{"id":4635,"date":"2023-10-24T22:00:00","date_gmt":"2023-10-24T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"subempreitada-de-direito-publico","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/subempreitada-de-direito-publico\/","title":{"rendered":"Subempreitada de Direito P\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando o elevado n&uacute;mero de lit&iacute;gios com origem nos contratos de empreitada e\/pu subempreitada, retomamos esta tem&aacute;tica abordando agora as especificidades da <strong>subempreitada de Direito P&uacute;blico<\/strong>, mat&eacute;ria a que o C&oacute;digo dos Contratos P&uacute;blicos afeta uma Sec&ccedil;&atilde;o (artigos 383&ordm; a 386&ordm;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que a empreitada seja de obras p&uacute;blicas, o legislador seguiu o crit&eacute;rio cl&aacute;ssico da qualidade do sujeito, ou mais propriamente, da natureza jur&iacute;dica de uma das partes, o dono da obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Agrave;s empreitadas de obras p&uacute;blicas, em tudo o que n&atilde;o esteja previsto no seu regime, nas leis e regulamentos administrativos que prevejam casos an&aacute;logos e nos princ&iacute;pios gerais de direito administrativo, aplicam-se as disposi&ccedil;&otilde;es do C&oacute;digo Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa referir que, neste caso, o contrato de subempreitada &eacute; formal, tem de ser reduzido a escrito e de conter as formalidades constantes do artigo 384.&ordm; n&ordm;1, al&iacute;neas a) a f) do CCP, sob pena de nulidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sendo, o contrato de subempreitada deve conter no seu clausulado: (i) a identifica&ccedil;&atilde;o das partes e respetivos representantes, o t&iacute;tulo a que interv&eacute;m e a indica&ccedil;&atilde;o dos atos que os habilitam, (ii) a identifica&ccedil;&atilde;o dos alvar&aacute;s e certificados de empreiteiros de obras p&uacute;blicas das partes, (iii) a descri&ccedil;&atilde;o do objeto da subempreitada, (iv) o pre&ccedil;o (vi) a forma e prazo de pagamento do pre&ccedil;o e (vi) o prazo de execu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe assinalar que, com o objetivo de garantir o alinhamento da legisla&ccedil;&atilde;o nacional com o Direito da Uni&atilde;o Europeia, designadamente com a Diretiva n.&ordm; 2014\/24\/EU, entrou em vigor o Decreto-Lei n.&ordm; 54\/2023, de 14 de julho, que eliminou, por completo, <strong>o limite de natureza quantitativa aplic&aacute;vel &agrave;s subempreitadas<\/strong>, deixando de estar proibida a subempreitada total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por &uacute;ltimo, importa ainda referir que as entidades p&uacute;blicas, nos seus contratos, det&ecirc;m a possibilidade de resolver o contrato com o objetivo de sancionar o cocontratante pelo seu n&atilde;o cumprimento, o que demonstra a posi&ccedil;&atilde;o de supremacia detida pelas entidades p&uacute;blicas em confronto com os intervenientes nos contratos de empreitada de direito civil. Fica claro que a rela&ccedil;&atilde;o contratual decorrente destes contratos de direito p&uacute;blico &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada no sentido em que o contraente privado acaba por ter uma posi&ccedil;&atilde;o de sujei&ccedil;&atilde;o perante o contraente p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste &acirc;mbito assume particular relev&acirc;ncia o princ&iacute;pio <em>back to back<\/em> que significa que o contrato de subempreitada est&aacute; subordinado &agrave;s mesmas regras do contrato principal, isto &eacute;, do contrato de empreitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer isto dizer que o empreiteiro transfere para o subempreiteiro as obriga&ccedil;&otilde;es, riscos e direitos decorrentes do contrato de empreitada ficando o subempreiteiro numa situa&ccedil;&atilde;o id&ecirc;ntica &agrave; que fica o empreiteiro perante o dono de obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta cl&aacute;usula, constante de quase todos os contratos de subempreitada de obra p&uacute;blicas, cria, por vezes, situa&ccedil;&otilde;es de desequil&iacute;brio graves para o subempreiteiro que se v&ecirc; coartado de livremente executar trabalhos ou fixar pre&ccedil;os, originando perdas financeiras s&oacute; ressarcidas, muitas das vezes, atrav&eacute;s do recurso aos tribunais, judiciais ou arbitrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O princ&iacute;pio, que tem na sua g&eacute;nese uma quest&atilde;o de solidariedade do subempreiteiro para com o empreiteiro, &eacute; aplicado por todas as entidades p&uacute;blicas pelo que, muito dificilmente, o contratante privado se poder&aacute; escusar a v&ecirc;-la inclu&iacute;da no contrato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o obstante, a fase pr&eacute;-contratual e a possibilidade de inclus&atilde;o de cl&aacute;usulas no contrato que possam salvaguardar os direitos do subempreiteiro assume particular relev&acirc;ncia pelo que dever&aacute; ser objeto de particular an&aacute;lise previamente &agrave; sua assunatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  dedica-se h&aacute; v&aacute;rios anos ao acompanhamento destas mat&eacute;rias, assessorando os seus clientes nas negocia&ccedil;&otilde;es, formaliza&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o dos contratos de empreitada e tamb&eacute;m na resolu&ccedil;&atilde;o dos lit&iacute;gios judiciais que deles derivam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"class_list":["post-4635","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4635"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4635"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4635"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}