{"id":4245,"date":"2018-04-10T22:00:00","date_gmt":"2018-04-10T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-especialistas-em-regime-recuperacao-empresas-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-especialistas-em-regime-recuperacao-empresas-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"A nova abordagem da recupera\u00e7\u00e3o extrajudicial do tecido empresarial portugu\u00eas: O (novo) Regime de Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas (RERE) aprovado pela Lei n.\u00ba 8\/2018 de 2 de Mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tO denominado RERE (Regime de Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas) veio revogar o anterior SIREVE mediante a introdu&ccedil;&atilde;o de um novo mecanismo<br \/>\n\tde reestrutura&ccedil;&atilde;o assente na agiliza&ccedil;&atilde;o, simplifica&ccedil;&atilde;o e capitaliza&ccedil;&atilde;o de empresas baseado num substrato volunt&aacute;rio convencionado por acordo entre todos ou alguns dos credores de uma pessoa<br \/>\n\tcoletiva.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caminho percorrido at&eacute; agora procede da estrat&eacute;gia levada a cabo pelo Governo da Rep&uacute;blica aprovado por Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 42\/2016, e identifica as principais medidas para apoio &agrave;s micro,<br \/>\n\tpequenas e m&eacute;dias empresas, a saber:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">&bull; Agiliza&ccedil;&atilde;o do acesso ao financiamento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">&bull; Capitaliza&ccedil;&atilde;o de empresas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">&bull; Equil&iacute;brio das estruturas financeiras;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ancorado em cinco eixos estrat&eacute;gicos de interven&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">1. Simplifica&ccedil;&atilde;o Administrativa e Enquadramento Sistem&aacute;tico;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">2. Fiscalidade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">3. Reestrutura&ccedil;&atilde;o Empresarial;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">4. Alavancagem de Financiamento e Investimento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">5. Dinamiza&ccedil;&atilde;o do Mercado de Capitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav&eacute;s desta estrutura hexagonal chegamos &agrave; nova nomenclatura para apoio &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o do endividamento empresarial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O RERE (chamemos-lhe assim) com natureza extrajudicial resume-se ao compromisso em alcan&ccedil;ar um acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o entre a empresa e um ou mais credores representativos de direitos de cr&eacute;dito, sobre um passivo de pelo<br \/>\n\tmenos 15% considerado n&atilde;o subordinado, atrav&eacute;s da assinatura de um protocolo de negocia&ccedil;&atilde;o depositado na Conservat&oacute;ria do Registo Comercial para, num per&iacute;odo de 3 (tr&ecirc;s) meses (com prorroga&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tinclu&iacute;da), serem negociados os termos do acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o com os devidos efeitos processuais e isen&ccedil;&otilde;es fiscais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendamos este regime numa ordem sistem&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A QUEM SE DESTINA O RERE?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O RERE destina-se a empresas em situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica dif&iacute;cil ou em insolv&ecirc;ncia eminente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMO SE INICIAM AS NEGOCIA&Ccedil;&Otilde;ES?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As negocia&ccedil;&otilde;es iniciam-se atrav&eacute;s da assinatura do protocolo de negocia&ccedil;&atilde;o firmado entre a empresa e um ou mais credores de forma volunt&aacute;ria. Os credores signat&aacute;rios tem de representar pelo menos 15% do<br \/>\n\tpassivo sobre a empresa, atestado documentalmente por contabilista certificado ou revisor oficial de contas at&eacute; 30 dias antes do in&iacute;cio das negocia&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O QUE &Eacute; O PROTOCOLO DE NEGOCIA&Ccedil;&Atilde;O?