{"id":4169,"date":"2017-03-07T23:00:00","date_gmt":"2017-03-07T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-fiscal-lisboa-noticias-marco-2017","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-fiscal-lisboa-noticias-marco-2017\/","title":{"rendered":"Alertas e Noticias fiscais &#8211; Mar\u00e7o 2017"},"content":{"rendered":"<p><a target=\"_self\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/volver.png\" alt=\"Volver\" width=\"50\" height=\"50\" style=\"float: right;\" \/><\/a><em class=\"fa fa-file-pdf-o\"><\/em>&nbsp; <em class=\"fa fa-download\"><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste per&iacute;odo destacamos o Common Reporting Standard &ndash; Multilateral Competent Authority Agreement on Automatic Exchange of Financial Account Information (&ldquo;CRS MCAA&rdquo;), que estabelece um regime de troca autom&aacute;tica de informa&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio da fiscalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>NOVIDADES LEGISLATIVAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Troca autom&aacute;tica de informa&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito do CRS MCAA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi noticiado que a lista de acordos bilaterais de troca autom&aacute;tica de informa&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio da fiscalidade, a maioria das quais no contexto do Common Reporting Standard &ndash; Multilateral Competent Authority Agreement on Automatic Exchange of Financial Account Information (&ldquo;CRS MCAA&rdquo;), conta j&aacute; com 1.300 compromissos entre administra&ccedil;&otilde;es fiscais de todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Com este regime visa-se o estabelecimento de um mecanismo geral de acesso e troca autom&aacute;tica de informa&ccedil;&otilde;es financeiras no dom&iacute;nio da fiscalidade e a garantia de uma coopera&ccedil;&atilde;o administrativa m&uacute;tua mais ampla, quer com outros Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia, quer com outras jurisdi&ccedil;&otilde;es participantes com os quais Portugal deva efetuar troca autom&aacute;tica de informa&ccedil;&atilde;o de contas financeiras no &acirc;mbito do Acordo Multilateral das Autoridades Competentes para a Troca<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Autom&aacute;tica de Informa&ccedil;&otilde;es de Contas Financeiras, celebrado ao abrigo da Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Assist&ecirc;ncia M&uacute;tua em Mat&eacute;ria Fiscal conforme alterada pelo Protocolo de Altera&ccedil;&atilde;o &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Assist&ecirc;ncia M&uacute;tua em Mat&eacute;ria Fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Formato do NIF nos Estados-Membros da U.E.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi conhecida a Informa&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 2016\/C 481\/08, de 23 de dezembro de 2016, que d&aacute; conta do formato e estrutura dos N&uacute;meros de Identifica&ccedil;&atilde;o Fiscal (&ldquo;NIF&rdquo;) nos Estados-Membros da U.E.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Decreto-Lei n.&ordm; 86-B\/2016, de 29 de dezembro: Atualiza o valor da retribui&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima mensal garantida para 2017<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Em dezembro de 2016 foi celebrado acordo tripartido entre o Governo e os Parceiros Sociais com assento na CPCS, que fixou a RMMG em &euro; 557 a partir de 1 de janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Sobretaxa de IRS em 2017<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicado o Despacho n.&ordm; 15646\/2016, de 29 de dezembro, o qual determina que, a partir de 1 de janeiro de 2017, n&atilde;o se proceder&aacute; &agrave; reten&ccedil;&atilde;o na fonte da sobretaxa de IRS aos 1.&ordm; e 2.&ordm; escal&otilde;es previstos no n.&ordm; 1 do Despacho n.&ordm; 352-A\/2016, de 8 de janeiro, designadamente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">(i) &agrave;s remunera&ccedil;&otilde;es mensais brutas de valor at&eacute; 1.705,00 euros, no caso dos sujeitos passivos n&atilde;o casados e sujeitos passivos casados, dois titulares; e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">(ii) &agrave;s remunera&ccedil;&otilde;es mensais brutas de valor at&eacute; 2.925,00 euros, no caso dos sujeitos passivos casados, &uacute;nico titular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Declara&ccedil;&atilde;o Modelo 3 de IRS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Portaria n.