{"id":4216,"date":"2017-11-05T23:00:00","date_gmt":"2017-11-05T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-cartao-cidadao-alheio-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-cartao-cidadao-alheio-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"A proibi\u00e7\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o de cart\u00e3o de cidad\u00e3o alheio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a target=\"_self\"><img decoding=\"async\" src=\"\/images\/volver.png\" alt=\"Volver\" width=\"50\" height=\"50\" style=\"float: right;\" \/><\/a>Este m&ecirc;s analisamos o regime contraordenacional aplic&aacute;vel &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o do cart&atilde;o de cidad&atilde;o alheio bem como as formas recomendadas de rea&ccedil;&atilde;o &agrave; recorrente exig&ecirc;ncia de apresenta&ccedil;&atilde;o de fotoc&oacute;pia deste documento, fora dos casos de consentimento do seu titular, determina&ccedil;&atilde;o legal ou decis&atilde;o de autoridade judici&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reten&ccedil;&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o de cart&atilde;o de cidad&atilde;o alheio sem o consentimento do titular ou determina&ccedil;&atilde;o judicial j&aacute; eram, desde 5 de Fevereiro de 2007, pun&iacute;veis como contraordena&ccedil;&atilde;o, pela Lei n.&ordm; 7\/2007, que criou este documento de identifica&ccedil;&atilde;o. Mas s&oacute; recentemente, desde 1 de Outubro de 2017, a reprodu&ccedil;&atilde;o do cart&atilde;o de cidad&atilde;o, por fotoc&oacute;pia ou telec&oacute;pia, passa a ser tamb&eacute;m qualificada como contraordena&ccedil;&atilde;o e pun&iacute;vel com coima aplic&aacute;vel entre Euros 250 e Euros 750, nos termos da Lei n.&ordm; 32\/2017, de 1 de Junho. De notar que &#8211; express&atilde;o da relev&acirc;ncia dada &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da identidade pessoal &#8211; tanto a tentativa como a pr&aacute;tica da infra&ccedil;&atilde;o com mera neglig&ecirc;ncia s&atilde;o pun&iacute;veis. Recorrentemente, entidades privadas e servi&ccedil;os p&uacute;blicos exigem aos cidad&atilde;os a apresenta&ccedil;&atilde;o de fotoc&oacute;pia do seu documento de identifica&ccedil;&atilde;o, sob pena de recusa da pr&aacute;tica de atos ou reconhecimento de direitos. O consentimento do titular do documento, se concedido, fica, evidentemente, nestes casos viciado, n&atilde;o sendo livre e esclarecidamente prestado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Casos h&aacute; em que tal exig&ecirc;ncia decorre da pr&oacute;pria lei. Neste sentido, a recente altera&ccedil;&atilde;o &agrave; &ldquo;lei do cart&atilde;o de cidad&atilde;o&rdquo; obriga o Governo a, no prazo de um ano, &ldquo;&hellip;rever os casos expressamente previstos de exig&ecirc;ncia de entrega de fotoc&oacute;pia do cart&atilde;o de identifica&ccedil;&atilde;o enquanto documento instrut&oacute;rio, e proceder &agrave; respetiva elimina&ccedil;&atilde;o quando tal exig&ecirc;ncia possa ser dispensada ou substitu&iacute;da por qualquer outro meio de identifica&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito embora o regime sancionat&oacute;rio do artigo 43.&ordm; desta lei n&atilde;o o pare&ccedil;a prever expressamente &#8211; j&aacute; que apenas qualifica como contraordena&ccedil;&atilde;o a reprodu&ccedil;&atilde;o por fotoc&oacute;pia ou telec&oacute;pia &ndash; entendemos que todas as outras formas hoje poss&iacute;veis de reprodu&ccedil;&atilde;o, incluindo a digitaliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o podem deixar de se considerar tamb&eacute;m protegidas. At&eacute; porque a interdi&ccedil;&atilde;o de reprodu&ccedil;&atilde;o, na reda&ccedil;&atilde;o no artigo 5.&ordm; do mesmo diploma, inclui a men&ccedil;&atilde;o a &ldquo;qualquer meio&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como <strong>advogados com ampla experi&ecirc;ncia em temas societ&aacute;rios<\/strong>, consideramos que este novo regime sancionat&oacute;rio poder&aacute; facilitar o efetivo cumprimento da &ldquo;lei do cart&atilde;o de cidad&atilde;o&rdquo;, tendo j&aacute;, obviamente contribu&iacute;do, pela sua ampla divulga&ccedil;&atilde;o, para alertar para o tema da seguran&ccedil;a da identidade pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (CNPD) j&aacute; havia elegido, em 2016, a seguran&ccedil;a na utiliza&ccedil;&atilde;o dos documentos de identifica&ccedil;&atilde;o como prioridade, reconhecendo que: &rdquo;Tem havido um claro abuso na exig&ecirc;ncia de fotoc&oacute;pias ou de digitaliza&ccedil;&otilde;es de documentos de identidade, assim como na divulga&ccedil;&atilde;o de n&uacute;meros de identifica&ccedil;&atilde;o em redes abertas, o qual exige uma interven&ccedil;&atilde;o urgente para proteger os cidad&atilde;os.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante a exig&ecirc;ncia de reprodu&ccedil;&atilde;o de fotoc&oacute;pia do cart&atilde;o de cidad&atilde;o, quer o titular recuse o seu consentimento quer o preste sob protesto e apenas para que lhe seja permitido praticar determinado ato ou reconhecido certo direito (e desde que a lei n&atilde;o lhe imponha tal obriga&ccedil;&atilde;o), pode o cidad&atilde;o apresentar reclama&ccedil;&atilde;o no competente livro, de disponibiliza&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria em geral, ou apresentar queixa na CNPD, designadamente atrav&eacute;s do formul&aacute;rio eletr&oacute;nico dispon&iacute;vel online no respetivo site. Em qualquer destes casos, a reclama&ccedil;&atilde;o \/ queixa apresentadas ser&atilde;o direcionadas, para decis&atilde;o, para o Instituto dos Registos e do Notariado, entidade competente para instaurar e instruir os competentes processos de contraordena&ccedil;&atilde;o e para aplicar as devidas coimas. Acresce que a CNPD poder&aacute; igualmente instaurar um procedimento contraordenacional pr&oacute;prio por indevido tratamento de dados pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong style=\"text-align: justify;\"><\/strong> da Belzuz Abogados S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal est&aacute; inteiramente dispon&iacute;vel para prestar aconselhamento jur&iacute;dico, a particulares e empresas, em mat&eacute;ria de <strong>prote&ccedil;&atilde;o de dados pessoais<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-4216","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4216"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4216"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4216"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}