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protocolo de negocia&ccedil;&atilde;o &eacute; o documento assinado voluntariamente pelas partes envolvidas no qual s&atilde;o fixados os seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">1. Identifica&ccedil;&atilde;o do devedor e credores;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">2. Prazo m&aacute;ximo para as negocia&ccedil;&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">3. Custos inerentes &agrave; assessoria t&eacute;cnica e demais encargos param os fins convenientes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">4. Compromisso dos credores na n&atilde;o instaura&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es judiciais executivas e declarativas que possam obstar &agrave; livre disposi&ccedil;&atilde;o dos bens da empresa devedora e ainda de processo relativo ao pedido<br \/>\n\tde declara&ccedil;&atilde;o de insolv&ecirc;ncia;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">5. Data e Assinaturas reconhecidas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUAIS OS DOCUMENTOS A JUNTAR?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m do acordo propriamente dito com a informa&ccedil;&atilde;o supra referida, &eacute; obrigat&oacute;ria a jun&ccedil;&atilde;o dos seguintes documentos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">1. Certid&atilde;o do Registo Comercial ou Chave de Acesso;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">2. Estatutos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">3. Documento de presta&ccedil;&atilde;o de contas (tr&ecirc;s &uacute;ltimos exerc&iacute;cios);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">4. Documento com a descri&ccedil;&atilde;o do passivo existente: Nome dos credores, proveni&ecirc;ncia, montante e natureza dos cr&eacute;ditos e garantias associadas) &ndash; para efeitos de apuramento dos requisitos para recurso ao RERE);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">5. Lista dos processos judiciais e arbitrais (para comunica&ccedil;&atilde;o ao tribunal competente dos efeitos do protocolo e acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">6. Justifica&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o apresenta&ccedil;&atilde;o dos documentos exigidos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O PROCESSO NEGOCIAL &Eacute; CONFIDENCIAL?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo negocial &eacute; em regra confidencial, salvo estipula&ccedil;&atilde;o (por unanimidade) das partes, em atribuir publicidade no todo ou parte do acordo aquando do dep&oacute;sito na Conservat&oacute;ria do Registo Comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confidencialidade sofre um desvio aquando da informa&ccedil;&atilde;o aos tribunais onde correm os processos judiciais sobre a empresa e ainda para efeitos de conhecimento &agrave; Autoridade Tribut&aacute;ria e Seguran&ccedil;a Social e conhecimento<br \/>\n\tdos trabalhadores da empresa, desde que titulares de cr&eacute;dito sobre a mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUAIS OS EFEITOS DO PROTOCOLO DE NEGOCIA&Ccedil;&Atilde;O?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem preju&iacute;zo dos efeitos em riste apenas se circunscreverem &agrave;s partes signat&aacute;rias, o dep&oacute;sito do protocolo determina a suspens&atilde;o de qualquer pedido de insolv&ecirc;ncia, e leva ao dever de absten&ccedil;&atilde;o (mediante<br \/>\n\tcompromisso lavrado no protocolo) na instaura&ccedil;&atilde;o de quaisquer a&ccedil;&otilde;es judiciais, declarativas, executivas ou arbitrarias pelos credores signat&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o dep&oacute;sito do protocolo o devedor pode prosseguir o curso normal da sua atividade desde que n&atilde;o sejam praticados atos de especial relev&acirc;ncia nos termos do disposto no n.&ordm; 2 e 3 do art.&ordm; 161.&ordm; do CIRE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUANDO CESSAM AS NEGOCIA&Ccedil;&Otilde;ES?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As negocia&ccedil;&otilde;es cessam com o acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMO &Eacute; APROVADO O ACORDO DE REESTRUTURA&Ccedil;&Atilde;O?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acordo pode incidir no todo ou em parte dos cr&eacute;ditos em divida mediante aceita&ccedil;&atilde;o integral de todas as suas condi&ccedil;&otilde;es com ades&atilde;o de todos os credores que nele participarem e reconhecimento de assinaturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aprova&ccedil;&atilde;o obriga ao dep&oacute;sito do acordo junto da Conservat&oacute;ria do Registo Comercial e comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; Autoridade Tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUAIS OS EFEITOS PROCESSUAIS DO APROVA&Ccedil;&Atilde;O DO ACORDO?