&ordm; 342-C\/2016, de 29 de dezembro, que aprova os novos modelos de impressos da declara&ccedil;&atilde;o Modelo 3 de IRS e respetivas instru&ccedil;&otilde;es de preenchimento a vigorar no ano de 2017. Este diploma entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Atualiza&ccedil;&atilde;o do ISP<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Portaria n.&ordm; 345-C\/2016, 30 de dezembro, que atualiza o valor da taxa unit&aacute;ria do Imposto sobre os Produtos Petrol&iacute;feros e Energ&eacute;ticos (&ldquo;ISP&rdquo;), aplic&aacute;vel no continente &agrave; gasolina sem chumbo e ao gas&oacute;leo rodovi&aacute;rio. Este diploma entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Valor m&eacute;dio de constru&ccedil;&atilde;o para efeitos de IMI<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Portaria n.&ordm; 345-B\/2016, de 30 de dezembro, que fixa o valor m&eacute;dio de constru&ccedil;&atilde;o por metro quadrado, para efeitos do artigo 39.&ordm; do C&oacute;digo do IMI. Este diploma aplica-se a todos os pr&eacute;dios urbanos, cujas declara&ccedil;&otilde;es Modelo 1 sejam entregues a partir de 1 de janeiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Conven&ccedil;&atilde;o sobre Seguran&ccedil;a Social entre Portugal e &Iacute;ndia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicado o Decreto n.&ordm; 5\/2017, de 31 de janeiro, do Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, que aprova a Conven&ccedil;&atilde;o sobre Seguran&ccedil;a Social entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e a Rep&uacute;blica da &Iacute;ndia, assinada em Nova Deli, a 4 de mar&ccedil;o de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Acordo de Associa&ccedil;&atilde;o entre a UE e a Am&eacute;rica Central<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 23-A\/2017, de 15 de fevereiro, que aprova o Acordo que cria uma Associa&ccedil;&atilde;o entre a UE e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Am&eacute;rica Central, por outro, assinado em Tegucigalpa, a 29 de junho de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; ATI entre Portugal e Ilhas Virgens Brit&acirc;nicas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 25\/2017, de 16 de fevereiro, que aprova o Acordo sobre Troca de Informa&ccedil;&otilde;es em Mat&eacute;ria Fiscal (&ldquo;ATI&rdquo;) entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e o Governo das Ilhas Virgens Brit&acirc;nicas, assinado em Londres, a 5 de outubro de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; ATI entre Portugal e Estados de Guernsey<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 27\/2017, de 17 de fevereiro, que aprova o Acordo sobre Troca de Informa&ccedil;&otilde;es em Mat&eacute;ria Fiscal (&ldquo;ATI&rdquo;) entre a Rep&uacute;blica Portuguesa e os Estados de Guernsey, assinado em Londres, a 9 de julho de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Acordo de Parceria e Coopera&ccedil;&atilde;o Refor&ccedil;adas entre UE e Cazaquist&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi publicada a Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 28\/2017, de 17 de fevereiro, que aprova o Acordo de Parceria e Coopera&ccedil;&atilde;o Refor&ccedil;adas entre a UE e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Rep&uacute;blica do Cazaquist&atilde;o, por outro, assinado em Astana, a 21 de dezembro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Isen&ccedil;&atilde;o de Imposto de Selo, no &acirc;mbito de processos de insolv&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornada p&uacute;blica a Decis&atilde;o Arbitral de 20 de setembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; 558\/2015-T, que conclui no sentido de que a cess&atilde;o de bens aos credores por parte de uma sociedade que se encontra em processo de insolv&ecirc;ncia n&atilde;o se compara com a transmiss&atilde;o da propriedade desses bens em favor de credores, beneficiando, ao contr&aacute;rio desta &uacute;ltima, da isen&ccedil;&atilde;o de Imposto do Selo prevista nas al&iacute;neas d) e e) do artigo 269.