{"id":4232,"date":"2018-02-06T23:00:00","date_gmt":"2018-02-06T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-fiscal-orcamento-do-estado-para-2018-principais-alteracoes-fiscais-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-fiscal-orcamento-do-estado-para-2018-principais-alteracoes-fiscais-portugal\/","title":{"rendered":"Alertas e Noticias fiscais &#8211; Fevereiro 2018 &#8211; Or\u00e7amento do Estado para 2018 &#8211; Principais altera\u00e7\u00f5es fiscais"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<em class=\"fa fa-file-pdf-o\"><\/em>&nbsp;<br \/>\n\t<em class=\"fa fa-download\"><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei do Or&ccedil;amento do Estado para 2018 (Lei n.&ordm; 114\/2017, de 29 de Dezembro), introduziu altera&ccedil;&otilde;es em diversas normas fiscais, as quais entraram em vigor a 1 de Janeiro de 2018. Apresentamos infra um resumo das regras mais relevantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vales Sociais de Educa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os &ldquo;vales educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, entregues pela entidade patronal aos trabalhadores com dependentes entre os 7 e os 25 anos de idade para cobrir gastos de educa&ccedil;&atilde;o (propinas, mensalidades, material escolar, entre outros), passam<br \/>\n\ta ser tributados em IRS. Estes vales estavam isentos de imposto at&eacute; ao valor anual de &euro;1.100, por dependente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou comiss&otilde;es no estrangeiro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte dos rendimentos brutos do trabalho dependente auferidos por contribuintes que desempenham fun&ccedil;&otilde;es ou comiss&otilde;es de car&aacute;ter p&uacute;blico no estrangeiro, ao servi&ccedil;o do Estado Portugu&ecirc;s, passa a ser exclu&iacute;da<br \/>\n\tde tributa&ccedil;&atilde;o, desde que os contribuintes n&atilde;o aufiram outros abonos isentos ou n&atilde;o sujeitos a IRS, atribu&iacute;dos com o mesmo fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A percentagem do rendimento exclu&iacute;do de tributa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; fixada por despacho dos membros do Governo respons&aacute;veis pelas &aacute;reas dos neg&oacute;cios estrangeiros e das finan&ccedil;as, determinada para cada pa&iacute;s<br \/>\n\tde exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es e adequada a ter em conta a rela&ccedil;&atilde;o de paridade de poder de compra entre Portugal e esse pa&iacute;s. Esta exclus&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o apenas se aplica quando os contribuintes<br \/>\n\tn&atilde;o aufiram outros abonos isentos ou n&atilde;o sujeitos a IRS, atribu&iacute;dos com o mesmo fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais-valias &ndash; afeta&ccedil;&atilde;o de im&oacute;vel &agrave; atividade empresarial e profissional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos de reafecta&ccedil;&atilde;o ao patrim&oacute;nio particular de im&oacute;vel habitacional que tenha estado temporariamente afeto a atividade empresarial e profissional exercida em nome individual pelo seu propriet&aacute;rio, mant&eacute;m-se<br \/>\n\to diferimento da tributa&ccedil;&atilde;o do ganho relativo a essa afeta&ccedil;&atilde;o, se e enquanto o referido im&oacute;vel estiver relacionado com a obten&ccedil;&atilde;o de rendimentos enquadr&aacute;veis no <strong>&acirc;mbito da categoria F (rendimentos prediais) e nesses termos tributado.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rendimentos empresariais e profissionais &#8211; regime simplificado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime simplificado &eacute; aproximado do regime da contabilidade organizada, na medida em que o rendimento l&iacute;quido deixa de ser determinado apenas com base em coeficientes de atividade e passa a ser determinado com base num modelo misto (coeficientes<br \/>\n\t+ despesas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o novo regime ser&atilde;o mantidos os coeficientes atualmente existentes. No entanto, a presun&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de despesas ficar&aacute; limitada a 10% no caso dos profissionais liberais e 50% no caso de outros prestadores de servi&ccedil;os.<br \/>\n\tOs restantes 15% dever&atilde;o ser justificados atrav&eacute;s de uma dedu&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de &euro;4.014 (semelhante &agrave; admitida para os trabalhadores dependentes), e ainda despesas com pessoal, despesas com a aquisi&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde bens e presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os relacionadas com a atividade, que constem de faturas comunicadas atrav&eacute;s do e-fatura (como por exemplo despesas com materiais de consumo corrente, eletricidade, &aacute;gua, transportes e comunica&ccedil;&otilde;es,<br \/>\n\tseguros, rendas de loca&ccedil;&atilde;o financeira, quotiza&ccedil;&otilde;es para ordens e outras organiza&ccedil;&otilde;es representativas de categorias profissionais respeitantes ao sujeito passivo, desloca&ccedil;&otilde;es, viagens e estadas do<br \/>\n\tsujeito passivo e dos seus empregados). Ser&atilde;o ainda dedut&iacute;veis as rendas de im&oacute;veis afetas &agrave; atividade empresarial ou profissional e, nos casos, em o profissional seja o seu propriet&aacute;rio, ser&aacute; dedut&iacute;vel<br \/>\n\tuma percentagem de 1,5% do valor patrimonial tribut&aacute;rio dos im&oacute;veis afetos &agrave; atividade empresarial ou profissional ou, quanto aos im&oacute;veis afetos a atividades hoteleiras ou de alojamento local, 4% do respetivo valor patrimonial<br \/>\n\ttribut&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acresce que, o coeficiente de 1 passa a ser aplicado aos rendimentos decorrentes de presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os efetuadas a sociedades nas quais, durante mais de 183 dias do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; o sujeito passivo detenha, direta ou indiretamente, pelo