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece-nos que a lei n&atilde;o foi suficientemente clara no tipo de efeitos a atribuir &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o e dep&oacute;sito do acordo, ou pelo menos na articula&ccedil;&atilde;o dos mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O normativo n.&ordm; 1 do art.&ordm; 25.&ordm; do RERE refere como efeito a extin&ccedil;&atilde;o imediata dos processos judiciais, executivos, declarativos e natureza cautelar intentados contra o devedor por credores signat&aacute;rios do acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o n.&ordm; 3 contempla a exclus&atilde;o dos processos judiciais de natureza laboral (n&atilde;o inclu&iacute;do naquele numero),declarativos, executivos ou cautelares (estes j&aacute; inclu&iacute;dos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se por um lado extingue os processos, por outro exclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A montante a extin&ccedil;&atilde;o apenas diz respeito aos processos relacionados com cr&eacute;ditos inclu&iacute;dos no acordo, a jusante, afasta tal requisito abrangendo processos cujo pedido se refira a cr&eacute;ditos inclu&iacute;dos ou n&atilde;o<br \/>\n\tno acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendemos existir uma ambiguidade quanto aos efeitos processuais, hipot&eacute;tica causa efeito de eventuais ju&iacute;zos contradit&oacute;rios e a decis&otilde;es ambivalentes, aqui menorizadas pelo facto do preceito apenas ser analisado numa forma<br \/>\n\tpositiva, ou seja, extinguindo os processos, seja qual for o tipo de processo ou credito peticionado, inclu&iacute;do ou n&atilde;o no acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUAIS OS EFEITOS FISCAIS?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que a empresa beneficie das isen&ccedil;&otilde;es fiscais previstas &eacute; necess&aacute;rio obter a reestrutura&ccedil;&atilde;o de pelo menos 30% do cr&eacute;dito correspondente ao passivo n&atilde;o subordinado, desde que devidamente comprovado<br \/>\n\te atestado por documento emitido por revisor oficial de contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">1. Isen&ccedil;&atilde;o de IRC sobre as mais-valias obtidas pela da&ccedil;&atilde;o em cumprimento de bens do devedor;&acute;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">2. N&atilde;o inclus&atilde;o na mat&eacute;ria colet&aacute;vel das varia&ccedil;&otilde;es patrimoniais resultantes das altera&ccedil;&otilde;es das dividas previstas no acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">3. O valor dos cr&eacute;ditos, objetos de redu&ccedil;&atilde;o no acordo s&atilde;o considerados como custo ou perda do respetivo exerc&iacute;cio, para efeitos de apuramento do lucro tribut&aacute;vel o devedor, passivo de IRC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">4. Isen&ccedil;&atilde;o de imposto selo nas modifica&ccedil;&otilde;es dos prazos de vencimento e vencimento das taxas de juros, bem como, aumentos de capital, cria&ccedil;&atilde;o de novas empresas, da&ccedil;&otilde;es em cumprimento dos bens da sociedade,<br \/>\n\topera&ccedil;&otilde;es de financiamento, trespasse ou cess&atilde;o de sociedades e a transfer&ecirc;ncia de estabelecimento comerciais e por &uacute;ltimo quanto &agrave; emiss&atilde;o de letras e livran&ccedil;as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">5. Isen&ccedil;&atilde;o de imposto municipal sobre as transmiss&otilde;es onerosas de im&oacute;veis integradas no acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os devidos efeitos, foram alterados os respetivos CIVA e CIRC no que tange &agrave; inclus&atilde;o do preceituado quanto ao dep&oacute;sito do acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o junto da Conservat&oacute;ria do Registo Comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PODEM SER RESOLVIDOS OS NEG&Oacute;CIOS CELEBRADOS EM CASO DE INSOLV&Ecirc;NCIA?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se os neg&oacute;cios jur&iacute;dicos forem previstos e estipulados no protocolo de negocia&ccedil;&atilde;o e no acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta insusceptibilidade cessa em caso dos financiamentos obtidos serem utilizados pelo devedor em benef&iacute;cio da respetiva entidade financiadora ou de entidade que com este esteja relacionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&Eacute; PERIMITIDO REQUEREER UM PER NA VIG&Ecirc;NCIA DO ACORDO?