{"id":4686,"date":"2024-07-03T22:00:00","date_gmt":"2024-07-03T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"espanha-responsabilidade-solidaria-entre-franchisados-pertencentes-a-mesma-franquia-pela-sua-participacao-no-tratamento-de-um-paciente-de-implantologia","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/espanha-responsabilidade-solidaria-entre-franchisados-pertencentes-a-mesma-franquia-pela-sua-participacao-no-tratamento-de-um-paciente-de-implantologia\/","title":{"rendered":"Espanha_Responsabilidade solid\u00e1ria entre franchisados pertencentes \u00e0 mesma franquia, pela sua participa\u00e7\u00e3o no tratamento de um paciente de implantologia"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A referida senten&ccedil;a tem interesse pela particularidade de apenas ter sido exigida responsabilidade ao franchisado diretamente implicado no dano e &agrave; sua seguradora, exonerando o segundo franchisado demandado que, apesar de ter intervindo numa segunda fase do tratamento, n&atilde;o foi responsabilizado pelo resultado danoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A situa&ccedil;&atilde;o de facto.<\/strong> No pedido, a autora, Sra. XXXX, intentou uma a&ccedil;&atilde;o contra as entidades &#8220;AAAA SL, &#8220;BBBB SL&#8221; e a seguradora &#8220;ZZZZ , em a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria, reclamando um montante derivado da responsabilidade civil profissional, especificamente em resultado de um contrato para a execu&ccedil;&atilde;o de trabalhos relativos &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o de implantes dent&aacute;rios no maxilar inferior, atrav&eacute;s de uma sobredentadura, e &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s implantes no maxilar superior, fixados por uma barra de ackerman. O demandante alega que, em consequ&ecirc;ncia dos cuidados de sa&uacute;de deficientes prestados ao seu cliente durante a implanta&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;teses dent&aacute;rias e o acompanhamento posterior ap&oacute;s a opera&ccedil;&atilde;o, sofreu uma s&eacute;rie de danos pelos quais, com base nos artigos 1089.&ordm; e 101.&ordm; do C&oacute;digo Civil espanhol, , pediu a declara&ccedil;&atilde;o da <strong>responsabilidade civil profissional solid&aacute;ria da &#8220;AAA SL&#8221; e da &#8220;BBB SL&#8221;, bem como da seguradora<\/strong> da primeira; pediu, por conseguinte, no articulado inicial da peti&ccedil;&atilde;o, que fosse proferida uma senten&ccedil;a que declarasse a responsabilidade sanit&aacute;ria das demandadas no pagamento de uma indemniza&ccedil;&atilde;o pelos seguintes conceitos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\"><em>a) 11.817 Euros para o custo da interven&ccedil;&atilde;o efectuada para implantar a pr&oacute;tese;<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\"><em>b) 9.150 Euros para o custo da interven&ccedil;&atilde;o restauradora;<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\"><em>c) 4.000 Euros a t&iacute;tulo de danos n&atilde;o patrimoniais.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\"><em>d) condenar os recorridos nas despesas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste cen&aacute;rio, a AAA foi julgada &agrave; revelia, enquanto a BBB e a sua seguradora Mapfre se opuseram, argumentando que a BBB n&atilde;o tinha legitimidade passiva, uma vez que n&atilde;o tinha tido qualquer participa&ccedil;&atilde;o, nem no diagn&oacute;stico, nem no tratamento dado ao agora Autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ac&oacute;rd&atilde;o de primeira inst&acirc;ncia terminou afirmando: <em>&#8220;Em suma, que a BBB S.L. se comprometeu a rever e substituir, a expensas suas, as pr&oacute;teses dent&aacute;rias durante toda a vida do paciente, no caso das pr&oacute;teses fixas, e cinco anos, no caso das pr&oacute;teses remov&iacute;veis, mas n&atilde;o a responder por m&aacute; conce&ccedil;&atilde;o, ancoragem, sele&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o das barras e dos implantes&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ac&oacute;rd&atilde;o