menos 5% das respetivas partes de capital ou direitos de voto;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; o sujeito passivo, o c&ocirc;njuge ou unido de facto e os ascendentes e descendentes destes, detenham no seu conjunto, direta ou indiretamente, pelo menos 25% das respetivas partes de capital ou direitos de voto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Extens&atilde;o territorial da obriga&ccedil;&atilde;o de imposto (mais-valias mobili&aacute;rias)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a ser considerados rendimentos obtidos em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s as mais-valias decorrentes da aliena&ccedil;&atilde;o onerosa de partes de capital em entidades estrangeiras caso, nos 365 dias anteriores ao da opera&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde aliena&ccedil;&atilde;o, o patrim&oacute;nio dessas entidades tenha sido constitu&iacute;do, em mais de 50%, por im&oacute;veis ou direitos reais sobre bens im&oacute;veis situados em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s (com exce&ccedil;&atilde;o de<br \/>\n\tim&oacute;veis afetos a atividades de natureza agr&iacute;cola, industrial ou comercial que n&atilde;o represente compra e venda de bens im&oacute;veis).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a ado&ccedil;&atilde;o desta regra, particulares n&atilde;o residentes que obtenham mais-valias mobili&aacute;rias decorrentes da aliena&ccedil;&atilde;o de partes sociais de sociedades n&atilde;o residentes poder&atilde;o vir a ser tributados em<br \/>\n\tsede de IRS, desde que no ano anterior ao da alinea&ccedil;&atilde;o o patrim&oacute;nio dessas sociedades tenha, em algum momento, sido constitu&iacute;do em mais de 50% por ativos imobili&aacute;rios situados em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rendimentos prediais &ndash; op&ccedil;&atilde;o de tributa&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o residentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sujeitos passivos n&atilde;o residentes em Portugal e residentes noutro Estado-Membro da Uni&atilde;o Europeia ou do Espa&ccedil;o Econ&oacute;mico Europeu, com o qual exista interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es em mat&eacute;ria fiscal,<br \/>\n\tpassam a poder optar por serem tributados de acordo com as regras aplic&aacute;veis aos residentes, relativamente aos rendimentos prediais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Altera&ccedil;&atilde;o dos escal&otilde;es de IRS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tabela das taxas gerais de IRS passa a ser constitu&iacute;da por sete escal&otilde;es, o que implica altera&ccedil;&otilde;es de taxas:<\/p>\n<table border=\"1\" class=\"hidesmartphones\" style=\"width: 90%; border-collapse: collapse; border: none;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border: 1pt solid windowtext; background: #f0f0f0; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><strong><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Rendimento colet&aacute;vel<\/span><\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: none; background: #f0f0f0; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><strong><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Taxa<\/span><\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: none; background: #f0f0f0; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><strong><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Parcela a abater<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">At&eacute; 7.091<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">14,5%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">0<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">De mais de 7.091 at&eacute; 10.700<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">23,0%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">602,74<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">De mais de 10.700 at&eacute; 20.261<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">28,5%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">1.191,24<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">De mais de 20.261 at&eacute; 25.000<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">35,0%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">2.508,20<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">De mais de 25.000 at&eacute; 36.856<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">37,0%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">3.008,20<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">De mais de 36.856 at&eacute; 80.640<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">45,0%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">5.956,68<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 4.65pt;\">\n<td style=\"width: 125.65pt; border-right: 1pt solid windowtext; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-left: 1pt solid windowtext; border-top: none; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"168\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Mais de 80.640<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 28.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"37\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">48,0%<\/span><\/td>\n<td style=\"width: 66.05pt; border-top: none; border-left: none; border-bottom: 1pt solid windowtext; border-right: 1pt solid windowtext; padding: 3.75pt; height: 4.65pt;\" valign=\"bottom\" width=\"88\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">8.375,88<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Incentivo &agrave; recapitaliza&ccedil;&atilde;o de empresas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cria-se um benef&iacute;cio &agrave;s entradas de capital em dinheiro realizadas a favor de uma sociedade na qual o contribuinte detenha uma participa&ccedil;&atilde;o social e que se encontre na situa&ccedil;&atilde;o do artigo 35.