{"id":4264,"date":"2018-07-25T22:00:00","date_gmt":"2018-07-25T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"deducao-de-lucros-retidos-e-reinvestidos-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/deducao-de-lucros-retidos-e-reinvestidos-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Dedu\u00e7\u00e3o de lucros retidos e reinvestidos (DLRR)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tNo final de cada exerc&iacute;cio, tendo uma empresa apurado resultados positivos, os s&oacute;cios decidir&atilde;o qual o destino a dar<br \/>\n\t&agrave;queles resultados, os quais podem, por exemplo, ser-lhes distribu&iacute;dos sob a forma de dividendos. No entanto, caso optem por utilizar parte desses lucros para investir num conjunto de aplica&ccedil;&otilde;es relevantes, a empresa ter&aacute;<br \/>\n\talguns benef&iacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem beneficiar da DLRR as empresas que exer&ccedil;am, a t&iacute;tulo principal, uma atividade de natureza comercial, industrial ou agr&iacute;cola e que preencham, cumulativamente, as seguintes condi&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">a) Sejam micro, pequenas e m&eacute;dias empresas, tal como definidas na Recomenda&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 2003\/361\/CE, da Comiss&atilde;o, de 6 de maio de 2003;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">b) Disponham de contabilidade regularmente organizada;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">c) O seu lucro tribut&aacute;vel n&atilde;o seja determinado por m&eacute;todos indiretos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">d) Tenham a situa&ccedil;&atilde;o fiscal e contributiva regularizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas entidades podem deduzir &agrave; coleta do IRC at&eacute; 10% dos lucros retidos que sejam reinvestidos em aplica&ccedil;&otilde;es relevantes, no prazo de tr&ecirc;s anos contado a partir do final do exerc&iacute;cio a que correspondam os lucros<br \/>\n\tretidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O montante m&aacute;ximo dos lucros retidos e reinvestidos, em cada per&iacute;odo de tributa&ccedil;&atilde;o, &eacute; de &euro;7.500.000, por sujeito passivo, sendo a dedu&ccedil;&atilde;o feita at&eacute; &agrave; concorr&ecirc;ncia de 25% da coleta<br \/>\n\tde IRC (caso estejamos perante uma micro ou pequena empresa, a dedu&ccedil;&atilde;o &eacute; feita at&eacute; &agrave; concorr&ecirc;ncia de 50% da coleta do IRC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consideram-se aplica&ccedil;&otilde;es relevantes, para efeitos do presente regime, os ativos fixos tang&iacute;veis, adquiridos em estado de novo, com exce&ccedil;&atilde;o de:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">a) Terrenos, salvo no caso de se destinarem &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es mineiras, &aacute;guas minerais naturais e de nascente, pedreiras, barreiros e areeiros em projetos de ind&uacute;stria extrativa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">b) Constru&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o, repara&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o de quaisquer edif&iacute;cios, salvo quando afetos a atividades produtivas ou administrativas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">c) Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, salvo quando afetas &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o p&uacute;blico de transportes ou destinadas a serem alugadas no exerc&iacute;cio da atividade normal do sujeito passivo, barcos de recreio<br \/>\n\te aeronaves de turismo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">d) Artigos de conforto ou decora&ccedil;&atilde;o, salvo equipamento hoteleiro afeto a explora&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">e) Ativos afetos a atividades no &acirc;mbito de acordos de concess&atilde;o ou de parceria p&uacute;blico-privada celebrados com entidades do setor p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De referir que (i) a DLRR n&atilde;o &eacute; cumul&aacute;vel, relativamente &agrave;s mesmas aplica&ccedil;&otilde;es relevantes eleg&iacute;veis, com quaisquer outros benef&iacute;cios fiscais ao investimento da mesma natureza, mas (ii) &eacute; cumul&aacute;vel<br \/>\n\tcom o regime de benef&iacute;cios contratuais e com o RFAI, nos termos legalmente previstos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso &agrave; DLRR implica o cumprimento de algumas obriga&ccedil;&otilde;es. Desde logo, os sujeitos passivos que dela beneficiem devem proceder &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o, no balan&ccedil;o, de reserva especial correspondente ao montante<br \/>\n\tdos lucros retidos e reinvestidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a dedu&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser justificada por documento que tem de integrar o processo de documenta&ccedil;&atilde;o fiscal, que identifique discriminadamente o montante dos lucros retidos e reinvestidos, as aplica&ccedil;&otilde;es<br \/>\n\trelevantes objeto de reinvestimento, o respetivo montante e outros elementos considerados relevantes. De referir que a contabilidade da entidade benefici&aacute;ria deve evidenciar o imposto que deixe de ser pago em resultado da dedu&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tmediante men&ccedil;&atilde;o do valor correspondente no anexo &agrave;s demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras relativa ao exerc&iacute;cio em que se efetua a dedu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta figura, que pode ser bastante interessante, em particular para empresas que estejam a ponderar a realiza&ccedil;&atilde;o de investimentos, devem ser acompanhadas por advogados com experi&ecirc;ncia em fiscalidade, que poder&atilde;o dar apoio quer<br \/>\n\tquanto ao enquadramento fiscal a conferir aos cr&eacute;ditos incobr&aacute;veis, quer quando &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o dos elementos necess&aacute;rios para a regulariza&ccedil;&atilde;o do IVA a favor da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso precise de algum esclarecimento sobre esta mat&eacute;ria, o <strong><\/strong>\tda Belzuz Abogados, S.L.P. &#8211; Sucursal em Portugal est&aacute; dispon&iacute;vel para o apoiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-4264","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4264"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4264"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4264"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}