de primeira inst&acirc;ncia considerou que <strong>&#8220;este caso enquadra-se no &acirc;mbito da medicina volunt&aacute;ria, e n&atilde;o da medicina curativa, pelo que a autora n&atilde;o necessitava de provar a culpa ou falta de dilig&ecirc;ncia dos profissionais de sa&uacute;de, bastando provar que o resultado contratado e, portanto, esperado, n&atilde;o se tinha verificado, o que levaria &agrave; possibilidade de presumir, na falta de prova em contr&aacute;rio, a responsabilidade profissional&#8221;<\/strong>. Analisou, ent&atilde;o, os elementos de prova e concluiu pela responsabilidade da AAA, S.L., embora tenha reduzido o &acirc;mbito da sua responsabilidade civil no que respeita ao valor das quantias pedidas a t&iacute;tulo de indemniza&ccedil;&atilde;o e danos morais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que respeita &agrave; a&ccedil;&atilde;o dirigida contra a &#8220;BBB S.L.&#8221;, o ac&oacute;rd&atilde;o reiterou a conclus&atilde;o, avan&ccedil;ada pela C&acirc;mara, de que esta n&atilde;o poderia ser responsabilizada pelo que foi realizado pela co-franchisada &#8220;AAA S.L.&#8221;, concluindo que esta s&oacute; poderia ter o dever de n&atilde;o faturar a repara&ccedil;&atilde;o e substitui&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;teses, de acordo com a garantia correspondente, e, por outro lado, absolveu a Mapfre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta senten&ccedil;a foi objeto de recurso, pelo que a senten&ccedil;a datada de 14 de abril de 2020 do Tribunal Provincial das Ilhas Baleares, ap&oacute;s v&aacute;rias considera&ccedil;&otilde;es, deu provimento parcial ao recurso do queixoso, cujo objetivo era aumentar o montante da senten&ccedil;a de primeira inst&acirc;ncia por danos morais para um total de 4000 euros e envolver a seguradora da AAA SL no custo da repara&ccedil;&atilde;o da parte mal executada do tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste ac&oacute;rd&atilde;o, a cl&iacute;nica BBB SL, que prosseguiu o tratamento, foi absolvida e a sua seguradora foi igualmente condenada, com uma fundamenta&ccedil;&atilde;o muito interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cl&iacute;nica que prosseguiu o tratamento n&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel pelos danos causados ao paciente, uma vez que estes s&atilde;o exclusivamente imput&aacute;veis &agrave; atua&ccedil;&atilde;o negligente de um terceiro, no caso a cl&iacute;nica AAA SL, e a responsabilidade n&atilde;o pode ser alargada pelo simples facto de serem franchisados da mesma marca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A continua&ccedil;&atilde;o do tratamento n&atilde;o justifica, por si s&oacute;, que um franchisado seja respons&aacute;vel pelos danos causados por outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, o lapso de tempo decorrido entre uma interven&ccedil;&atilde;o e outra e a aus&ecirc;ncia de provas n&atilde;o justificam que a segunda cl&iacute;nica interveniente seja respons&aacute;vel pelos danos causados ao paciente em consequ&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS&Atilde;O:<\/strong> Em mat&eacute;ria de responsabilidade civil, o facto de um franchisado realizar um trabalho e este ser completado por outro, a menos que existam factos que o justifiquem, n&atilde;o implica uma responsabilidade solid&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, cada franchisado &eacute; uma pessoa colectiva distinta da outra e a participa&ccedil;&atilde;o na responsabilidade final tem de assentar em factos que a justifiquem, n&atilde;o havendo, portanto, responsabilidade solid&aacute;ria pelo simples facto de actuarem como entidades pertencentes &agrave; mesma franquia. A responsabilidade &eacute; individualizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4686","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4686"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4686"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4686"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4686"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}