&ordm; do C&oacute;digo<br \/>\n\tdas Sociedades Comerciais (perda de metade do capital social), nos termos do qual se permite uma dedu&ccedil;&atilde;o at&eacute; 20% das entradas efetuadas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">i) ao montante bruto dos lucros colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o por essa sociedade; ou<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ii) ao saldo entre mais e menos-valias realizadas, em caso de aliena&ccedil;&atilde;o dessa participa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dedu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser efetuada no ano em que sejam realizadas as entradas de capital e nos cinco anos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Subs&iacute;dio de refei&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; estabelecido o aumento do valor de subs&iacute;dio de refei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sujeito a IRS para &euro;4,77, que corresponde ao valor de subs&iacute;dio de refei&ccedil;&atilde;o em vigor para os servidores do Estado desde agosto de<br \/>\n\t2017. Quando atribu&iacute;do em cart&atilde;o refei&ccedil;&atilde;o, o valor exclu&iacute;do de IRS &eacute; de &euro;7,63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Despesas de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a ser consideradas para efeitos de dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta as despesas com alojamento de estudantes at&eacute; 25 anos e a frequentar estabelecimento de ensino, cuja localiza&ccedil;&atilde;o se situe a uma dist&acirc;ncia superior<br \/>\n\ta 50 kms da resid&ecirc;ncia permanente do agregado familiar. As despesas dever&atilde;o ser suportadas por faturas ou qualquer outro documento, que comprovem o arrendamento do im&oacute;vel ou parte de im&oacute;vel para o estudante deslocado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dedu&ccedil;&atilde;o corresponder&aacute; a 30% do valor suportado com as rendas, com um limite de &euro; 300 anuais, sendo que o limite global das despesas de educa&ccedil;&atilde;o passa de &euro;800 para &euro;1.000 quando a diferen&ccedil;a decorra<br \/>\n\tda inclus&atilde;o das rendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dedu&ccedil;&atilde;o em causa n&atilde;o &eacute; cumul&aacute;vel, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo im&oacute;vel, com a dedu&ccedil;&atilde;o relativa a encargos com im&oacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e Benef&iacute;cios Fiscais<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Extens&atilde;o territorial da obriga&ccedil;&atilde;o de imposto (mais-valias mobili&aacute;rias)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a estar sujeitos a tributa&ccedil;&atilde;o em Portugal os ganhos resultantes da transmiss&atilde;o onerosa de partes de capital ou de direitos similares em quaisquer entidades n&atilde;o residentes em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s quando,<br \/>\n\tem qualquer momento durante os 365 dias anteriores, o valor dessas partes ou direitos resulte, direta ou indiretamente, em mais de 50% de bens im&oacute;veis ou direitos reais sobre bens im&oacute;veis que estejam situados em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s<br \/>\n\t(exceto se afetos a atividade agr&iacute;cola, industrial ou comercial, que n&atilde;o a compra e venda de im&oacute;veis).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis poder&atilde;o ser diretamente considerados gastos ou perdas do exerc&iacute;cio, mesmo que contabilisticamente j&aacute; tenha sido reconhecido o gasto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Quando se verifique o encerramento do processo de insolv&ecirc;ncia por insufici&ecirc;ncia de bens, ou, ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do rateio final, do qual resulte o n&atilde;o pagamento do cr&eacute;dito;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; Quando na senten&ccedil;a de homologa&ccedil;&atilde;o do processo de insolv&ecirc;ncia ou na senten&ccedil;a de homologa&ccedil;&atilde;o do plano de recupera&ccedil;&atilde;o em PER, seja previsto o n&atilde;o pagamento definitivo do cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Encargos n&atilde;o dedut&iacute;veis &ndash; Contribui&ccedil;&atilde;o sobre a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gastos com a contribui&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria sobre a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica n&atilde;o s&atilde;o dedut&iacute;veis, para efeitos de determina&ccedil;&atilde;o do lucro tribut&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estabelecimentos est&aacute;veis situados fora do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a determina&ccedil;&atilde;o do lucro tribut&aacute;vel imput&aacute;vel a cada estabelecimento est&aacute;vel, o sujeito passivo deve adotar crit&eacute;rios de imputa&ccedil;&atilde;o proporcional adequados e justificados para a reparti&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdos gastos, perdas ou varia&ccedil;&otilde;es patrimoniais negativas relacionados com opera&ccedil;&otilde;es quer do estabelecimento est&aacute;vel, quer do pr&oacute;prio sujeito passivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gastos de financiamento l&iacute;quidos &ndash; Novas regras aplic&aacute;veis &#8211; RETGS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A op&ccedil;&atilde;o exercida pela sociedade dominante para efeitos da determina&ccedil;&atilde;o dos limites &agrave; dedutibilidade de gastos de financiamento no &acirc;mbito do RETGS mant&eacute;m o per&iacute;odo m&iacute;nimo de perman&ecirc;ncia<br \/>\n\tde tr&ecirc;s anos, passando a ser automaticamente prorrogada por per&iacute;odos de um ano, exceto se comunicada a sua ren&uacute;ncia &agrave; AT atrav&eacute;s da entrega de declara&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria sobre a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica passa a ser corrigida ao EBITDA para efeitos de determina&ccedil;&atilde;o do limite &agrave; dedu&ccedil;&atilde;o de encargos de financiamento