&ordm; do C&oacute;digo de Insolv&ecirc;ncia e Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas (&ldquo;CIRE&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Agravamento das tributa&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas por preju&iacute;zo fiscal apurado no &acirc;mbito do RETGS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornada p&uacute;blica a Decis&atilde;o Arbitral de 21 de setembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; 176\/2016-T, que conclui no sentido de que os preju&iacute;zos fiscais relevantes para determinar o agravamento das taxas de tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma previsto no n.&ordm; 14 do artigo 88.&ordm; do C&oacute;digo do IRC, desde que aqueles sejam apurados no &acirc;mbito do Regime Especial de Tributa&ccedil;&atilde;o dos Grupos de Sociedades (&ldquo;RETGS&rdquo;), n&atilde;o s&atilde;o os de cada entidade que integra o grupo, mas sim os do grupo tomado como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Impugna&ccedil;&atilde;o de corre&ccedil;&otilde;es efetuadas pela AT a registos contabil&iacute;sticos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornado p&uacute;blico o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Central Administrativo do Norte de 29 de setembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; 00560\/12.3BECBR, que conclui no sentido de que as altera&ccedil;&otilde;es efetuadas pela AT &agrave; contabiliza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es em determinadas contas de gastos e de rendimentos s&atilde;o suscet&iacute;veis de impugna&ccedil;&atilde;o judicial, ainda que de tais altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o resulte qualquer modifica&ccedil;&atilde;o nos valores da mat&eacute;ria colet&aacute;vel de IRC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Ajustamentos ao justo valor de instrumentos financeiros, para efeitos de IRC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornada p&uacute;blica a Decis&atilde;o Arbitral de 14 de outubro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; 89\/2016-T, que conclui no sentido de julgar procedente o pedido de pron&uacute;ncia arbitral, considerando que, no caso, os ajustamentos decorrentes da contabiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos financeiros ao justo valor foram efetuados com base em crit&eacute;rios objetivos (pre&ccedil;os formados em mercado regulamentado). Deste modo, segundo o Tribunal, a situa&ccedil;&atilde;o descrita enquadra-se no escopo da al&iacute;nea a) do n.&ordm; 9 do artigo 18.&ordm; do C&oacute;digo do IRC (na reda&ccedil;&atilde;o vigente em 2011), n&atilde;o existindo, por isso, justifica&ccedil;&atilde;o para desconsiderar as referidas perdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Contratos de abertura de cr&eacute;dito em conta-corrente, em sede de IS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornado p&uacute;blico o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Central Administrativo do Sul de 24 de novembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; 06887\/13, que conclui no sentido de negar provimento ao recurso, considerando que o n.&ordm; 3 do artigo 3.&ordm; da Lei n.&ordm; 150\/99, de 11 de setembro, consagra um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, o qual terminou em 31 de dezembro de 2002, quanto aos contratos de abertura de cr&eacute;dito em conta-corrente celebrados antes da entrada em vigor do novo C&oacute;digo do Imposto do Selo (&ldquo;IS&rdquo;). O princ&iacute;pio tutelar deste regime transit&oacute;rio &eacute; o de que a lei nova somente se aplica aos contratos novos; j&aacute; os contratos celebrados em data anterior &agrave; entrada em vigor do novo regime ficam sujeitos &agrave; regra geral de n&atilde;o tributa&ccedil;&atilde;o durante o mesmo per&iacute;odo transit&oacute;rio. Este regime subtrai &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o em sede de IS todas as aberturas de cr&eacute;dito em conta-corrente, tendo ou n&atilde;o prazo determinado, anteriores &agrave; entrada em vigor do novo C&oacute;digo do IS, mas ficcionando a cessa&ccedil;&atilde;o da conta-corrente em 31 de dezembro de 2002, data a partir da qual se passa a aplicar o novo regime constante do n.&ordm; 1 do artigo 1.&ordm; e do n.&ordm; 1 do artigo 4.