{"id":4300,"date":"2019-04-09T22:00:00","date_gmt":"2019-04-09T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"advogados-arrendamento-urbano-em-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/advogados-arrendamento-urbano-em-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Arrendamento Urbano \u2013 obras em pr\u00e9dios arrendados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Lei 13\/2019, de 12 de fevereiro aprovou uma s&eacute;rie de altera&ccedil;&otilde;es de natureza material e processual que procuram atenuar os desequil&iacute;brios entre as partes do arrendamento, nomeadamente nas situa&ccedil;&otilde;es em que os imoveis arrendados s&atilde;o objeto de obras de reabilita&ccedil;&atilde;o ou de demoli&ccedil;&atilde;o, envolvendo, muitas vezes a necessidade de suspender ou fazer cessar os arrendamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipa do <strong><\/strong> da Belzuz Abogados, S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal tem vindo a acompanhar de perto estas altera&ccedil;&otilde;es legislativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para beneficiar do regime jur&iacute;dico das obras em pr&eacute;dios arrendados (RJOPA), as obras dever&atilde;o preencher determinados requisitos. A nova lei imp&otilde;e, nomeadamente que o custo das obras de remodela&ccedil;&atilde;o ou de restauro profundos (incluindo IVA), deve corresponder a pelo menos 25% do valor do locado (calculado em fun&ccedil;&atilde;o da sua localiza&ccedil;&atilde;o e da &aacute;rea bruta de constru&ccedil;&atilde;o, nos termos divulgados pelo Instituo Nacional de Estat&iacute;stica) Anteriormente o valor das obras era fixado em 25% do valor patrimonial tribut&aacute;rio &ndash; VPT, o que, nas situa&ccedil;&otilde;es em que o VPT n&atilde;o refletia o valor de mercado dos im&oacute;veis, permitia que a execu&ccedil;&atilde;o de pequenas obras de valor reduzido pudesse qualificar-se como sendo obra profundas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a execu&ccedil;&atilde;o das obras, o contrato de arrendamento &eacute; suspenso e o arrendat&aacute;rio tem o direito de ser realojado no mesmo concelho, num im&oacute;vel em estado de conserva&ccedil;&atilde;o igual ou superior ao do locado objeto de obras, e com condi&ccedil;&otilde;es adequadas &agrave;s do seu agregado familiar. Ap&oacute;s a conclus&atilde;o das obras, o arrendat&aacute;rio pode regressar ao locado, retomando-se a vig&ecirc;ncia do contrato. No entanto, durante o per&iacute;odo de suspens&atilde;o do contrato, o arrendat&aacute;rio dever&aacute; continuar a pagar a renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Excecionalmente o contrato de arrendamento poder&aacute; ser denunciado, mas apenas nas situa&ccedil;&otilde;es em que, na sequ&ecirc;ncia de demoli&ccedil;&atilde;o ou obras de remodela&ccedil;&atilde;o ou restauro profundos n&atilde;o resulte um local com caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s do locado anterior &agrave;s obras. No caso de den&uacute;ncia, as partes dever&atilde;o chegar a um acordo decidindo entre o realojamento do arrendat&aacute;rio por per&iacute;odo n&atilde;o inferior a 3 anos ou o pagamento, ao arrendat&aacute;rio, de uma indemniza&ccedil;&atilde;o no valor m&iacute;nimo de 2 anos de renda (n&atilde;o podendo ser inferior ao dobro do montante de 1\/15 do VPT do locado). Note-se que o arrendat&aacute;rio pode recusar o realojamento, exigindo o pagamento da indemniza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma preocupa&ccedil;&atilde;o acrescida de prote&ccedil;&atilde;o dos arrendat&aacute;rios com mais de 65 anos de idade ou com grau de defici&ecirc;ncia igual ou superior a 60%, a lei prev&ecirc; que no caso de den&uacute;ncia dos contratos celebrados com estes arrendat&aacute;rios, o realojamento do arrendat&aacute;rio obriga &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o de novo contrato de arrendamento por dura&ccedil;&atilde;o indeterminada, sem possibilidade de den&uacute;ncia por parte do respetivo inquilino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de os arrendat&aacute;rios realizarem obras em substitui&ccedil;&atilde;o dos senhorios, estes &uacute;ltimos ficam obrigados ao pagamento de uma compensa&ccedil;&atilde;o por tais trabalhos. Se o arrendat&aacute;rio realizar as obras que tenham sido objeto de intima&ccedil;&atilde;o administrativa, repara&ccedil;&otilde;es urgentes ou obras nas partes comuns do pr&eacute;dio onde se insere o locado &#8211; e desde que tenha comunicado previamente ao senhorio a sua inten&ccedil;&atilde;o de executar tais trabalhos e comunique a conclus&atilde;o das mesmas -, o senhorio &eacute; obrigado a pagar ao arrendat&aacute;rio uma compensa&ccedil;&atilde;o correspondente ao valor das despesas das obras efetuadas e or&ccedil;amentadas e respetivos juros, acrescidas de 5 % destinados a despesas de administra&ccedil;&atilde;o, e aos custos suportados com o realojamento tempor&aacute;rio dos arrendat&aacute;rio. O arrendat&aacute;rio pode compensar o valor suportado com as obras com o valor das rendas mensais, pelo que uma vez conclu&iacute;da a execu&ccedil;&atilde;o das obras, o valor da compensa&ccedil;&atilde;o em d&iacute;vida corresponde ao valor da compensa&ccedil;&atilde;o, subtra&iacute;do do valor que haja sido compensado &agrave;s rendas que haveria a pagar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipa do <strong style=\"text-align: justify;\"><\/strong> da Belzuz Abogados, S.L.P. &ndash; Sucursal em Portugal tem vindo a acompanhar de perto estas altera&ccedil;&otilde;es legislativas, que ir&atilde;o ter um enorme impacto no impacto no <strong>mercado imobili&aacute;rio portugues<\/strong>. O acompanhamento e assist&ecirc;ncia jur&iacute;dica, quer aos Senhorios, quer a Arrendat&aacute;rios &eacute; essencial para assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o e conclus&atilde;o de neg&oacute;cios que poder&atilde;o beneficiar todos os intervenientes no nosso mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4300","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4300"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4300"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4300"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4300"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}