l&iacute;quidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma &ndash; dedu&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; expressamente afastada a possibilidade de qualquer dedu&ccedil;&atilde;o &agrave;s tributa&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas, mesmo quando essas dedu&ccedil;&otilde;es se encontrem previstas em legisla&ccedil;&atilde;o especial. Esta norma tem<br \/>\n\tnatureza interpretativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Liquida&ccedil;&atilde;o de IRC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na falta de apresenta&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o Modelo 22, a liquida&ccedil;&atilde;o do IRC &eacute; efetuada tendo por base o maior dos seguintes montantes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; A mat&eacute;ria colet&aacute;vel, com base nos elementos de que a AT disponha, segundo as regras do regime simplificado, aplicando ao montante apurado o coeficiente de 0,75;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; O valor anual da retribui&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima mensal;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&bull; A totalidade da mat&eacute;ria colet&aacute;vel do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;ximo que se encontra determinada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regime de tributa&ccedil;&atilde;o pelo lucro consolidado &ndash; Tributa&ccedil;&atilde;o dos resultados internos suspensos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Agrave; semelhan&ccedil;a do que sucedeu em 2016 e 2017, &eacute; introduzida a obrigatoriedade de inclus&atilde;o, no lucro tribut&aacute;vel do per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o de 2018, do montante correspondente a um quarto dos resultados<br \/>\n\tinternos que tenham sido eliminados ao abrigo do anterior regime de tributa&ccedil;&atilde;o pelo lucro consolidado (em vigor at&eacute; ao ano de 2000) que tenham, &agrave; data, transitado para o atual RETGS, e que se encontrem ainda pendentes no termo<br \/>\n\tdo per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, &eacute; introduzida a obrigatoriedade de realiza&ccedil;&atilde;o, durante o m&ecirc;s de julho de 2018, de um pagamento por conta aut&oacute;nomo, correspondente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da taxa do IRC sobre o valor a ser inclu&iacute;do<br \/>\n\tno lucro tribut&aacute;vel nos termos desta norma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em caso de cessa&ccedil;&atilde;o ou ren&uacute;ncia &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do RETGS, o montante total dos resultados internos (ainda pendentes) dever&aacute; ser inclu&iacute;do na base tribut&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Derrama estadual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de derrama estadual &eacute; aumentada em dois pontos percentuais (de 7% para 9%), quando o lucro tribut&aacute;vel &eacute; superior a 35 milh&otilde;es de euros. Em consequ&ecirc;ncia, &eacute; realizado um ajustamento ao pagamento adicional<br \/>\n\tpor conta, passando a ser aplic&aacute;vel ao 3.&ordm; escal&atilde;o, a taxa de 8,5% (anteriormente 6,5%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entidades n&atilde;o residentes &ndash; Declara&ccedil;&atilde;o Modelo 22<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; criada a obriga&ccedil;&atilde;o de envio da declara&ccedil;&atilde;o Modelo 22 para entidades n&atilde;o residentes que obtenham ganhos resultantes da transmiss&atilde;o onerosa de partes de capital ou de direitos similares. A declara&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tdeve ser enviada at&eacute; ao &uacute;ltimo dia do m&ecirc;s de Maio do ano seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Remunera&ccedil;&atilde;o convencional do capital social<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a ser eleg&iacute;veis para o benef&iacute;cio as entradas em esp&eacute;cie correspondentes &agrave; convers&atilde;o de quaisquer cr&eacute;ditos (atualmente, apenas s&atilde;o eleg&iacute;veis as convers&otilde;es de suprimentos ou outros empr&eacute;stimos<br \/>\n\tde s&oacute;cios que tenham sido concedidos em dinheiro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta altera&ccedil;&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel &agrave;s convers&otilde;es de cr&eacute;ditos realizadas nos per&iacute;odos de tributa&ccedil;&atilde;o iniciados em ou ap&oacute;s 1 de janeiro de 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dedu&ccedil;&atilde;o por lucros retidos e reinvestidos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O prazo para reinvestimento dos lucros retidos &eacute; alargado de dois para tr&ecirc;s anos e o montante m&aacute;ximo dos lucros retidos e reinvestidos a que o benef&iacute;cio pode ser aplicado &eacute; aumentado para &euro;7.500.000 (atualmente,<br \/>\n\t&euro;5.000.000).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as micro e pequenas empresas, a dedu&ccedil;&atilde;o pode ser feita at&eacute; 50% da coleta do IRC (atualmente, 25%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SIFIDE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As candidaturas ao SIFIDE dever&atilde;o ser apresentadas at&eacute; ao final do m&ecirc;s de maio, estando o Governo autorizado a aplicar uma taxa para a sua avalia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o esclarecidos os crit&eacute;rios para o reconhecimento da idoneidade e do car&aacute;ter de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Incentivo fiscal &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica e audiovisual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O montante m&iacute;nimo de elegibilidade dos projetos &eacute; reduzido de &euro;1.000.000 para &euro;500.000, ou &euro;250.000 no caso de document&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O benef&iacute;cio &eacute; alargado &agrave; p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica e produ&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o