{"id":4284,"date":"2018-11-21T23:00:00","date_gmt":"2018-11-21T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-contrato-de-seguro-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-contrato-de-seguro-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Validade formal do Contrato de Seguro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O <strong><\/strong> da Belzuz Abogados S.L.P. tem-se deparado com um crescente n&uacute;mero de situa&ccedil;&otilde;es em que os segurados ou tomadores de um determinado contrato de seguro desconhecem, em concreto, o momento em que se verificou a sua vincula&ccedil;&atilde;o ao aludido contrato, e as consequ&ecirc;ncias da&iacute; advenientes, confundindo assim o contrato de seguro propriamente dito com a ap&oacute;lice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cumpre, desde logo esclarecer que a validade formal do contrato de seguro n&atilde;o depende da observ&acirc;ncia de uma forma especial, isto &eacute;, aquele n&atilde;o deixar&aacute; de ser v&aacute;lido pelo simples facto de n&atilde;o ter sido reduzido a escrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contrato de seguro &eacute; de natureza consensual, de modo que as declara&ccedil;&otilde;es negociais de cada uma das partes n&atilde;o est&atilde;o sujeitas a qualquer requisito de forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em regra, a outorga do contrato de seguro resultar&aacute; da subscri&ccedil;&atilde;o de uma proposta que seja aceite pela seguradora. Mas poder&aacute; tamb&eacute;m assentar numa troca de correspond&ecirc;ncia entre o tomador do seguro e a seguradora ou at&eacute; da troca de declara&ccedil;&otilde;es electr&oacute;nicas nos casos em que o contrato &eacute; celebrado &agrave; dist&acirc;ncia. Nas situa&ccedil;&otilde;es em que o tomador do seguro se trata de uma pessoa singular, a falta de resposta por parte da seguradora &agrave; proposta que lhe foi apresentada, desde que acompanhada dos documentos que o segurador tenha indicado como necess&aacute;rios, nos 14 dias seguintes &agrave; data da sua entrega, faz com que o contrato de seguro se tenha tamb&eacute;m por conclu&iacute;do nos termos propostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o obstante o exposto, o RJCS imp&otilde;e que o segurador seja obrigado a formalizar o contrato celebrado num instrumento escrito, o qual designa de ap&oacute;lice, e a entreg&aacute;-lo ao tomador. Ou seja, por outras palavras, o segurador ir&aacute; reduzir a escrito todo o conte&uacute;do acordado pelas partes, nisso consistindo a ap&oacute;lice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, ao determinar, por um lado, que o contrato de seguro n&atilde;o depende de forma especial e, por outro, que o contrato &eacute; formalizado num instrumento escrito, a lei estabelece uma distin&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;contrato de seguro&rdquo; e &ldquo;ap&oacute;lice&rdquo;, podendo existir o primeiro sem a segunda, mas devendo esta observar a forma escrita, ainda que, quando convencionado, em suporte electr&oacute;nico duradouro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Significa isto que o momento em que as partes se vinculam reciprocamente &eacute; aquele em que se verifica a celebra&ccedil;&atilde;o do contrato de seguro e n&atilde;o apenas quando a entidade seguradora o reduz a escrito e o envia para o tomador. Dito de outro modo, &eacute; a partir do momento em que houve consenso (por exemplo, verbal ou por troca de correspond&ecirc;ncia), ainda que a ap&oacute;lice n&atilde;o tenha sido emitida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, no caso de ocorr&ecirc;ncia de um sinistro ap&oacute;s a celebra&ccedil;&atilde;o do contrato de seguro, mas antes da emiss&atilde;o da respectiva ap&oacute;lice, n&atilde;o poder&aacute; ser afastada a possibilidade de ser invocado contrato de seguro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poder-se-&aacute; ent&atilde;o questionar qual a raz&atilde;o para que o contrato de seguro (que n&atilde;o est&aacute; dependente de qualquer forma para ser v&aacute;lido) tenha obrigatoriamente de ser formalizado num instrumento escrito, nomeadamente na ap&oacute;lice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta a esta pergunta prende-se unicamente com uma quest&atilde;o de prova do pr&oacute;prio contrato de seguro. Acresce que a redu&ccedil;&atilde;o a escrito visa tamb&eacute;m proporcionar &agrave;s partes, mormente ao tomador do seguro, a oportunidade de reflectir sobre o seu conte&uacute;do, contribuir para a certeza do conte&uacute;do das cl&aacute;usulas contratuais e, quando for o caso, facilitar o seu conhecimento por terceiros. A redu&ccedil;&atilde;o a escrito revela ainda particular import&acirc;ncia na precisa defini&ccedil;&atilde;o das garantias e do funcionamento do contrato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste &acirc;mbito, importa sublinhar que, com a transposi&ccedil;&atilde;o da Diretiva de Distribui&ccedil;&atilde;o de Seguros (Diretiva (UE) n.&ordm; 2016\/97, de 20 de janeiro de 2016), no Ramo N&atilde;o Vida, todos os distribuidores de seguros passar&atilde;o a ser obrigados a, previamente &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o de contrato de seguro, remeter ao potencial cliente um documento de informa&ccedil;&atilde;o sobre o produto de seguros (denominado Insurance-Product-Information-Document &#8211; IPID). Este documento, entre outras informa&ccedil;&otilde;es, informar&aacute; o momento de in&iacute;cio de vig&ecirc;ncia da ap&oacute;lice e, dessa forma, transmitir&aacute; maior seguran&ccedil;a aos futuros tomadores e segurados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cumpre referir que o <strong style=\"text-align: justify;\"><\/strong> da Belzuz Advogados S.L.P. est&aacute; capacitado para dar resposta a estas e a outras quest&otilde;es que possam surgir no &acirc;mbito de contratos de seguro, prestando o necess&aacute;rio aconselhamento jur&iacute;dico tanto a particulares, como a companhias seguradoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4284","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4284"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4284"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4284"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4284"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}