{"id":4622,"date":"2023-07-19T22:00:00","date_gmt":"2023-07-19T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"empreitada-e-subempreitada-responsabilidade-perante-o-dono-de-obra","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/empreitada-e-subempreitada-responsabilidade-perante-o-dono-de-obra\/","title":{"rendered":"Empreitada e Subempreitada \u2013 Responsabilidade perante o Dono de Obra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>subempreitada<\/strong> encontra a sua defini&ccedil;&atilde;o no C&oacute;digo Civil (artigo 1213&ordm;) e corresponde ao contrato atrav&eacute;s do qual um terceiro se obriga para com o empreiteiro a realizar a obra, ou parte da obra, a que este se encontra vinculado.<br \/>Assim, o contrato de subempreitada pressup&otilde;e a pr&eacute;-exist&ecirc;ncia de um contrato de empreitada, ao qual est&aacute; ligado por um v&iacute;nculo funcional, uma vez que a finalidade &eacute; comum e que se traduz na realiza&ccedil;&atilde;o do interesse do dono de obra, sendo a posi&ccedil;&atilde;o predominante ocupada pelo contrato de empreitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, os contratos de empreitada e de subempreitada n&atilde;o se fundem num &uacute;nico neg&oacute;cio jur&iacute;dico, mantendo-se distintos e individualizados, sendo certo que o recurso &agrave; subempreitada pode envolver consequ&ecirc;ncias no desenvolvimento da primitiva rela&ccedil;&atilde;o negocial (empreitada), havendo que avaliar as rela&ccedil;&otilde;es que se desenvolvem entre subempreiteiro e empreiteiro e entre este e o dono de obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A consequ&ecirc;ncia mais premente a retirar desta correla&ccedil;&atilde;o de contratos &eacute; a de o dono de obra ser alheio ao contrato de subempreitada n&atilde;o existindo qualquer v&iacute;nculo entre aquele e o subempreiteiro sejam quais forem as eventuais reclama&ccedil;&otilde;es a deduzir, a menos que, dentro do princ&iacute;pio da liberdade contratual, se estipule de forma diversa. Na verdade, e ainda que n&atilde;o seja o que ocorre a maioria das vezes, nada impede que no contrato de subempreitada se contenham estipula&ccedil;&otilde;es que se afastem das correspondentes do contrato principal em aspetos relevantes, como sejam o objeto, pre&ccedil;o ou prazo de execu&ccedil;&atilde;o, mas sempre que nos estejamos a mover no &acirc;mbito do direito privado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liga&ccedil;&atilde;o funcional entre o contrato de subempreitada e o contrato de empreitada implica, frequentemente, que as vicissitudes da execu&ccedil;&atilde;o de um deles tenha repercuss&otilde;es no outro, com a l&oacute;gica rea&ccedil;&atilde;o do dono de obra perante o empreiteiro, em caso de incumprimento do subempreiteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o regime da empreitada, previsto C&oacute;digo Civil, assenta na rela&ccedil;&atilde;o entre o dono da obra e o empreiteiro, sendo este quem perante aquele responde pela execu&ccedil;&atilde;o do contrato, limitando-se o artigo 1226&ordm; do C&oacute;digo Civil a atribuir ao empreiteiro direito de regresso no que respeita &agrave; responsabilidade do subempreiteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, e no que respeita a eventuais defeitos da obra, o empreiteiro, que est&aacute; adstrito a uma obriga&ccedil;&atilde;o de resultado, &eacute; respons&aacute;vel pelos mesmos perante o dono de obra, tendo o dever de os eliminar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao dono de obra bastar&aacute; provar a exist&ecirc;ncia do defeito, presumindo-se a culpa do empreiteiro, que, para afastar a sua responsabilidade ter&aacute; de demonstrar que o cumprimento defeituoso n&atilde;o procede de culpa sua, n&atilde;o lhe bastando a demonstra&ccedil;&atilde;o de que agiu com dilig&ecirc;ncia; tem de ir mais longe e provar a causa do defeito e que esta lhe &eacute; estranha, s&oacute; assim se exonerando de responsabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acresce que o empreiteiro ser&aacute; respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o defeituosa da obra, independentemente de qualquer atua&ccedil;&atilde;o pessoal, sempre que a exist&ecirc;ncia dos defeitos seja imput&aacute;vel a algu&eacute;m que interveio no processo de realiza&ccedil;&atilde;o da obra, por sua iniciativa, como seja o caso do subempreiteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contrata&ccedil;&atilde;o de um ou v&aacute;rios subempreiteiros para a execu&ccedil;&atilde;o dos trabalhos &eacute; indiferente para o dono da obra, j&aacute; que perante si &eacute; o empreiteiro que responde, sem preju&iacute;zo do direito que lhe assiste de exigir dos subempreiteiros a elimina&ccedil;&atilde;o dos defeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso &agrave; interven&ccedil;&atilde;o de subempreiteiros n&atilde;o se confunde com a cumula&ccedil;&atilde;o de contratos de empreitada, cada um com o seu objeto, mas concorrendo, no seu conjunto, para a realiza&ccedil;&atilde;o da mesma obra. &Eacute; o caso de o dono da obra celebrar v&aacute;rios contratos de empreitada, cada qual com seu empreiteiro, adjudicando a cada um deles trabalhos diferentes da mesma obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste caso, verifica-se uma justaposi&ccedil;&atilde;o de contratos, havendo uma multiplicidade de empreiteiros, em que cada um deles mant&eacute;m com o dono da obra uma rela&ccedil;&atilde;o direta, sendo, perante este, individualmente respons&aacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  dedica-se h&aacute; v&aacute;rios anos ao acompanhamento destas mat&eacute;rias, assessorando os seus clientes nas negocia&ccedil;&otilde;es, formaliza&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o dos contratos de empreitada e tamb&eacute;m na resolu&ccedil;&atilde;o dos lit&iacute;gios judiciais que deles derivam, abordando proximamente as especificidades da subempreitada de .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-4622","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4622"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4622"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4622"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}