{"id":4687,"date":"2024-07-04T22:00:00","date_gmt":"2024-07-04T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"portugal-praticas-comerciais-desleais-nas-relacoes-empresariais-na-cadeia-de-abastecimento-agricola-e-alimentar","status":"publish","type":"publicacion","link":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/publicacion\/portugal-praticas-comerciais-desleais-nas-relacoes-empresariais-na-cadeia-de-abastecimento-agricola-e-alimentar\/","title":{"rendered":"Portugal_Pr\u00e1ticas Comerciais Desleais nas Rela\u00e7\u00f5es Empresariais na Cadeia de Abastecimento Agr\u00edcola e Alimentar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As regras aplic&aacute;veis &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas restritivas na cadeia de abastecimento agr&iacute;cola e alimentar foram refor&ccedil;adas recentemente com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.&ordm; 76\/2021, de 27 de agosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as principais altera&ccedil;&otilde;es, destaca-se a proibi&ccedil;&atilde;o de estabelecer prazos de pagamento em contratos de compra e venda ou fornecimento de bens alimentares destinados ao consumo humano superiores a 30 dias (exceto, quando o comprador seja uma empresa do setor de restaura&ccedil;&atilde;o e bebidas) ou 60 dias (no caso de produtos n&atilde;o perec&iacute;veis), conforme o volume de neg&oacute;cios do fornecedor e do comprador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os referidos prazos de pagamento s&atilde;o aplic&aacute;veis aos fornecedores do setor agroalimentar, organiza&ccedil;&otilde;es de produtores e suas associa&ccedil;&otilde;es, bem como aos compradores de produtos agr&iacute;colas e alimentares ou agrupamentos destes, independentemente do Estado-Membro da Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas transa&ccedil;&otilde;es comerciais que tenham por objeto produtos agr&iacute;colas ou alimentares, tamb&eacute;m s&atilde;o proibidas as seguintes pr&aacute;ticas:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">a) <strong>Notifica&ccedil;&atilde;o de cancelamento de encomendas de produtos perec&iacute;veis num prazo inferior a 30 dias, antes da data prevista de entrega<\/strong> [entendendo-se como perec&iacute;veis os produtos suscet&iacute;veis de se tornarem impr&oacute;prios para venda num prazo m&aacute;ximo de 30 dias ap&oacute;s a sua colheita, produ&ccedil;&atilde;o ou transforma&ccedil;&atilde;o];<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">b) <strong>Modifica&ccedil;&atilde;o unilateral do contrato quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia, m&eacute;todo, local, calend&aacute;rio ou volume do fornecimento ou entrega<\/strong>, bem como das normas de qualidade, pre&ccedil;os, condi&ccedil;&otilde;es de pagamento;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">c) <strong>Imposi&ccedil;&atilde;o de pagamentos, direta ou indiretamente, sob a forma de desconto<\/strong>: (i) n&atilde;o relacionados com a venda de produtos agr&iacute;colas ou alimentares do fornecedor; (ii) pela deteriora&ccedil;&atilde;o, perda ou desperd&iacute;cio de produtos do fornecedor que ocorra nas instala&ccedil;&otilde;es do comprador;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">d) <strong>Rejei&ccedil;&atilde;o ou devolu&ccedil;&atilde;o de produtos entregues<\/strong>, com fundamento na menor qualidade de parte ou da totalidade da encomenda ou no atraso da entrega;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">e) <strong>Recusa de confirma&ccedil;&atilde;o por escrito dos termos de um acordo<\/strong>, quando expressamente solicitado pelo fornecedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al&eacute;m disso, s&atilde;o ainda <strong>expressamente proibidas<\/strong> as seguintes pr&aacute;ticas, salvo se previamente estipuladas de forma clara e inequ&iacute;voca no acordo de fornecimento ou em acordo posterior, celebrado entre o fornecedor e o comprador:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">&#8211; <strong>Devolu&ccedil;&atilde;o por parte do comprador de produtos n&atilde;o vendidos<\/strong>, sem efetuar o pagamento dos mesmos;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">&#8211; <strong>Cobran&ccedil;a ao fornecedor de um pagamento como condi&ccedil;&atilde;o para o armazenamento, exposi&ccedil;&atilde;o ou inclus&atilde;o no invent&aacute;rio dos seus produtos<\/strong>, ou pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos produtos no