de outras obras audiovisuais (como filmes, s&eacute;ries de epis&oacute;dios de fic&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n\tdocument&aacute;rio ou anima&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A percentagem de dedu&ccedil;&atilde;o &agrave; coleta (regra geral de 20%) pode, em determinados casos, ser majorada at&eacute; um m&aacute;ximo de 30% (atualmente, 25%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficam exclu&iacute;dos de tributa&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma os gastos suportados com viaturas ligeiras de passageiros e de mercadorias, motos e motociclos, utilizados na produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica e audiovisual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Governo fica autorizado a proceder &agrave; revoga&ccedil;&atilde;o deste benef&iacute;cio, para posterior cria&ccedil;&atilde;o de um mecanismo mais favor&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parcerias de T&iacute;tulos de Impacto Social (TIS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; criado um benef&iacute;cio para os fluxos financeiros realizados por Investidores Sociais no &acirc;mbito de parcerias de TIS, no &acirc;mbito do qual os gastos incorridos s&atilde;o considerados em 130% do respetivo montante, com o limite de<br \/>\n\t8\/1000 do volume de neg&oacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o Investidores Sociais as entidades privadas, p&uacute;blicas ou da economia social, com objetivos filantr&oacute;picos ou comerciais, que contribuem para o desenvolvimento de uma iniciativa de inova&ccedil;&atilde;o e empreendedorismo social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consideram-se TIS os apoios reembols&aacute;veis contratualizados em parceria, para financiamento de solu&ccedil;&otilde;es inovadoras na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, orientadas para a obten&ccedil;&atilde;o de resultados<br \/>\n\te redu&ccedil;&atilde;o de custos, tal como definidos na Iniciativa Portugal Inova&ccedil;&atilde;o Social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Insolv&ecirc;ncia e recupera&ccedil;&atilde;o de empresas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; alterado o regime de benef&iacute;cios relativos a IRS ou IRC aplic&aacute;vel a rendimentos obtidos por pessoas ou entidades em processo de insolv&ecirc;ncia, passando apenas a aplicar-se aos processos de insolv&ecirc;ncia que prossigam para<br \/>\n\tliquida&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; alargada a isen&ccedil;&atilde;o de IRS e IRC a todos os rendimentos e ganhos apurados, bem como &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es patrimoniais positivas n&atilde;o refletidas no resultado l&iacute;quido, verificados por efeito da da&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tem cumprimento, da cess&atilde;o aos credores ou da venda de bens e direitos do devedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a estar isentas de IS a constitui&ccedil;&atilde;o ou prorroga&ccedil;&atilde;o de garantias, desde que previstas em planos de insolv&ecirc;ncia, de pagamentos ou de recupera&ccedil;&atilde;o ou praticadas no &acirc;mbito da liquida&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tda massa insolvente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mecenato<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o prorrogados pelo prazo de cinco anos os benef&iacute;cios fiscais ao mecenato cient&iacute;fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Benef&iacute;cios fiscais &ndash; caducidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prev&ecirc;-se a caducidade de um conjunto de benef&iacute;cios fiscais a 1 de julho de 2018, caso n&atilde;o seja apresentada, no prazo de 180 dias ap&oacute;s a entrada em vigor do OE 2018, uma proposta de lei tendo em vista a sua prorroga&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n\tEst&atilde;o em causa, nomeadamente: cria&ccedil;&atilde;o de emprego, conta poupan&ccedil;a-reformados, planos de poupan&ccedil;a em a&ccedil;&otilde;es, servi&ccedil;os financeiros de entidades p&uacute;blicas, swaps e empr&eacute;stimos de institui&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tfinanceiras n&atilde;o residentes, dep&oacute;sitos de institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito n&atilde;o residentes, pr&eacute;dios integrados em empreendimentos a que tenha sido atribu&iacute;da a utilidade tur&iacute;stica, comiss&otilde;es vitivin&iacute;colas<br \/>\n\tregionais, entidades gestoras de sistemas integrados de gest&atilde;o de fluxos espec&iacute;ficos de res&iacute;duos, coletividades desportivas, de cultura e recreio, dedu&ccedil;&otilde;es &agrave; coleta do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares<br \/>\n\te imposto sobre o valor acrescentado &ndash; transmiss&otilde;es de bens e presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os a t&iacute;tulo gratuito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para&iacute;sos fiscais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; revogada a Portaria n.&ordm; 345-A\/2016, de 30 de dezembro, que retira a Ilha de Man, Jersey e o Uruguai da lista dos pa&iacute;ses, territ&oacute;rios e regi&otilde;es com regimes de tributa&ccedil;&atilde;o privilegiada claramente mais favor&aacute;veis,<br \/>\n\taprovada pela Portaria n.