&ordm; daquele C&oacute;digo, conjugados com a verba 17.1.4 da TGIS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Amortiza&ccedil;&atilde;o do &ldquo;goodwill&rdquo; financeiro, para efeitos fiscais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornado p&uacute;blico o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 de dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-21\/15P, em que se suscita a quest&atilde;o de se deve ou n&atilde;o ser anulado o n.&ordm; 1 do artigo 1.&ordm; e o artigo 4.&ordm; da Decis&atilde;o n.&ordm; 2011\/5\/CE, da Comiss&atilde;o, de 28 de outubro de 2009, relativa &agrave; amortiza&ccedil;&atilde;o para efeitos fiscais da diferen&ccedil;a relativamente ao valor do patrim&oacute;nio (financial goodwill), em caso de aquisi&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&otilde;es em empresas estrangeiras, bem como o n.&ordm; 1 do artigo 1.&ordm; e o artigo 4.&ordm; da Decis&atilde;o n.&ordm; 2011\/282\/UE, da Comiss&atilde;o, de 12 de janeiro de 2011, relativa &agrave; amortiza&ccedil;&atilde;o para efeitos fiscais do goodwill financeiro, em caso de aquisi&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&otilde;es em empresas estrangeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Dedu&ccedil;&atilde;o de juros pagos em caso de subcapitaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornado p&uacute;blico o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-593\/14, que conclui que o artigo 49.&ordm; do Tratado de Funcionamento da Uni&atilde;o Europeia (&ldquo;TFUE&rdquo;), lido em conjuga&ccedil;&atilde;o com o artigo 54.&ordm; do mesmo Tratado, deve ser interpretado no sentido de que se op&otilde;e a uma legisla&ccedil;&atilde;o de um Estado Membro que concede a uma sociedade residente uma isen&ccedil;&atilde;o fiscal pelos juros pagos por uma filial residente, na medida em que esta n&atilde;o possa deduzir o encargo correspondente devido &agrave;s regras que limitam a dedu&ccedil;&atilde;o dos juros pagos em caso de subcapitaliza&ccedil;&atilde;o, mas exclui a isen&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; subcapitaliza&ccedil;&atilde;o quando a filial for residente noutro Estado Membro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Transporte de mercadorias, no &acirc;mbito do regime de tr&acirc;nsito comunit&aacute;rio externo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornado p&uacute;blico o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 de dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-547\/15, que conclui que o conceito de &ldquo;transportador&rdquo;, que tem a obriga&ccedil;&atilde;o de apresentar as mercadorias intactas na est&acirc;ncia aduaneira de destino (conforme referido no n.&ordm; 2 do artigo 96.&ordm; do Regulamento (CEE) n.&ordm; 2913\/92, do Conselho, de 12 de outubro de 1992, que estabelece o C&oacute;digo Aduaneiro Comunit&aacute;rio, alterado pelo Regulamento (CE) n.&ordm; 648\/2005, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de abril de 2005), deve ser interpretado no sentido de que designa qualquer pessoa (incluindo o subcontratante do transporte) que realiza o transporte efetivo das mercadorias colocadas sob o regime de tr&acirc;nsito comunit&aacute;rio externo e que aceitou o transporte, sabendo que as mesmas estavam sujeitas a esse regime. Ademais, o n.&ordm; 2 do artigo 96.&ordm; do Regulamento n.&ordm; 2913\/92, do Conselho, alterado pelo Regulamento n.&ordm; 648\/2005, deve ser interpretado no sentido de que um subcontratante do transporte, que, por um lado, entregou as mercadorias acompanhadas do documento de tr&acirc;nsito ao transportador principal no parque de estacionamento da est&acirc;ncia aduaneira de destino e, por outro, recebeu de novo essas mercadorias para realizar um trajeto subsequente, n&atilde;o tinha a obriga&ccedil;&atilde;o de se certificar de que as mesmas tinham sido apresentadas na est&acirc;ncia aduaneira de destino e s&oacute; pode ser considerado respons&aacute;vel por essa n&atilde;o apresenta&ccedil;&atilde;o, se soubesse, no momento em que recebeu de novo as mercadorias, que o regime de tr&acirc;nsito n&atilde;o terminara de forma regular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Permuta de partes sociais e afeta&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio a atividade empresarial, para efeitos de IRS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornado p&uacute;blico o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 de dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-503\/14, que conclui que, ao adotar e manter em vigor a al&iacute;nea a) do n.