mercado;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">&#8211; <strong>Exig&ecirc;ncia de que o fornecedor assuma a totalidade ou parte do custo dos descontos de produtos vendidos pelo comprador<\/strong> como parte de uma promo&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">&#8211; <strong>Exig&ecirc;ncia de pagamento por parte do fornecedor pela publicidade<\/strong> dos seus produtos ou por a&ccedil;&otilde;es de comercializa&ccedil;&atilde;o efetuadas pelo comprador;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">&#8211; <strong>Cobran&ccedil;a por parte do comprador da remunera&ccedil;&atilde;o devida ao pessoal<\/strong> para a manuten&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es utilizadas para a venda dos produtos do fornecedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, s&atilde;o definidas as <strong>regras relativas &agrave; den&uacute;ncia e investiga&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas restritivas proibidas<\/strong>. Uma den&uacute;ncia ou uma reclama&ccedil;&atilde;o pode ser apresentada &agrave; entidade fiscalizadora do Estado-Membro onde esteja estabelecido o fornecedor ou o comprador suspeito (no caso portugu&ecirc;s, a <strong>ASAE &ndash; Autoridade de Seguran&ccedil;a Alimentar e Econ&oacute;mica<\/strong>), sendo esta autoridade respons&aacute;vel por dar seguimento &agrave; reclama&ccedil;&atilde;o e &agrave; tramita&ccedil;&atilde;o do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss&atilde;o Europeia, num relat&oacute;rio publicado em abril de 2024, para avaliar a aplica&ccedil;&atilde;o da Diretiva sobre pr&aacute;ticas comerciais desleais, identificou como principal problema o <strong>desconhecimento destas normas e das entidades de controlo por parte das empresas envolvidas<\/strong>. Por outro lado, e em resposta &agrave; pergunta sobre o motivo pelo qual n&atilde;o denunciaram uma pr&aacute;tica comercial desleal sofrida, os inquiridos indicaram, em primeiro lugar, o receio de repres&aacute;lias por parte do comprador, em segundo lugar, consideraram que &eacute; uma pr&aacute;tica comum no sector e, em terceiro lugar, expressaram uma falta de confian&ccedil;a na resposta oportuna por parte das autoridades competentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No futuro, a Comiss&atilde;o Europeia pretende refor&ccedil;ar a Diretiva sobre pr&aacute;ticas comerciais desleais, criando:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">a) <strong>Um Observat&oacute;rio da Cadeia Agroalimentar da UE (AFCO)<\/strong> para aumentar a transpar&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de pre&ccedil;os, estrutura de custos e distribui&ccedil;&atilde;o de margens e valor acrescentado na cadeia de abastecimento.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px; text-align: justify;\">b) <strong>Uma Organiza&ccedil;&atilde;o Comum de Mercados de produtos agr&iacute;colas (OCM)<\/strong>, que incluir&aacute; novas normas sobre os contratos celebrados entre agricultores e compradores, fortalecendo a posi&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es de produtores para atuarem coletivamente de forma mais eficaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  &#8211; Sucursal em Portugal est&aacute; &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o para rever os acordos de fornecimento, compra e venda de bens alimentares e proceder &agrave;s adapta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":431,"template":"","categories":[],"area-de-practica":[],"publicaciones":[],"idioma-publicacion":[72],"areas-practica-publicacciones":[],"class_list":["post-4687","publicacion","type-publicacion","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","idioma-publicacion-portugues"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion\/4687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/publicacion"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4687"},{"taxonomy":"area-de-practica","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/area-de-practica?post=4687"},{"taxonomy":"publicaciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/publicaciones?post=4687"},{"taxonomy":"idioma-publicacion","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/idioma-publicacion?post=4687"},{"taxonomy":"areas-practica-publicacciones","embeddable":true,"href":"https:\/\/belzuz.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/areas-practica-publicacciones?post=4687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}