{"id":4288,"date":"2019-01-27T23:00:00","date_gmt":"2019-01-27T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"novo-codigo-da-propriedade-industrial-alteracoes-ao-regime-das-marcas-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/novo-codigo-da-propriedade-industrial-alteracoes-ao-regime-das-marcas-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Novo C\u00f3digo da Propriedade Industrial: altera\u00e7\u00f5es ao regime das marcas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEste m&ecirc;s o <strong><\/strong>\tda Belzuz Abogados S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal debru&ccedil;a-se sobre as principais altera&ccedil;&otilde;es ao regime das marcas introduzidas pelo novo C&oacute;digo da Propriedade Industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No passado dia 10 de dezembro de 2018, foi publicado no Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, o Decreto-Lei n.&ordm; 110\/2018, que aprova o novo C&oacute;digo da Propriedade Industrial (&ldquo;CPI&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo C&oacute;digo transp&otilde;e para o ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s a Diretiva (UE) n.&ordm; 2015\/2436 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2015, e a Diretiva (UE) n.&ordm; 2016\/43 do Parlamento Europeu e do Conselho,<br \/>\n\tde 8 de junho de 2016, aproximando as legisla&ccedil;&otilde;es dos Estados-Membros em mat&eacute;ria de marcas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime das marcas sofreu diversas altera&ccedil;&otilde;es devido &agrave; influ&ecirc;ncia das regulamenta&ccedil;&otilde;es europeias. Nessa medida, das v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es introduzidas nesta mat&eacute;ria, importa assinalar as<br \/>\n\tde maior relevo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Representa&ccedil;&atilde;o da marca<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao abrigo do novo C&oacute;digo j&aacute; n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio que o requerente apresente, com o pedido de registo, uma representa&ccedil;&atilde;o visual do sinal, bastando a entrega de uma representa&ccedil;&atilde;o que permita determinar,<br \/>\n\tde modo claro e preciso, o objeto da prote&ccedil;&atilde;o conferida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta norma, estabelecida na Regulamenta&ccedil;&atilde;o Europeia, pretendeu ir ao encontro da jurisprud&ecirc;ncia do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia, sufragada em diversas decis&otilde;es, sendo a mais emblem&aacute;tica o Ac&oacute;rd&atilde;o<br \/>\n\tSieckmann, de 12 de dezembro de 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta altera&ccedil;&atilde;o veio simplificar o processo de registo e abrir a porta &agrave;s novas tecnologias, facilitando o registo de tipos de marca menos convencionais, nomeadamente as marcas sonoras, gustativas, olfativas e t&aacute;teis. Assim,<br \/>\n\ta t&iacute;tulo exemplificativo, onde atualmente o registo de uma marca sonora carece da entrega de uma representa&ccedil;&atilde;o visual (em regra, uma pauta musical), com a entrada em vigor das referidas altera&ccedil;&otilde;es bastar&aacute; ao<br \/>\n\trequerente submeter a marca em suporte &aacute;udio, como um simples ficheiro MP3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Registo de cores como marca<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi removida a limita&ccedil;&atilde;o que apenas permitia efetuar um registo de marca de cores quando estas fossem combinadas entre si, ou com gr&aacute;ficos, dizeres ou outros elementos distintivos. Nessa medida, ser&aacute; mais f&aacute;cil, ao abrigo<br \/>\n\tda nova legisla&ccedil;&atilde;o, registar cores associadas a determinados produtos ou servi&ccedil;os enquanto marca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dura&ccedil;&atilde;o do registo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dura&ccedil;&atilde;o do registo continuar&aacute; a ser de 10 (dez) anos, mas este prazo passar&aacute; a ser contado a partir da data da apresenta&ccedil;&atilde;o do pedido e n&atilde;o a partir da data da respetiva concess&atilde;o, como sucede<br \/>\n\tatualmente.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os registos de marcas e log&oacute;tipos concedidos antes da entrada em vigor da nova lei gozam de um regime transit&oacute;rio que estabelece que o prazo de dura&ccedil;&atilde;o conta-se a partir da concess&atilde;o, conforme estipulava o c&oacute;digo<br \/>\n\tanterior. Contudo, os prazos para as renova&ccedil;&otilde;es subsequentes contar-se-&atilde;o de acordo com a nova previs&atilde;o normativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uso s&eacute;rio da marca<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser&aacute; poss&iacute;vel ao requerente de um registo de marca, caso o seu pedido de registo venha a ser alvo de uma reclama&ccedil;&atilde;o, exigir que o reclamante prove que a marca id&ecirc;ntica ou confund&iacute;vel que serve de fundamento &agrave;<br \/>\n\treclama&ccedil;&atilde;o tenha sido usada para assinalar os produtos ou servi&ccedil;os para os quais foi registada nos &uacute;ltimos 5 (cinco) anos consecutivos. Caso o reclamante n&atilde;o apresente prova deste uso s&eacute;rio, ou justo motivo para<br \/>\n\tn&atilde;o ter usado a marca, a reclama&ccedil;&atilde;o ser&aacute; considerada improcedente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m nos casos de recusa provis&oacute;ria do registo por parte do INPI com fundamento na exist&ecirc;ncia de uma marca anteriormente registada que tenha mais de 5 (cinco) anos de registo, poder&aacute; o requerente do pedido, em sede de resposta,<br \/>\n\tsolicitar que o titular da marca previamente registada seja notificado para, no prazo de 1 (um) m&ecirc;s, provar o uso da mesma ou o justo