&ordm; 9 do artigo 10.&ordm; do C&oacute;digo do IRS, nos termos do qual, perdendo um contribuinte a qualidade de residente em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, para efeitos da tributa&ccedil;&atilde;o de mais-valias respeitantes ao ano em que se verificar aquela perda da qualidade, e havendo lugar &agrave; considera&ccedil;&atilde;o do valor que, em virtude do disposto no n.&ordm; 8 do artigo 10.&ordm; do referido C&oacute;digo, n&atilde;o foi tributado aquando da permuta de partes sociais, a Rep&uacute;blica Portuguesa n&atilde;o cumpriu as obriga&ccedil;&otilde;es que lhe incumbem por for&ccedil;a dos artigos 21.&ordm;, 45.&ordm; e 49.&ordm; do TFUE e dos artigos 28.&ordm; e 31.&ordm; do Acordo sobre o Espa&ccedil;o Econ&oacute;mico Europeu (&ldquo;EEE&rdquo;), de 2 de maio de 1992. Paralelamente, ao adotar e manter em vigor a al&iacute;nea a) do n.&ordm; 1 do artigo 38.&ordm; do mesmo C&oacute;digo, que reserva o benef&iacute;cio do diferimento da tributa&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas singulares que transmitem a totalidade do patrim&oacute;nio afeto a uma atividade empresarial e profissional exercida a t&iacute;tulo individual para uma sociedade que tenha a sua sede e dire&ccedil;&atilde;o efetivas em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, a Rep&uacute;blica Portuguesa n&atilde;o cumpriu as obriga&ccedil;&otilde;es que lhe incumbem por for&ccedil;a do artigo 49.&ordm; do TFUE e do artigo 31.&ordm; do Acordo sobre o EEE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Tributa&ccedil;&atilde;o de mais-valias n&atilde;o realizadas de &ldquo;trusts&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornada p&uacute;blica a Opini&atilde;o do Advogado Geral do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 de dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-646\/15, sobre a quest&atilde;o de saber se os trusts (organiza&ccedil;&atilde;o do tipo fiduci&aacute;rio principalmente existente no Reino Unido) podem ou n&atilde;o invocar as liberdades fundamentais consagradas no TFUE, no contexto da tributa&ccedil;&atilde;o de mais-valias n&atilde;o realizadas enquanto imposto sobre a deslocaliza&ccedil;&atilde;o de sociedades (exit tax).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Isen&ccedil;&atilde;o de IVA para servi&ccedil;os estreitamente relacionados com educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornada p&uacute;blica a Opini&atilde;o do Advogado Geral do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 de dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-699\/15, sobre a clarifica&ccedil;&atilde;o do &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o de IVA a que alude a al&iacute;nea i) do n.&ordm; 1 do artigo 132.&ordm; da Diretiva n.&ordm; 2006\/112\/CE (&ldquo;Diretiva do IVA&rdquo;), do Conselho, de 28 de novembro de 2006, relativa ao sistema comum do IVA, no sentido de abranger n&atilde;o apenas os servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o ali enumeradas, mas tamb&eacute;m os estreitamente relacionados com aqueles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong>&bull; Reembolso de imposto sobre dividendos distribu&iacute;dos a sociedades sediadas no Reino Unido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\">Foi tornada p&uacute;blica a Opini&atilde;o do Advogado Geral do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia de 21 de dezembro de 2016, referente ao Processo n.&ordm; C-628\/15, relativamente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do regime de dividendos estrangeiros (foreign income dividend (&ldquo;FID&rdquo;)), aplic&aacute;vel no Reino Unido durante o per&iacute;odo compreendido entre 1 de julho de 1994 e 5 de abril de 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 30px;\"><strong><\/strong><\/p>\n<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4169","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4169"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4169"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4169"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4169"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}