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, desde que o acordo extrajudicial esteja assinado pelo devedor e pelos credores que representem a maioria dos credores ou, atrav&eacute;s da ades&atilde;o de outros credores que entretanto venham a subscrever o acordo posteriormente, acautelando-se<br \/>\n\tsempre a convers&atilde;o da lista de cr&eacute;ditos em definitiva para homologa&ccedil;&atilde;o judicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUAIS AS CONSEQU&Ecirc;NCIAS EM CASO DE INCUMPRIMENTO?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O incumprimento do acordo para com um credor n&atilde;o determina a invalidade e resolu&ccedil;&atilde;o do acordo por inteiro. O acredor afetado pode requerer o vencimento de todas as presta&ccedil;&otilde;es e resolver o acordo mas tal incumprimento<br \/>\n\tn&atilde;o afeta todos os outros nem assume efeito repristinat&oacute;rio quanto &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es alteradas com a entrada em vigor do acordo de reestrutura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Acordo assinado por todas as partes constitu&iacute; t&iacute;tulo executivo quanto &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es pecuni&aacute;rias assumidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>APLICABILIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pese embora este novo regime tenha aplica&ccedil;&atilde;o &aacute;s entidades que n&atilde;o estejam em situa&ccedil;&atilde;o de insolv&ecirc;ncia este regime possibilita que as empresas em situa&ccedil;&atilde;o de insolv&ecirc;ncia possam recorrer<br \/>\n\ta este regime num prazo de 18 (dezoito) meses ap&oacute;s a entrada em vigor do diploma em an&aacute;lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este regime vem sem d&uacute;vida possibilitar um bal&atilde;o de oxig&eacute;nio &agrave;s empresas que se encontram em dificuldades financeiras<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o duvidamos dessa mesma benevol&ecirc;ncia. Questionamos se ser&aacute; de todo a melhor op&ccedil;&atilde;o. Uma empresa &ldquo;endividada&rdquo; recorrer &agrave; recapitaliza&ccedil;&atilde;o aumentando o seu passivo em face dos seus credores,<br \/>\n\tcriando-se um cen&aacute;rio de indireto endividamento encapotado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal solu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser um perigo eminente para uma situa&ccedil;&atilde;o real de insolv&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer modo, vivemos um tempo de bonan&ccedil;a, e &eacute; nesse caminho que surge este procedimento extrajudicial para ajudar as empresas a talhar solu&ccedil;&otilde;es que lhes permitem fazer face &agrave; concorr&ecirc;ncia e obter condi&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\tfavor&aacute;veis ao seu crescimento, evitando-se as nefastas e graves consequ&ecirc;ncias de uma insolv&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo encarregar-se-&aacute; de dar as respostas sobre o sucesso ou ingl&oacute;rias destas medidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por agora entenda-se, que n&atilde;o obstante a &ldquo;bondade&rdquo; aqui escamoteada, deve o RERE ser alvo de alguns ajustes e arestas a limar quanto &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es aqui trazidas e j&aacute; apontadas. Sentidos mais amb&iacute;guos<br \/>\n\te com alguma clareza omitida, s&atilde;o fatores que podem a trazer alguns dissabores a quem de direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong><\/strong> da Belzuz Advogados conta<br \/>\n\tuma vasta experi&ecirc;ncia em <strong>recupera&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de ativos<\/strong>. Quer na vertente recuperadora ou do lado do devedor. Potenciamos a melhor das solu&ccedil;&otilde;es com base nos mecanismos existentes. O Regime Extrajudicial<br \/>\n\tde Recupera&ccedil;&atilde;o de Empresas n&atilde;o ser&aacute; exce&ccedil;&atilde;o nesse &acirc;mbito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4245","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4245"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4245"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4245"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4245"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}