&ordm; 150\/2004, de 13 de fevereiro, repristinando-se a lista anteriormente vigente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr&eacute;ditos de cobran&ccedil;a duvidosa &ndash; recupera&ccedil;&atilde;o de IVA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sujeitos passivos podem recuperar o IVA de cr&eacute;ditos considerados incobr&aacute;veis em processo de insolv&ecirc;ncia quando seja determinado o encerramento do mesmo por insufici&ecirc;ncia de bens ou ap&oacute;s o rateio final do qual resulte<br \/>\n\to n&atilde;o pagamento definitivo do cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autoliquida&ccedil;&atilde;o do IVA nas importa&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sujeitos passivos podem optar pelo pagamento do imposto devido pelas importa&ccedil;&otilde;es de bens, mesmo que &agrave; data da op&ccedil;&atilde;o beneficiem do diferimento do pagamento do IVA relativamente a anteriores importa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Taxa reduzida de IVA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a beneficiar da taxa reduzida as empreitadas de reabilita&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis que sejam contratadas diretamente para o Fundo Nacional de Reabilita&ccedil;&atilde;o do Edificado pela sua sociedade gestora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Taxa interm&eacute;dia de IVA &ndash; instrumentos musicais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transmiss&atilde;o de instrumentos musicais passa a estar sujeita &agrave; taxa interm&eacute;dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regime de isen&ccedil;&atilde;o de IVA nas vendas de bens efetuadas a viajantes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passa de &euro;75 para &euro;50 o valor abaixo do qual n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel a isen&ccedil;&atilde;o prevista para os bens transportados na bagagem pessoal de passageiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A AT passa a ter de comunicar ao sujeito passivo vendedor quando n&atilde;o est&atilde;o reunidas as condi&ccedil;&otilde;es de verifica&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o, caso em que este deve liquidar o imposto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; introduzida a possibilidade de alargamento do prazo, por portaria, para o sujeito passivo optar por manter a aplica&ccedil;&atilde;o do procedimento ora em vigor, estabelecido pelo Decreto-lei n.&ordm; 295\/87, de 31 de julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Impostos Especiais sobre o Consumo (IEC)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos produtos acabados que permane&ccedil;am em entreposto fiscal de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; aplica-se o regime de perdas na armazenagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ISP &ndash; Imposto sobre os produtos petrol&iacute;feros e energ&eacute;ticos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumento de 1,4% da taxa aplic&aacute;vel ao metano e aos gases de petr&oacute;leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente ao g&aacute;s natural, quando este seja usado como carburante, prev&ecirc;-se uma descida da taxa aplic&aacute;vel de &euro; 2,87\/GJ para &euro; 1,15\/GJ e um aumento de &euro; 0,303\/GJ para &euro; 0,307\/GJ, quando seja utilizado enquanto<br \/>\n\tcombust&iacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imposto sobre o tabaco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constitui&ccedil;&atilde;o de entrepostos fiscais de produ&ccedil;&atilde;o passa a estar dependente da satisfa&ccedil;&atilde;o cumulativa de dois requisitos econ&oacute;micos m&iacute;nimos relacionados com capital social e volume de vendas anual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumento do valor do elemento espec&iacute;fico em 1,4% nos cigarros, charutos e cigarrilhas, e descida da taxa do elemento ad valorem para 15% nos cigarros, tabacos de fumar, rap&eacute;, mascar e tabaco aquecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IABA &ndash; Imposto sobre as bebidas alco&oacute;licas e bebidas n&atilde;o alco&oacute;licas adicionadas de a&ccedil;&uacute;car<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verifica-se um aumento generalizado de 1,4% das taxas do imposto quer nas bebidas alco&oacute;licas, quer nas bebidas n&atilde;o alco&oacute;licas adicionadas de a&ccedil;&uacute;car ou outros edulcorantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente aos concentrados, &eacute; alterada a f&oacute;rmula para o c&aacute;lculo, em fun&ccedil;&atilde;o da sua apresenta&ccedil;&atilde;o na forma l&iacute;quida ou s&oacute;lida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ISV &ndash; Imposto sobre ve&iacute;culos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verifica-se um aumento generalizado na ordem dos 1,4% para os ve&iacute;culos novos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os ve&iacute;culos introduzidos no consumo em Portugal, no &acirc;mbito da transfer&ecirc;ncia de resid&ecirc;ncia, deixa de ser requisito de isen&ccedil;&atilde;o a deten&ccedil;&atilde;o de carta de condu&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida do propriet&aacute;rio<br \/>\n\th&aacute;, pelo menos, 12 meses antes da transfer&ecirc;ncia. O pedido de isen&ccedil;&atilde;o passa a poder ser efetuado no prazo de 12 meses. Para os ve&iacute;culos introduzidos no consumo em Portugal, no &acirc;mbito da transfer&ecirc;ncia de resid&ecirc;ncia<br \/>\n\tdo propriet&aacute;rio, que beneficiaram de isen&ccedil;&atilde;o de ISV, deixa de ser obrigat&oacute;ria a manuten&ccedil;&atilde;o da resid&ecirc;ncia permanente em Portugal, por um per&iacute;odo m&iacute;nimo, ap&oacute;s a referida transfer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procede-se a uma reformula&ccedil;&atilde;o dos processos de notifica&ccedil;&atilde;o e liquida&ccedil;&atilde;o do imposto, que passam a ser efetuados maioritariamente por via eletr&oacute;nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IUC &ndash; Imposto &uacute;nico de circula&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumento em cerca de 1,4% no valor do IUC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os ve&iacute;culos da Categoria B matriculados ap&oacute;s 1 de janeiro de 2017, redu&ccedil;&atilde;o na taxa adicional de &euro; 38,08 para &euro; 28,92 no escal&atilde;o &ldquo;Mais 180 at&eacute; 250 g\/km&rdquo; de emiss&otilde;es de CO2 e de<br \/>\n\t&euro; 65,24 para &euro; 58,04 no escal&atilde;o &ldquo;Mais de 250 g\/km&rdquo; de emiss&otilde;es de CO2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Imposto do Selo (IS)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr&eacute;dito ao consumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumentam as taxas de imposto relativas ao cr&eacute;dito ao consumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de cr&eacute;dito de prazo inferior a 1 ano, a taxa passar&aacute; para 0,12% por m&ecirc;s ou fra&ccedil;&atilde;o (atualmente 0,105%), e, no caso de cr&eacute;dito de prazo superior a 1 ano, para 1,5% (atualmente 0,9%, sendo a taxa de 1,5% j&aacute;<br \/>\n\taplicada a cr&eacute;dito de prazo superior a 5 anos). No cr&eacute;dito por prazo indeterminado, a taxa aplic&aacute;vel sobre a m&eacute;dia mensal da d&iacute;vida passar&aacute; para 0,12% (atualmente 0,105%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Encargo do imposto em seguros de grupo contributivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encargo de imposto relativo a seguros de grupo contributivo &eacute; dos segurados, proporcionalmente ao pr&eacute;mio que suportem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Compensa&ccedil;&atilde;o do imposto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compensa&ccedil;&atilde;o do imposto liquidado, decorrente de anula&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es ou redu&ccedil;&atilde;o do valor tribut&aacute;vel, passa a poder ser efetuada por todos os sujeitos passivos do imposto, exceto locadores<br \/>\n\te sublocadores de arrendamentos e subarrendamentos. A compensa&ccedil;&atilde;o pode ser feita em quaisquer entregas de imposto seguintes e n&atilde;o apenas relativamente &agrave; mesma verba da Tabela, como atualmente. O prazo para o efeito &eacute;<br \/>\n\talargado para dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Impostos sobre o Patrim&oacute;nio<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outorga de procura&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Configura uma transmiss&atilde;o onerosa, sujeita a IMT, a outorga de procura&ccedil;&atilde;o que confira poderes de aliena&ccedil;&atilde;o de unidades de participa&ccedil;&atilde;o em que o representado deixe de poder revogar a procura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caducidade do direito &agrave; liquida&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passa para 12 anos (anteriormente, 8) o prazo de caducidade previsto para a liquida&ccedil;&atilde;o de IMT, no caso de sujeitos passivos residentes em pa&iacute;s, territ&oacute;rio ou regi&atilde;o sujeito a um regime fiscal <strong>claramente mais favor&aacute;vel.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Im&oacute;veis objeto de reabilita&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; alterado o regime de benef&iacute;cios fiscais de IMI e IMT previsto para pr&eacute;dios objeto de reabilita&ccedil;&atilde;o, passando a beneficiar deste os pr&eacute;dios inseridos em &aacute;reas de reabilita&ccedil;&atilde;o urbana ou pr&eacute;dios<br \/>\n\tconstru&iacute;dos h&aacute; mais de 30 anos, conforme segue:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">i) isen&ccedil;&atilde;o de IMI por 3 anos, extens&iacute;vel por um per&iacute;odo de 5 anos no caso de pr&eacute;dios afetos a arrendamento para habita&ccedil;&atilde;o permanente ou a habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ii) mant&eacute;m-se a isen&ccedil;&atilde;o de IMT na aquisi&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios, desde que as obras de reabilita&ccedil;&atilde;o se iniciem no prazo m&aacute;ximo de 3 anos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">iii) isen&ccedil;&atilde;o de IMT na primeira transmiss&atilde;o de pr&eacute;dios afetos a arrendamento para habita&ccedil;&atilde;o permanente e, tratando-se de pr&eacute;dios inseridos em &aacute;rea de reabilita&ccedil;&atilde;o urbana, igualmente<br \/>\n\tos que se destinem a habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lojas com hist&oacute;ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam a estar isentas de IMI as lojas com hist&oacute;ria, reconhecidas pelos Munic&iacute;pios como estabelecimentos de interesse hist&oacute;rico, cultural ou social e que integrem o invent&aacute;rio nacional, a partir do ano em que estas situa&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tse verifiquem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cooperativas de habita&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&otilde;es de moradores ou condom&iacute;nios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixam de estar isentas de AIMI as cooperativas de habita&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o, quando exclusivamente propriet&aacute;rias, usufrutu&aacute;rias ou superfici&aacute;rias de pr&eacute;dios para constru&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tsocial ou a custos controlados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ficam exclu&iacute;dos de tributa&ccedil;&atilde;o os pr&eacute;dios que se destinem exclusivamente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o social ou a custos controlados detidos por cooperativas de habita&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tou associa&ccedil;&otilde;es de moradores, bem como os pr&eacute;dios detidos por cooperativas de habita&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&otilde;es de moradores e os pr&eacute;dios detidos por condom&iacute;nios quando o<br \/>\n\tvalor patrimonial tribut&aacute;rio n&atilde;o exceda 20 vezes o valor anual do IAS (&euro; 120.092).