motivo para o n&atilde;o uso, sob pena de se considerarem sanadas as obje&ccedil;&otilde;es ao pedido de registo<br \/>\n\te o mesmo ser, nessa sequ&ecirc;ncia, deferido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa medida, o uso s&eacute;rio passa a ser uma condi&ccedil;&atilde;o quase obrigat&oacute;ria para o titular de uma marca registada, uma vez que a efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos de exclusivo conferidos pelo registo passar&atilde;o a requerer<br \/>\n\testa prova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este refor&ccedil;o visa garantir que as marcas registadas venham a ser efetivamente usadas e que n&atilde;o s&atilde;o registadas com intuito meramente anti concorrencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos processos de oposi&ccedil;&atilde;o apresentados antes da entrada em vigor do C&oacute;digo objeto de an&aacute;lise, fica exclu&iacute;da a possibilidade de invoca&ccedil;&atilde;o da falta de uso s&eacute;rio no decurso do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recusa do registo por m&aacute;-f&eacute;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo diploma prev&ecirc; que a m&aacute;-f&eacute; &eacute; fundamento de recusa do registo, podendo esta ser invocada por qualquer interessado para o efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este fundamento de recusa cria uma exce&ccedil;&atilde;o ao regime das marcas livres e n&atilde;o registadas. O novo diploma opta por manter a regra anteriormente prevista, que concede ao utilizador de uma marca livre ou n&atilde;o registada um direito<br \/>\n\tde prioridade de seis meses para efetuar o registo. Por&eacute;m, a proibi&ccedil;&atilde;o do registo de m&aacute;-f&eacute; poder&aacute;, na pr&aacute;tica, permitir que o titular de uma marca usada n&atilde;o registada possa vencer no confronto com<br \/>\n\tuma marca registada, desde que consiga comprovar que o registo foi feito de m&aacute;-f&eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As marcas registadas por m&aacute;-f&eacute; est&atilde;o sujeitas ao regime de nulidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regime geral da nulidade e anulabilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra grande altera&ccedil;&atilde;o introduzida pelo novo C&oacute;digo da Propriedade Industrial tem a ver com o regime geral da nulidade e anulabilidade, nomeadamente, de registos de marcas, desenhos ou modelos, log&oacute;tipos, denomina&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tde origem, indica&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas e de recompensas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A declara&ccedil;&atilde;o de nulidade e de anula&ccedil;&atilde;o deixa de poder resultar apenas de decis&atilde;o judicial e passa a poder ser proferida pelo INPI, com a ressalva de que a invoca&ccedil;&atilde;o n&atilde;o resulte de um pedido reconvencional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O INPI passar&aacute; a ter compet&ecirc;ncia para, em primeira inst&acirc;ncia, declarar a invalidade de marcas registadas &ndash; compet&ecirc;ncia que &eacute; atualmente reconhecida ao Tribunal da Propriedade Intelectual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pedidos de anula&ccedil;&atilde;o da marca devem ser apresentados ao INPI no prazo de 5 (cinco) anos a contar do despacho de concess&atilde;o do registo a que respeitam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta nova disposi&ccedil;&atilde;o entrar&aacute; em vigor 30 (trinta) dias ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o do diploma. Contudo, e de acordo disposi&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria do artigo 10.&ordm;, aos prazos para pedidos de anulabilidade<br \/>\n\tque se encontrem a decorrer na entrada em vigor deste novo complexo normativo e &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de nulidade e anula&ccedil;&atilde;o j&aacute; intentadas no Tribunal da Propriedade Intelectual, aplicam-se as normas anteriormente vigentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendemos que esta medida foi tomada, tendo presente a inten&ccedil;&atilde;o do legislador em simplificar os processos, torn&aacute;-los menos onerosos para as partes envolvidas e, para al&eacute;m do mais, para resolver &#8211; pelo menos em parte &#8211; o vasto<br \/>\n\tassoberbamento que se faz sentir no Tribunal da Propriedade Intelectual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcas coletivas e marcas de certifica&ccedil;&atilde;o ou garantia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As marcas de associa&ccedil;&atilde;o e as marcas de certifica&ccedil;&atilde;o passar&atilde;o a designar-se, &agrave; luz da nova legisla&ccedil;&atilde;o, marcas coletivas e marcas de certifica&ccedil;&atilde;o ou garantia, respetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong style=\"text-align: justify;\"><\/strong>\tda Belzuz Abogados, S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal conta com profissionais habilitados a prestar <strong>assessoria jur&iacute;dica em procedimentos de registo de marcas nacionais, internacionais e comunit&aacute;rias<\/strong>; defesa de marcas,<br \/>\n\toposi&ccedil;&otilde;es e recursos; em procedimentos judiciais em mat&eacute;ria de infra&ccedil;&otilde;es, nulidade e caducidade de marcas; servi&ccedil;o de vigil&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a pedidos de registo de marcas posteriores &agrave;<br \/>\n\tdos nossos clientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4288","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4288"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4288"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4288"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4288"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}