{"id":4208,"date":"2017-10-04T22:00:00","date_gmt":"2017-10-04T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-venda-judicial-imoveis-hipotecados","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-venda-judicial-imoveis-hipotecados\/","title":{"rendered":"A venda, em processo executivo, de bem im\u00f3vel hipotecado faz caducar o contrato de arrendamento, celebrado em data posterior \u00e0 do registo da hipoteca?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tNeste m&ecirc;s, o <strong><\/strong>\tda Belzuz Advogados, S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal, prop&otilde;e-se analisar um tema que vem sendo objeto de ampla discuss&atilde;o nos tribunais e na doutrina nacional e que est&aacute; relacionada com os efeitos da venda judicial de bem im&oacute;vel<br \/>\n\thipotecado no contrato de arrendamento celebrado ap&oacute;s registo da hipoteca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Belzuz Advogados S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal tem na sua equipa advogados especializados na resolu&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es desta natureza, sendo que, conforme, nos vem mostrando a experi&ecirc;ncia, esta problem&aacute;tica &eacute;<br \/>\n\tde uma sensibilidade extrema pois coloca em absoluta contraposi&ccedil;&atilde;o, a garantia do credor hipotec&aacute;rio e, por outro lado, o direito do arrendat&aacute;rio ao gozo do im&oacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, historicamente, o debate relativo &agrave; eventual caducidade do contrato de arrendamento em caso de venda judicial de im&oacute;vel hipotecado foi sendo associado a uma outra discuss&atilde;o, relacionada com a natureza do arrendamento, isto &eacute;,<br \/>\n\tao problema de saber se o arrendamento se trata de um direito real ou se constitui um direito de cr&eacute;dito. Sem preju&iacute;zo da querela que permanece &agrave; data quanto &agrave; natureza do contrato de arrendamento, os tribunais nacionais,<br \/>\n\treconhecendo e, de certo modo, conformando-se com a mesma, t&ecirc;m vindo a fixar o estudo da (eventual) caducidade do contrato de arrendamento em caso de venda judicial de bem im&oacute;vel hipotecado na interpreta&ccedil;&atilde;o do artigo 824&ordm;<br \/>\n\tn&ordm; 2 do C&oacute;digo Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reportando-se &agrave;s consequ&ecirc;ncias da venda em execu&ccedil;&atilde;o, diz a mencionada norma o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;<em>Os bens s&atilde;o transmitidos livres dos direitos de garantia que os onerarem, bem como dos demais direitos reais que n&atilde;o tenham registo anterior ao de qualquer arresto, penhora ou garantia, com exce&ccedil;&atilde;o dos que, constitu&iacute;dos em data anterior, produzam efeitos em rela&ccedil;&atilde;o a terceiros independentemente de registo.<\/em>&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o sendo uma norma de f&aacute;cil interpreta&ccedil;&atilde;o, encerra desde logo, na sua primeira parte, a regra de que os bens vendidos em processo executivo s&atilde;o transmitidos para o adquirente sem os direitos (reais) de garantia que<br \/>\n\to oneravam. Por outras palavras, tem-se que, ainda que sobre o im&oacute;vel incida uma, ou v&aacute;rias, hipotecas, e mesmo que estas tenham sido registadas posteriormente &agrave; penhora, a venda em processo executivo f&aacute;-las-&aacute; caducar,<br \/>\n\tsendo os titulares destes direitos de garantia pagos pelo produto da venda do bem, de acordo com as regras de gradua&ccedil;&atilde;o estabelecidas legalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que respeita aos demais direitos reais (nomeadamente, a posse e a propriedade), postula a norma que caducar&atilde;o aqueles que n&atilde;o tenham registo anterior &agrave; penhora, com exce&ccedil;&atilde;o dos que tenham sido constitu&iacute;dos<br \/>\n\tem data anterior, mas produzam efeitos em rela&ccedil;&atilde;o a terceiros independentemente de registo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, face ao teor do artigo 824&ordm; n&ordm; 2 do C&oacute;digo Civil, imp&otilde;e-se questionar se a venda judicial far&aacute; caducar o contrato de arrendamento que tenha sido celebrado ap&oacute;s o registo da hipoteca mas antes do registo da<br \/>\n\tpenhora.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A este respeito, a jurisprud&ecirc;ncia maiorit&aacute;ria &ndash; mas n&atilde;o un&acirc;nime &#8211; tem vindo a considerar que a venda judicial, em processo executivo, de bem im&oacute;vel hipotecado, faz caducar o seu arrendamento posterior ao registo<br \/>\n\tda hipoteca, por na express&atilde;o &ldquo;direitos reais&rdquo; mencionada no artigo 824&ordm; n&ordm; 2 do C&oacute;digo Civil, se dever incluir, por analogia, o arrendamento (vejam-se, a t&iacute;tulo de exemplo, o Ac&oacute;rd&atilde;o do Supremo<br \/>\n\tTribunal de Justi&ccedil;a de 09-07-2014 e os Ac&oacute;rd&atilde;os do Tribunal da Rela&ccedil;&atilde;o de Coimbra de 14-03-2006 e 26-3-2013, dispon&iacute;veis em www.dgsi.pt)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como defendido no Ac&oacute;rd&atilde;o do Supremo Tribunal de Justi&ccedil;a de 09-07-2014, na pondera&ccedil;&atilde;o dos interesses do credor hipotec&aacute;rio em face dos interesses do arrendat&aacute;rio, devem prevalecer os primeiros, pois o arrendat&aacute;rio<br \/>\n\tpode saber da situa&ccedil;&atilde;o de hipotecado do im&oacute;vel &ndash; consultando, por exemplo, a certid&atilde;o predial do mesmo &ndash; mas a situa&ccedil;&atilde;o de arrendado do im&oacute;vel constitui um verdadeiro &oacute;nus sobre o im&oacute;vel<br \/>\n\te sobre o seu valor que, na maioria dos casos, nem sequer &eacute; comunicado ao titular da hipoteca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta quest&atilde;o encerra uma elevada dificuldade t&eacute;cnica sendo diversas as vicissitudes que poder&atilde;o ocorrer e, consequentemente, condicionar a resposta &agrave; quest&atilde;o analisada. Por este motivo, a Belzuz Advogados S.L.P. &ndash;<br \/>\n\tSucursal em Portugal poder&aacute; assessorar na an&aacute;lise ao caso concreto e em todas os temas e procedimentos que seja necess&aacute;rio executar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4208","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4208"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4208"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4208"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4208"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}