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AIMI &#8211; Op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A op&ccedil;&atilde;o pela tributa&ccedil;&atilde;o conjunta, quando exercida, permanece inalterada at&eacute; que os sujeitos passivos casados ou em uni&atilde;o de facto decidam em contr&aacute;rio. Estes sujeitos passivos podem alterar esta op&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tno prazo de 120 dias contados a partir do termo do prazo de pagamento. A mesma possibilidade est&aacute; prevista para as heran&ccedil;as indivisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reorganiza&ccedil;&atilde;o de empresas em resultado de opera&ccedil;&otilde;es de restrutura&ccedil;&atilde;o ou de acordos de coopera&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As isen&ccedil;&otilde;es de IMT, Imposto do Selo e emolumentos no &acirc;mbito de opera&ccedil;&otilde;es de reestrutura&ccedil;&atilde;o ou acordos de coopera&ccedil;&atilde;o passam a ser de aplica&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica (anteriormente<br \/>\n\tconcedidos por despacho do Ministro das Finan&ccedil;as), exceto se sujeitas a aprova&ccedil;&atilde;o pela Autoridade da Concorr&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Justi&ccedil;a tribut&aacute;ria<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>LGT<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pagamento a terceiro de um cr&eacute;dito resultante de liquida&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passa a ser poss&iacute;vel proceder ao pagamento a terceiro de um cr&eacute;dito resultante de liquida&ccedil;&atilde;o de imposto, desde que seja autorizado pelo sujeito passivo e pela AT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Repeti&ccedil;&atilde;o de inspe&ccedil;&atilde;o externa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passa a poder ser repetido o procedimento externo de inspe&ccedil;&atilde;o respeitante ao mesmo contribuinte, imposto e per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o, se tal procedimento visar apenas a consulta ou recolha de documentos ou elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Derroga&ccedil;&atilde;o do sigilo banc&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passa a constituir fundamento de derroga&ccedil;&atilde;o do sigilo banc&aacute;rio durante uma inspe&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria, a comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; AT de opera&ccedil;&otilde;es consideradas como suspeitas no &acirc;mbito da<br \/>\n\tlegisla&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e repress&atilde;o do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>CPPT<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recurso preferencial &agrave; via eletr&oacute;nica no processo tribut&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No processo tribut&aacute;rio, a via eletr&oacute;nica passa a ser o meio preferencial de notifica&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica de atos, nos termos do CPTA e da Portaria n.&ordm;379\/2017, de 19 de dezembro. Nas execu&ccedil;&otilde;es fiscais a via<br \/>\n\teletr&oacute;nica aplica-se ap&oacute;s a rece&ccedil;&atilde;o do processo pelo tribunal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dilig&ecirc;ncias pr&eacute;vias &agrave; penhora pelas autarquias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As autarquias poder&atilde;o proceder &agrave; consulta, nas bases de dados da AT, de informa&ccedil;&atilde;o sobre a identifica&ccedil;&atilde;o do executado e a identifica&ccedil;&atilde;o e a localiza&ccedil;&atilde;o dos bens deste, antes da realiza&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde penhoras relativas a d&iacute;vidas fiscais (em termos a definir por portaria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dispensa de garantia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No &acirc;mbito do pedido para pagamento a presta&ccedil;&otilde;es, &eacute; dispensada a apresenta&ccedil;&atilde;o de garantia para d&iacute;vidas em execu&ccedil;&atilde;o fiscal com valor inferior a &euro;5.000, para pessoas singulares, ou a &euro;10.000,<br \/>\n\tno caso de pessoas coletivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>RGIT<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falta ou atraso da declara&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; transfer&ecirc;ncia de fundos para pa&iacute;ses, territ&oacute;rios ou regi&otilde;es com regime claramente mais favor&aacute;vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta ou atraso da declara&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; transfer&ecirc;ncia de fundos para pa&iacute;ses, territ&oacute;rios ou regi&otilde;es com regime claramente mais favor&aacute;vel passar&aacute; a ser punida com coima de &euro;250 a &euro;5.000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Organiza&ccedil;&atilde;o da contabilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O limite m&iacute;nimo da coima devida por n&atilde;o organiza&ccedil;&atilde;o da contabilidade de harmonia com as regras de normaliza&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica aumenta de &euro;200 para &euro;500.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O atraso na execu&ccedil;&atilde;o da contabilidade, na escritura&ccedil;&atilde;o de livros ou na elabora&ccedil;&atilde;o de outros elementos de escrita, ou de registos, passa a ser punido com coima de &euro;250 a &euro;5.000 (anteriormente de &euro;200<br \/>\n\ta &euro;10.000).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ&ccedil;&atilde;o de ficheiro normalizado de exporta&ccedil;&atilde;o de dados sem observ&acirc;ncia do modelo de estrutura de dados legalmente previsto, passa a ser pun&iacute;vel com coima de &euro;250 a &euro; 5.000. RCPITA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Amplia&ccedil;&atilde;o do prazo de inspe&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O prazo para conclus&atilde;o da inspe&ccedil;&atilde;o passa tamb&eacute;m a poder ser ampliado com fundamento na necessidade de realizar novas dilig&ecirc;ncias por parte da AT, em resultado da apresenta&ccedil;&atilde;o de novos factos pelo contribuinte<br \/>\n\tno &acirc;mbito do direito de audi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4232","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4232"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4232"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4232"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4232"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}