\/p>\n<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4070","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4070","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4070"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4070"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4070"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4070"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}