{"id":4182,"date":"2017-05-02T22:00:00","date_gmt":"2017-05-02T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-compra-imoveis-revenda","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-compra-imoveis-revenda\/","title":{"rendered":"Compra de Im\u00f3veis para Revenda"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEste m&ecirc;s o <strong><\/strong>\tda Belzuz Abogados S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal debru&ccedil;a-se sobre o recente Ac&oacute;rd&atilde;o do Supremo Tribunal Administrativo, de 22 de fevereiro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest&atilde;o objeto do recurso consistia em saber se, em face da natureza jur&iacute;dica dos contratos (escrituras p&uacute;blicas de permutas de im&oacute;veis), os mesmos configurariam uma revenda para efeitos da isen&ccedil;&atilde;o prevista<br \/>\n\tno artigo 7.&ordm; do CIMT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A senten&ccedil;a recorrida considerou que a isen&ccedil;&atilde;o de pagamento de imposto &eacute; insuscet&iacute;vel de aplica&ccedil;&atilde;o a casos que n&atilde;o tenham sido expressamente contemplados no benef&iacute;cio concedido, pela circunst&acirc;ncia<br \/>\n\tde que contraria os princ&iacute;pios da generalidade e da igualdade de tributa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inconformada com esta decis&atilde;o, a recorrente sustenta que a permuta devia ser equiparada &agrave; revenda para o efeito de obstar &agrave; caducidade da isen&ccedil;&atilde;o. Em apoio da sua posi&ccedil;&atilde;o, invoca o Ac&oacute;rd&atilde;o<br \/>\n\tdo Supremo Tribunal Administrativo n.&ordm; 2\/2015, de 17 de setembro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais recente Ac&oacute;rd&atilde;o do Supremo Tribunal Administrativo, de 22 de fevereiro de 2017, entendeu por&eacute;m, que a decis&atilde;o recorrida n&atilde;o merece censura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A isen&ccedil;&atilde;o do Imposto Municipal sobre Transmiss&otilde;es pela aquisi&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios para revenda, prevista no artigo 7.&ordm; do CIMT fundamenta-se na circunst&acirc;ncia de tais pr&eacute;dios, destinados a integrar<br \/>\n\to ativo permut&aacute;vel da empresa adquirente, constitu&iacute;rem &ldquo;mercadorias&rdquo; da respetiva atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A isen&ccedil;&atilde;o tem como fim &uacute;ltimo afastar elevados encargos financeiros que, n&atilde;o obstante serem custos dedut&iacute;veis para efeitos de determina&ccedil;&atilde;o do rendimento sujeito a imposto, tenderiam a repercutir-se no pre&ccedil;o<br \/>\n\tfinal da venda dos bens im&oacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei estabelece um conjunto de pressupostos do regime de isen&ccedil;&atilde;o em IMT dos pr&eacute;dios adquiridos para revenda que constituem mecanismos preventivos da sua utiliza&ccedil;&atilde;o abusiva e da pr&aacute;tica de opera&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tde fraude fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, s&oacute; podem beneficiar desta isen&ccedil;&atilde;o as empresas que estejam coletadas para efeitos do IRS ou do IRC na atividade de compra de pr&eacute;dios para revenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime de isen&ccedil;&atilde;o aplica-se exclusivamente aos pr&eacute;dios adquiridos para revenda pelas empresas, n&atilde;o se aplicando a pr&eacute;dios adquiridos para outros fins e posteriormente afetos ao ativo permut&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se aplicar a isen&ccedil;&atilde;o deve constar do pr&oacute;prio contrato que o pr&eacute;dio adquirido se destina a revenda. A revenda deve ser efetuada no prazo m&aacute;ximo de tr&ecirc;s anos, sendo que o conceito de revenda pressup&otilde;e<br \/>\n\ta transmiss&atilde;o da propriedade do im&oacute;vel atrav&eacute;s do contrato de compra e venda. Finalmente a revenda efetuada naquele prazo n&atilde;o pode ter como finalidade nova revenda (artigo 11&ordm;, n&ordm; 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os benef&iacute;cios fiscais, entre os quais a isen&ccedil;&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o, por natureza, de car&aacute;cter excecional, pois encerram uma derroga&ccedil;&atilde;o aos princ&iacute;pios gerais que presidem &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n\tvisto que, de certo modo, derrogam os princ&iacute;pios da capacidade contributiva, da generalidade e da igualdade da tributa&ccedil;&atilde;o e apenas encontram justifica&ccedil;&atilde;o na tutela de interesses p&uacute;blicos constitucionalmente relevantes,<br \/>\n\tsuperiores aos da pr&oacute;pria tributa&ccedil;&atilde;o, sejam de car&aacute;cter pol&iacute;tico, econ&oacute;mico, social ou cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As normas de benef&iacute;cios fiscais merecem assim tratamento aut&oacute;nomo porque s&atilde;o normas anti-sistem&aacute;ticas por defini&ccedil;&atilde;o, estando em tens&atilde;o permanente com o princ&iacute;pio da capacidade contributiva, que derrogam<br \/>\n\tcomo padr&atilde;o na reparti&ccedil;&atilde;o do imposto. E, &eacute; essa circunst&acirc;ncia que legitima que se sustente quanto a elas um princ&iacute;pio de interpreta&ccedil;&atilde;o estrita ou declarativa, fundado precisamente na sua natureza<br \/>\n\texcecional ou anti-sistem&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da&iacute; que se entenda que, a isen&ccedil;&atilde;o de imposto, na medida em que contraria os princ&iacute;pios da generalidade e da igualdade da tributa&ccedil;&atilde;o, &eacute; insuscet&iacute;vel de aplica&ccedil;&atilde;o a casos que n&atilde;o<br \/>\n\ttenham sido expressamente contemplados no benef&iacute;cio concedido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa interpreta&ccedil;&atilde;o estrita do artigo 11&ordm;, n&ordm; 5 do CIMT h&aacute;-de entender-se que, no caso da isen&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios adquiridos para revenda, a Lei exige, sem mais, a efetiva&ccedil;&atilde;o da revenda como<br \/>\n\tpressuposto essencial da isen&ccedil;&atilde;o, sem equiparar a ela qualquer outro tipo de ato ou contrato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante o texto da lei aplic&aacute;vel e o intuito legal de, com a concess&atilde;o desta isen&ccedil;&atilde;o, se evitar a tributa&ccedil;&atilde;o sucessiva, em imposto de sisa dos mesmos bens, num curto per&iacute;odo de tempo, n&atilde;o ser&aacute;<br \/>\n\tde concluir que o legislador disse menos do que pretendia, mas antes &eacute; de reconhecer que os termos utilizados traduzem a vontade ali inequivocamente expressa, no sentido de s&oacute; relevar, para o efeito a&iacute; assinalado, o ato de &laquo;revenda&raquo;<br \/>\n\tdo pr&eacute;dio em causa&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este tem sido o entendimento tradicional da nossa jurisprud&ecirc;ncia no &acirc;mbito do C&oacute;digo do Imposto Municipal de Sisa e do Imposto sobre as Sucess&otilde;es e Doa&ccedil;&otilde;es, cujo regime &eacute;, neste aspeto, muito semelhante ao<br \/>\n\tatual regime do C&oacute;digo do Imposto Municipal sobre as Transmiss&otilde;es Onerosas de Im&oacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4182","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4182"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4182"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4182"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4182"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}