{"id":4478,"date":"2021-07-01T22:00:00","date_gmt":"2021-07-01T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"o-erro-medico-e-a-sua-prova-em-tribunal-em-portugal","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/o-erro-medico-e-a-sua-prova-em-tribunal-em-portugal\/","title":{"rendered":"O erro m\u00e9dico e a sua prova em tribunal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Como em qualquer outra &aacute;rea de responsabilidade civil, na &aacute;rea do Direito da Sa&uacute;de, a produ&ccedil;&atilde;o de prova &eacute; essencial para se poder declara a exist&ecirc;ncia de responsabilidade de um profissional de sa&uacute;de por uma atua&ccedil;&atilde;o contra a lex artis. Ou seja, ser&aacute; a prova a produzir em sede judicial que permitir&aacute; ao tribunal obter a informa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; necess&aacute;ria para valorar os comportamentos do profissional de sa&uacute;de e determinar se, no caso em an&aacute;lise, h&aacute;, ou n&atilde;o, fundamento para o arbitramento de alguma compensa&ccedil;&atilde;o por danos provocados, sempre que estes se relacionem, causalmente, com a conduta do profissional de sa&uacute;de.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, &eacute; recomend&aacute;vel que todos os lesados que apresentem a&ccedil;&otilde;es judiciais no &acirc;mbito do Direito de Sa&uacute;de utilizem os meios de prova legalmente admiss&iacute;veis, designadamente os documentais e de realiza&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cia, para que seja poss&iacute;vel valorar o erro m&eacute;dico em discuss&atilde;o nos autos. Neste sentido, devemos entender o erro m&eacute;dico como a falha profissional, t&eacute;cnica, do profissional de sa&uacute;de que tem de ser valorada, designadamente em sede judicial, pelo juiz do processo, uma vez que entre os erros poder&atilde;o existir aqueles que efetivamente s&atilde;o violadores das lex artis (e consequentemente indemniz&aacute;veis) e aqueles que, n&atilde;o obstante terem ocorrido, n&atilde;o produzem qualquer responsabilidade na esfera jur&iacute;dica do profissional de sa&uacute;de e\/ou da sua entidade seguradora, quando existente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compete, pois, a quem alega a exist&ecirc;ncia de erro m&eacute;dico indemniz&aacute;vel, isto &eacute;, ao autor do processo, a prova de que o erro em causa, pela sua natureza, &eacute; suscet&iacute;vel de criar responsabilidade no profissional de sa&uacute;de e n&atilde;o resulta, apenas, de um conjunto de circunst&acirc;ncias que n&atilde;o se aplicam ao caso concreto (por exemplo, que o erro era imposs&iacute;vel de impedir ou que n&atilde;o teve qualquer nexo com o dano que o autor alega ser portador). Desta forma, a escolha dos meios de prova a serem realizados num processo judicial &eacute; essencial e a assessoria jur&iacute;dica imprescind&iacute;vel. Neste sentido, a Belzuz Advogados disp&otilde;e de uma equipa de advogados com ampla experi&ecirc;ncia na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os jur&iacute;dicos em processos de an&aacute;lise de erro m&eacute;dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s estabelece que o &oacute;nus de prova incide sobre o reclamante, vemos in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es em que a mesma &eacute; praticamente imposs&iacute;vel de ser efetuada pela parte, que se v&ecirc; &ldquo;a bra&ccedil;os&rdquo; com uma mat&eacute;ria t&eacute;cnica que n&atilde;o domina e sobre a qual deve efetuar prova cabal da exist&ecirc;ncia de um erro indesculp&aacute;vel do(s) demandado(s).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, o Ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal da Rela&ccedil;&atilde;o do Porto de 08\/03\/2019, dispon&iacute;vel in <strong><\/strong>, estabelece que a &ldquo;<em>prova da responsabilidade civil do m&eacute;dico, no caso de dificuldades probat&oacute;rias ou de persist&ecirc;ncia da d&uacute;vida, vislumbra-se como um momento essencial do processo judicativo. Porque assim &eacute;, n&atilde;o pode o juiz limitar-se a afirmar que ao lesado ou suposto lesado, porque onerado com a demonstra&ccedil;&atilde;o da ilicitude (e, dependente das situa&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m da culpa), cabe conformar-se com as consequ&ecirc;ncias de um poss&iacute;vel erro que n&atilde;o demonstra, sem que mobilize todo o conjunto de meios de prova (mormente pericial) que se vislumbre poss&iacute;vel em cada situa&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe, pois, uma corrente jurisprudencial que entende que, por for&ccedil;a do &oacute;nus de prova que recai sobre o autor neste tipo de processos, recai sobre o julgador, &ldquo;o poder-dever de ordenar as dilig&ecirc;ncias que considere necess&aacute;rias &agrave; descoberta da verdade material&rdquo;. Tal poder&aacute; compreender, entre outras situa&ccedil;&otilde;es, o pedido de forma oficiosa pelo juiz do processo, a realiza&ccedil;&atilde;o de uma per&iacute;cia m&eacute;dica na eventualidade do autor n&atilde;o ter requerido a mesma ou n&atilde;o poder suportar os custos associados &agrave; mesma. O mesmo princ&iacute;pio deve ser aplicado para os casos em que o autor, por desconhecimento ou falta de meios, n&atilde;o conseguiu obter a documenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica necess&aacute;ria para avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento do profissional de sa&uacute;de, caso em que o tribunal, de forma oficiosa e com vista &agrave; descoberta da verdade material, deve oficiar pela obten&ccedil;&atilde;o dessa documenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conclus&atilde;o, nos casos em que se discute a valora&ccedil;&atilde;o de um erro m&eacute;dico, compete ao autor a prova de que o mesmo configura neglig&ecirc;ncia m&eacute;dica e, consequentemente, &eacute; gerador de responsabilidade. Neste &acirc;mbito, o tribunal deve, na medida das suas atribui&ccedil;&otilde;es e com vista &agrave; descoberta da verdade material, solicitar todos os meios de prova, de forma oficiosa, que entenda serem pertinentes para a discuss&atilde;o da causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4478","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4478"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4478"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4478"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4478"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}