{"id":4146,"date":"2016-11-07T23:00:00","date_gmt":"2016-11-07T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-acidente-de-trabalho","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-acidente-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Os efeitos da viola\u00e7\u00e3o das regras de seguran\u00e7a pela entidade empregadora em sede de acidente de trabalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tO <strong><\/strong>\tS.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal, analisa, este m&ecirc;s, as previs&otilde;es legais associadas &agrave; responsabiliza&ccedil;&atilde;o, civil e penal, das entidades empregadoras (e seus representantes legais) nos casos de viola&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde regras de seguran&ccedil;a associadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de acidentes de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime jur&iacute;dico de <strong>repara&ccedil;&atilde;o de acidentes de trabalho<\/strong> e doen&ccedil;as profissionais (aprovada pela Lei n.&ordm; 98\/2009, de 04 de Setembro) obriga a que todas as entidades empregadoras transfiram, para entidades<br \/>\n\tlegalmente autorizadas a realizar este seguro, a sua responsabilidade por sinistros de natureza laboral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta obriga&ccedil;&atilde;o garante que os sinistros de natureza laboral se encontram acautelados, por um lado, quanto aos trabalhadores, que v&ecirc;m a sua garantia de repara&ccedil;&atilde;o elevada e, por outro, para as entidades empregadoras, que<br \/>\n\timputam na entidade seguradora a responsabilidade pelo tratamento e repara&ccedil;&atilde;o do sinistrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Note-se que esta obriga&ccedil;&atilde;o &eacute; extens&iacute;vel a todos os momentos da execu&ccedil;&atilde;o da atividade laboral, designadamente quando a entidade empregadora contrata trabalhadores exclusivamente para prestar trabalho noutras empresas,<br \/>\n\tassim como, por exemplo, nos acidentes de trabalho ocorridos no trajeto entre a resid&ecirc;ncia do sinistrado e o local de trabalho deste &ndash; artigos 8.&ordm; e 79.&ordm; da Lei n.&ordm; 98\/2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, associada a esta garantia, a entidade empregadora tem in&uacute;meras obriga&ccedil;&otilde;es que, para correta aplica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o supra mencionada, deve cumprir. Entre elas est&atilde;o, por exemplo, a comunica&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\t&agrave; entidade seguradora das retribui&ccedil;&otilde;es auferidas pelos trabalhadores e, bem assim, a aplica&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o de regras de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de no trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A necessidade de cumprimento das regras de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de no trabalho, bem como a sua fiscaliza&ccedil;&atilde;o, assume assaz relevo em sede de eventual acidente de trabalho, porquanto pode ser fundamento para a desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tda entidade seguradora, no que diz respeito &agrave; repara&ccedil;&atilde;o do sinistro laboral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, considera-se, de acordo com o disposto no artigo 18.&ordm; da Lei n&ordm; 98\/2009, que quando o acidente tiver sido provocado pelo empregador, ou resultar da falta de observa&ccedil;&atilde;o, por aquele, das regras sobre seguran&ccedil;a<br \/>\n\te sa&uacute;de no trabalho, a responsabilidade individual ou solid&aacute;ria pela indemniza&ccedil;&atilde;o abrange a totalidade dos preju&iacute;zos, patrimoniais e n&atilde;o patrimoniais, sofridos pelo trabalhador e seus familiares, nos termos gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sublinha-se, por&eacute;m, que, em termos processuais, para se poder considerar que um dado acidente de trabalho foi provocado pelo empregador, imp&otilde;e-se a demonstra&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o das regras de seguran&ccedil;a, da culpa<br \/>\n\te do nexo de causalidade entre o acidente e a viola&ccedil;&atilde;o das ditas regras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso se venha a comprovar que o acidente de trabalho resultou da falta de observa&ccedil;&atilde;o das regras de seguran&ccedil;a, a entidade empregadora &eacute; responsabilizada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\">a) Por um lado, e de forma solid&aacute;ria, pelo pagamento dos danos decorrentes do sinistro, que podem ser solicitados, indiferentemente, &agrave;quela ou &agrave; entidade seguradora. Na verdade, a seguradora do respons&aacute;vel pode satisfazer o<br \/>\n\tpagamento das presta&ccedil;&otilde;es que seriam devidas caso n&atilde;o houvesse atua&ccedil;&atilde;o culposa, sem preju&iacute;zo do direito de regresso &ndash; art. 79.&ordm; n.&ordm; 3 da Lei n.&ordm; 98\/2009;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\">b) Por outro, tem ainda a entidade empregadora que assegurar a pens&atilde;o anual ou indemniza&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, destinada a reparar a redu&ccedil;&atilde;o na capacidade de trabalho ou de ganho ou a morte, fixada segundo as regras seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">a. Nos casos de incapacidade permanente absoluta para todo e qualquer trabalho, ou incapacidade tempor&aacute;ria absoluta, e de morte, igual &agrave; retribui&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">b. Nos casos de incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual, compreendida entre 70 % e 100 % da retribui&ccedil;&atilde;o, conforme a maior ou menor capacidade funcional residual para o exerc&iacute;cio de outra profiss&atilde;o compat&iacute;vel;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">c. Nos casos de incapacidade parcial, permanente ou tempor&aacute;ria, tendo por base a redu&ccedil;&atilde;o da capacidade resultante do acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, as consequ&ecirc;ncias do incumprimento de regras de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de no trabalho n&atilde;o se cingem, unicamente, &agrave; responsabiliza&ccedil;&atilde;o patrimonial pela repara&ccedil;&atilde;o do acidente de trabalho. &Eacute;<br \/>\n\tque, por for&ccedil;a do previsto no n.&ordm; 1 do artigo 152.&ordm;-B do C&oacute;digo Penal, &ldquo;Quem, n&atilde;o observando disposi&ccedil;&otilde;es legais ou regulamentares, sujeitar trabalhador a perigo para a vida ou a perigo de grave ofensa<br \/>\n\tpara o corpo ou a sa&uacute;de, &eacute; punido com pena de pris&atilde;o de um a cinco anos, se pena mais grave lhe n&atilde;o couber por for&ccedil;a de outra disposi&ccedil;&atilde;o legal.&rdquo; A moldura penal do crime &eacute;, ainda, agravada<br \/>\n\tquando do sinistro resulte ofensa &agrave; integridade f&iacute;sica grave ou, ent&atilde;o, a morte do trabalhador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A responsabilidade pelo crime de viola&ccedil;&atilde;o de regras de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de no trabalho &eacute;, &agrave; partida, da entidade empregadora, mas pode, ainda, ser atribu&iacute;da ao gerente ou administrador da empresa, desde que<br \/>\n\tse comprove que este teve conhecimento que o trabalhador n&atilde;o dispunha das condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a legalmente exigidas e, bem assim, que tenha exercido o seu poder de dire&ccedil;&atilde;o sobre o trabalhador sinistrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por todo o exposto, entende-se que a fiscaliza&ccedil;&atilde;o do cumprimento das regras de seguran&ccedil;a &eacute; essencial na mat&eacute;ria de conten&ccedil;&atilde;o de riscos laborais, seja no campo da preven&ccedil;&atilde;o de sinistros, como,<br \/>\n\tprincipalmente, na limita&ccedil;&atilde;o das implica&ccedil;&otilde;es processuais que a mesma poder&aacute; provocar.<\/p>\n<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4146","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4146"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4146"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4146"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4146"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}