{"id":4292,"date":"2019-02-27T23:00:00","date_gmt":"2019-02-27T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-arrendamento-urbano-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-arrendamento-urbano-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Arrendamento Urbano \u2013 prote\u00e7\u00e3o dos inquilinos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Lei 13\/2019, de 12 de fevereiro aprovou uma s&eacute;rie de altera&ccedil;&otilde;es de natureza material e processual que procuram atenuar os desequil&iacute;brios entre as partes do arrendamento e, bem assim, criar um regime de especial prote&ccedil;&atilde;o dos inquilinos mais fr&aacute;geis, bem como dos fiadores do arrendat&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipa do <strong><\/strong> da Belzuz Abogados, S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal tem vindo a acompanhar de perto estas altera&ccedil;&otilde;es legislativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t&iacute;tulo de exemplo, o montante da penaliza&ccedil;&atilde;o imposta ao Arrendat&aacute;rio no caso de mora no pagamento da renda, que anteriormente ascendia a 50% do valor da renda, foi reduzido para 20 % do valor devido. Esta penaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poder&aacute; ser exigida no caso de resolu&ccedil;&atilde;o do contrato com fundamento na falta de pagamento de rendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m no caso de cobran&ccedil;a do pagamento das rendas, o Senhorio apenas poder&aacute; exigir do fiador o pagamento dos seus cr&eacute;ditos, desde que tenha previamente notificado o referido fiador da situa&ccedil;&atilde;o de mora e dos montantes em d&iacute;vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de continuar a ser obrigat&oacute;ria a celebra&ccedil;&atilde;o do contrato de arrendamento por escrito, se a falta de contrato escrito n&atilde;o for da responsabilidade do Arrendat&aacute;rio, este pode provar a exist&ecirc;ncia de um t&iacute;tulo por qualquer forma (nomeadamente, demonstrando a utiliza&ccedil;&atilde;o do locado pelo Arrendat&aacute;rio sem oposi&ccedil;&atilde;o do Senhorio e o pagamento mensal da respetiva renda por um per&iacute;odo de seis meses).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resolu&ccedil;&atilde;o do contrato com fundamento na falta de pagamento da renda obriga a um procedimento adicional de comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via ao Arrendat&aacute;rio. Encontrando-se em mora de pagamento mais de 3 rendas &ndash; e sendo fundamento de resolu&ccedil;&atilde;o pelo Senhorio o caso de o Arrendat&aacute;rio estar em mora superior a oito dias, no pagamento da renda, por mais de quatro vezes, seguidas ou interpoladas, num per&iacute;odo de 12 meses &ndash; o Senhorio s&oacute; poder&aacute; exercer o direito de resolu&ccedil;&atilde;o se, ap&oacute;s o terceiro atraso no pagamento da renda, tiver informado o Arrendat&aacute;rio de que &eacute; sua inten&ccedil;&atilde;o p&ocirc;r fim ao arrendamento naqueles termos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o objetivo de assegurar uma maior estabilidade do arrendamento habitacional, a nova lei fixa um prazo m&iacute;nimo de dura&ccedil;&atilde;o do arrendamento com prazo certo, que passa a ser de um ano (salvo no caso dos contratos para habita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permanente ou para fins especiais transit&oacute;rios, como &eacute; o caso de motivos profissionais, de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o ou tur&iacute;sticos), e determina ainda que, salvo estipula&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio, o contrato se renova automaticamente no seu termo e por per&iacute;odos sucessivos de igual dura&ccedil;&atilde;o ou de tr&ecirc;s anos, caso a dura&ccedil;&atilde;o inicial do contrato seja inferior aos referidos tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m com o mesmo prop&oacute;sito de prote&ccedil;&atilde;o dos Arrendat&aacute;rios e do seu direito a habita&ccedil;&atilde;o, a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; primeira renova&ccedil;&atilde;o do contrato, por parte do Senhorio, apenas poder&aacute; produzir efeitos decorridos tr&ecirc;s anos da celebra&ccedil;&atilde;o do mesmo, mantendo-se o contrato em vigor at&eacute; essa data (salvo nos casos de necessidade de habita&ccedil;&atilde;o pelo pr&oacute;prio ou seus descentes). Ou seja, o Senhorio passa a estar vinculado a um arrendamento com uma dura&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de tr&ecirc;s anos, n&atilde;o podendo opor-se &agrave; primeira renova&ccedil;&atilde;o se o contrato tiver sido celebrado pelo prazo inicial de um ou dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que respeita aos contratos de dura&ccedil;&atilde;o indeterminada, mant&eacute;m-se os prazos de den&uacute;ncia previstos para o Arrendat&aacute;rio, mas o Senhorio apenas poder&aacute; denunciar o contrato em caso de necessidade de sua habita&ccedil;&atilde;o ou seus descendentes, para demoli&ccedil;&atilde;o ou realiza&ccedil;&atilde;o de obras de remodela&ccedil;&atilde;o com determinadas caracter&iacute;sticas ou mediante comunica&ccedil;&atilde;o ao Arrendat&aacute;rio com anteced&ecirc;ncia n&atilde;o inferior a cinco anos sobra a data em que pretenda a cessa&ccedil;&atilde;o, devendo esta &uacute;ltima ser confirmada por comunica&ccedil;&atilde;o com a anteced&ecirc;ncia m&aacute;xima de 15 meses e m&iacute;nima de um ano relativamente &agrave; data da sua efetiva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, e no que respeita aos arrendamentos para fins n&atilde;o habitacionais, sem preju&iacute;zo da liberdade de fixa&ccedil;&atilde;o dos respetivos termos, a nova lei prev&ecirc; que o contrato celebrado por prazo certo ser renova automaticamente no seu termo e por per&iacute;odos de igual dura&ccedil;&atilde;o ou de cinco anos, se esta for inferior. Durante os cinco primeiros anos ap&oacute;s o in&iacute;cio do contrato, independentemente do prazo estipulado, o Senhorio n&atilde;o pode opor-se &agrave; renova&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o podemos deixar de real&ccedil;ar que as comunica&ccedil;&otilde;es do senhorio de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; enviadas durante a vig&ecirc;ncia da Lei n.&ordm; 30\/2018, de 14 de junho (i.e., oposi&ccedil;&atilde;o de renova&ccedil;&atilde;o dos contratos de arrendamento para habita&ccedil;&atilde;o cujo arrendat&aacute;rio resida h&aacute; mais de 15 anos no locado e tenha ou idade igual ou superior a 65 anos ou grau comprovado de incapacidade igual ou superior a 60%,), n&atilde;o produzem quaisquer efeitos, salvo se tiverem sido feitas com fundamento a necessidade de habita&ccedil;&atilde;o do senhorio ou dos seus descendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipa do <strong style=\"text-align: justify;\"><\/strong> da Belzuz Abogados, S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal tem vindo a acompanhar de perto estas altera&ccedil;&otilde;es legislativas, que ir&atilde;o ter um enorme impacto no impacto no mercado imobili&aacute;rio nacional. O acompanhamento e assist&ecirc;ncia jur&iacute;dica, quer aos Senhorios, quer a Arrendat&aacute;rios &eacute; essencial para assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o e conclus&atilde;o de neg&oacute;cios que poder&atilde;o beneficiar todos os intervenientes no nosso mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4292","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4292"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4292"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4292"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4292"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}