{"id":4430,"date":"2021-01-17T23:00:00","date_gmt":"2021-01-17T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"tratamento-medico-cirurgico-estetico-lisboa-porto-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/tratamento-medico-cirurgico-estetico-lisboa-porto-portugal\/","title":{"rendered":"Garantia de resultado em tratamento m\u00e9dico cir\u00fargico est\u00e9tico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com certa jurisprud&ecirc;ncia, quando estamos perante tratamentos m&eacute;dico-cir&uacute;rgicos de natureza est&eacute;tica, a obriga&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico &eacute;, ao inv&eacute;s do que ocorre na medicina curativa, de resultado e n&atilde;o de meios. Desta forma, os n&iacute;veis de responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de s&atilde;o superiores neste caso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles em que a obriga&ccedil;&atilde;o principal de quem tem como principal objetivo a cura do utente. Com efeito, a natureza n&atilde;o essencial e est&eacute;tica deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o acarreta, pelo m&eacute;dico respons&aacute;vel da mesma, uma obriga&ccedil;&atilde;o adicional de informa&ccedil;&atilde;o e responsabilidade, uma vez que os utentes ter&atilde;o de ser informados de forma mais detalhada das circunst&acirc;ncias e poss&iacute;veis repercuss&otilde;es da interven&ccedil;&atilde;o, assim como do facto de, nesse caso, o m&eacute;dico dever assumir a garantia do resultado expet&aacute;vel do utente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que muito discutido jurisprudencialmente, em Portugal j&aacute; existem decis&otilde;es recentes proferidas por tribunais superiores que assumem claramente esta divis&atilde;o entre a medicina est&eacute;tica e curativa, com as consequentes altera&ccedil;&otilde;es na responsabiliza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico. Em particular, esta divis&atilde;o de responsabiliza&ccedil;&atilde;o tem consequ&ecirc;ncias numa eventual a&ccedil;&atilde;o judicial de erro m&eacute;dico, uma vez que tanto o n&iacute;vel de prova que deve ser efetuado pelo utente, como a prova que incumbe ao m&eacute;dico para sua desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; distinta nos dois casos. Exemplo paradigm&aacute;tico dessa corrente jurisprudencial &eacute; o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal da Rela&ccedil;&atilde;o de Lisboa de 26\/04\/2017, dispon&iacute;vel in www.dgsi.pt, que assume essa divis&atilde;o de forma clara. Nesse aresto, assume-se concretamente &ndash; designadamente no seu sum&aacute;rio &ndash; que &ldquo;Em caso de insucesso de um tratamento m&eacute;dico-cir&uacute;rgico de natureza funcional-est&eacute;tica &ndash; e considerando que a obriga&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico aqui &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o de resultado &ndash; , recai sobre o paciente o &oacute;nus da prova do v&iacute;nculo contratual com o m&eacute;dico, dos factos demonstrativos do insucesso da terap&ecirc;utica seguida, dos danos e sua extens&atilde;o, bem como do nexo causal entre a interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-cir&uacute;rgica e aqueles danos&rdquo;. Por outro lado, recai sobre o m&eacute;dico respons&aacute;vel pela interven&ccedil;&atilde;o &ldquo;(ou a respetiva seguradora) o &oacute;nus da prova de que n&atilde;o decorre de culpa do m&eacute;dico o insucesso da terap&ecirc;utica seguida e o agravamento da patologia de que o paciente j&aacute; sofria quando foi submetido ao tratamento&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por contemplar diferentes obriga&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas, as reclama&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es judiciais sobre erro m&eacute;dico s&atilde;o de elevada complexidade t&eacute;cnico-jur&iacute;dica, raz&atilde;o pela qual o correto acompanhamento jur&iacute;dico &eacute; essencial na defesa dos interesses dos utentes e\/ou prestadores de cuidados de sa&uacute;de. Na Belzuz Advogados uma equipa de advogados com ampla experi&ecirc;ncia em mat&eacute;rias de neglig&ecirc;ncia m&eacute;dica em todas as vertentes poder&aacute; prestar a assessoria jur&iacute;dica necess&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regressando ao ac&oacute;rd&atilde;o mencionado, importa sublinhar que n&atilde;o &eacute; apenas no n&iacute;vel de prova que deve ser realizada que as a&ccedil;&otilde;es de neglig&ecirc;ncia m&eacute;dica por interven&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas est&eacute;ticas s&atilde;o distintas das demais. Tamb&eacute;m o esclarecimento pr&eacute;vio (em particular no que diz respeito ao consentimento informado) e a assun&ccedil;&atilde;o de responsabilidade assumem algumas particularidades. Neste tipo de interven&ccedil;&otilde;es o dever de informa&ccedil;&atilde;o deve ser detalhado, de forma a que, previamente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, o utente tenha total conhecimento das causas, caracter&iacute;sticas e poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias do ato m&eacute;dico, assim como das percentagens de sucesso e recupera&ccedil;&atilde;o. Apenas assim podemos afirmar que o utente se encontra esclarecido e que o consentimento que o m&eacute;dico vier a prestar &eacute; informado. Neste sentido, a decis&atilde;o jurisprudencial acima citada afirma que &ldquo;N&atilde;o resulta exonerada a responsabilidade do m&eacute;dico e da cl&iacute;nica se o paciente, depois de ter recebido esclarecimentos sobre todas as d&uacute;vidas que se lembrou de colocar, veio a assinar uma cl&aacute;usula de exclus&atilde;o de responsabilidade na qual o m&eacute;dico apenas garante fazer o melhor por ela dentro das legis artis dispon&iacute;veis, mas n&atilde;o poder garantir o sucesso da opera&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conclus&atilde;o, n&atilde;o obstante, pela natureza destes temas, ser necess&aacute;ria uma an&aacute;lise casu&iacute;stica muito pormenorizada, regra geral perfilhamos o entendimento do aresto em an&aacute;lise, considerando que as interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas est&eacute;ticas assumem a natureza de obriga&ccedil;&otilde;es de resultado e n&atilde;o de meios. Assim, as obriga&ccedil;&otilde;es do m&eacute;dico respons&aacute;vel pela interven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais exigentes em compara&ccedil;&atilde;o com as situa&ccedil;&otilde;es em que as interven&ccedil;&otilde;es visam a cura dos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4430","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4430"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4430"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4430"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4430"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}